Notas iniciais
EU VOLTEI,PAI AMADO,EU VOLTEI! Peço mil desculpas a vocês por não ter postado desde o final do ano passado. Eu viajei,como de costume,a inspiração não vinha e eu tava com o famoso teclado de silicone,ou seja,nada né. Mas agora eu voltei e...olha,sofrência né,gente. XD Espero que gostem e leiam escutando : https://www.youtube.com/watch?v=_fNg3qHdEcY (segunda parte) e a primeira,cês podem escutar essa daqui https://www.youtube.com/watch?v=2XPC1CRRirA (acho que vai combinar até com a segunda) P.S.: Leiam as notas finais! :)

— Então,tio Killian,é isso.Só colocar o cabo plugado no monitor,atarraxar os dois pequenos rolinhos dos lados.Isso,isso,parecem dois parafusos...

Henry revirou os olhos e bufou.Era a quinta vez que explicava o procedimento de como conectar um dos monitores na sala de reuniões da filial que seu pai e seu tio estavam abrindo em San Diego

— Isso,agora ligue o estabilizador,depois a torre e veja se funciona... — o garoto respirou fundo,tentando não perder a paciência e,só por curiosidade,tirou o celular do ouvido e olhou a tela,conferindo o horário.Quando o fez arregalou os olhos e começou a andar rápido — O que?Não,não.É só apertar mais forte,às vezes dá mal contato. — ele praticamente corria pelas ruas — Ora,tio,eu não sei...Mas que merda! — esbravejou no meio da rua ao tentar atravessar e uma moto passar rente a ele — Não,tio,não foi com você.Não,não foi.Pode continuar.

E assim,o dilema do menino continuou;desde que entrou no ônibus e durante todo o trajeto deste até a escola.

— Tio Killian,eu realmente preciso desligar,tenho aula agora no período da tarde e,se eu continuar faltando,bem você sabe da minha situação. — ele conferiu o horário mais uma vez ao sair do ônibus e começou a correr novamente — Sim,eu entendo a sua situação mas eu tenho uma situação aqui também e mas que diabos... — Henry semicerrou os olhos,olhando para o bolo de alunos que entrava apressado pelos portões do colégio e sentiu seu coração disparar com o que viu."Não,não pode ser.Não pode ser ela...",pensou mas logo foi desperto de seus devaneios pela voz de Killian do outro lado da linha — Ahn?Não,tio,novamente não foi com você.

O garoto apertou o passo e se enfiou no meio daquele bolo de corpos,que berravam e pareciam não saber conversar em um tom normal,seguindo os cabelos castanho-claros,presos em uma trança meio desgrenhada,quando alguém esbarrou em sua mochila.

— Desculpa,Henry!E é bom te ver de volta,espero que esteja melhor! — gritou um menino,lhe dando um tapinha no ombro e seguindo seu caminho.

Henry o cumprimentou,parando por um minuto para arrumar a mochila de volta no ombro,enquanto Killian ainda lhe falava sobre como as peças estavam todas erradas.Quando se virou novamente,a menina já não estava mais no meio da multidão.Ele grunhiu,irritado.

— Tio,eu realmente preciso ir,ok?Qualquer coisa,ligue para o meu pai,ele vai saber o que fazer. — ele cerrou os punhos quando,mesmo sendo grosso,Killian não parou de falar — Então,ligue pra empresa que forneceu os computadores e as peças e reclame com eles,processe,eu não sei!Isso,tio,processe a Apple então!Tchau.

Finalmente,depois de uma hora no telefone,um pouco de paz.Henry se encostou em uma parede e fechou os olhos por um segundo,respirando fundo.De repente,sentiu algo bater em sua cabeça.O garoto abriu os olhos e deu uma olhada em volta;não havia ninguém.Voltando a caminhar em direção à entrada principal,mais uma vez,algo foi jogado nele.E,mais uma vez,não havia ninguém lá;bem,pelo menos não na sua frente.

