Somente Sem Sorte
3 Grande festa... Ou não.
Notas iniciais
Muito obrigada novamente às lindas que me mandaram review no Cap. anterior e me deram as boas vindas de volta! *--------* Eu fiquei tão feliz com as palavras de vocês... De verdade, não tenho como agradecer. :D
Bom... Era isso. Como sempre espero que gostem do Cap, meus amores! ^^ Boa leitura!
O que ele estava pensando?! Que eu era prostituta dele?! — "Quero que faça um oral para mim." — As palavras dele me fizeram congelar. Eu devia ter ouvido mal. Durante longos segundos eu fiquei admirando os olhos azuis impetuosos dele. No momento tinha algo neles que eu não conseguia desvendar e que me prendia.
– O quê? — minha voz saiu num sussurro abafado devido à ansiedade que possuía o meu corpo, eu estava atônita. Como assim ele quer que eu faça um oral para ele?! Pude ver um leve sorriso percorrer o rosto dele rapidamente, mas ele logo voltou à expressão séria, retornando a ficar com os pés e os braços cruzados.
– Quero que faça um oral da relação de clientes para mim. — ele disse como se fosse algo óbvio. Eu suspirei aliviada colocando uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha, me sentindo mais tímida do que o normal. Eu pude ver a expressão divertida no rosto dele. — An... Não me diga que você pensou que... — ele não terminou de falar, não era preciso. O sorriso malicioso dele dizia tudo... Era essa a intenção dele desde o começo. -... Que mulher maliciosa você é... — ele balançava a cabeça me repreendendo com divertimento, os olhos dele brilhavam. Meu rosto ferveu enquanto ele ria de mim... De novo.
– Eu vou pegar minhas anotações. — eu disse enraivecida saindo do escritório dele. Imbecil! Mas eu sou mais imbecil ainda por gostar dessas brincadeiras dele. O que há comigo ultimamente?! Talvez eu esteja virando masoquista. Depois de estar com as anotações em mãos eu voltei à sala do meu "maravilhoso" chefe.
– Demorou. — ele sorria.
– Desculpe, Sr. Walker. – eu disse com ironia.
– Dessa vez eu vou relevar. — ele continuava sorrindo. — E eu quero que me chame de Mason.
– Por que soa mais íntimo? — eu sorri desafiadora. Ele sorriu largo me analisando e inclinando a cabeça para o lado.
– Também. — ele deu de ombros afirmando.
Nós discutimos sobre os clientes que haviam telefonado. Ele me deu respostas para passar a algumas ligações. Estranhamente, embora ele fosse uma praga eu me sentia mais à vontade com ele. Tenho que admitir que ele sabia ser divertido, afinal.
– Por que se demitiu da More Easy? – ele perguntou simplesmente. E de repente parecia muito interessado na minha resposta. Eu pisquei os olhos, surpresa com a pergunta repentina dele.
– Bem... — eu comecei e parei tentando formular uma resposta evasiva. Eu não queria falar exatamente o que tinha acontecido e reviver aquela cena na minha cabeça novamente. -... Eu não podia mais continuar trabalhando lá. — foi o melhor que eu consegui formular, era verdade. Ele estreitou um pouco os olhos me estudando.
– Eu posso saber por que exatamente, An? — ele insistia com um olhar brando. Eu suspirei.
– Eu fui traída pelo meu ex-noivo com uma colega de trabalho. — eu disse com pesar olhando para o chão. Os olhos dele se arregalaram brevemente em surpresa.
– Eu sinto muito... Você está bem? — ele aparentava preocupação, se aproximando de mim com cuidado.
– Ah... Sim. Obrigada. – eu disse um pouco desconfortável. O Mason parecia diferente nesse momento. Eu não queria pensar no Matthew e lembrar-me de como eu o amava. Pensar que ele nunca me amou de verdade... Há quanto tempo será que ele me traía? Traição é algo que eu nunca suportaria. Eu sempre tive a concepção de que quem ama não trai de maneira alguma.
O Mason afirmou com a cabeça retomando a leve distância entre nós, se escorando na mesa dele novamente. Ele ajeitou a gravata dele, aparentemente isso era algo que ele fazia quando estava nervoso. Mas por que ele estaria nervoso? — Bom... Era isso. Pode voltar ao trabalho, An. – ele voltou à mesa dele sem me olhar nos olhos. Ele parecia esconder algo e ao mesmo tempo parecia perturbado de certa forma. Eu não gosto de ver ninguém assim... Me lembra meu passado.
