Sombras do Passado - EM HIATUS

2 Prólogo Continuação


Notas iniciais
Hey, terrestres! O capitulo anterior ficou meio curto, pois não consegui terminá-lo. Então aí está a continuação dele. Estão meio monótonos porque tenho que explicar as coisas antes da história, que será no presente, começar pra valer! Não gostei muito do resultado, mas, espero que gostem! Boa leitura.

Lembro-me de ter acordado, ainda sonolenta, e morta de fome, então logo senti um cheiro maravilhoso de comida caseira, carne. Observei o lugar, estava em um quarto bem pequeno com somente uma cama, na qual eu estava, com lençóis velhos e sujos, ou talvez manchados, uma mesinha de cabeceira de madeira e um armário. Levantei-me e explorei a casa. De frente ao quarto havia um banheiro minúsculo comparado ao luxo que eu tinha. Ao lado do quarto havia outro quartinho pequeno, idêntico ao anterior, seguindo um pequeno corredor, chegava à sala. Só duas poltronas, uma televisão humilde, para não dizer outra coisa, e a cozinha integrada a ela.

Observei a cozinha, mesmo muito simples, era limpa e caprichosa. Vi, então, a primeira e única pessoa, da casa, pude perceber. Uma mulher robusta, com cabelos pretos presos a um coque e pele morena. Ela mexia a panela calmamente. Então se virou e me viu.

– Você é bem mais bonita acordada, Lara!

Olhei-me e não acreditei em suas palavras. Olhando para o lado vi um espelho pouco sujo, que me refletiu. Meus cabelos estavam mais enrolados e sem vida do que o normal, meus olhos verdes água escureceram, pequenas olheiras se formavam, em função do meu choro, também estava mais magra e cansada.

– Como? Como você... Como a senhora sabe meu nome? Onde estou? Por que estou aqui? Quero minha família de volta!...

–Vamos com calma. Eu sei seu nome e você está aqui porque uma bela moça e bem vestida, aparentemente rica, a deixou.

– E você me aceitou? Nem, ao menos, me conhece, não sou um simples bebê, eu sei que você não é e nunca será minha mãe! – Eu podia ser uma criança, mas tinha personalidade, e não era das melhores.

– Vamos nos acalmar? Não vou roubar o lugar de sua mãe, e nem quero. Só te aceitei porque ela te ameaçou de morte. Então se sinta grata, vá tomar um banho. No armário do seu quarto, aquele em que estava tem algumas roupas. E não seja grossa, está livre se quiser sair. E enquanto estiver sob meu teto, terá que obedecer às minhas regras, então, amanhã, aula! E a propósito, não me chame de senhora, e sim de Dulce. – Ela se virou pra o fogão e continuou mexendo como se nada estivesse acontecido.

~ * ~

Os primeiros meses foram realmente difíceis, mas Dulce se tornou uma “mãezona” pra mim, podia ter seus cinquenta anos, mas era a mulher mais forte e guerreira que eu conhecia.

Descobri que estava numa cidade bem pequena e no interior, era pobre e desconhecida. Só havia duas escolas, estas, públicas. Eu estudava na melhor delas, já que era bem inteligente, cheguei até a adiantar um ano, e foi aí que conheci meu primeiro, último e único amigo que durou mais que um mês. Mas não era por que eu era chata ou antissocial, meus “amigos” simplesmente desapareciam, não apareciam no dia seguinte, seus pais eram promovidos, se mudavam, mudavam de turno, mudavam para a outra escola, não sei, só sei que nunca mais tive amigos depois daquele acidente que mudou minha vida para sempre.

Contudo, Nichollas era diferente. Ele morava no único orfanato da cidade, era muito inteligente, por isso consegui uma bolsa de estudos lá, mesmo sendo pública, não abrigava todas as crianças da cidade. Nichollas era bem bonito para falar a verdade, mesmo eu não reparando nisso, ele era um ano mais velho que eu por causa do meu adiantamento, eram suas piadas e seu jeito engraçado e piadista que me conquistaram, era muito palhaço, todos o chamavam de Nick, mas eu queria ser diferente só eu o chamava de Nichollas, ele também não era muito popular. Então era o amigo perfeito, não podia sumir!

Foi assim que aprendi o sentido da frase: “Tudo que é bom, dura pouco!”. Conheci Nichollas com meus treze anos, quando ele entrou no colégio no nono ano. Dois anos depois, nosso segundo ano, demos nosso primeiro beijo, meu primeiro e último beijo até hoje, eu estava me apaixonando pela primeira vez, era estranho conhecê-lo há tanto tempo e só depois perceber, Dulce dizia que já sabia que um dia isso aconteceria. Mas, foi aí que eu desabei. No dia seguinte, ele sumiu, sem deixar um único recado, desapareceu. Os professores disseram que ele fora adotado e já tinha se mudado, para muito longe.

~ * ~

Os próximos três anos foram tão monótonos que pareciam não acabar. Não tinha amigos, família, nada. Só tinha a Dulce, e como ela me ajudou! Terminei o colégio com 16 anos, mas fiz dezessete em dezembro. Eu e Dulce estávamos tentando arrumar um jeito com que eu pudesse fazer a faculdade fora de lá, pois não tinha nenhuma. Então eu iria trabalhar um ano para juntar dinheiro suficiente para uma viagem para a capital, lá trabalharia na parte do dia e iria tentar a faculdade federal, assim meu dia estaria lotado, muito estudo, sem cursinho, sem dinheiro.

Tudo fugiu dos planos quando fiz dezoito anos, estávamos tentando comprar uma passagem para o de janeiro, mas uma semana depois do meu aniversário, Dulce faleceu.

Meu mundo desabou, não tinha chão, nem teto, nem lar, nem família. Tinha que me virar. Agora, mais do que nunca, estava sozinha.

Notas finais
Gostaram? O que estão achando? Comentem por favor! Nichollas (Quando eles se conheceram 13 anos!!) - http://www.cinemaemcena.com.br/uploads/noticias/anexo/dakota-goyo.jpg Lara - http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2012/09/modainfantil2.jpg Beijos com chocolate.