Something Else
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Oinn *-*
Estou aqui com a minha segunda fic no universo de OUAT, primeira Darling Pan ^^
Espero que gostem e comentem muito :3
Lá estava eu, em meu quarto, debruçada na janela com os meus irmãos, enquanto Bae era levado para Nerverland sendo puxado pela sombra, tudo que eu conseguia pensar naquele momento era que eu precisava salvá-lo, não importava como, nem que eu tivesse de voltar àquela ilha infernal.
Passado-se alguns dias, uma semana ou duas, não sei dizer ao certo, minha família já estava convencida da história que tínhamos inventado de Bae ter ido embora por conta própria, seguindo uma pista do pai estar vivo, eles ainda não eram tão apegados ao menino, então fizeram caso por uns dias, desistindo ao notar que não cederiamos.João e Miguel estavam dormindo, totalmente cansados, eu havia agitado o dia todo, os deixando exaustos para a noite, que eu finalizara lendo a história da Cinderella.Arumei uma mochila com algum alimento e uma garrafa d'água, um bloco de desenho e alguns lápis, levando também o chapéu de Bae, que eu entregaria a ele quando o reencontrasse, paro em frente a janela, já aberta.Era um plano arriscado, eu não sabia como iríamos voltar depois, e, se voltássemos, qual seria o preço disso, mas eu não me importava, precisava salvá-lo, depois do que ele fizera por mim e pelos meus irmãos, era o mínimo que eu poderia fazer.– Eu acredito — digo, em uma voz firme, logo vendo a sombra flutuante voar para dentro do quarto, aqueles olhos claros se direcionaram a mim, e eu consegui notar certa surpresa neles, ela me estendeu a mão, sussurrando palavras encorajadoras, mas eu não precisava delas dessa vez, já havia feito a minha decisão.Coloco a minha mão sobre a dela, era como tocar uma nuvem, parecia que você podia simplesmente atravessá-la, tanto que, quando ela me puxava pelo pulso acima da cidade, eu me sentia voando sozinha, e apreciei aquele momento, não sabendo quando eu daria um sorriso verdadeiro de novo.Eu arfo quando ela me joga na areia fofa, e me levanto, e céu azul escuro pintado de estrelas acima de mim, e, daquele ponto, eu tinha uma vista perfeita do Pico do Homem Morto, com a lua acima do mesmo, me sento na areia por um segundo e tiro o bloco da bolsa, registrando aquela bela paisagem em um desenho.Guardo as coisas na bolsa novamente quando escuto alguns passos abafados atrás de mim, me viro a tempo de ver um adolescente alto e loiro, com uma cicatriz do lado direito do rosto, é quando estou tentando identificar a cor dos seus olhos em meio ao breu quando ele cobre a minha cabeça com algo que parecia um saco de pano, ele amarra as minhas mãos com uma corda.– Tira isso de mim! — grito, chacoalhando a cabeça para o saco sair, sinto algo pontudo em minhas costas, eu podia apostar que ele estava me apontando uma flecha, minha respiração acelera.– Ande, garota — ele diz "garota" em um tom de deboche, e me empurra com a ponta da flecha mais uma vez.Eu começo a andar, hesitante, nada disso havia acontecido da última vez, a ilha havia perdido totalmente o seu encanto, por várias vezes eu tropeço, já que havíamos entrado na floresta, ele simplesmente puxava o meu braço de forma rude e dava uma risada, me mandando continuar, eu não dizia uma palavra.Consigo sentir que estávamos em uma clareira aberta, escuto o barulho dos outros meninos dançando e o calor de uma fogueira, ele faz com que eu fique de joelhos, e escuto alguém se aproximar.– A garota, como você disse — escuto o que me prendeu dizer, e ele arranca o saco de minha cabeça, levanto meu rosto, vendo outro adolescente que eu ainda não havia visto em minha frente, seu cabelo era liso e de um loiro mais escuro, a pele clara estava amarelada pelas chamas da fogueira, mas foram seus olhos que me intrigaram, olhos verdes e rudes, mas ao mesmo tempo divertidos, olhos que podiam muito bem ser de um homem, quanto do garoto que eu via a minha frente.– Muito bem Félix, agora você pode ir — o adolescente dos olhos verdes fala para o que havia me trazido, sem desviar os olhos de mim por um segundo, eu também não o faço, não querendo demonstrar fraqueza.Ele segura o meu braço, fazendo com que eu me levante e desamarra as minhas mãos, eu o olho confusa.– O que foi? Não é uma prisioneira aqui.– Não foi o que seu amigo me deu a entender — retruco, massageando meus pulsos doloridos.– Meu nome é Peter, Peter Pan — diz ele, com um sorrisinho.
Notas finais
Então, o que acharam?
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