Somebody That I Usend To Know
16 Meu controle
Notas iniciais
P.O.V Sam
Primeira queda de neve do inverno
Jogando bolas de neve no quintal
Aquecidos pela lareira
Marshmallows pegam fogo nas suas chamas
Todos os meus amigos se juntam
Querendo que eu estivesse lá, mas eu nunca estou.
Vivendo na luz do sol, oh.
Mas sonhando com um lugar chamado ''casa''
Acordei com meu celular tocando “3000 miles”. Eu amava essa música até ela virar toque de despertador, argh! Eu odeio ser acordada, se pelo menos eu tivesse tido uma boa noite de sono, mas não consegui dormi era pesadelo atrás de pesadelos tinha até me esquecido o que é ter uma dessas noites mal dormidas.
Lembro-me desses pesadelos de quando fugi de Seattle para morar em Nova Jersey onde Melanie estudava em um colégio interno, comecei a não dormi a noite o que é estranho já que dormi era e é a segunda coisa que gosto de fazer na vida a primeira é claro que é comer.
Esses pesadelos nunca era todos iguais, seus cenários mudavam não era só por Freddie ou Carly era com qualquer um que eu acabava de conhecer em meu novo colégio ou em trabalhos, eles me abandonavam ou faziam algo ruim para mim, se antes eu já era uma pessoa ameaçadora eu piorei ainda mais naquela época, acabei decidindo não confiar e nem formar laços com mais ninguém até hoje.
Mas agora isso voltou, e foi com a Cat e o Freddie eles tinham algum relacionamento, conspiravam contra mim, eles riam eu não conseguia ouvir o que tanto eles falavam. Balancei a cabeça querendo afugentar esses pensamentos que não consigo me lembrar direito e nem quero fazer esforço para isso. Eu não quero estragar tudo! Não dessa vez.
Coloquei os pés no chão frio fazendo congelar do dedão até minha espinha, me levantei vestindo meu robe, fui até a janela abrindo-a , está uma manhã fria, o céu nublado ainda vem tempestade.
Desci para a cozinha a procura de qualquer coisa para comer já estou ficando atrasada para o trabalho, só de pensar em tanta coisa para fazer já me dá dor de cabeça, passei pela sala que está uma bagunça. Já estou uma semana aqui e não contratei uma empregada, já está na hora minha cara Sam Puckett sua casa grita por isso e já estou cansada de comer os docinhos de Cat Valentine ou almoçar e jantar em restaurantes.
[...]
Já arrumada peguei as chaves e sai do apartamento no mesmo instante que minhas vizinhas Taylor e Cat as que não vejo deste ontem à noite, é... Essas duas não saem mais do meu pé, mas já me acostumei com elas e não sei mais viver sem elas, ok, muito sentimental para mim.
– Bom dia!! – Exclamou Cat animada como sempre.
– Bom – Mumurei Taylor só assentiu bocejando, ela está parecendo muito cansada parece que nem dormiu. — E o Lucky ? – Perguntei para Taylor enquanto seguia elas até o elevador.
– Brad sequestrou de mim, não me trouxe ele ontem à noite. Vou pedi para Cat ir busca-lo mais tarde na casa daquele idiota que não sabe nem trazer seu filho de volta para mãe – Respondeu irritada.
Assenti sem falar nada, o mau humor de Taylor sabia ser pior que o meu não que ela não tivesse razão, só não estou a fim de prolongar ainda mais esse assunto, pode ser até por isso essa cara de cansaço dela.
Cat vasculhava algo em sua pequena bolsa cor de rosa, o que me deixou curiosa.
– O que está procurando? – Perguntei e logo o elevador se abriu no estacionamento.
– Chegou um convite seu em nosso apartamento por engano – Respondeu me entregando um envelope vermelho com detalhes dourados com somente meu nome.
– Se eu fosse você nem me animaria tanto – Comentou Taylor do meu lado, olhando para o envelope com desdém.
Cat deu uma leve tapa em seu braço, toda animada.
– O que é isso?
