Sombras do Passado

35 Capítulo 35 - Vale do Éden - parte 2 (+18)


Notas iniciais
Muito obrigada por todos os comentários do capítulo passado. Nada melhor que um capítulo cheio de comentários para me estimular a escrever os próximos. Por isso eu sempre digo, que a história também é de vocês 🙏🌷☺😘

***

Federico deu um passo para trás, ainda que a perna não estivesse boa, mudo e zonzo com a notícia. Ele teria escutado bem? Cristina lhe havia dito que estava esperando um filho dele? Seria... seria maravilhoso demais.

_ O que você disse? – ele indagou com alguma dificuldade.

_ Eu disse que você e eu vamos formar uma família com o filho que estou esperando. – ela disse emocionada.

_ Oh meu Deus! Meu amor! – exclamou ele caindo de joelhos no chão.

_ Federico, cuidado, sua perna! – ela disse.

_ Isso não importa, não importa! – ele dizia abobado sem conseguir se conter.

Ainda de joelhos, se aproximou dela e olhou para cima procurando encontrar o rosto da mulher que tanto amava. Levou as mãos à cintura dela e, emocionado, beijou sua barriga. Cristina também se emocionou e segurava a cabeça dele sem controlar as lágrimas que desciam por seu rosto.

_ Um filho, você vai me dar um filho! – repetia Federico sem deixar de beijar a barriga dela.

Com muita dificuldade levantou-se e encarou-a com muito amor. Acariciava seu rosto, secando suas lágrimas, e começou a beijá-la no rosto, na boca, sem conseguir controlar suas ações guiadas pela emoção.

_ Eu nunca senti tanta felicidade na minha vida, Cristina. De um só golpe você me diz que me perdoa e que vai me dar um filho, um filho! Você tem ideia do quanto eu sonhei com isso? – ele disse mais uma vez beijando-a e sendo correspondido com a mesma intensidade.

_ Eu me sinto igual, Federico, não tenha dúvidas. No meu coração, eu já tinha te perdoado, mas eu estava com medo, é que era tudo tão complicado. Mas... desde que eu soube que esperava um filho seu e me dei conta do quanto é maravilhoso ter você ali, perto de mim, pronto para me apoiar no que seja, eu não podia mais ficar longe de você.

Com o rosto dele entre as duas mãos dela o beijou e o abraçou instintivamente com a necessidade de sentir sua proteção.

_ Se não fosse você, Federico! Se você não tivesse chegado... o que teria acontecido? – soluçou só com imaginar como as coisas poderiam ter saído se não fosse por ele.

_ Não pense nisso! – ele disse acalmando-a. – Você agora tem coisas muito melhores para pensar do que nas loucuras de Raquel. – disse olhando ainda sem acreditar para a barriga de Cristina. – Era ela que estava com Aninha?

_ Sim! Mas ela deixou a menina, segundo ela, na fazenda, enquanto vinha para cá. Tomara que seja verdade, que ela esteja bem. – disse Cristina se afastando e ajudando-o a se sentar de novo. – Ela veio mesmo disposta a tudo, Federico.

_ Você não devia ter vindo até aqui sozinha Cristina. Ainda mais grávida! – ele advertiu.

_ Eu sei. – Ela disse. – Quando eu a vi com aquela arma... tive tanto medo que ela me matasse, que fizesse algo para que eu perdesse nosso bebê. Eu não pensei, Federico, só queria ajudar Aninha, ela exigiu que eu viesse sozinha e que não avisasse a ninguém. Mas você chegou e, correndo tanto risco, fez com que tudo ficasse bem. Vem! – chamou-o para se levantar.

_ Onde? – ele indagou

_ Deixe-me ver essa sua perna. Deite-se na cama e tire as calças.

_ Hum... você quer me ver sem calças aqui nessa cabana iluminada só por esses dois lampiões? – brincou Federico.

_ Quero! – ela correspondeu sorrindo. – Tem uma tina no banheiro que eu vi, vou esquentar água e preparar um banho para você. Está chovendo, vai esfriar e estou preocupada com sua perna.