– Ok, Mason. – eu disse séria me dirigindo até a porta e a abrindo. Quando eu saí pela porta pude ver novamente um sorriso de canto no rosto dele por eu tê-lo chamado pelo nome. Assim era melhor, eu não gostei de ver aquela expressão anterior no rosto dele.
Eu sorri voltando à minha mesa. O que eu estou fazendo?! Eu meneei minha cabeça tentando afastar meus pensamentos. Voltar ao trabalho, An...Eu não conseguia parar de sorrir. Eu respirei profundamente. Voltar ao trabalho.
Eu estava distraída fazendo anotações quando percebi alguém escorado na minha mesa. Era um homem alto, cabelos castanho-escuros, olhos mel e barba por fazer. Ele estendeu a mão para mim. – Bem vinda à JHW. Eu sou Cameron Astell, diretor de Mídia. – ele sorria abertamente.
– Obrigada. – eu apertei a mão dele. — Eu sou Anne Gray. Prazer em conhecê-lo. – eu também sorria.
– O prazer é meu. Se precisar de alguma coisa, pode me chamar. Eu sei como é complicado ser novo em uma empresa. — ele disse simpático fazendo uma careta.
– Obrigada novamente, é muito gentil da sua parte. — os outros funcionários nem mesmo olharam para mim desde que cheguei. Ele sorriu tímido se afastando e indo até uma sala do outro lado do ambiente. Era bom finalmente conhecer um dos meus colegas de trabalho.
Eu agradeci mentalmente quando o período de trabalho acabou. Ser secretária não é um trabalho difícil, mas é cansativo, mesmo que eu trabalhe bem menos aqui na JHW em comparação ao que eu trabalhava na More Easy. Basicamente era eu quem administrava a empresa já que o Matthew nunca teve jeito para ser CEO. Mas... Apesar de tudo, eu espero que ele consiga ser um bom diretor presidente. De qualquer forma eu sei que ele vai poder contar com a ajuda de Katheryn Saylee...
– Está chorando, Anne? — era o Cameron. Eu passei as mãos no meu rosto, somente percebendo nesse momento que lágrimas escorriam pelas minhas faces. Droga! Eu não devia estar chorando. O Matthew não merece minhas lágrimas...
– Eu... — minha voz falhava e meus olhos marejavam novamente. -... Eu estou bem. Não precisa se preocupar. — eu respirei fundo me recompondo.
– Tem certeza? Quer um copo de água? — ele perguntava prestativo.
– Não, obrigada. Eu estou bem. É só... Um mau momento. — eu respondi pensativa.
– Tudo bem. Então...É... — ele colocou a mão no meu ombro, me confortando. -... Espero que isso passe logo.
– Eu também. — sussurrei.
– Até amanhã, Anne. — ele se despediu com um olhar preocupado.
– Até amanhã, Cameron. — eu o respondi terminando de juntar minhas coisas.
Eu peguei um pequeno espelho dentro da minha bolsa e fiquei admirando meu reflexo. Meu rosto ainda estava um pouco vermelho, mas não tanto quanto eu pensei que estaria. Levando em conta as circunstâncias eu estava com uma ótima aparência.
– Você trabalhou bem hoje, An. Adaptou-se rápido. — era o Mason. A voz rouca dele me fez estremecer simplesmente. Eu guardei meu espelho na minha bolsa novamente e o encarei levemente.
– Obrigada. — eu disse voltando a olhar para o chão. Ele não podia perceber que eu tinha chorado. Ele não.
– Seu rosto está vermelho, An. Você estava chorando? — ele perguntou levantando meu queixo com a mão dele suavemente, me fazendo olhar nos olhos dele. Aquelas tempestades impetuosamente azuis que são os olhos dele. Eu sacudi a cabeça levemente me liberando da mão dele e daquele contato visual intimidante.
– Eu estou bem. Não é nada. — eu disse baixo. Ele continuava me encarando e então afirmou como mais cedo. Por que eu tinha que ter chorado?! Eu odeio que sintam pena de mim. — Tem mais alguma coisa que eu deva fazer? — eu perguntei docilmente.
– Não, An. Está dispensada. — eu assenti agora.
– Até amanhã, Sr. Walker. — eu disse ajeitando a minha bolsa no meu ombro e indo em direção ao elevador.
– Até amanhã, An. — eu o ouvi dizer em um tom baixo.
