Something Else Than a Broken Heart

5 Mudando denovo e denovo!


Notas iniciais
Um mês sem postar desde o capítulo anterior. Motivo? Não sei, mas aproveitando a data, dedicando esse capítulo movimentado ao Rodrigo. 8 meses quentes hoje, né? q Ao melhor namorado, amigo, amiga e companheiro desse mundo. Problemas sempre virão, mas vamos torcer para que não venham fazer esse namoro findar até. <3

Uma pequena teoria.

As pessoas só observam as cores do dia no começo e no fim, mas, para mim, está muito claro que o dia se funde através de uma multidão de matrizes e entonações, a cada momento que passa. Uma hora só pode consistir em milhares de cores diferentes. Amarelos céreos, azuis borrifados de nuvens. Escuridões enevoadas.

~

Como uma estátua bem forjada, a figura de dois Arrankarus permaneceu única pelo decorrer de vários minutos. A proteção que o corpo másculo de Nnoitra fazia sobre o mulheril de Neriel era mais do que somente uma barreira; era como um abraço, o qual a mulher correspondia. Seus braços colocavam-se ao redor da cintura do Espada enquanto dois dos seis braços alheios cobriam-na sobre o ombro, juntando seu corpo ao dela. “Vai ficar tudo bem”, era o que o corpo de Nnoitra dizia ao seu, mesmo silencioso, naquele meio tempo. [...]

A percepção de ambos parecia desligada; a tempestade de areia poderia ter passado e aqueles eminentes amantes nem sequer a notariam. E passou. O zumbido que inundava a orelha de ambos era interrompida e então substituída por uma voz mulheril e cantante.

All the heroes go down shed their blood on the land dreaming somehow the divine will now stand. Heroes go down with their hearts.

( Tradução: \"Todos os heróis caem derramando seu sangue na terra de algum modo sonhando que as divindades ergam-se. Heróis caem com seus corações em suas mãos construindo seus castelos na areia.\" )

E de repente, o silêncio. Aquele cantar inusitado de Neriel fora interrompido abruptamente o notar o então silêncio no ambiente externo. Diante disso o homem afastou-se da mulher e pousou os olhos semi-cerrados sobre os dela, pacíficos.

- Por que parou de cantar? – A voz suavemente rouca questionou junto a um visível desgosto.

- Você não merece me ouvir cantar, Nnoitra.

A hostilidade estava ali, porém uma nova pitada de provocação ao Quinta Espada, também. Um simplório piscar de olhos fora o necessário para agora vislumbrar a figura de Nnoitra com sua zanpakutou não liberada novamente. Quatro dos braços desapareciam junto às foices dando lugar, mais uma vez, a enorme espada, formada por suas antagônicas meia-luas. Junto à transformação, pequenos filetes de sangue eram visíveis no rosto do Espada, tão bem quanto os rasgos na roupa que cobria seus braços. Ainda em meio ao abraço, Neriel colocou-se sobre as pontas dos pés e sem aviso prévio, deslizou a ponta de sua língua pela bochecha e testa de Nnoitra.

- O que você está fazendo, Neriel? – Um breve gaguejar era audível em meio ao questionar do Espada que agora a segurava fortemente pelos ombros afastando-a.

- Agradecendo – A ex-Espada apenas respondeu, séria, fitando-lhe a fundo.

- Tch! Você é realmente irritante, Neriel! Teimosa... Nunca aprende... E junto às palavras de Nnoitra, um aproximar de sua face à dela era notado.

Diferentemente de antes, dentro da caverna, os lábios do Quinta Espada foram gentis ao encontrarem os de Neriel. Ambos os olhos fecharam-se; agora a vontade e disposição era mútua. O longo corpo de Nnoitra curvava-se sobre o de Neriel, envolvendo-a pela cintura enquanto esta mantinha seu corpo junto ao dele passando os braços por seu pescoço. Lábios nos lábios, um recíproco acariciar era apreciado por ambos. [...] Uma mordiscada era admitida no lábio inferior de Neriel, fazendo-a exibir um tímido sorriso antes de prontamente afastar-se.

- ...

- O que foi?! Por que essa cara?

A feição da ex-Espada, além de comportar um tom rubro indicador de constrangimento, também era doce e ligeiramente pensativa. Antagônica, se comparada à de um Nnoitra que a encarava confuso, sem nada entender. Homens! Uma breve risada fluiu por entre os lábios de Neriel ao que esta apenas inclinava a cabeça à direita, singela.

- Nada, Nnoi-kun... – Respondeu simplória antes do ato inesperado alheio. Nnoitra, diante da resposta vaga que lhe fora fornecida, estalou os lábios em incompreensão e adiantou-se à garota segurando-lhe pela cintura e a erguendo do chão. Em sequência, elevou o delicado corpo de Neriel à altura de seus ombros e comportou cuidadosamente sobre o direito, a região abdominal da mesma. Um jeito bem machista e imperativo de carregar uma mulher; literalmente carregar.

- N-Nnoi-kun... Etto... Não precisa me carregar, eu estou bem e posso andar... @_@ Um sorriso malicioso inundou os lábios finos de Nnoitra diante às palavras de Neriel.

- Ahn? Eu sei que você está bem. Não é por isso que estou te carregando, baka!