– Um convite? – Ironizou Taylor, fazendo parecer minha pergunta obvia ser ridícula.
– Haha sério? – Entrei para dela – De quem?
– Abra e verá — Respondeu indo para seu carro, deixando eu e Cat no meio daquele enorme estacionamento.
Balancei minha cabeça negativamente, Taylor está pior que imaginei, só tenho dó de Cat em atura-la.
– O que deu nela hoje? – Perguntei para Cat indo em direção aos nossos carros.
– Ela fica mal humorada quando Brad passa por alguma ordem, e piora quando Lucky está no meio – Respondeu simples – Você vai né? – Perguntou se referindo ao convite.
– Nem sei do que é isso.
– Vai ser legal
– Vocês também receberam?
– Claro.
Antes de eu perguntar qualquer outra coisa a ruiva já tinha entrado no carro e partido me deixando lá sozinha.
{...}
Papelada, Papeladas e mais papeladas!
É Sam, quem disse que vida de diretora chefe é fácil?
Joguei todos aqueles papeis de um lado e fechei o pearbook, coloquei os cotovelos na mesa e massageei minhas pálpebras cansadas, voltei a abrir os olhos e encontrei o convite que Cat me deu mais cedo, ainda nem tinha aberto, bem, curiosidade me tomou agora.
Acabei abrindo, como uma criança que acaba de receber um presente.
Era um convite de natal, nem tinha percebido o quanto estamos perto dessa data especial.
Uma festa só para íntimos, no “La Gibson”? Era uma festa de natal do Gibby? Sorri como boba, só o Gibby mesmo, mas Cat e Taylor receberam também, será amigas dele? Com certeza o Freddie vai, devo ir? Bem, tenho duas semanas para obter esta resposta.
Fechei o convite, colocando-o em uma gaveta qualquer da mesa, peguei uns papeis e voltei com que estava fazendo, até Merrie bater na porta em entrar.
– Senhorita? – Disse dando dois passos depois da porta.
– Sim? – Falei me virando para ela, que tinha um mini sorriso no rosto, aqueles que você dá tentando conter um sorriso maior. – O que há Marrie?
– A senhora Sulleven quer falar com a senhorita, mas não tem horário marcado.
Sulleven? Mas quem é senhora Sulleven?
– Quem?
– Carlota Sulleven, senhorita.
Carlota? Mas a única .... Não, o que ela está fazendo aqui?
– Estou com muito trabalho, não dá para atende-la.
– Mas...
– Não posso fazer nada, se ela quiser marque um horário, mas, por favor, só para o ano que vem.
Merrie deu um sorriso fraco, mas por que essa garota se importa tanto com a Carly?
– Mas ela insiste muito senhorita. – Continuou Merrie, qual é o problema dela?
– O que foi Merrie? Ela fez o que para você insistir tanto isso?
– Desculpe senhorita, mas ela é a estilista mais importante de Nova York!
Entendi, Merrie é fascinada pelas roupas de Carly, não posso julga-la, mas tem coisas mais importantes do que roupas da marca Carly Shay ou sei lá o nome.
– E o que tenho a ver com isso? Eu trabalho com softwares não com roupas.
Merrie olhou pro chão tristonha, e deu meia volta murmurando um “com licença”
Ok, Merrie a admira e eu não tenho nada a ver com isso, mas não estou precisando ser tão chata desse jeito, eu não quero trabalhar com pessoas que me odeiam e só me respeitam por medo de ser demitidos, eu sempre quis uma coisa mais amigável com quem trabalho.
– Merrie – Chamei
A loira alta, logo se virou para mim me olhando esperançosa com aqueles seus olhos castanhos escuros. — Pode deixar a senhora.... – Tentei lembrar o sobrenome de Carly mas não vinha.
– Sulleven – Lembrou-me Merrie.
– Isso. A senhora Sulleven entrar.
Merrie sorriu agradecia e saiu pela porta, logo trazendo uma Carly acanhada, sua leve maquiagem perfeitamente feita, seus cabelos mais lisos do que ondulados soltos em seus ombros, com um vestido até o joelhos preto e meio social dando um ar mais sério com um blazer branco.
