Someday

9 Capitulo 8


Notas iniciais
Boa tarde meus amores, como estão? Bom, voltei com mais um capítulo para vocês e devo dizer que esse veio caprichado em romance hahahaha bom, aproveitem e nos vemos la em baixo...

No sábado de manhã acordei com a campainha que tocava incansavelmente. Eu havia dormido bem pouco devido a ansiedade que me consumia. Quando abri a porta um homem de terno preto, extremamente alto, cabelo grisalho e com um rosto que demonstrava seus anos de experiência, carregava duas caixas de presentes nas mãos. Era um pouco engraçado, porque aquele homem certamente daria um ótimo segurança, mas ele estava aqui me entregando presentes.

—Srta. Swan? –ele me encarou.

—Sim, sou eu.

—Isso é para você.

Ele disse me passando as caixas.

—Muito obrigada.

O homem apenas assentiu com a cabeça e se virou para ir embora.

Coloquei os dois embrulhos em cima da cama e os abri. O primeiro continha um vestido de renda preta bordado com pedras extremamente brilhantes e com o fundo cor da pele e eu imaginava que era extremamente caro. O segundo continha um scarpin Louboutin preto.

Eu bufei.

Edward havia exagerado, aqueles presentes valiam muito mais do que eu já tinha tido em toda minha vida. Mas, eu havia ficado muito feliz, apesar de tudo.

Mostrei a Rosalie que ficou visivelmente animada com tudo aquilo.

—QUE LUXO ISABELLA! –ela exclamou. –Isso é um Louboutin oficial e esse vestido e da Dior! Eu mal posso esperar para transformar você na mulher mais linda daquele baile e a mais linda que Edward já viu. –ela dissera minutos antes de iniciar a produção em mim.

Rosalie viajaria para Nova Iorque naquela noite e voltaria apenas na segunda feira.

—Edward poderia ter me infiltrado nesse baile. –ela comentou, enquanto fazia ondas em mecha por mecha do meu cabelo.

Rose havia iniciado uma hora antes a maquiagem, ela realmente tinha o dom. A maquiagem destacava meus olhos e meus lábios.

—Isso seria muito bom. Eu estou perdida, não sei o que fazer.

—Bom, ele pediu para você ir e afastar a loiras siliconadas certo?

Eu balancei a cabeça positivamente.

—Então faça isso, haja como se ele fosse seu essa noite, não deixe nenhuma mulher interesseira se aproximar, fique do lado dele sempre. Esses bailes reúnem muita gente bacana para se conversar, mas sempre tem aqueles que devemos manter distância. E principalmente, se divirta.

—Eu só espero não estragar tudo.

—De forma alguma, você é uma pessoa muito inteligente, Bella. E vai se acostumando para quando for uma famosa escritora... Esses eventos são comuns. –ela sorriu para mim e eu vi seu reflexo através do espelho na minha frente.

Eu sorri de volta.

—Obrigada, Rose. Por sempre estar comigo.

—Isso é o que fazem as amigas, Bella. –ela piscou.

Rose finalizou o penteado com tranças, deixando meu cabelo meio preso apenas.

O resultado foi simplesmente magnifico. Meu cabelo caia como longas cascatas, os olhos verdes destacavam através da maquiagem. Eu usava o vestido preto, que dava a impressão que meu corpo estava coberto somente pela renda, ele contornava o meu corpo, marcando minhas curvas que não eram tão acentuadas, mas ainda assim me faziam sentir sensual, e se abria em forma de cone logo após os joelhos, o vestido era bordado com pedras formando flores em toda sua extensão. Ele brilhava quando a luz refletia nas pedras. Os olhos de Rosalie brilhavam mais que o vestido quando ela terminou a produção e ouviu a campainha tocar. Edward havia chegado. Meu coração quase saiu pela boca.

Eu fui até a sala e encontrei o homem mais lindo que eu já havia visto, vestido com smoking preto, camisa branca e gravata borboleta preta. Sua roupa delineava seu corpo tão perfeito. Eu tive que suspirar. Ele era lindo.

