Somente Por Amor

37 XXXVII- Conclusões erradas


Notas iniciais
Gente estou MUITO feliz com os comentários que venho recebido. Tenho leitores(as) incríveis.

Boa leitura. *----*

O inverno havia chegada. O que tornava tudo mais complicado. Todo da de manhã eu acordava cedo, tomava um banho quente e passava um bom tempo vestindo-me com roupas e mais roupas, então eu ia para a universidade. Na maioria das vezes amanhecia com uma temperatura negativa, ao longo do dia ia esquentando, e a tarde chegava a uns 10ºC.

Felipe deveria sair da clínica nesse final de semana e, se tudo desse certo, ele chegaria antes das 09h da manhã e conseguiria prestar o vestibular.

Já era sexta-feira, o que significava que no dia seguinte, se tudo ocorresse como o planejado eu veria meu amor novamente. Estava com saudades, mesmo visitando-o de quinze em quinze dias...a saudade nunca era completamente saciada.

Minha manhã de aulas transcorreu de forma calma, tive apenas a entrega de uma pesquisa. Nada de provas nesse dia. Minha vontade era ir embora, deitar-me, tampar-me e comer brigadeiro enquanto assistia a algum filme. Infelizmente eu não poderia ir embora depois do almoço. Eu tinha um único período as 15h. Teria de esperar.

Finalmente o turno da manhã acabou e eu sai para almoçar com Jonathan, visto que Roberta e Niel já estavam liberado e iriam almoçar em casa. O relacionamento dos dois continuava dando certo, muito certo, na verdade e para felicidade.

- Não aguentava mais aquele professor chato. — Falou Jonathan, assim que saímos do campus.

- Somos dois então, não entendo porque ele insiste em repetir a mesma coisa. Nós já entendemos.

-Exatamente.

- Mudando de assunto, a Vanessa não vai almoçar conosco hoje? — Perguntei.

- Não, ela disse que tinha uma prova muito importante a tarde e aproveitaria o horário do almoço para estudar com uns colegas. — Respondeu-me Jô, com um sorriso bobo estampado na sua face.

Seguindo meu conselho ele começara a falar com a garota no primeiro dia de aula, assim que a vira a noite. No outro dia os dois almoçaram juntos e, a partir dali, passaram a ter um ''caso amoroso''. Depois de dois meses, ele finalmente a pediu em namoro e os dois passaram a dividir um apartamento, já que ambos estavam trabalhando. Vanessa era uma excelente companhia, almoçávamos todos juntos diariamente. Tornara-me uma grande amiga dela.

- Vem você com esse seu sorriso apaixonado. — Falei rindo.

- Não posso negar. Eu realmente amo ela. — Disse ele.

- Eu sei, isso é notável a quilômetros de distância.

- Boba. — Disse ele, empurrando-me um pouco, ri para ele e nós entramos no restaurante onde, geralmente, almoçávamos.

- Mas então, é amanhã que Felipe sai da clínica? — Perguntou-me ele, quando já estávamos bem acomodados e saboreando uma deliciosa lasanha. Eu falara tanto sobre isso nos últimos dias que não me admirava que Jonathan soubesse a data.

- Sim, finalmente. — Respondi. Agora fora a minha vez de sorrir abobalhadamente.

- E depois você fala do meu sorriso apaixonado. O seu é mil vezes pior.

- Não é nada. — Falei, fazendo bico.

- Você fica uma graça quando faz essa cara de emburrada. — Disse-me ele e eu revirei os olhos.

- Obrigada por seus elogios.

- Sempre que precisar, estou as ordens. — Bebi o resto do meu suco, preferindo não responder a provocação. — Mas e ai, está planejando sair com seu amado ou ficar se divertindo no quarto dele mesmo? — Perguntou-me com um sorriso malicioso.

- Seu nível de idiotice anda cada vez maior. — Falei, revirando os olhos. — E, respondendo sua pergunta, não sei o que vamos fazer. Vou deixar que ele decida, não gosto muito de dar sugestões.

- Eu é que sei disso. — Falou ele, sorrindo fracamente. Lembrei-me das vezes que ele pedira-me conselhos sobre onde levar Vanessa...eu nunca opinara.

