" Lutar pelo amor é bom, mas alcançá-lo sem luta é melhor."

Noite de Reis — William Shakespeare.



Muitos estavam chocados naquele enterro de caixão fechado.

Foi concluído que a princesa Carine realmente se matou.

Todos aqueles nobres do qual ela chamava de amigos, nenhum compareceu.


— Aqueles abutres.

Cornélia parecia realmente brava. Ali na capela com o caixão só havia ela Schneizel e Nunnally.

De longe Lelouch e C.C. olhavam.

Remorso? Nenhum. Eles não tinham tempo para isso. Ainda mais para alguém como Carine.

Não demoraram e todos estavam de volta ao castelo.

Era um dia estranho e diferente dos outros dias anteriores, não fazia muito sol. Volta e meia ele era parcialmente coberto por nuvens.

É la estava Oliver novamente em frente aquele espelho d`água que havia em uma área do jardim.

Era o último dia de convenção das delegações. E ele também ia embora para sua casa logo. Talvez nunca mais voltasse à Britannia.

Ele pensava em como seria a vida a partir de agora sabendo de tudo o que ele sabia. Também pensava em sua tia Nunnally e Cornélia. Tanto ele quanto Zoe haviam se apegado a elas desde o início. Iria ser duro não poder vê-las mais.

— Oi Oliver. Sabia que ia te encontrar aqui.

Ele olhava para trás e corava levemente vendo Camélia Ohgi um pouco atrás dele.

A mesma então se sentava ao lado dele que parecia bem compenetrado.


— É uma pena, devo voltar hoje a minha casa.

— Eu também vou mais tarde.

Respondia ele à jovem sentada ao seu lado.

Enquanto isso, eles novamente não sabiam serem espionados por Zoe entre os frondosos arbustos.

— Eu estava pensando. Nós podia trocar nossos números e e-mails para manter o contato.

Naquele momento Oliver olhava para ela corando ainda mais enquanto Zoe percebia o coração de seu irmão bater rápido.



— Si… Sim, Sim. Claro. Porque não?

Oliver coçava a cabeça olhando para o lado oposto, mas logo depois ele dava seu telefone e pegava o número dela.

Zoe estava de boca aberta. Realmente seu irmão parecia gostar daquela garota.

— Camélia.

A menina ouvia seu nome ser chamado por sua mãe.

— Eu preciso ir. Depois nos vemos.

A jovem morena então dá um beijo no rosto de Oliver que virava um pimentão enquanto a cara da sua irmã ia ao chão ao ver aquela cena.

Ao ver Camélia longe o bastante Zoe saia rindo animada dos arbustos e ia em direção ao seu irmão que estava com uma cara boba olhando para o espelho d'água.

— Oliver tá namorando, Oliver tá namorando.

Dizia Zoe cutucando diversas vezes com ambas as mãos o braço do irmão que despertava do seu transe.

— Eu não estou não.

— Está sim. Está sim. Eu vi a sua cara. Me fala quando vai ser o casamento? Eu quero ser madrinha. Eu exijo.

Oliver nada falava, apenas olhava para a irmã e dava um meio sorriso.

Ela então se deitava ao lado dele olhando para o céu que dissiparam aos poucos as nuvens.


— Quem diria. Você apaixonadinho pela filha do comandante dos cavaleiros negros. O destino é genial.

Dizia ela extremamente animada não conseguindo se conter.



— O destino não existe Zoe.

— Se você acha…



Camélia se aproximava de seus pais que estavam com muitos dos amigos deles. Alguns que ela já conhecia tão bem.

— Onde estava ?

Perguntava Villetta para sua filha que sorria.

— Estava com um amigo…

Ela é sua mãe então olhavam para frente e via seu pai as chamando.

— Venha. Vamos todos a um bar comemorar.

O grupo então começava a andar pela calçada para fora do castelo à procura do bar mais próximo.

Quando chegavam lá lotavam o lugar, pediam comidas e bebidas dos mais variados tipos.

— Então esse seu amigo é aquele garoto que você trouxe para a nossa mesa aquele dia?

Perguntava Ohgi a sua filha enquanto tomava uma pequena dose de saquê.

— Sim e ele mesmo.

— Ele parece gostar muito de você.

— Mãe, para…

Dizia Camélia corando com aquele comentário de sua mãe

— Ele me lembra muito um certo alguém…

Ohgi falava com a sua família, mas antes de terminar via Gino se aproximando enquanto Kallen tentava segurá-lo.



— Lá vem ele.

Suspirava Ohgi já imaginando que teria que aturar o noivo de Kallen bêbado novamente tentando se enturmar com os cavaleiros.



— Olha ele. O grande Ohgi. É sua filha que é uma graça.