E eu odiava quanto ele era tão lindo.

—Me diz se não é a mulher mais linda que você já viu, Edward? –Rose disse me deixando totalmente sem graça.

—Com certeza. –ele disse com uma intensidade absurda olhando diretamente para mim.

—Bom, espero que aproveitem a noite. –Rosalie veio até mim e me abraçou. –Fique bem querida, não se esqueça do que conversamos. Aproveita esse homem lindo que está te esperando. –ela sussurrou para mim e eu entendi exatamente o que ela queria dizer.

.

Edward me deu o braço para que eu o pudesse me equilibrar melhor. Assim que entramos no elevador, ele se dirigiu a mim:

—Uau. –foi tudo que Edward disse enquanto me olhava com uma expressão de admiração. Edward curvou a boca em um sorriso sexy demais para resistir, e eu mordi o lábio.

Ele puxou meu pulso, eu vacilei nos saltos e trombei nele, peito contra peito. Minhas mãos pousaram em seu peito e eu tive que me lembrar de como se respirava. Edward estava tornando tudo mais difícil para mim. Nosso último contato físico havia sido no último sábado. Nossos olhares se encontraram.

—Você está linda. –seus olhos haviam adquirido um verde tão intenso que eu poderia ficar olhando o dia inteiro dentro deles.

—Obrigada... –eu sussurrei. –Você também, está lindo. –confessei.

Ele apoiou a mão na base das minhas costas e inspirou na base do meu pescoço.

—Obrigado por me acompanhar, eu não poderia escolher ninguém melhor.

Enquanto ele falava vários arrepios de excitação percorreram meu corpo. Ele me soltou e eu fiquei triste por perder o contato com ele.

Edward pegou em minha mão, enquanto as portas do elevador se abriram e me conduziu até seu carro. O mesmo homem que havia me entregado os presentes estava segurando a porta do audi Q7 aberta.

Quando estávamos acomodados no carro ele me ofereceu uma champanhe. Aquele carro obviamente teria uma garrafa. Eu aceitei prontamente. E ele propôs um brinde.

—A que estamos brindando?

—A nossa amizade. –ele sorriu, e em seguida colocou uma das mãos sobre minha perna. Minha respiração ficou mais rápida e ele percebeu quando cruzei mais as pernas escondendo minha excitação.

—Esse carro é alugado?

—Não, Bella. É meu, mas fica com Will. –ele apontou com a cabeça.

Chegamos ao lugar onde seria o baile, uma mansão altamente sofisticada. Enquanto caminhávamos até as escadas, pude ver as pessoas através das janelas. Todos estavam vestidos com sofisticação e seguravam taças. Pude ouvir uma banda de jazz ao fundo.

Logo na entrada alguns repórteres pararam Edward para fazer perguntas sobre projetos sociais, depois eles pediram algumas fotos dele e algumas comigo. Edward passou o braço pela minha cintura e sorrimos juntos. No hall de recepção havia um painel onde as pessoas tiravam mais fotos, Edward foi conduzido por uma mulher que parecia trabalhar na produção, e foi fotografado. Ele estava muito lindo e eu parecia uma mãe orgulhosa do filho. Mas a visão que eu tinha dele de terno e os pensamentos que isso me causava não era nada parecido com os pensamentos de uma mãe. Senti meu rosto ficando vermelho.

Edward me puxou para tirar algumas fotos com ele e depois fomos liberados.

Assim que entramos fiquei mais encantada ainda, o lugar parecia mais um castelo. Vários lustres salpicavam por todo o teto e havia uma parede de vidro que caia agua por trás dela, separando o salão. A parte que estávamos não haviam mesas, era apenas o bar e pessoas conversando. Edward nos conduziu até o bar, e pediu bebidas para nós.

—Edward acho que nunca estive em um lugar desses antes. –sussurrei para ele.

—Eles se tornam chatos depois que você conhece as pessoas. –disse enquanto me passava a bebida.

—Para que exatamente é o baile?

—Para projetos beneficentes de todas as partes do mundo.

