Sombras do Passado
1 Sentimento Ruim
Notas iniciais
Boa leitura!
— Por que você me odeia tanto!?
— Você destruiu minha vida!
— Como? Eu não entendo, Jane!
— Pare de fingir que não sabe, Kurt Weller! Eu não sou mais ela. Jane está morta!
— Okay! Eu percebi há algum tempo que você recobrou as memórias, mas isso não quer dizer que você não seja Jane.
— Você é um tolo apaixonado. Eu não tenho nenhuma memória de ser Jane.
— O quê? — ele pergunta surpreso e desesperado.
— É isso mesmo, eu não me lembro de ser ela e todo este tempo eu tenho fingido. — ela sorri satisfeita com o sofrimento nos olhos dele. — Sabe o sacrifício que eu tive que fazer para te beijar e abraçar? Eu desprezo tudo que você é.
— Você não pode estar falando sério. — ele se nega a aceitar.
— Você me destruiu, eu te odeio. — ela joga na cara dele.
— O que eu fiz de tão grave pra você me odiar tanto?! Você é minha esposa, Jane! Eu te amo. — ele diz, sua voz embargada doía sua garganta.
— Não me venha com "eu te amo" porque não acredito em nada do que você diz. Aprendi isso da pior maneira.
— Eu ainda não entendo do que você está falando. – ele se aproxima dela, mas ela recua imediatamente. – Vamos conversar, Jane, por favor...
— PARE DE ME CHAMAR DE JANE, ESTE NÃO É O MEU NOME! – ela grita irritada. – Aceite Weller eu não sou ela.
Ele a encara assustado a mulher que está na sua frente definitivamente não é a sua Jane, a mulher que ele ama e daria a vida pela dela.
— Eu preciso entender o que está acontecendo, Remi. – ele tenta se aproximar mais uma vez e ela sorri debochadamente quando ele a chama pelo nome.
Ela o encara tentando decidir de deve jogar as cartas na mesa ou deixá-lo mais um pouco no escuro, afinal um dia ele teria que saber.
— Estou tentando decidir se te conto o que aconteceu... Talvez por ser algo que me destruiu acredito que vá destruir você também, levando em consideração o homem “certinho” que você é. – ela anda de um lado para o outro falando com ele, mas como se estivesse falando sozinha.
Kurt respira fundo esfregando as mãos pelo rosto tentando controlar a onda de raiva que o atingiu com a forma debochada que Jane está levando essa conversa.
— Podemos, por favor, conversar como pessoas civilizadas? – ele pede à ela que revira os olhos. – Por favor, Remi, eu só quero entender o porquê deste ódio todo contra mim. Gostando ou não, eu sou seu marido. – Ele senta na ponta do sofá e espera que ela faça o mesmo.
Ela ri sem vontade, mas senta na outra ponta mantendo a maior distância possível dele.
— Tudo bem, Weller, eu vou te contar tudo. – ela respira fundo e o encara séria. – Nós não nos conhecemos há três anos atrás.
— Okay, agora eu estou realmente confuso.
— Não me interrompa, Weller, eu não estou com paciência pra você.
— Pare de falar assim comigo, já não basta o fato de que minha esposa me odeia? Isso não entra na minha cabeça e está me matando. Será que você não sente nem um pouco de empatia? – ele solta.
Eu não acredito que você está dizendo isso. – ela diz. – Tudo bem, vou levar em consideração que você não sabe do que estou falando... ainda.
— Obrigada, por sua consideração! – ele debocha.
— Vai me deixar falar?
— Continue. – ele diz.
— Nós nos conhecemos há dezenove anos.
— Isso é impossível! – ele diz. – Você está delirando.
— Agora já chega! – ela grita. – Vai me deixar falar ou vou ter que te amordaçar?
— Eu preciso de uma bebida, pode esperar um segundo? – ele sai em direção ao minibar e pega à garrafa de wisky. – Agora você pode falar.
— Como eu estava dizendo nos conhecemos há dezenove anos. Eu tinha tido uma briga com Shepperd e saí um pouco para espairecer. Roman queria vir atrás de mim, mas eu dei um soco nele e saí correndo. Comecei a andar e andar sem rumo e em um determinado momento me distraí e atravessei a rua sem olhar para os lados, foi quando um idiota avançou o sinal vermelho e me atropelou.
— Deixe- me adivinhar este idiota era eu?
— Sim!
Notas finais
Até a próxima.
Fale com o autor