– Obrigada – Carly agradeceu docemente à Merrie.
– Então... O que trás a senhora Carlota Sulleven até aqui? – Perguntei com um sorriso apático, entrelaçando as mãos.
Carly ainda se mantinha em pé, percebi um embrulho azul bebe em sua mão.
– Oi – Disse meio sem graça – Não precisa dessas formalidades entre amigas.
– amigas – Repeti amargamente, dando sinal para ela se sentar – Desculpe, mas... Isso não é possível.
– Por que você não quer, mas você continua minha amiga.
– Isso não há recíproca.
Carly tentou sorrir, o que não deu muito certo, pois saiu mais como uma careta.
– Eu não quero forçar uma amizade.
– Mesmo que você quisesse, não tem muito jeito.
Carly pareceu explodir.
– Por que você tem que ser tão fria comigo? Se fosse aquela ruiva estabanada, você não trataria assim.
– É Catharine o nome dela.
– Pouco me importo – Falou fazendo bico e cruzando os braços como uma adolescente no colegial.
– Eu sei q você não veio até aqui pela Cat.
– É que me irrita o jeito que você me trata comparando com a Catharine.
– Eu tento te tratar educadamente, e você só me viu uma vez com Cat e a defendi por você ter a tratado mal enquanto ela não fez nada.
– Ela é uma sonsa, você e Taylor vivem para defendê-la, eu a odeio pelo jeito que ela consegue as coisas com seu jeito “fofo” de ser – Falou nervosa dando aspas com as mãos em “fofo”.
– Olha a Cat não fingi ser ninguém, ela só é uma adulta irresponsável que se esqueceu de crescer e se você a conhece-se melhor não pensaria assim.
– Ela é uma idiota fingida. – Continuou com o bico olhando para o lado.
Acabei explodindo de raiva, quem é Carly Shay sai lá qual o seu outro sobrenome para falar de fingimento?
– Carly quem é você para falar de fingimento? Se a Cat fosse uma coisa que não é, se ela fosse uma fingida vocês que deferiam ser melhores amigas e não Taylor e Cat.
– Só você que não percebe essa idiota roubou você, Taylor e Lucky de mim!
– Não sei como – Falei dando os ombros.
– Você era MINHA melhor amiga – falou dando ênfase em “minha”- Taylor era outra melhor amiga minha depois de você e quando ela saiu daqui para Los Angeles e voltou para cá com aquelazinha, tudo mudou tive que dividir Taylor com ela e Lucky que era para ser MEU afilhado virou dela. Ela me roubou principalmente você e Lucky. – Terminou se segurando para não chorar.
– A gente já conversou sobre isso, e não quero viver repetindo isso. Cat não roubou ninguém de você, Taylor continua sendo sua amiga só que Cat a ajudou muito ela veio de Los Angeles e alugou o apartamento aqui em Manhattan onde ela deixou Taylor e Lucky morar juntos, já que Tay não veio de Los Angeles com uma boa conta financeira, as duas dividem as despesas e CAt ainda a ajuda com Lucky, e o e ela menino tem grandes afeto, não tem motivo nenhum dele não poder ser afilhado dela, os dois são tão apegados, e acaba para Taylor ter quer cuidar dessas duas crianças. Bem, e eu não sou mais sua amiga, nem perto de ser a Melhor amiga, a nossa amizade se quebrou, eu acabei não confiando mais em ninguém para esse cargo de amiga e CAt acabou invadindo ele com seu jeito doce e sincero, se você quiser pelo menos ser uma colega e consegui minha confiança de volta, pare de falar da Cat assim, isso não te ajuda em nada, a ruiva não tem nada contra você e nunca ouvi ela caluniar seu nome para mim e nem para Taylor.
– Você nunca vai me perdoar?
– Perdoar eu já ti perdoei há algum tempo, mas... Confiar é difícil.