Ela disse se afastando, colocando água em uma panela para esquentar no fogão de lenha que eles haviam acendido quando entraram na casa caso necessitassem do fogo para algo e para aquecer a cabana, pois a noite parecia que ia ser fria.

_ Eu estou bem, meu amor! – disse Federico se apoiando no ombro dela que queria levá-lo para a cama. – Do seu lado, tudo está em seu devido lugar.

Na cama, Cristina sentou-se no chão e tirou as botas dele, as meias. Ele tirou o cinto, observando como ela se desvelava em cuidados com ele. Ele gritou quando ela tirou a bota do pé esquerdo, e ela se preocupou.

_ Calma, Federico! Acho que foi seu tornozelo. – disse referindo-se ao machucado. – Você não deve apoiá-lo no chão.

Ela o ajudou a tirar as calças e, com o lampião, iluminava a perna esquerda dele vendo como o tornozelo estava inchado e ele não conseguia mover o pé.

_ Hum, doutora, e o que você sugere? Nós temos que sair daqui. – recordou Federico.

_ Esta noite, não vamos a lugar nenhum. Está chovendo, seu tornozelo desse jeito, Raquel não sabe dessa cabana... ou sabe? – indagou insegura

_ Não sabe! Nunca disse a ninguém, nunca trouxe ninguém aqui. Às vezes eu vinha sozinho, colocava algumas provisões como roupas de cama, toalhas. Tem comida também. Quero dizer, nada muito elaborado. Tem leite em pó, macarrão, sopas que eu acho que ainda não estão vencidos porque tem pouco tempo que eu trouxe. – contou Federico.

_ Então ela não vai nos achar aqui. E não acredito que volte, deve estar fugindo nesse momento, provavelmente imagina que eu vou procurar a polícia... – disse Cristina. – O que você vinha fazer sozinho aqui?

_ Pensar. – ele contou. – Meu pai a construiu, como eu te disse. Caçávamos juntos. Então eu vinha para isso. Caçar... pensar, mas ficava pouco tempo. Essa cabana sempre trouxe lembranças dos meus pais. Às vezes eu tinha a necessidade dessa sensação de família.

_ Te faltava comigo, não é? – disse Cristina sentando-se na cama, baixando os olhos.

_ Cristina, eu queria você, sempre quis te conquistar, você sabe. Mas, até poucos meses atrás, você não era minha. E eu tinha que encarar a realidade, ainda que triste da solidão, de estar sozinho.

_ Sim. – ela concordou. – Estávamos juntos e vivendo em nossas próprias solidões. Por escolha minha.

_ Mas você abriu a porta. Me deixou entrar, me fez o homem mais feliz desse mundo. – acariciou o rosto dela enquanto dizia isso. – E eu não vou deixar você ir mais. Você não vai mais a lugar nenhum.

Aproximou-se dela e começou a beijá-la cheio de paixão. Com as mãos nas costas dela, segurava seu corpo junto ao dele enquanto percorria sua boca com ardor, calor, aflição e anseio. Tudo ao mesmo tempo. Ela correspondia com a mesma intensidade, abraçando e sentindo como ele ia roubando-lhe o ar, a sanidade incendiando seu corpo de paixão. Sentir seus lábios deslizando pela boca dela, como seu bigode roçava em sua pele quando ele apreendia sua boca como se fosse devorá-la, como ele, despudoradamente, invadia a boca dela com sua língua, cheio de ânsias por senti-la, faziam com que Cristina se desprendesse da realidade, flutuasse pelas nuvens por tão maravilhoso anseio da paixão. E da paixão de Federico, o homem que amava.

Ela se afastou dele ofegante e, suspirou, apaixonada sorrindo.

_ A água...

_ O quê? – ele disse também meio zonzo.

_ A água está fervendo. Vou preparar seu banho.

_ O que estávamos fazendo aqui, estava mais interessante. – ele brincou.