Eu saí do elevador e fui para a garagem da empresa. Peguei minhas chaves na minha bolsa e dirigi até o meu apartamento. Eu cheguei rápido, a JHW não era longe do meu apartamento. Entrando no meu apartamento meu celular começou a tocar. Era a minha mãe. — Oi, mãe. — eu atendi com monotonia na voz.
– Oi, minha filha. Se preparando para a festa de noivado? — eu congelei. Como eu pude esquecer?! Hoje seria a minha festa de noivado. É claro, antes de eu saber que Matthew me traía. Eu não avisei a ninguém que o noivado estava acabado, a não ser a Kate. Eu tenho que fazer alguma coisa. E essa festa pode ser um ótimo lugar para descarregar a minha raiva.
– Mais ou menos isso, mamãe. — eu disse em meio a um turbilhão de pensamentos. — Eu não posso falar agora, mãe. Eu tenho muito que fazer. Falamos-nos no salão, tudo bem? — eu perguntei rápido.
– Tudo bem, filha. Até daqui a pouco. — ela disse a última parte meio melodicamente. Eu sorri. Minha mãe e seus delírios.
– Até daqui a pouco, mãe. — eu desliguei e vi uma nova mensagem do Matthew:
"Amor, o que aconteceu ontem foi um mal entendido. Nós precisamos conversar. Eu vou estar te esperando na nossa festa. Eu te amo. Matthew." — é Matt... Nós realmente precisamos conversar.
Depois de ligar para a Kate e colocar no viva-voz eu saí correndo até o meu guarda-roupas.
– Alô? Marie?
– Oi, Kate. Preciso da sua ajuda.
– Para o quê exatamente?
– Esqueceu da minha festa de noivado? — eu descontraí.
– Como assim festa de noivado?! Vocês não terminaram o noivado?! Marie, não me diz que você ainda vai se casar com aquele imbecil!
– Não! É claro que eu não vou. Ele me traiu e isso para mim não tem perdão. Mas... Eu não disse a ninguém que o noivado estava acabado. Eu nem me lembrava da festa e meus pais estão na cidade.
– Ah... Entendo. O que quer que eu faça?
– Eu ainda não tenho certeza. Pode estar no salão às 20h:00?
– Posso, é claro.
– Então te vejo lá. Obrigada, Kat.
– De nada, Marie. Amiga é para isso. Até daqui a pouco. — ela desligou.
Ótimo. O que eu vou fazer? O que eu posso fazer? Eu olhei as roupas no meu guarda-roupas e peguei o vestido vermelho que eu tinha usado na noite anterior. Eu me lembrei novamente de quando eu beijei o Mason e como ele me fez sentir. Eu nunca senti nada como aquilo com o Matthew... Com ninguém. Eu estava noiva de um homem que eu podia jurar amar, mas que na verdade eu nem conhecia... Um homem que jurou esperar o tempo necessário para que eu me entregasse a ele e não esperou nem até o nosso casamento. Eu estava com raiva dele, mas eu também tinha raiva de mim. Se eu tivesse me entregado a ele provavelmente isso não teria acontecido... Mas a culpa não era minha, eu não tenho que me culpar por isso. Foi ele quem me traiu. E agora ele vai pagar.
Eu tomei um banho demorado, passei creme por todo o meu corpo e me arrumei da melhor maneira possível, colocando o vestido vermelho levemente decotado. Eu olhei no meu relógio de pulso, eram 19h:51. Eu peguei meu anel de noivado que estava na minha penteadeira. Eu fiquei admirando o anel de ouro branco com um diamante enorme suspenso. Era lindo. E o dizer inserido nele era ainda mais lindo. "Para sempre..." eu sorri sem humor colocando o anel no meu dedo. Mas ainda estava faltando algo... Uma garrafa de Vodka. Absolut... Eu peguei a minha bolsa e coloquei a garrafa de vodka dentro dela. Logo me dirigindo ao meu carro na garagem do apartamento. Eu dirigi até o salão. Olhei novamente no relógio no meu pulso. Eram 20h:05. Abri minha bolsa e tirei a garrafa de vodka de dentro dela, abrindo-a e tomando a bebida no gargalo. Eu tomei quase toda a garrafa. Foi libertador. Agora eu me sentia pronta para enlouquecer. Ou para entrar coma alcoólico. Saí do meu carro, um pouco mais desastrada do que o normal.
– Tudo bem, Marie? – era a Kate que me ajudava a me ajeitar. Eu afirmei com a cabeça.