Uma ação um tanto cavernosa, se analisada em nível de machismo quando se tratava de Nnoitra. Típico de um ser com mentalidade de um homem na Idade das Pedras querer carregar para si sua agora mulher. Sim, era como ele agora via Neriel. Típico também, deste homem possivelmente apaixonado, que não se deixasse ser totalmente levado por tal pensamento obsoleto. Há limites para tudo, até mesmo para a possessão. Se vai arrastar para sua caverna a mulher a qual agora era sua, que esta fosse arrastada carinhosamente e não pelos cabelos. Talvez o Quinta Espada ainda possua, de fato, um lado romântico. Talvez.

Uma forte e presunçosa risada saíra por entre os lábios finos e maliciosos de Nnoitra em meio ao caminhar que este iniciara. Uma mão segurava firmemente o cabo de sua enorme e intimidadora zanpakutou ao mesmo tempo que outra apoiava o corpo de Neriel pouco abaixo de suas nádegas a fim de evitar uma queda da mesma. Os pensamentos poderiam ser ingênuos, mesmo para alguém como Nnoitra, porém eram absolutos no momento. Estava vivo, Neriel estava de volta e estavam juntos. O que bastava era retornar a seu Salón, dispensar Tesla e... Um silêncio; mesmo em pensamentos inspirados. Tesla.

Talvez agora, com o coração amortecido para quedas bruscas, ele pudesse se dar ao luxo de entender o que acontecera. Tesla estava mesmo morto.

- Nel... – A voz, mesmo baixa, mantinha a potência da qual o Quinta Espada desde sempre se orgulhara.

- Hai, Nnoi-kun. – Emburrada diante do “ser carregada”, porém solidária, a ex-Espada respondeu-lhe e aguardou o viria.

O andar de Nnoitra era estranhamente suave para alguém tão alto e bruto; ser carregada por ele, igualmente. Independente da posição a qual se encontrava, Neriel permitiu-se ser mantida assim por mais um tempo enquanto seus orbes vislumbravam um desértico deserto que se expandia às costas do Quinta ao que os passos deste mais pareciam aproximar-se do palácio de Las Noches, o qual, certamente seria seu destino.

- Sobre o Tesla... Eu... – Havia dificuldade em se expressar tão sentimentalmente, claro.

- Er... Nnoitra? — A voz insegura era exposta no sentimento de chamar atenção para si, urgente.

- Quieta Neriel, estou falando algo sério! Sobre o Tesla, ele era realmente irritante, como você, mas isso não quer dizer que eu gostaria que ele morresse daquela forma. Ele era meu único fráccion e...

- Err... Nnoitra, eu realmente acho ótimo que você esteja tentando se expressar assim, mas você tem que me ouvir, agora! – O advertia, histérica.

Raivoso quanto à interrupção daquele momento sentimetal, o Quinta colocou-a no chão ao que sua voz explodia em questionamento.

- Mas que droga, Neriel, o que é tão importante assim?!

Neriel agiu tão rápido quanto deveria. Movendo-se com a utilização do sonido, colocou-se mais à frente de Nnoitra – ao que anteriormente correspondia às suas costas — e esperou, imponente, em meio à luminosidade avermelhada que vinha em sua direção. Um, dois, três [...] dez Ceros fundidos vinham em direção aos dois Arrankarus com uma incrível velocidade. Há cerca de 5 metros do enorme raio luminoso que vinha em sua direção, a ex-Espada direcionou a palma de sua mão concentrada de reiatsu na intenção de pausar os Ceros por alguns segundos.

Em seguida, sua boca era aberta e então a mulher absorvia todo o poderio para dentro de si, até o último feixe de luz vermelho. Mais cinco segundos para então, de forma estrondosa, o Cero – agora em tom lilás -, voltar em direção aos donos destes. Cero Double: além de absorver o Cero alheio, Neriel também fundia seu próprio Cero a este dobrando ou tripilicando sua potência. O resultado desse pequeno movimento fora o extermínio de um pequeno grupo de Gillians (Menos Grandes) que se viram no direito de tentar algo às costas daqueles dois. Um último suspiro era liberado pela ex-Espada junto ao que parecia ser uma nuvenzinha de fumaça. Engolir Ceros não é para todos.

Mas que porra...? — Unicamente ouviu-se a voz incrédula de Nnoitra ao que Neriel novamente andava em sua direção. – Gillians atacando Arrankars? Essas bichos perderam o respeito ou o quê?

- Eu também gostaria de saber o que significa isso, Nnoitra, mas acho que não temos tempo para isso agora. Temos companhia.

A feição séria de Neriel permaneceu ao que a mesma falava-lhe e então indicava, com um movimento da face, para que o Quinta Espada olhasse novamente à suas costas. Se serem atacados por um Cero unificado de cerca de dez Menos Grandes, estarem cercados pelo dobro destes, era algo realmente perturbados. Perigoso? Não; perturbador.

- Heh, parece que vou ter mesmo que lembrá-los de que estão de frente ao Espada mais forte!

A feição desesperada de Nnoitra era mais diversão; o Espada, animado com a matança que proporcionaria, já avançava à parte dos Menos girando, pela corrente, sua espada. A diversão estava para começar; assim como mais questões juntavam-se para a lista das não resolvidas.

Notas finais
A tempestade de areia parou, porém... Menos Grande atacando a ceu aberto e longe da sombria "Floresta de Menos"?!

Teria isso a ver com a dita queda do Império de Aizen?
E esse casal? Realmente tem futuro?

Mais respostas no próximo capítulo! [?]

Beijinho pessoas;

Cah. <3