—E por que você é um dos anfitriões?

—Porque minha empresa contribui com parte do dinheiro. E eu doei algumas coisas para o leilão.

—Tem muitos fotógrafos e jornalistas aqui.

—Sim, esse evento é muito famoso, Bella. Não fique nervosa.

Eu sorri para ele, e voltei a olhar por todo o lugar. Logo me deparei com um grupo de loiras que pareciam as que Edward queria fugir. Elas o olhavam como se ele fosse uma presa, e parecia que iriam atacar a qualquer hora.

Edward parecia ter visto alguém no momento que seu rosto se tornou terno. Me virei para olhar e uma mulher de meia idade, com cabelos cor de castanho claro vinha em nossa direção. De repente eu me lembrei dela e soube que ela era a mãe de Edward.

—Oi mãe. –Edward a envolveu em um abraço forte e lhe beijou o rosto. –Esta é Isabella. E Isabella, esta é minha mãe Esme.

—Oi, Isabella. –ela me cumprimentou com o sorriso mais doce que eu havia visto.

—Oi, Esme, é um prazer.

—Prazer é meu. Estou mais feliz ainda por você ser a primeira amiga que Edward me apresenta. –ela lançou um olhar sugestivo para Edward que revirou os olhos. Eu sorri para ela. –Me parece que eu te conheço de algum lugar. –ela disse pensativa, quando eu iria dizer a ela da onde nos conhecíamos fui cortada por Edward.

Atrás dela vi um homem da mesma altura de Edward, porém loiro. Eu sabia quem era.

—Este é Carlisle, meu pai.

Edward nos anunciou. Eu o cumprimentei da mesma forma que havia feito com a mãe dele. Todos eles eram muito mais bonitos pessoalmente, e parecia que a genética havia sido boa com eles, mesmo Edward não sendo filho biológico deles, ainda assim era muito parecido com eles.

Edward embalou em uma conversa com os dois, enquanto eu fiquei parada do seu lado. Minha mente vagou para o pensamento que eu estava tentando fugir desde que Edward me convidara, o que é que eu estava fazendo ali? Diante de toda aquela gente rica, numa festa extravagante, com Edward?

Era obvio o efeito que Edward tinha sobre mim, ele me fazia bem e feliz, e despertava coisas que eu nunca havia sentido com nenhum outro homem. O desejo de tê-lo... A vontade de beija-lo, novamente, o anseio por seu toque... O que mais me espantava era a forma com que ele me olhava, como se realmente me desejasse, e a forma com que me tratava, como se só se preocupasse comigo.

No momento que pensei em fugir dali, Edward passou seu braço a minha volta e me puxou para perto de si, logo depois abaixou a mão e a deixou pousada sobre minha lombar. O assunto com os pais continuaram até que Alice apareceu em meu campo de visão, com Jasper logo atrás dela. Rosalie estava errada, Alice era a mulher mais linda da noite, ela parecia uma fada.

—Bella! –ela pareceu tão feliz ao me ver e logo me puxou para um abraço que por um momento eu cheguei a relaxar.

—Oi Alice. Oi Jasper.

—Oi Bella. –ele me deu a mão.

—Fico feliz que meu irmão tenha te convidado, Bella.

—Ele tem grandes problemas aqui. –disse apontando de leve a cabeça para o grupo de mulheres urubus que eu havia avistado.

—Sim. –ela revirou os olhos. –Chega me dar náuseas de tão ridículas. –ela disse em tom de repulsa. –Céus, esse vestido ficou perfeito em você, exatamente como eu imaginava. –Alice me olhou de cima a baixo.

—Você escolheu? –eu disse acompanhando seu olhar.

—Sim. –seus olhos brilhavam. –Na verdade eu sempre escolho tudo para todos, meu pai, minha mãe, Edward... e assim vai.

—Você tem ótimo gosto, Alice.

—Alice, será que agora você pode devolver minha companhia? –Edward disse erguendo uma de suas sobrancelhas. Eu ri baixinho.

—Não se esqueça de me agradecer. –ela disse a ele, e depois lhe deu um abraço. –A gente se vê depois, Bella.

