Somente Por Amor
35 XXXV- Visita
Notas iniciais
Nesse temos nosso amado Felipe...espero que gostem.
Para quem quer um pouco mais de ''ação dramática'' teremos uma antes do final da história, nos próximos capitulos...então aguardem ein. lkkk.
Boa leitura.
Acordei eufórica naquele sábado de manhã. Eu nem conseguia acreditar que depois de tanto tempo eu finalmente iria ver Felipe. A saudade era tanta...mas chegara a hora de eu matar ela. Sairíamos de casa as 13h, meus sogros viriam me buscar e eu iria com eles. A clínica ficava a cinquenta minutos de nossa casa.
Tomei um banho antes do almoço, lavei meu cabelo e escolhi uma roupa leve e bonita para visitá-lo. Sabia que a clínica era uma das melhores e muito procurada o que significava que teria bastante pessoas lá. Queria causar uma boa impressão. Vesti um short preto bem soltinho, uma camisa azul clara que coloquei na frente para dentro do short, atrás ela ficava um pouco caída, calcei uma sapatilha preta e coloquei uma presilha azul no meu cabelo. Passei um pouco de pó, rímel e lápis de olho preto.
Almocei um pouco mais cedo que o normal e, pontualmente as 13 horas, meus sogros chegaram em minha casa para buscar-me.
Fui o caminho todo ouvindo música com meus fones de ouvido. Não tinha assunto o suficiente para conversar com Denise e Luciano. A impressão que eu tinha era de que não chegaríamos nunca. Parecia que a distância entre a casa e a clínica de reabilitação havia triplicado.
Depois de longos minutos chegamos ao nosso destino. O lugar era amplo, o pátio era grande e coberto de grama bem verdinha, haviam algumas árvores plantadas e, na lateral, via-se uma horta que era cultivada pelas pessoas que ali eram internadas.
Haviam três ''casas'' construídas: o dormitório feminino, o masculino e a outra que era dividida em: quartos para os trabalhadores do local, administração e cozinha/sala de refeições.
Desci do carro olhando a minha volta, a procura de Felipe. Não o avistei.
-Sophia, você pode ir para o alojamento masculino ver se encontra Felipe que eu e Luciano vamos falar com o diretor daqui. Pode ser? — Perguntou-me Denise.
-Pode ser sim Denise. — Respondi e me afastei, indo em direção aos dormitórios.
Enquanto caminhava a procura de Felipe, percebi que a maioria dos internos era jovem. Havia exceções, mas eram raras. A maioria estava feliz com seus familiares, mas haviam um ou dois jovens isolados, quietos. Não sei dizer se eles não podiam receber visitas ainda ou se seus parentes não queriam visitá-los. Imagino que essa dúvida sempre permaneceria.
Estava entrando no alojamento masculino quando esbarrei em alguém. Olhei para cima com a intenção de pedir desculpas e dei de cara com Felipe. Meu sorriso foi instantâneo. O dele também. Difícil seria dizer quem sorriu mais.
- Sophia? — Perguntou ele, sorrindo. Um segundo depois nossos lábios estavam colados um no outro. Eu sentia tanta falta daquele beijo.
- Felipe. Nem acredito que finalmente estou te vendo novamente. — Falei, acariciando o rosto dele e voltando a beijá-lo.
- Nem eu acredito. Senti tanto a sua falta. — Falou-me ele, abraçando-me fortemente.
Ficamos abraçados por alguns minutos, não sei dizer quantos. Ficamos apenas parados, sentindo um ao outro, matando as saudades. O perfume que ele usava nunca me pareceu tão convidativo como naquele dia.
- Quer dar uma volta? Tem um açude logo aqui atrás, podemos sentar no gramado que cerca ele. — Convidou-me.
- Sim, vamos sim. — Falei, ainda sorrindo que nem boba e segurando a mão dele.
Só aquela sensação de ter nossas mãos juntas já era ótima, mostrava que ele estava ali comigo, naquele momento e nada mais importava.
- Eu passei no vestibular. — Falei para ele, quando chegamos no tal gramado que ele falara.