– Sim, estou bem. – respondi enganchando meu dedo na alça da minha bolsa.
– Marie, você bebeu?! Está cheirando a álcool. – ela estava surpresa. Eu também estaria.
– Eu precisava. – foi só o que eu respondi. Ela prosseguiu com a expressão surpresa. – Vamos entrar? Eu estou atrasada. – eu me dirigi à entrada do salão.
– O que você pretende fazer, Marie? — ela me segurou pelo braço gentilmente.
Eu sorri pensando na questão. – Colocar em prática minhas aulas de teatro da quinta série. – eu disse deixando-a ainda mais confusa enquanto entrávamos no salão. O salão era grande e perfeito para uma festa de noivado. A decoração estava excelente. Era uma pena que a Sra. Bradley, a organizadora da festa, tivesse trabalhado tanto para nada.
– Marie, meu amor. – o Matthew se aproximou de mim, tentando me beijar. Eu virei o rosto para que ele beijasse minha bochecha. – Não faz assim, eu te amo. – ele olhava nos meus olhos. Como ele podia mentir tão descaradamente?! Eu sorri sem humor meneando a cabeça. – Olha, Marie... Foi aquela mulher. Foi ela que me agarrou, eu não tive culpa. – ele falava como se eu não tivesse visto ele sobre ela, como se mesmo depois que eu os flagrei ele não tivesse continuado a se beijar com aquela mulher. Meus punhos se fecharam com meus pensamentos.
– Eu sei. – eu disse com todo o sarcasmo possível. Ele me abraçou muito forte, me dando repulsa.
– Que bom que você sabe. Eu te amo, Marie. – acho que ele não entendeu meu sarcasmo. Eu dei duas batidinhas nas costas dele e ele logo me soltou, selando meus lábios de repente. Ele se afastou indo em direção a alguns amigos dele. Eu limpei meus lábios com as costas da minha mão direita. Só eu sei quanto nojo eu sentia dele.
– Minha filha! Você está linda! – minha mãe me analisava atentamente. – Mas está magra demais. – eu sorri sem humor. Magra demais... Como se eu pudesse concretizar uma proeza dessas.
– Obrigada, Mãe. A senhora também está linda. – eu disse abraçando-a. – A Mandy vem?- Mandy era minha irmã mais nova. Infelizmenmte nós nunca nos demos muito bem.
– A sua irmã tinha um ensaio fotográfico hoje, filha. Ela pediu desculpas por não poder comparecer. – eu assenti um pouco entristecida. Minha mãe deu um leve sorriso consolador.
– Papai! – eu me joguei nos braços do meu pai como quando eu era menor. Eu sentia falta de conversar com ele. Ele era o único que me entendia.
– Marie, o que aconteceu? – meu pai perguntou surpreso e preocupado. Eu balancei a cabeça, não queria falar sobre nada do que me afligia, eu não queria preocupá-lo. Ele me envolveu mais forte me acalmando. Eu respirei fundo e o soltei.
– Mãe, pai... Eu não vou mais me casar. – eu fui direta. – Só queria que vocês soubessem disso antes dos outros convidados. Depois eu explico tudo para vocês. Prometo. – eu disse e beijei o rosto da minha mãe e do meu pai, que estavam extremamente pasmados.
Eu me dirigi até a Kate do outro lado do salão. Tinha muita gente no local. Muito mais pessoas do que eu esperava. Todas me cumprimentavam pelo meu suposto noivado. E somente nesse momento eu percebi algumas pessoas com câmeras profissionais. É claro. Matthew Eric Statham é somente um dos maiores publicitários do país, a imprensa não perderia a oportunidade de algumas fotos para os jornais. Ótimo. Isso deixava tudo ainda mais divertido.
– Nervosa? – a Kate me perguntou.
– Muito.
– Meu amor, nós temos que dar algumas palavras. – o Matthew me segurou pela cintura. – Eu quero que você comece com o discurso. Você sempre foi muito boa com esse tipo de coisa. – ele sorria para mim.
– É claro, Matt. – eu sorri abertamente segurando a mão dele. A Kate sorriu olhando para mim enquanto nós nos afastávamos até o palco. Quando nós chegamos lá eu soltei a mão dele e peguei o microfone que a Sra. Bradley, me entregava. Eu a agradeci com o olhar. O Matthew se afastou de mim, ficando no lado direito do palco com as mãos nos bolsos me admirando. E a vingança começa...