- Ta bom, se você já terminou de fazer gracinhas e de reclamar de mim, eu adoraria ir até aquela sorveteria da esquina.

- Mas eles tem pudim hoje para sobremesa. — Falou ele, sabendo da minha paixão por esse doce.

- Eu sei, mas não estou com vontade de comer pudim, quero sorvete.

- Tudo bem então Sophia, mas não sei se você já reparou...está bem frio.

- Não eu nem tinha reparado. — Respondi sarcasticamente. — Vamos logo que eu quero sorvete.

Pagamos a conta e saímos do restaurante conversando amigavelmente.

- Como está frio. — Falei, abraçando meu próprio corpo.

- E você ainda quer sorvete. — Disse ele, como se eu fosse louca.

- Quero sim, estou com muita vontade de comer sorvete.

- Minha louquinha. — Disse ele, abraçando-me enquanto ria. O abracei de volta e continuamos caminhando assim, abraçados um no outro.

Aquilo já estava se tornando normal, nos dias frios Jonathan sempre me abraçava e eu retribuía, não via motivos para não o fazer. Ele era meu melhor amigo. Mesmo que eu gostasse de Niel, desabafava mais com Jô.

Íamos atravessar uma rua secundária, não vinha veículo algum, quando, de repente, surgiu um belo carro preto. Jonathan puxou-me para trás bem a tempo e o carro passou reto, em alta velocidade.

- Parece que eu conheço aquele carro. — Falei, vendo-o sumir ao entrar em outra rua.

- Não tenho nem ideia de quem seja, mas o motorista é louco, por pouco não nos atropelou.

- Verdade. — Falei e nós atravessamos a rua. — Mas ainda acho que conheço aquele carro, pena que não ter conseguido ver quem o dirigia. — Falei, pensativa. — Você não viu, viu?

- Não vi exatamente, só sei que era um homem.

- Lógico, para ser louco assim, tinha que ser homem. — Falei rindo, enquanto Jô fingia ficar bravo.

- Como se você tivesse muita sanidade.

- Tenho mais do que você. — Falei enquanto servia-me no buffet de sorvete. Jonathan me acompanhou.

- Não vamos ter essa discussão de novo, não é?

- Tudo bem. — Falei rindo. Ouvi meu celular tocar, sinalizando que eu recebera uma nova mensagem. Resolvi pagara conta primeiro e depois ver quem me mandara.

Paguei e sentei-me com meu amigo em uma mesa mais afastada.

- Não sei quem está me mandando sms a essa hora. — Falei, estranhando aquilo.

- Deve ser Roberta. — Disse ele.

- Pouco provável. Diz aqui que o número é restrito.

- Não sabia que você era tão popular assim. — Disse ele e eu mostrei o dedo do meio. Melhores amigos são sempre tão irritantes.

Abri a mensagem e ela dizia o seguinte:

''Espero que esteja se divertindo com seu novo amigo. Aprecie os abraços dele, mas não me procure mais. — Felipe.''

Meus olhos arregalaram-se instantaneamente. Felipe. Era de Felipe o carro. De alguma forma meu namorado saíra mais cedo da clínica e fora me encontrar e agora ele me vira abraçada a um rapaz desconhecido para ele. Eu estava ferrada.

- Eu estou ferrada. — Falei, dando voz as minhas preocupações.

- O que houve? — Perguntou Jonathan, olhando-me interessado.

- Era Felipe naquele carro e agora ele acha que eu e você temos alguma coisa a mais, alguma coisa que não seja amizade. — Falei e ele olhou-me surpreso.

- Pensei que ele só sairia da clínica amanhã.

- Eu também pensava. Estou ferrada. — Falei, apoiando a testa na minha mão. A vontade de comer sorvete passara completamente.

- É você realmente está ferrada.

- Obrigada pelo apoio Jonathan. — Falei e ele deu de ombros, mas pude ver a preocupação em seus olhos.

Meu cérebro estava a mil. Eu só sabia que precisava encontrar uma forma de explicar tudo aquilo para Felipe, mas eu não sabia como.

Notas finais
O que acharam?? Um pouco de agito antes do fim. kkkk.
Comente seus lindos.

Beijos. *-*