Somente Por Amor
25 XXV- Apenas um xis
Notas iniciais
2º - Queria ter postado ontem, mas fiquei realmente abalada com a morte do Chorão, não estava em condições de escrever. Vai na paz Chorão.
Boa leitura.
Nos dias que se seguiram ao enterro de vovó Clara, tentei fazer Felipe me contar o que ele faria, o que havia prometido para ela, mas nada do que eu falava fazia ele mudar de ideia. Ele me disse que me contaria apenas no dia em que aconteceria seja lá o que ele estava planejando. Tenho de confessar: Não aguento mais esperar, mas dizer isso para o meu namorado e não dizer dava na mesma coisa- ou piorava a situação ( da última vez em que eu falei ele me disse apenas: ''-Isso vai ensiná-la a esperar.'').
Não posso dizer que foram os melhores dias da minha vida, porquê não foram. Felipe continuava abatido pela morte da avó e eu também estava abatida, não chegava nem aos pés do que ele estava sentindo, mas eu sentia.
Meus pais, ao contrário dos pais de Felipe, não chegaram a tempo para o enterro, mas prestaram suas condolências a ele assim que ele foi até minha casa-o que ocorreu no dia seguinte ao evento fúnebre. Estava conversando ainda mais com meu namorado, a noite pelo menos. Pela manhã eu ia para a escola, as provas já haviam terminado, mas eu tinha de ir, pois estávamos ensaiando para a formatura. A tarde eu tinha de trabalhar e mesmo que Felipe estivesse passando quase todas as tardes comigo, o movimento estava muito intenso, afinal o Natal seria dali a 6 dias. Então a noite Felipe ia dia sim dia não a minha casa, e nos outros dias conversávamos por sms's até altas horas da madrugada.
Hoje seria meu último dia de aula...e depois viria minha formatura, estava super ansiosa. A lista dos aprovados e reprovados sairia hoje e mesmo que eu soubesse que havia sido aprovada eu queria conferir com meus próprios olhos.
Levantei as 07h, um pouco mais tarde que o normal e fui para a escola, quando cheguei a turma toda já havia entrado...ou o que sobrara da turma, afinal muitas pessoas já não estavam mais indo. Saímos as 10:15 e a lista estava grudada num painel na saída da escola, eu e Roberta fomos conferir.
- Aprovadaaaaa. — Gritou ela, se jogando em cima de mim e me abraçando fortemente.
- Parabéns Rô. — Falei, ainda olhando a lista. — Fui aprovada também. — Disse a ela.
- Grande novidade. — Falou ela, revirando os olhos, dei um tapa nela.
- Acho que vou te processar por me espancar sabia? — Perguntou ela e foi a minha vez de revirar os olhos.
- Não seja tão dramática.
- Deixando essa briguinha de lado, me diz, o que você acha da gente sair com os meninos hoje? Aposto que o Felipe topa.
- Pode ser, mas onde a gente iria?
- Abriu um novo xis no centro, dizem que é bom. Podíamos ir até lá. Eu falei ontem já com o Nathaniel e ele disse que vai.
- O Felipe vai, tenho certeza. Então a gente pode se encontrar lá na saída da loja, pode ser? — Perguntei.
- Fechado.
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Eu e Nathaniel já havíamos saído do serviço e estávamos esperando Felipe e Roberta na calçada. Meu namorado ligara me falando que havia um grande congestionamento e que eles se atrasariam alguns minutos.
- E ai, como vai o namoro? — Me perguntou ele.
- Firme, forte e feliz. — Respondi.
- Soube que o Felipe perdeu a vó, meus pêsames. — falou ele, abaixando a cabeça.
- Obrigada.
- Ele não se importa de sair hoje?
- Não, ele disse que não adianta nada ficar em casa se lamentando. — Respondi, sendo sincera.
- Que bom que ele pensa assim.
- Verdade. E como vai seu...relacionamento com a Roberta? — Perguntei, curiosa.
- Vai bem, ela é realmente incrível sabe. — Percebi que havia um pouco de malícia nas suas palavras, com certeza eu cobraria alguma explicação da Roberta depois. Nesse momento Felipe estacionou o carro onde nós dois estávamos.
- Querem carona? — Perguntou ele brincando, eu sorri e entrei no lado do carona e dei um selinho nele. Ouvi a porta do meu lado de trás se fechar e Roberta falar:
- Oi fofinho.
- Fala pimentinha. — Respondeu ele, arrancando gargalhadas de Felipe e de mim.
- Pimentinha? — Perguntei, ainda rindo e olhando pelo retrovisor.
- É, pimentinha. — Respondeu ele e percebi que os dois coraram.
Continuamos rindo e conversando o resto do caminho. Fiquei feliz ao ver o quão feliz Felipe estava, desde a morte de vovó Clara ele não ria, não tanto pelo menos. Não demoramos muito para chegar no xis. O lugar era simples, mas bem decorado e bem iluminado, acolhedor.
Os meninos foram na frente para escolher uma mesa e eu segurei o braço de Roberta e nós ficamos um pouco para trás.
- Quando ia me contar que rolou algo mais que beijos ein? — Perguntei baixinho.
- Ia te contar hoje...sério. — Falou ela, vendo minha cara de descrente. — Mas eu tava com vergonha.
- Vou acreditar, mas só dessa vez ein. — Falei e ela riu.
- O que vocês tanto cochicham ein? — Perguntou Felipe.
- Coisas de mulher. — Respondi, mostrando a língua para ele, que me puxou e me deu um selinho.
- Vocês se amam demais. — Falou o Niel.
- Está com inveja? — Perguntei erguendo uma sobrancelha e me sentando ao lado de Felipe, com Roberta e Nathaniel na nossa frente.
- Claro que não. Tenho uma mulher incrível comigo também. — Respondeu ele, dando um beijo na bochecha da minha amiga, ela corou.
Logo o garçom veio e nós pedimos nossos xis, para variar, eu pedi de frango. Felipe e Roberta pediram de bacon e Niel um xis salada. Nem preciso dizer que devorei o xis com rapidez, afinal eu estava apenas com o almoço.
Entre risadas e idiotices a noite foi passando e quando chegou a hora de ir embora, mesmo eu estando louca de sono queria ficar o resto da madrugada com meus amigos e meu namorado. O que pessoas verdadeiras não fazem com você, não é mesmo?!
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