Notas iniciais
Olá habitantes da Terra! Então, eu demorei pra postar por causa das provas e estou muuuito triste porque tive algumas visualizações e NENHUM comentário. Sério gente, isso é deprimente... Se tiver algum comentário eu ainda posto hoje, e se no decorrer da semana tiver pelo menos 5, posto dois no fim de semana que vem! Boa leitura, e até lá embaixo.

Até que enfim o táxi chegou, não estou mais aguentando de fome! Já fiz o check-in e despachei as malas. Vou caminhando em direção a uma lanchonete observando tudo e todos, logo irei pegar o avião para o Rio de Janeiro e quero ver quem serão meus novos amigos, nunca tive muitos, mesmo antes do acidente, aparentava ser meiga e doce, mas era só falar comigo e ver meu jeito irônico e grosso, não era por querer, era minha personalidade.

Enquanto pagava minha pizza e minha Coca lembrava minhas antigas amizades, eu tinha poucos amigos verdadeiros, lembro de Maia, me melhor amiga, tinha pele morena e cabelos lisos finos na altura dos ombros, olhos grandes de um castanho escuro que tinham pouca diferença com a pupila. Cristhian tinha cabelos claros como os meus, porém os dele puchados para o loiro, olhos verdes escuros, era lindo, parecia um modelo, e era meu melhor amigo. Nós frequentemente brigávamos, éramos muito diferentes, mas no fim sempre nos reconciliávamos. Nós três nos conhecíamos desde que nascemos, nossas mães se conheceram na escola e eram amigas até aquele dia.

O que está acontecendo com você, Lara? Tão sentimental... Mesmo ignorando-a sei que Lalá está certa. Não vou virar uma garotinha chorona e sentimental só por que Dulce se foi.

Balancei a cabeça tentando afastar meus pensamentos Olhei para frente e segui meu rumo, então vi olhos azuis, tão bonitos quanto os de Dominique, porém esses me fitavam. Pertenciam a uma mulher de longos cabelos ruivos e pele branca. O que ela estava fazendo? Desviei os olhos, comprei uma barrinha de chocolate, chicletes e fui para o avião o mais rápido possível.

A fila, que estava relativamente grande, não demorou muito. Sentei no meu assento ao lado do corredor e estava colocando meus fones de ouvido quando um homem enorme de gordo me cutucou.

– O-oi? – Gaguejei pela segunda vez em uma manhã.

– A senhorita poderia abrir o caminho pra que eu possa passar? – sua voz era grossa e me dava calafrios, levantei-me rapidamente e dei passagem. O homem, que aparentava ter seus trinta e nove anos, se sentou ao lado da janela.

Suspirei em alívio por ele não sentar ao meu lado, aconcheguei-me no banco e coloquei meus fones novamente, prestes a colocar uma música, me chamaram novamente.

– Licença, senhorita.

– O-ah! Ãnh... – Gaguejei, de novo, quando vi aqueles olhos azuis penetrantes.

–Tudo bem? É que você está no meu lugar... Então...

–Eu? Desculpe-me. – Disse olhando meu papel de embarque. Realmente estava no lugar errado.

Minha sorte entrou em jogo novamente! Era meu sonho sentar entra o gordo nojento – sim ele era nojento, e ainda roncava – e a doida dos olhos azuis! Ironia, estava com saudades!

– Sem problemas, prazer meu nome é Camile.

Mesmo achando ela uma doida, ela era bem divertida. Tinha quarenta e dois anos, mas aparentava trinta e cinco, era jovem e engraçada, trabalhava como pesquisadora, estava sempre viajando e hoje voltaria para casa, no Rio de Janeiro.

– O que está fazendo indo ao Rio? – Ela perguntou.

– Quando eu tinha oito anos minha família inteira morreu em um acidente de carro. Uma mulher me “resgatou” e entregou-me para Dulce, que foi quem cuidou de mim. Nunca tive nenhum amigo, e isso me atormentava, cresci muito rápido e o único menino que beijei foi embora no dia seguinte, será que meu beijo foi tão ruim? Estava planejando estudar fora da minha cidade no interior do Amazonas quando Dulce faleceu, há uma semana, ela me deixou uma carta, que eu sequer abri, e sua casa, que eu vendi rapidamente, abri uma conta no banco e agora a única coisa que eu tenho é o dinheiro da casa.

E acabei por dizer tudo. Você é doida, Lara? Ela pode te sequestrar, te matar e vender seus órgãos porque agora ela sabe que você não tem ninguém pra lhe salvar! Fica quieta, eu pensei nessa hipótese, mas, não sei como, confiava em Camile. Eu não tinha ninguém com quem conversar e aquilo tudo estava entalado dentro de mim, eu estava quase explodindo, agora estava bem melhor.

Ela ouviu tudo enquanto o gordo ao meu lado roncava como um porco.

– Você vai para o Rio, certo? – Confirmei ligeiramente com a cabeça. – E não conhece ninguém. – Não era uma pergunta, mas fiz que sim. – Não tem onde morar e precisa de emprego! – Ela disse isso com tanta animação que pensei que tinha ganhado na loteria. – Eu já tenho a solução!

Notas finais
Iaí?? Gostaram, comentem por favor! Semana que vem as coisas fica mais interessantes, não vai dar pra postar no meio da semana porque aindo estou em provas... Beijos e queijoos!