_ Também acho. – ela sorriu. – Mas vai ser bom para você tomar um banho, pode diminuir a dor no seu pé e ajudar a esperar até amanhã para que você vá ao médico.

_ Não está doendo. – ele disse vendo-a se afastar e ir até o fogão para pegar a panela com água.

_ Está sim! – Ela disse passando por ele.

Entrou no banheiro e preparou, com muito carinho o banho para ele. Ele se levantou e caminhou com dificuldade até lá, o banheiro ficava bem perto da cama.

_ Federico, você não devia se levantar. Você não deve apoiar o pé no chão. – advertiu Cristina.

_ Sim, senhora doutora, eu não o fiz. Vim manquejando até aqui em um pé só. Imagine a grande distância que eu percorri. – ele disse gracioso. – Eu só aceito tomar banho se você entrar comigo nessa tina.

_ Federico... eu estou preparando a água para você tomar banho, não para...

_ E é o que eu vou fazer. – Ele disse agarrando-a por trás, pela cintura. – Mas que mal há em que você esteja comigo? – beijou-a no pescoço enquanto ela fechou os olhos sentindo o calor de Federico junto a seu corpo.

_ Está bem! – ela concordou. – Vem, eu vou te ajudar a entrar na tina. Tire as roupas.

_ Sim, senhora. – ele obedeceu tirando a camisa e a cueca samba canção que usava.

Cristina o ajudou a entrar na banheira e ele relaxou quando se sentou e sentiu a água quentinha em seu corpo, pôde, finalmente, relaxar depois de tanta tensão.

_ Vem pra cá comigo, vem! – ele convidou.

_ Eu vou amor, espera. Deixa eu te ajudar a relaxar. – disse Cristina.

Ela se ajoelhou ao lado da tina e o abraçou por trás. Umedeceu a esponja que estava guardada no suporte da pia que havia no banheiro. Dali também pegou sabonete líquido e colocou na água. Começou a deslizar a esponja pelo corpo de Federico, deixando-o muito animado. Ele levou a mão ao braço dela e, acariciando-o, enquanto ela movimentava a mão com a esponja em seu corpo, disse rumorante:

_ Pois eu estou completamente relaxado, sentindo você assim, pertinho, seu calor. Nada faz mais bem a meu corpo.

_ Além da perna, você se machucou mais, Federico? – ela indagou carinhosa, observando-o na banheira, preocupada.

_ Alguns arranhões que estão ardendo em contato com a água. Nada demais. Eu só quero que você venha para cá, comigo. – pediu sem deixar de acariciar o braço dela.

_ Eu tenho medo de te machucar. – ela disse baixinho no ouvido dele, agarrando-o pelo pescoço.

_ Isso é impossível! – ele afirmou com a mão no braço dela. Você só me faz bem.

_ Eu amo você, Federico! – Disse Cristina sem nenhum peso no coração por dizer aquilo. – Você é o homem da minha vida e eu não tenho nenhuma dúvida disso. – tinha alguma emoção em sua voz.

_ E você é a mulher da minha vida! Eu não me importaria em gastar outros 17 anos para te mostrar que posso te fazer feliz. Cada dia valeu a pena. – declarou-se. – Vem! Entre!

Cristina também ansiosa por estar com Federico, levantou-se e começou a tirar suas roupas. Federico ficou animado vendo-a dali.

_ Hum, das coisas que eu nunca esperei na minha vida foi ver você fazendo um strip-tease para mim. – disse sorrindo.

_ Só você mesmo, Federico. – ela sorriu. – Como se nós estivéssemos numa situação muito favorável para brincadeiras.

_ Meu amor, sempre é momento favorável para brincar com você. – afirmou malicioso vendo como ela terminava de despir-se.

Sensualmente Cristina colocou o pé direito na água, para sentir sua temperatura, enquanto Federico a olhava abobado. Com muito cuidado ela entrou na tina e sentou-se ao lado dele, passando as pernas por cima das dele tentando acomodar-se no pouco espaço da banheira.

_ Não sei se vai caber nós dois juntos aqui.