—Edward acho que preciso de mais bebida. –disse olhando para ele.

Eu realmente precisava de mais bebida para começar a relaxar.

Edward segurou minha mão enquanto andávamos de volta para o bar.

—Alice me disse que saiu com você na quinta.

—Ah sim, ela quis me encontrar. Quando perguntei se ela não tinha muitas amigas ela deu de ombros.

—Alice tem amigas, mas em Chicago.

—Foi muito bom rever seus pais, me lembrava bem vagamente deles. –eu sorri para ele pegando em sua mão. –Você contou a sua mãe quem eu era?

—Ainda não.

—Por que?

—Eu não queria levantar muitas perguntas agora.

Eu assenti estranhando sua atitude.

..

A família de Edward havia separado os lugares para nós junto a eles na mesa. Edward havia ido buscar mais bebidas, mas percebi quando ele falava com alguns caras mais velhos que ele, e Carlisle estava junto. Depois de alguns minutos olhei e ele estava no bar, e logo depois duas loiras siliconadas haviam se aproximado dele. Na mesma hora senti meu sangue ferver, certamente de raiva, uma onda súbita me tomou conta. Ele era meu essa noite. Esse pensamento desconcertante não foi capaz de me fazer parar. Eu me aproximei deles, extremamente com raiva.

—Com licença. –coloquei as mão sobre o braço de Edward ao contrário ao que ele segurava a bebida. –As senhoritas poderiam procurar algum homem que estivesse disponível para jogar o charme, pois esse está acompanhado esta noite.

—Edward nunca está acompanhado. –uma delas disse com uma voz muito aguda e enjoativa.

—Não esta noite. Venha, querido. –eu lhe puxei pela mão, deixando as bebidas em cima do balcão e as duas loiras me olhando como se me quisesse matar e nós andamos até um lugar mais isolado.

Vi de lado enquanto ele sorria.

—Você é patético, Edward. Você poderia muito bem ter se livrado delas.

—Mas, eu já estava saindo, eu não posso ser sem educação com as filhas do cara que eu preciso de parceria.

Eu o fuzilei com os olhos.

—Isso não significa que você tenha que cair na cama com as duas.

—Eu não ia cair na cama com as duas. Se você acha que podia me livrar delas porque foi até lá? –ele chegou mais perto de mim.

—Porque eu quis. Você me trouxe até aqui, seria uma falta de respeito não acha? –eu dei um passo para frente, mas acabei tropeçando nos meus próprios pés, Edward me segurou contra seu corpo evitando um mico da minha parte. Nós estávamos a centímetros, sua pele queimava contra a minha.

—Eu não estava cantando nenhuma das duas, muito menos ia para cama com elas. Sou um homem que sabe respeitar quem merece, Isabella. Eu estou com você, só você. –olhei para sua boca e olhos enquanto ele falava e fiquei hipnotizada.

Edward colocou a mão atrás da minha nuca e puxou meu rosto de encontro ao dele. Nossas bocas se encontraram e ele moldou seus lábios nos meus. Eu sentia sua mão apertando forte minha cintura, enquanto ele pedia passagem com sua língua em minha boca. Eu organizei meus pensamentos e tive que me lembrar de como se respirava.

Eu tive que me afastar dele pela minha própria sanidade.

Andei de encontro a mesa, e vi que ele veio atrás de mim e se sentou ao meu lado.

Então o jantar foi servido. Alice e Esme conversaram comigo durante o jantar inteiro, me contando sobre coisas que elas já haviam feito, viagens, passeios... Contaram um pouco sobre o trabalho social que as empresas dos Cullen fazia, e aquilo só aumentou minha admiração por Edward. As mulheres mais conhecidas como urubus, não se atreveram a chegar perto de Edward. Depois do jantar Edward conversou com mais alguns empresários.

Então a parte do leilão começou. E me senti muito pobre ali. Pessoas muito ricas estavam ali leiloando diversas coisas, relógios, viagens, passeios, bolsas, sapatos...