— Sr.Mills,gostaria de companhia para a primeira aula da tarde? — uma voz soou atrás dele,seguida de uma leve cutucada no ombro,o que fez o garoto dar um pulo e se virar

E mais uma vez,ele sentiu seu coração disparar.À sua frente estava uma figura que ele achou que nunca mais encontraria no mundo.A menina vestia uma blusa de alça,que mais parecia uma espécie de espartilho,na cor jeans com alguns botões dourados na frente,uma saia marrom longa,cheia de babados e alguns detalhes em xadrez,um par de coturnos de camurça quase na mesma cor da saia e levava no pescoço vários cordões,incluindo um medalhão cor de cobre,que Henry imediatamente reconheceu.

— Hellie... — ele sussurrou e sentiu as pernas tremerem como gelatina quando a menina lhe direcionou um sorriso brilhante e caloroso

— Henry... — ela o imitou,se balançando para frente,com as mãos pra trás do corpo,como se esperasse ele continuar a frase mas logo riu,levando o garoto junto.A risada dos dois imediatamente encheu aquela ala da entrada — É muito bom te ver! — Hellie disse e jogou os braços em volta do pescoço do amigo,apertando-o com força e se sentiu feliz quando Henry passou os braços por sua cintura fina,retribuindo o gesto.
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Regina chegou em casa por volta das quatro da tarde.Após o incidente no hospital e a discussão com Robin,ela rodou quase a cidade inteira a pé a fim de respirar um ar puro e repensar em tudo o que havia acontecido.

Ao abrir a porta de casa,o que a morena encontrou foi silêncio.Nenhum sinal de Henry,Cora e muito menos de Robin,o que lhe causou certo alívio.Quando ia colocando sua bolsa e chaves na pequena mesinha do hall de entrada,ela escutou o barulho fraco da televisão.

— Mãe? — ela chamou e,quando não obteve resposta alguma,insistiu — Mãe é a senhora que está aí? — mais uma vez nenhuma resposta.Ela olhou em volta,seu coração batia forte.Se a casa estava vazia e ninguém a respondera,por que a televisão estaria ligada?Devagar,ela tirou os saltos e os segurou em forma de defesa;seja lá o que estivesse prestes a acontecer,pelo menos não aconteceria sem uma luta primeiro.

"Luta?Mas que diabos você está pensando,Regina?Provavelmente todos saírame e,eventualmente,esqueceram a televisão ligada,só isso.E lutar?É sério isso?",ela se repreendeu mentalmente,enquanto fazia seu caminho em direção à sala de estar,pé ante pé e tentando fazer o máximo de silêncio possível.

"Mas você tá bem,não tá?"

A morena gelou ao ouvir a voz do filho caçula.Será que algo havia acontecido?Será que todos estavam bem?Ela balançou a cabeça,a fim de afastar todo e qualquer tipo de pensamento negativo,engoliu e respirou fundo,dando mais alguns passos.

— A mamãe disse que você vai votar logo pra casa.Bem,peio menos é o que todos dizem. — o menino tinha a voz calma e parecia conversar com alguém que conhecia já há anos. — Eu sinto sua falta...

O modo como Roland falava partiu o coração de Regina.Ela se encostou em uma das pilastras,ficando em um ângulo do qual ela pudesse ter uma visão do filho mas que,ao mesmo,ele não conseguisse vê-la.

— Mamãe chora todos os dias.O papai também,eu sei que ele chora.Assim como a vovó,o vovô,o Henry e bem...eu também. — ele suspirou e a morena pode jurar que ele segurava as lágrimas enquanto esperava a outra pessoa responder

Mas que outra pessoa?De onde Regina estava,não conseguia ver mais ninguém na sala,nem mesmo uma silhueta ou uma sombra;nada.Foi aí que percebeu que o filho falava sozinho e aquilo fez seu coração bater mais rápido ainda.Ela se preparou para o pior,pois desde pequena ouvia histórias de crianças que conseguiam se comunicar com o "sobrenatural" e essas coisas;sempre acreditara e costumava rezar para que nada parecido lhe acontecesse.Mas e se Roland tivesse esse...