– Eu só queria que a gente voltasse a ser como éramos antes
– Isso é difícil de te dizer, não vou dizer nunca vamos voltar ser a Sam e a Carly, porque a aprendi a nunca dizer nunca, mas que dificilmente vamos ser como antes.
– Dá pra ver que acabou mesmo – Disse deixando a frase no ar – Por um pequeno erro do passado, tudo acabou assim.
– Eu não vejo por um pequeno erro, aquilo realmente me machucou, mas eu tento esquecer e não é por isso que tudo fica tão complicado.
– Eu realmente não te entendo.
– Carly, no dia que eu ouvi vocês falando de mim isso me deu muita raiva, tive vontade de pegar minha meia de manteiga e arremessar em vocês, mas eu fiz o contrario do eu a Sam Puckett normal faria, até hoje não sei por que, mas fiz isso fugi como uma covarde. Mas agora eu vejo, foi o certo o que adianta eu brigar, bater e depois todos os dias ter que ver vocês na escola, na lanchonete, ou em qualquer outro lugar e me remoer de saudades de vocês. Eu fui embora a fim de esquecer, a fim de fazer eu me sentir a melhor possível, eu acho que consegui acabei esquecendo o porquê de tudo isso, mas não posso simplesmente passar por cima do meu orgulho e ti abraçar como se nunca tivesse acontecido nada entre a nossa amizade. Quem sabe um dia podemos ter uma conversa sem toda essa amargura repugnante de agora.
– Se eu ti chama-se para um almoço entre colegas que não se veem a dez anos, você aceitaria.
– Se você não fingir-se sermos melhores amigas, não força-se essa amizade e nem fingir-ser que nada aconteceu entre a gente. Por que não? – Dei dos ombros. — Só lembrar-se daquela frase “Coração partido é como um espelho quebrado, por mais que junte os pedaços ele nunca voltará a ser perfeito”
Carly alargou um sorriso e me estendeu seu embrulho azul bebe.
– O que é isso? – Perguntei abrindo
– É seu – falou assim que consegui abrir.
Era meu controle do iCarly, ele estava como se nunca tivesse passados os anos, realmente Carly cuidou bem dele, apertei qualquer botão para ver se ainda funcionava. E sim, ecoou uma salva de palmas pelo escritório eu e Carly rimos juntas.
– Quando você foi embora acabou deixando isso para trás, depois que eu e Freddie voltamos para o apartamento cansados de tentar te procurar, eu subi para o estúdio e encontrei seu controle em cima das coisas de nerd do Freddie, guardei com esperanças de você vim busca-lo ou de ser uma recordação sua, depois de uma semana eu e Freddie nos encontramos novamente dando fim ao iCarly sem uma explicação formal, ele foi pegar suas coisas e procurou por seu controle afim de ficar com ele, mas menti falando que você o levou, pode ter sido egoísta da minha parte, mas eu sei o quanto aquele simples controle era importante por você, ele te divertida de um jeito estranho era a marca registrada de Sam Puckett do iCarly e eu quis ficar com ele e até hoje o guardo.
– Por que me entrega isso agora?
– Porque é seu Freddie fez para você não para mim e eu prometi para mim que quando te encontrasse te entregaria como forma de provar o quanto você é importante para mim.
Olhei para o lado, tentando fugir de seu olhar, por que tenho que me senti envergonhada? Não sou eu a errada da historia.
– Eu não quero aceitar – Falei tentando devolver.
– Por favor...
Peguei ele de volta, em desistência.
– Obrigada.
– Te vejo outro dia? – Sugeriu com um sorriso fraco de lado.
– Quem sabe.
Ela se levantou sorrindo e foi até a porta.
– Tchau
Acenei e lá se foi ela.
Continuei encarando esse controle, será que estou fazendo a coisa certa? Eu estou fazendo algo? Ou só estou simplesmente deixando todos entrarem em minha vida de volta? Por que eu não posso me entender?
Eu só quero que todo esse drama do passado acabe, para eu poder seguir em frente, será tão difícil?
Fale com o autor