– Boa noite. – eu comecei, chamando a atenção de todos no salão. Alguns flash’sdas câmeras fotográficas começaram a cegar meus olhos. – Bom... Eu queria começar agradecendo a presença de todos. Há uma semana eu pensava no que eu diria hoje. Eu estava aflita, atônita com o noivado. Eu ainda não acreditava que eu ia me casar com o homem que eu amava. – eu sorri sozinha pensando na minha triste realidade. Eu inalei profundamente e prossegui. – Quando eu conheci o Matthew, há muitos anos, eu me apaixonei por ele no mesmo instante. – essa era a maior verdade que eu diria na noite. – Eu admito que chorei por ele muitas vezes à noite. – eu sorri escutando as risadas de muitos convidados. Meus olhos marejaram com a lembrança de uma garota totalmente deslocada e loucamente apaixonada. — Eu realmente era muito mais ingênua quando era mais nova. E eu sei que o Matthew não sabia disso até agora... Ele não se lembra de quem eu era. – eu olhei para o Matthew que me admirava confuso. Lágrimas correram pelo meu rosto sem que eu pudesse contê-las. Eu sentia meu rosto quente e minha cabeça doía, provavelmente por causa da bebida forte que eu tomei. Se você soubesse o quanto eu te amei, Matthew...
– Enfim... – eu recolhi minhas lágrimas sinceras me lembrando da traição dele. Das mãos daquela mulher nele, nos lábios dele afoitos nela... Eu não conseguia suportar a lembrança. Ainda era extremamente doloroso. -... Eu queria ter a oportunidade de dizer novamente o quanto eu amo o Matthew, que nós vamos nos casar e que seremos muito felizes juntos... Mas infelizmente isso é impossível... Eu não posso me casar com o Matthew já que... – eu respirei fundo. Sim... Eu vou fazer isso. -... Já que eu o vi me traindo... – eu comecei a encenar um choro. Minhas lágrimas caíam sem impedimento. Meu professor de teatro iria se orgulhar. Eu olhei para o Matthew, ele parecia apavorado.
– O que você está fazendo? — ele silvou para mim. E ainda nem tinha acabado.
–... Com outro homem. – eu menti em alto, abalado e bom tom. A Kate cuspiu o champanhe que estava bebendo... Nem ela esperava por isso. Assim que eu disse essa frase os flash’s das câmeras não pararam e eu pude escutar vários “oh!”. Agora tente reconstruir sua fama de sedutor, Sr. Matthew Eric Statham. Eu já imaginava aquela expressão do rosto dele nos jornais no dia seguinte. Isso era tão reconfortante... Eu sabia que a masculinidade dele era o que ele mais prezava deixar assegurado.
Eu deixei o microfone nas mãos da Sra. Bradley e caminhei até o Matthew, que ainda me olhava enfurecido e descrente. Eu entreguei a ele o meu anel de noivado e depois dei um tapa muito forte no rosto dele. — Eu não tive a oportunidade de te dar essas duas coisas ontem. – eu virei às costas e saí caminhando pesadamente. Eu estava um pouco tonta. Eu passei pela Kate e batemos as mãos instintivamente como na faculdade. Nós duas saímos do salão e eu me escorei no meu carro me sentindo muito cansada. – Isso foi incrível. – a Kate sorria consoladora. Eu também sorri.
Eu pedi para a Kate dirigir para mim, já que eu tinha bebido demais. Depois que nos despedimos, eu entrei no meu apartamento e tirei o vestido vermelho indo até o banheiro e girando a válvula do chuveiro, abrindo-a ao máximo. Eu tirei minha lingerie e entrei embaixo da água fria. Eu sorri pensando em como deveria estar o humor do Matthew. Mas apesar de me sentir um pouco mais leve, eu ainda não me sentia bem.
Eu era apaixonada por ele. Nós estávamos noivos. Eu sabia que não conseguiria esquecê-lo tão cedo, mesmo sendo o que eu mais desejava nesse momento.
Notas finais
Se puderem me mandar review, eu vou ficar muito feliz. *------* Quero saber o que acharam do Cap.
Muito obrigada por tudo, meus lindos! Beijos! :*
Dica de leitura perfeitamente perfeita:
--------------------------------------------------------------
Te Beijar Ou Te Matar: https://fanfiction.com.br/historia/250509/Te_Beijar_Ou_Te_Matar_Segunda_Temporada
--------------------------------------------------------------
Fale com o autor