Some people, some lifes
1 CAP_01: PERSONALIDADE
Ian é um garoto de 24 anos cursando seu último ano de Medicina Veterinária em Yale. Não era a faculdade que ele queria, mas não conseguiu passar na tão sonhada Harvard. Ele não é do tipo que liga muito para essas coisas, em sua cabeça toda faculdade é igual, o que difere uma da outra é o aluno. E ele não está totalmente errado. Na maioria dos casos é isso mesmo que acontece.
Ian é um dos alunos mais dedicados que tem em sua sala. É apaixonado por Patologia, Laboratório e Clínica. Sim, um cara que mal se entende e que não gosta das pessoas pretende ser clínico. Sua teoria sobre clínica é que, tudo, a partir dali, vira uma análise laboratorial e pode virar uma análise patológica. Todos olham torto pra ele quando ele diz isso.
Ele tenta conversar com os outros. Tem seu grupo de amigos, poucos amigos, mas tem. Uma parte dele não sabe a dor e o problema que ele enfrenta com ele mesmo. Apenas duas pessoas sabem disso. Sua melhor amiga, Carolina e Beatriz.
Carolina é toda brincalhona e feliz. Fala com todos, anima todos, entende todos e entende mais ainda a cabeça “estranha” do seu amigo quase Veterinário. Beatriz é muito inteligente também, está na mesma sala que Ian, porém ela não gosta de Clínica, prefere a área de Cardiologia que é uma área que fascina Ian, porém ele não se acha inteligente o suficiente para isso. Carol (como todos a chamam), teve um namoro de um ano com uma garota do curso de Química chamada Lidia. Não deu certo, segundo ela, por causa da diferença de pensamentos que as duas tinham. Uma queria uma coisa e a outra não queria nada com nada, mas não foi bem assim a história. Ian era o que mais ouvia os dramas de Carol, tentava dar conselhos para ela, que ela nunca seguia, mas tudo bem. Ele fazia seu papel de amigo, melhor amigo.
Carol sempre foi uma menina brincalhona, isso gerava ciúmes em Lidia, o que sempre terminava em briga. Uma das brigas que elas mais tinham era relacionadas à sua professora de Técnicas Laboratoriais, cujo nome também era Carolina. Lidia sempre soube que sua namorada tinha uma “queda” pela professora e sempre achou isso um problema. Ela tentava não pensar muito porque a professora Carolina era uma das mais “requisitadas” pela faculdade. Todos á amavam e muitos outros alunos deviam fantasiar coisas com ela também. Ela se agarrava nisso, até um momento que não deu.
A outra melhor amiga de Ian, Beatriz, era na dela. Fazia Psicologia, mas sempre adorou animais. Disse que não fez veterinária porque não teria coragem de mexer em bicho morto. Ok. Bia, era muito inteligente também. Ela era a que mais dava conselhos e analisava Ian, tentava entendê-lo, ele até se sentia meio incomodado com isso, mas depois passava. Acaba meio que sendo para seu bem.
Todos os problemas que apareciam para Ian, ele passava para Bia e para Carol. Às vezes pedindo ajuda, às vezes comentando e muitas vezes porque ele não estava mais aguentando aquilo para ele e precisava soltar para alguém. Carolina tinha um jeito diferente de ajudar Ian. Ela tentava distraí-lo, tentava fazer com que ele esquecesse que estava triste. Claro, antes ela dava sua opinião, dava seu conselho, depois ela tentava fazer com que ele ficasse mais bem astral, menos irritado ou deprimido. Bia não, Bia não tentava fazer com que ele esquecesse. Quer dizer, tentava, mas de outra maneira. Ela ouvia todas as queixas de seu amigo, falava o que tinha para falar, ajudava como podia e achava que lhe cabia, dava seus conselhos, dava lições de moral se precisasse e depois o reconfortava de uma maneira doce, singela e calma. Ian tinha sorte de ter duas amigas tão boas e legais com eles e ao mesmo tempo tão distintas uma da outra.
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