Ele voltou-se para ela, colocou seus cabelos atrás da orelha com sua mão esquerda e seguiu acariciando seu rosto enquanto olhava-a apaixonado. Apaixonado não, fascinado.

_ Para mim está perfeito assim! Você coladinha a mim. É o único remédio que eu preciso. – disse dando-lhe um apaixonado beijo curto.

_ Seu bobo! – ela respondeu sorrindo.

_ E fica ainda mais linda quando sorri. – não se cansava de declarar-se à ela.

Voltou a beijá-la no pescoço, subindo por seu rosto, deixando-a lânguida, leve, tomada pela paixão. Ela rodeou o pescoço dele com os dois braços e olhando-o com a mesma paixão que ele olhava para ela, disse:

_ Eu não poderia seguir em um mundo que você não existisse, Federico. Te amo! – voltou a beijá-lo sem pudor de mostrar sua paixão e sua entrega e o medo ao recordar os riscos que ele correu.

Federico envolveu os lábios de Cristina, cheio de ardor, o ardor do desejo que o consumia há muito tempo, desde que se separaram e a incerteza não o deixava viver em paz, sem saber se voltariam a estar juntos, se voltaria a sentir Cristina em seus braços, experimentar o suculento gosto do desejo que a boca dela despertava nele. Com uma ânsia desesperada ele também envolveu o corpo dela entre seus braços e, enquanto beijava-a, seguia acariciando sua pele, deixando-a arrepiada de desejo. Ele a conduziu para sentar-se em suas coxas quando ela pôde sentir toda a agitação de sua masculinidade tocando seu corpo, estremecendo com sua pele e seus músculos reagindo. Sem soltar-se do pescoço dele, ela deu leves mordias em sua orelha confessou murmurando baixinho:

_ Eu nunca soube lidar com o desejo que você produz em meu corpo, Federico.

_ Você não precisa aprender a lidar, ele disse sem deixar de percorrer a pele dela com sua boca. – Só sentir, meu amor. Permita-me te fazer minha, Cristina.

Ela levantou o rosto, afastando-se pela primeira vez, e disse:

_ Não! Eu não preciso permitir, meu corpo, minha alma gritam por isso, Federico. Eu quero ser sua. Sua e de mais ninguém.

A declaração de Cristina provocou uma grande vibração em Federico e ele, ofegante, prosseguiu em sua exploração do corpo da esposa e envolveu seu mamilo direito com a sua boca fazendo com que ela soltasse um gemido. Permaneceu ali por algum tempo brincando com sua língua e ela se deliciava com as maravilhas que o marido lhe provocava ao estimular a sensibilidade de seu corpo. Enquanto a cobria de beijos e carícias apaixonadas, Federico alcançou sua feminilidade úmida e, fez uma incursão com os dedos, inebriando-a de paixão.

_ E eu tenho necessidade do seu corpo, Cristina, necessidade! – afirmava enquanto desfrutava da visão do corpo dela tomado pela paixão. – Preciso te sentir assim, junto de mim. Preciso te sentir minha.

Cristina não conseguia responder pelas reações de seu corpo aos estímulos apaixonados de Federico que o conhecia e sabia muito bem como deixá-la tomada pela excitação, como leva-la pela flama do desejo até onde ela não podia imaginar.

_ Entre em mim, entre, Federico, por favor! – ela pediu ofegante, de olhos fechados.

Ele, completamente excitado, atendeu ao pedido de Cristina e começou a penetrá-la tendo os movimentos cadenciados por ela que ainda se preocupava com o pé dele. Contudo, desfrutavam totalmente daquela viagem como se fosse a primeira vez que fizessem amor. E, de certa maneira, era. Era a primeira vez que faziam amor depois que se viram em uma situação de risco iminente de perderem um ao outro. Era a primeira vez que faziam amor depois que se perdoaram daquelas mágoas que estavam entre eles. Era a primeira vez que faziam amor depois que souberam que iam ter um filho.