Seus pensamentos foram interrompidos por um barulho abafado,seguido de um soluçar desesperado e a morena não pensou duas vezes;largou os sapatos no chão e correu para dentro do cômodo,apenas para encontrar o filho caído no chão,os cachos e a camiseta empapados de suor,as lágrimas rolando soltas.

— Volta!Não,não,volta! — o menino se debatia,caído de joelhos no chão

— ROLAND! — Regina gritou e se ajoelhou ao lado dele,tomando-o em seus braços — Roland,filho?! Consegue me ouvir?ROLAND! — ela o sacudia,não percebendo que ele ainda dormia

— Volta! Fica aqui comigo...volta! — ele gritava,se agarrando na blusa da mãe e puxando a mesma,como se pudesse puxar de volta a pessoa com quem estava conversando — Você não pode ir assim!Não... Mi...volta,por favor...

No momento em que o apelido de Milagros deixou os lábios do menino,Regina sentiu o estômago revirar,como se alguém tivesse ligado um triturador dentro dele.O coração parecia que ia bater o seu caminho para fora do peito,suas mãos suavam frio e a respiração estava entrecortada.

— O que? — ela sussurrou e,na mesma hora em que o fez,o telefone começou a tocar insistentemente.

O som estridente do aparelho se misturou com os soluços desesperados de Roland,com o som quase imperceptível da porta se abrindo e com o de seu celular que havia começado a tocar sabe se lá quando.A morena se sentia como no olho de um furacão,tudo acontecia à sua volta,ao mesmo tempo e ela se sentia fraca;fraca para pensar,para cotninuar,para confortar o filho que chorava copiosamente em seus braços.Para se confortar.

— Mãe,eu cheguei. Você não acredita quem eu encontr- mas que diabos esses telefones tocando todos juntos?! Mã... — Henry,que vinha entrando com Hellie logo atrás de si,parou na entrada da sala quando escutou o choro do irmão e viu a cena,correndo diretamente para o lado da morena — Mãe! Mãe,o que está acontecendo?Roland?! Mãe?! — ele a sacudiu e se desesperou quando tudo o que ela fez foi lhe direcionar um olhar envidraçado pelas lágrimas,uma olhar quase vazio. — Hellie,por favor,atenda o telefone! — o garoto gritou para a amiga que prontamente saiu para procurar o aparelho e deu um grito quando a porta abriu em um estrondo e Robin entrou,com o celular quase que grudado na orelha,ofegante e com as bochechas coradas como se tivesse corrido uma maratona

— REGINA! — ele gritou,não se dando conta do que estava acontecendo e adentrou a sala como um furacão — Rápido,nós temos que ir para o hospital,ligaram de lá agora e... — quando ouviu os barulhos,o britânico deixou o celular cair no chão e ficou estático no lugar

— É ela,não é? — a morena sussurrou,levantando o olhar enquanto tentava acalmar o filho que agorava soluçava baixinho e de encontro ao seu peito

Robin nada disse,deixou que o choro que vinha segurando transbordasse junto com todas as emoções reprimidas dos últimos dias e horas.Ele apenas fechou os olhos e fez com que sim com a cabeça,sentindo o coração apertar mais do que nunca quando ouviu Regina arquejar e soltar um grunhido de desespero.

Notas finais
Então,né...MUITO OBRIGADA pelos comentários e pelas msgs que me mandaram. Hellie,inspiração pra ela:Helena Bonham Carter,especificamente essa foto: http://i.imgur.com/xSWsgc6.png e a Emma Watson. Comentem aí se vocês querem personagens novos,dêem sugestões,ameacem,peçam órgãos,falem comigo lá no tt - @aiyya_yo e etc. Beijo na bunda e até segunda! (não necessariamente mas vocês entenderam)