Gino aperta a bochecha de Camélia que apenas virava para o lado o evitando.

— Então você está mesmo com o filho do Lelouch? Que surpresa não é mesmo Ohgi?

— Cala a boca Gino.

Dizia Kallen quase gritando.



— Filho do Lelouch?

Aquela frase chamava a atenção de Ohgi e Villetta que começavam a olhar para Gino.

— Vocês não sabiam? Aquele menino não é a cara do ex imperador atoa.

Ao ouvir Gino, Camélia arregalava os olhos e olhava para Gino que não calava a boca.

— Ele tem até um geass, eu vi. Ele encostou na Kallen e adivinhou tudo sobre ela.

Kallen então conseguia calar Gino. Ninguém mais poderia saber que Lelouch estava vivo.



— Impossível Lelouch está morto a anos.

Camélia olhava confusa para seus pais e para Gino que era arrastado por Kallen.



— Ele vai ser o próximo imperador de Britannia!

Gritava Gino fazendo com que ninguém ali realmente entendesse o que estava acontecendo, apenas que ele estava bêbado.

Kallen chamava um táxi e colocava Gino dentro dele entrando logo depois.

No caminho até o hotel onde estavam, Gino cochilava no banco de trás enquanto Kallen olhava para ele pelo espelho do carro. Entrando então no quarto do hotel abria o chuveiro e botava ele no banho.



— Merda Gino, olha o que você me faz passar….

Quando ele parecia um pouco melhor eles iam para a cama dormir para ir embora no dia seguinte.

Gino acordava com muita dor de cabeça e ao olhar para o lado ele via Kallen ainda dormindo. Ele não se lembrava muito de ontem a noite. Lembrava de ter bebido e conversado com os amigos, mas não lembrava sobre o que foi a conversa com nenhum deles.

Já sabia que Kallen estaria muito brava com ele quando ela acordasse.

Ele então tratava de se levantar e tomar um remédio para dor de cabeça e começar a fazer o café matinal para ver se assim ela ficava menos brava.

Quando Kallen acordava, ela se deparava com Gino falando alegremente para ela sobre um grande café da manhã que lhes fez dois como se isso apagasse o que ele fez ontem.

— O que eu fiz ontem?

Perguntava Gino percebendo que Kallen ainda estava um pouco brava.

— Você falou para Ohgi e Villetta sobre o Lelouch e os filhos dele. Você sabe que mais ninguém pode saber disso, mas você saiu gritando aos quatro ventos que Oliver vai ser o futuro imperador de Britannia.

Naquele momento ele acabava por se lembrar. E, ele tinha realmente feito isso.

Gino botava a mão tapando seu rosto enquanto pedia perdão a sua noiva.

— Não sou eu que tem que te perdoar e o Lelouch é a C.C.,se eles souberem que você contou tudo.

— Acha que eu devo ligar para eles?

— Você tem o número deles?

— Não, mas tenho o de Zero e peço para ele passar recado.

— Deixa para lá Gino. Quanto mais tarde eles saberem disso melhor.

Gino começava a comer enquanto Kallen olhava para a janela pensativa. Sem tocar na comida.

— O que foi Kallen?

— Nada.

— Está pensando nele?

Ao ouvir essa pergunta ela revirava os olhos. Estava cansada de ouvir essa pergunta.

— Não Gino, não estou. Porque faz sempre essa pergunta?

— É que você foi apaixonada por ele e…

— Você está certo. Eu fui, não sou mais. O que te faz pensar que eu correria para ele depois de mais de dez anos? Você é tão inseguro assim? Por isso que não quer ter filhos?

Ela então se levantava tão repentinamente que deixou a cadeira cair.

— Kallen!

Gino a encontrou deitada na cama virada de lado oposto à porta e para ele.

A luz estava desligada e a janela fechada deixando o ambiente um pouco escuro.

— Kallen. Você está certa.

Ela ouvia os passos dele no assoalho e então senti ele sentando na cama próximo a ela.

— Sou muito inseguro. Talvez essa minha alegria seja para disfarçar tudo isso. Quanto a filhos eu acredito que você ficou encantada demais com aquelas crianças por isso agora está com essa ideia na cabeça.

— Não é a primeira vez que eu e você já falamos sobre esse assunto Gino, muito antes de eles aparecerem.

Gino ficou por um longo momento em silêncio até que ele voltou a falar.

— É como eu vou criar uma criança Kallen?

— Com amor e atenção. Assim como todas devem ser cuidadas.

Kallen então ouvia Gino se deitar por detrás dela e abraçá-la.

Ela então virava-se para trás e via que o mesmo chorava um pouco.


— Não fica assim. Vai ficar tudo bem. Eu confio que você vai ser um bom pai.

Ao ouvir isso Gino a beijava.