Sem muita preocupação com a dor em seu tornozelo, Federico ajudava Cristina a subir e descer, desfrutando do movimento do corpo dela sobre ele, da beleza de suas curvas, de sua pele amorenada molhada pela água daquela banheira. Não havia mulher mais linda no mundo todo, tinha a certeza disso. Ela, à certa altura, apoiou-se com as duas mãos na tina, atrás das costas dele e sentia o calor da paixão alterando cada centímetro de seu corpo com os movimentos dela e do marido contra seu quadril. Não se dava conta que gemia bem alto, enquanto Federico, não só se dava conta disso como desfrutava daqueles sons, sem soltar-se de sua cintura e desejar mais e mais de Cristina.

Completamente cansada pelas descargas de prazer que recebia, Cristina fez uma pausa, acompanhada de Federico. Ele ajeitou-se para alcançar a boca dela, afastando os cabelos de Cristina que, à essa altura, tinham todos os fios sobre o rosto dela, alguns pegados à sua pele úmida de suor e pela água da banheira em que eles estavam. Ofegantes, trocaram beijos enquanto recomeçavam a sequência de movimentos exigidos pela libido até que Cristina alcançou o céu, segundos antes de Federico. Ela agarrou-se ao pescoço dele ao atingir o orgasmo e ele a segurou, abraçando-a, enquanto ela lentamente ia recuperando o ritmo de sua respiração e sentia sua circulação se acalmando enquanto o corpo ainda reagia ao ápice do prazer por haver recebido uma descarga tão grande e desejada de paixão.

Ela voltou a sentar-se do lado dele, como quando entrou na banheira enquanto buscava retomar o equilíbrio de seu corpo. Ele, também exausto, levou a mão ao rosto dela e, carinhosamente, afastava os fios de cabelo que voltaram a cobri-lo com aquele momento de luxúria do qual haviam desfrutado.

_ Você é incrível, Cristina! Incrível! – dizia apaixonado.

_ E você um imprudente! – afirmou tentando acalmar sua respiração. – Não devíamos fazer sexo na banheira com seu pé assim.

Federico aproximou-se dela e lhe deu uma sequência de selinhos sorrindo e roçando sua pele na dela, na sua boca levando-a a fazer o mesmo.

_ Como se eu tivesse tido grande dificuldade em te convencer. – caçoou sorrindo, seguido de uma de suas gargalhadas.

_ Seu idiota! – ela disse dando-lhe um tapa de leve.

Logo também sorriu e voltou a acariciar seu rosto que ele acomodou no ombro dela.

_ Sim, eu estava louca para estar com você. – confessou Cristina baixinho.

_ Não mais que eu! – ele afirmou dando-lhe outro selinho.

_ Vamos terminar de tomar banho e sair daqui. Você precisa ficar quieto com esse pé. – ela ordenou.

_ Está bem! Como você quiser. – obedeceu Federico.

Divertiram-se ao terminar juntos o banho. Cristina tirou do guarda-roupas dois roupões que não estavam com cheiro de guardado porque Federico costumava fazer a troca das peças ainda que não usasse muito a cabana. Ela o ajudou a se acomodar na cama onde sentou-se ao seu lado.

_ Agora você não sai mais daqui até amanhã de manhã. Espero que essa chuva pare e possamos ir para casa. Eu vou ver se tem alguma coisa que eu possa preparar para comer.

_ Não tem muito tempo que eu estive aqui da última vez, deve ter algo que sirva naquele armário em cima da pia. – indicou Federico.

Cristina foi até a cozinha e encontrou macarrão que preparou com um molho simples. Realmente a dispensa da cabana não era muito cheia de variedades, mas indicava que o lugar sim recebia atenção de Federico. Serviu ao marido e sentou-se ao lado dele para acompanha-lo e comer com ele. Desfrutaram daquele momento juntos apesar da chuva, do lugar remoto e do risco que haviam corrido. Cristina terminava de arrumar a cozinha da cabana para deitar-se com Federico quando ambos foram surpreendidos por um ruído assustador que vinha do lado de fora da cabana.

***