O lugar era realmente lindo, haviam algumas árvores, o açude e a grama extremamente verde para combinar. O céu estava límpido. O cenário era perfeito.
- Sério? Meus parabéns amor. — Disse ele, sorrindo e abraçando-me. — Falei que você iria conseguir.
- Eu sei, obrigada pela confiança. — Respondi. — Mas e você ein? Vai conseguir sair a tempo para o vestibular de inverno?
- Não tenho certeza, mas acho que sim. Espero que eu consiga.
- Também espero. — Falei, dando um selinho nele.
- Roberta e Niel passaram também? — Perguntou ele.
- Aham. — Respondi, encostando-me no peito dele e Felipe abraçou-me.
Ficamos alguns segundos abraçados em silêncio, até que meu celular tocou, sinalizando que eu havia recebido uma nova mensagem. Peguei-o do bolso da minha calça e vi que era Jonathan quem me mandara a mensagem. Abria-a e dizia o seguinte:
'' Chegou bem de viagem? Espero que sim. Forte abraço.''
- Quem é Jonathan? — Perguntou-me Felipe, sentando-se mais ereto e fazendo com que eu sentasse-me direito também.
- Um rapaz que eu conheci na praia. — Respondi, já prevendo a longa conversa que viria pela frente.
- E...?
- E o que?
- Por que você tem o número dele? — Perguntou ele, um pouco alterado.
Suspirei e decidi contar a história toda. Quando terminei a história falei:
- Viu? Foi só isso que aconteceu, não tem porque você ficar estressado. — Falei, mas ele continuou com a cara fechada. — Qual é Felipe, vai continuar com essa cara? Se é para eu vir te visitar para a gente ficar brigando, eu não venho mais. — Falei, me irritando com ele.
- Calma Sophia. — Falou-me ele tentando me abraçar, fugi do abraço. — Qual é amor, desculpa. Mas...eu 'to longe de você, fico com ciúmes.
- Eu também estou longe de você. — Falei, e por algum motivo eu estava quase chorando. — E existem meninas lindas aqui, eu vi, ta legal?! Mas nem por isso estou tendo ataques. Eu confio em você, pensei que você confiasse em mim também Felipe.
- Desculpa amor, realmente me desculpe. Não pensei que você fosse ficar tão afetada assim. É só que eu te amo tanto...ciúmes são inevitáveis.
Abri minha boca para responder, mas mudei de ideia.
- Olha, não quero brigar mais com você, tá bom. Vamos deixar esse assunto para outro dia. — Falei e levantei-me do banco.
- Onde é que você vai? — Perguntou ele.
- Achar seus pais, eles também querem ver você. — Respondi, tentando sorrir, mas ainda haviam algumas lágrimas em meus olhos. Não pensei que Felipe fosse desconfiar de mim.
Felipe estava sério. Aproximou-se alguns passos de mim e parou bem na minha frente. Não me afastei, pois sabia que ele queria que eu ficasse. Senti seus braços envolverem meu corpo em um afetuoso abraço. Fiquei parada por um tempo, mas então retribui o abraço. Felipe deu-me um beijo no alto da testa. Depois beijou minhas bochechas e por fim deu-me um beijo na boca.
- Me desculpe, de verdade. Nunca quero ver você chorar. Ainda mais por minha causa. Já te fiz chorar demais. Me perdoe, por favor. Prometo não ter mais meus ataques, se você diz que esse tal Jonathan é apenas um cara legal e um amigo, eu acredito em você.
- Obrigada. Mesmo eu detestando você as vezes...o amor que eu sinto é maior. — Falei rindo, ele me acompanhou.
- É muito bom saber isso. — Falou ele, beijando-me novamente.
- Bem, — Falei quando nos afastamos. — é melhor irmos procurar seus pais.
- Sem dúvidas. Estou com saudades dos meus velhos também. — Disse-me ele.
- Imagino.
- Mas a saudade que eu sentia de você era maior. — Falou ele, abraçando-me.
- É sempre bom saber o quanto você me ama. — Falei e nós dois rimos.
Rever Felipe mostrava o quão dificultoso podia ser nosso relacionamento, mas mostrava, acima de tudo, que nosso amor era maior.
Notas finais
beijos. *-*
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