Os lances eram altos. Edward havia doado uma viagem a Nova Iorque e um final de semana na casa de campo.

Eu nem sabia que ele tinha uma casa de campo.

Olhei para ele e Edward apenas sorriu. Eu franzi o cenho. Ele certamente era mais rico do que eu imaginava. Edward em determinado momento do leilão passou o braço por cima do meu ombro e puxou minha cadeira para ficar mais perto dele, desceu seu braço pelo meu ombro e depois subiu para meu pescoço, rocando os dedos ali. Senti minha pele se arrepiar inteira. O que ele estava fazendo?

Senti minha respiração ficar pesada, eu odiava a forma que meu corpo correspondia ao seu toque.

Eu olhei para ele que continuava sereno olhando para frente. O salão estava totalmente escuro, exceto pelas luzes em cima das mesas e o holoforte no palco. Ninguém estava reparando em nós. Por sorte os pais de Edward estavam no lado oposto na mesa e tinha um arranjo extremamente grande que nos tampava. Coloquei uma mão na perna de Edward e cheguei perto do seu ouvido.

—Por que está fazendo isso? –eu sussurrei.

—Isso o que? –ele se virou para mim e nossos narizes quase estavam colados.

—Você sabe.

Edward pegou minha mão que estava em sua perna e a beijou e depois colocou ali de novo. Ele não disse nada, apenas sorriu e beijou o canto da minha boca. Mas as caricias não pararam, ele puxou meu cabelo para o lado oposto dando livre acesso ao meu pescoço, Edward passou sua barba rala pela minha pele e depositou um beijo suave enquanto inspirava meu perfume. Eu forcei meus dedos contra a pele da sua perna, sentindo seus músculos.

—Pare. –eu alertei.

—Por que? –ele sussurrou em meu ouvido.

—Porque não é certo, você não pode fazer essas coisas comigo...

—Se você soubesse o que quero fazer com você, Isabella. –ele disse olhando dentro do meu olho.

Todas as terminações nervosas do meu corpo se excitaram e eu engoli em seco, minhas mãos começaram a suar e eu fiquei tremula. Eu respirei fundo algumas vezes.

—Edward... –eu implorei. Não sabendo exatamente o que.

Implorei para que ele parasse de dizer aquelas coisas, implorei para que ele não me olhasse daquela forma. Mas, implorei também pelo seu toque, pelo seu beijo, implorei para que ele transasse comigo e matasse aquele desejo que me consumia. Implorei principalmente para que aquele olhar e sorriso fossem só meus. Eu sabia que estava muito encrencada.

—Mais tarde, baby. –ele prometeu.

.

.

Quando o leilão acabou, andei pelo salão, enquanto esperava Edward falar com alguns empresários.

Quando fui surpreendida por uma voz perto da minha orelha.

—Aceita mais um drink? –o braço de Edward estava a minha volta estendido com uma taça. Eu peguei a taça e me virei para ele.

—Obrigada. –quando olhei em seus percebi que algo bom tinha acontecido. –Me diga que você tem uma boa notícia.

—Eu tenho. –ele sorriu. –Conseguimos a parceria.

—O meu Deus. –eu dei um pulo em seu colo e ele me pegou no ar, o abracei o mais forte possível. –Parabéns, Edward.

—Obrigado por ter me ajudado. –ele disse me colocando no chão. –Essa parceria vai ampliar nossa empresa e também ampliar nosso trabalho social.

—Fico muito feliz com isso. –ele sorriu para mim.

—Essa notícia deixou você menos brava comigo?

—Possivelmente. –eu cerrei os olhos para ele.

—Possivelmente?

—Edward, conheço seu tipo de homem, é bonito, joga charme para cima das mulheres, fazem elas caírem aos seus pés e depois diz tchau.

—Será que eu consegui isso com você?

—Bem provável que não, não vou cair no seu charme.

Era mentira, eu já estava mais que encantada por ele. Engoli em seco quando ele chegou mais próximo de mim.

—Eu não me atreveria a nunca mais querer saber de você. Até porque você seria a única.

