Somente amigos (Yay?!)

7 Capítulo 6 – Dia comum.


Notas iniciais
Então, gente, esse capítulo é só pra completar minha coleção de introduções. É só um dia comum. Espero que gostem

No dia seguinte, quando Emilly acordou, não viu ninguém em casa. Arrumou-se e foi para a escola. Quando estava passando pelo Central Park, viu Dick um pouco a frente.

— Dick, espera! — disse ela enquanto corria para tentar alcança-lo.

— Ah, bom dia, Emi. Ontem a noite estava muito barulho, não acha?! — perguntou ele.

— Demais... Essa barulheira toda foi na minha rua... Hmpf... Por causa disso tive uma noite mal dormida... — respondeu Emilly.

— Cuidado para não dormir na aula... — cantarolou Dick — Já tô até imaginando... Srta Carson, dormindo na aula?! — disse Dick, imitando a professora. Emilly riu.

— Se eu dormir, você me acorda. — disse ela como se fosse óbvio — Aliás, posso compensar tudo na biblioteca...

Os dois conversaram até chegar a escola. Ela fez o de habitual, mas dessa vez não estava sozinha. Quando chegaram a sala, ela estava tumultuada.

— Olha só, Dick: todas as garotas animadinhas em um canto da sala, logo, eram elas que estavam fazendo esse tumulto. — disse Emilly para Dick, que riu do que ela disse.

Só se ouvia “ai, Babs, ela vai ser incrível, IN-CRÍ-VEL!” ou “vai ser o melhor evento do ano!”. Todas as meninas estavam com envelopes cor-de-rosa claro com fitinhas e lacinhos de tom mais escuro. Babs andou até eles.

— Saudações, Loireca. Como está seu dia? — perguntou ela.

— Bem. — Emilly respondeu de maneira seca e fria. Dick sentiu o clima ficar meio tenso, então foi para seu lugar. Uns meninos foram falar com ele.

— Bom, Emilly, você deve estar se perguntando por que as meninas estão todas animadinhas com convites cor-de-rosa, saltitando até seus lugares e...

— Na verdade não, com licença, preciso ir para o meu lugar. — interrompeu Emilly, ela estava saindo, quando sentiu que foi segurada.

— Pera aí. Deixe eu terminar o que eu tenho pra falar! — exclamou Bárbara.

— E o que você tinha pra dizer? — perguntou Emilly educadamente.

— Que um dos convites é pra você. — concluiu ela. Ao ouvir isso, a loira estranhou, porém, foi educada.

— Hmm... Obrigada. — respondeu — O que deu nela? — murmurou ao se virar. Babs revirou os olhos.

Chegando ao seu lugar, Dick fez um olhar de quem não estava entendendo nada.

— Ela foi... Digamos que, gentil comigo... — explicou Emilly.

A aula começou e Emi realmente dormiu. Era aula de matemática com a Sra. Winfrey.

— Srta. Carson. — disse ela, Emilly continuava dormindo — Srta. Carson! — disse Sra. Winfrey mais alto e em tom mais severo.

— 1,25! — exclamou ela. Todos da sala a olharam e não se ouvia nenhum barulho, até que Dick diz:

— Ou, 1,75 negativos.

— Srta. Carson. — disse a professora — A pergunta era: Maria comprou cinco maçãs, ganhou mais três de sua avó, comeu duas e deu quatro para sua irmã. Quantas maçãs sobraram para ela?

— Duas maçãs, professora. — respondeu Emilly sem nenhum ânimo em sua voz. Por que não me acordou? — Emilly sussurrou para Dick.

— Eu tentei, mas você não levantava... — respondeu ele.

— Bom, de lição de casa, quero que façam as páginas 30, 31 e 32 do livro. — disse Sra. Winfrey, concluindo a aula. O sinal tocou.

— Ótimo, aula de ginástica... — disse Emilly — Bom, vou indo.

Emilly estava andando no corredor, em direção do vestiário, quando ouviu alguém a chamando:

— Loirecaa! Espera!

Emilly se virou , procurando por quem a chamava, quando viu uma garota correndo e acenando para ela.

— Que foi Barbie Ruiva?! — perguntou ela. A garota tentava recuperar o fôlego.

— É que... Eu... Não te entreguei... O convite... — disse ela pausadamente, para respirar.

Foram ao vestiário, Bárbara entregou um envelope cor-de-rosa com bolinhas marrons e um lacinho. Vestiram o uniforme e caminharam até o ginásio. Emilly olhou para o relógio.

— Estamos dois minutos atrasadas. — ela murmurou. Babs deu uma leve risada.

— Não se preocupe com isso... — respondeu ela. Quando chegaram a área aberta, ouviram uma voz dizendo severamente:

— Carson, Gordon! Estão atrasadas! — disse o professor. Todos os alunos estavam na área de corrida — E como castigo... — ela abriu um sorriso maldoso — Vão correr cinco voltas a mais! Muahahahahá! — ele riu maleficamente.

— Acho que ele enlouqueceu... — Emilly cochichou para Babs, que por sua vez, fez que sim com a cabeça.

— Vamos logo! — disse Babs.

As duas correram para a pista. Emi se perguntava o porquê de Bárbara estar sendo tão legal.

— Vocês duas! Mais rápido! — ordenou o professor.

Depois de um longo dia de aula, Emilly estava arrumando seu material, quando Dick disse:

— Ficaram amiguinhas?!

— Não. Ela foi gentil comigo e eu, educada. — respondeu ela — Bom, tenho que ir...

— Pra onde você vai? — perguntou ele.

— Biblioteca. Dormi na aula, lembra? — respondeu.

— Vou com você. — respondeu ele.

Eles foram à Biblioteca Municipal de Gotham. Quando chegaram, Emi foi em direção a uma prateleira, sem hesitar, pegou um livro grande e gordo.

— “Teoria das bombas – como armar, desarmar e montá-las com coisas que você tem em casa”... O que isso tem a ver com a aula que você perdeu, Emi? — perguntou Dick.

— Nada. — respondeu ela.

Notas finais
Bom, meus queridos, espero que tenham gostado! Pro próximo capítulo, tenho umas ideias (:
"Novos" personagens... YAY! e um salto de pelo menos 5 anos (:
Beeijos!