Sombras e Escuridão
1 Capítulo 1 Guerra
Quinhentos (500 dc.) dois irmãos gêmeos chamados: Henrrill e Hendrill caminhavam por uma rua deserta e escura, a noite era fria e o vento forte soprava úmido. Ambos de pele clara, olhos castanhos claros, cabelos pretos, um metro e oitenta e três de altura, trajando calça escura e casaco preto da época. Ambos retornavam de uma festa realizada a beira de um lago, praticada todo final de ano, onde bebiam e reencontravam os amigos distantes. Enquanto os dois jovens voltavam para casa, Henrrill avistou um individuo de preto no meio da ‘’estrada’’. — Você viu irmão? — disse Henrrill assustado arqueando as sobrancelhas, e sem entender o que era. — Não, o que você viu? – perguntou o irmão em resposta. — Uma pessoa, parada logo à frente. Eu a vi, mas ele desapareceu muito rápido. — A bebida deve está lhe fazendo efeito. — riu ele debochando. Novamente um vulto passa a aparecer. Reconhecendo a figura descrita por seu irmão, Hendrill diz alarmado: — Eu acabei de ver! Correndo para a floresta! — Eu te avisei, mas você nunca presta atenção no que eu falo! Ambos permaneceram discutindo pelo caminho quando, rapidamente, o indivíduo de preto passa entre os dois fazendo-lhes sentir calafrios. Assustados e sentindo medo dominar-lhes, Henrrill deu alguns passos rápidos e logo saiu correndo, chamando o irmão. Mais ao longo, ouviram gritos de socorro vindo da direção de um barranco abaixo, cercado por arbustos e algumas árvore. Uma árvore de dois de diâmetro com aproximadamente doze metros de altura, jazia derrubada, e provavelmente, já deveria estar assim há três semanas. Chegaram ao local, mas não avistaram nada. — Como pode ser? A voz vinha dessa direção! — disse Henrrill não compreendendo. De repente, Henrrill sentiu algo pegando em seu braço com uma força impressionante, arremessando seu corpo para baixo do barranco. — Corre Hendrill, – gritara o irmão ao outro em desespero — Corra! — mas era tarde demais. O indivíduo sombrio apertava o braço de Henrrill com extrema força, fazendo o gemer da dor provocada pela mordida que levara. Sentiu o indivíduo soltar seu braço, ficando aliviado por um momento, porém, logo recebeu outra mordida. No pescoço. E nunca sentiu dor mais agonizante. Seu coração lutava para sobreviver. Não iria conseguir por mais tempo, sentiu-se cair e lá permaneceu imóvel e sem forças. Hendrill observou a cena, espantado. O indivíduo possuía a pele clara, dentes caninos e pontiagudos que perfuraram o pescoço de seu irmão até sobrar apenas uma mancha vermelha. Hendrill Correu aproximadamente, trezentos metros de distância, mas logo foi alcançado e derrubado. — Não me mate, por favor! — suplicou quase sem voz. Tudo que obteve em resposta foi um olhar negro e sombrio, de um ser impiedoso. A última coisa que se lembrara de ter sentido fora as presas da criatura cravando-se em sua carne. Seu corpo caiu lentamente ao chão, retorcendo-se de uma dor inimaginável. Perguntara se o seu irmão estaria sentindo o mesmo, mas ele sabia a resposta, sim, ele sabia a resposta. E os irmãos Blackwall, jaziam caídos contorcendo-se de dores, as dores da transformação. . . . O Gêmeo Blackwall recordava-se desse dia como se tivesse acontecido naquela noite. Era uma fresca noite de outono, Hendrill encontrava-se observando as últimas folhas de um grande carvalho que caíam de encontro ao chão. Desde esse dia ele e seu irmão escondiam-se em suas formas humanas, estas quais lhes permitiam sair à luz do dia. Ele lembrou-se bem da primeira vez que saiu ao sol após sua transformação, quase morrera queimado. Tivera que vagar pela penumbra até encontrar um alquimista chamado Dievan, que lhe propôs a fazer um trato: Se ele e seu irmão não matassem nenhum feiticeiro, ele faria um feitiço que permitisse que eles saíssem à luz do sol sem sofrer danos. Claro que eles não tiveram que pensar duas vezes antes de aceitar. Lembra-se ainda da palavra final do alquimista. — Mate um dos nossos e vocês nunca mais sairão, nem a luz do crepúsculo. Eu que fiz esse feitiço, e sou o único que posso tirá-lo! Matem um dos meus e voltarão a vagar pelas sombras. Dada às ordens, duas bolas de energia azul-prateada foram invocadas. As esferas rodopiaram ao redor deles aumentando seu brilho e, logo, repousando-lhes aos pés, formando um sinal de fogo. Uma estrela de alquimista. Tão rápido quanto ela apareceu, foi-se. Assim que o feitiço foi realizado Hendrill disse ao irmão: — Não temos escolha. — Como assim não temos escolha? — respondeu Henrrill ao irmão. Hendrill se tele transportou por de trás de Dievan pegando uma espada dourada com detalhes egípcios — hieróglifos encantados — que estava pendurada sobre a parede. Cravou-a nas costas do alquimista passando pelo coração do alquimista, fazendo-o desaparecer em fumaça negra como a noite. Sacudindo a fumaça de seus cabelos negros, largou a espada no chão fazendo-a cair com estrondo. Virou-se e fitou o irmão nos olhos. O irmão encarava-o destemidamente. — Não deveria ter feito isso irmão, ele nos ajudou e você tira a vida dele! É esse seu tipo de pagamento por uma ajuda? — E se nós não cumpríssemos com o trato? E se alguém da linhagem dele tentasse nos matar? Logicamente iríamos nos defender. Mas... E se nós matássemos por acidente, você acha que esse velho! Iria acreditar na gente? Com certeza não! Isso foi por nossa existência. — Mas... E agora? O feitiço que ele fez... Poderá se desfizer? — Não. Não com ele morto. Hendrill esboçou uma miniatura de sorriso devida à lembrança. Ele teve que matá-lo. Ele não tinha escolha. Abriu os olhos observando o céu, estava clareando. Ele não tinha pressa de sair dali, sabia que o sol não poderia voltar a machucá-lo. Encostou-se ao grande carvalho desprovido de folhas observando o nascer do sol... E sorriu.
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