—Isso faz parte do charme?

—Pode até fazer.

—Então você fala para todas isso. –seu olhar se escureceu.

—Não, só você.

—Como posso te odiar numa hora e na outra não mais?

Ele sorriu suavemente olhando dentro dos meus olhos, e passou a mão por meus cabelos em sinal de carinho. E por um instante eu pensei que ele iria me beijar. Eu tive que desviar o olhar quando tudo foi demais para mim.

—Chegou a hora da valsa. –apontou para a pista de dança onde os casais se juntavam para dançar. –Você me daria a honra? – ele estendeu a mão para mim, e eu coloquei a minha sobre a dele, enquanto com a outra ele pegou as taças e colocou em uma bandeja vazia.

Nós fomos até a pista de dança, onde havia um aglomerado de pessoas. A música lenta começou. Edward colocou uma mão na base da minha costa e a outra segurou minha mão no ar. Começamos a nos mover juntos. Edward olhava para mim com uma mistura de admiração e felicidade, e eu sorria, eu estava muito feliz também. Edward aproximou o rosto do meu, e meu puxou mais para si. A música mudou e sua posição também. Agora ele mantinha nossas mãos cruzadas próxima ao seu corpo e seu rosto colado no meu.

—Você é incrível, sabia? –ele disse. –Obrigado por ter me acompanhado.

—Acho que eu nunca entraria em um baile desses se não fosse com você. Obrigada por isso, e pelos presentes incríveis.

—Ficaram tão lindos em você, combinou perfeitamente. Já disse que você é a mais linda?

—Você não estaria dizendo isso se eu não tivesse te ajudado a conseguir a parceria, certamente estaria com as loiras siliconadas. –ele riu baixinho e levantou os olhos para me olhar, enquanto eu cerrava os olhos.

—Eu não sou mais esse homem de loiras siliconadas.

—Não?

—Não, eu gosto de morenas. –ele sorriu torto.

—Você nunca olharia para mim, Edward.

—Será que você nunca vai ver o quanto é linda?

—Bom, talvez.

—Você é a mais linda que existe, tanto por dentro quanto por fora, nunca deixe nenhum idiota dizer ao contrário. –ele olhou dentro dos meus olhos. –Você é especial, é linda, gentil, tem um coração capaz de abraçar o mundo. Seria tão fácil cair em seus encantos... tão fácil cair em seus braços...

Ele disse aquilo com tanta convicção, como se estivesse dizendo para ele mesmo, que eu quis chorar. Fechei os olhos e deitei a cabeça em seu peito, enquanto ele me conduzia para o final da dança. Eu havia me esquecido que havia tantas pessoas ali que presenciaram nosso momento íntimo. O que havia mudado nele? Edward havia se mantido afastado durante uma semana e agora me dizia essas coisas.

De repente pensei sobre uma citação que vira uma vez.

Um dia você vai encontrar o homem da sua vida. Seu melhor amigo, sua alma gêmea, aquele que você poderá contar seus sonhos. Ele vai tirar seu cabelo dos olhos. Ele vai ficar admirando você sem falar nada. Ele vai te ligar para dizer boa noite só porque ele sente sua falta. Ele vai olhar no fundo de seus olhos e dizer: ‘’ Você e linda’’ E pela primeira vez em sua vida, você vai acreditar.

Nicholas Sparks

Notas finais
alguem mais ficou diabético de tanto doce? GENTE QUE CASAL É ESSE! Bom, esse capitulo havia ficado muito grande, por isso dividi em duas partes, por isso prometo tentar postar ainda hoje a segunda parte certo? Queria agradecer as leitoras maravilhosas que estao comentando a fic, vocês nao imaginam como eu fico feliz em saber a opiniao de vocês e ver que vocês estao gostando... Eu estou de ferias da faculdade por isso prometo postar mais regularmente...por favor continuem comentando, favoritem e me deem uma recomendaçãozinha.... eu ficarei hiper feliz! Beijão gente vejo vocês em breve! Qualquer duvida, podem me mandar nos comentarios que eu respondo todos.