Sombras do Passado
16 Capítulo 16 - No pensé enamorarme otra vez (+18)
Notas iniciais

***
Federico ficou, durante alguns minutos, observando a beleza e a sensualidade de Cristina, parada, de pé, ao lado da cadeira da penteadeira. Não havia ido ali com aquela intenção, mas, durante o tempo que ficou dentro de seu quarto ouvindo o som do chuveiro, mil e uma ideias passaram por sua cabeça. Imaginar que Cristina, seu mais presente alvo de desejo, estivesse ali, nua, tão ao alcance.
Em suas fantasias era muito fácil invadir o banheiro de Cristina e fazê-la sua, sem se preocupar com o que ela diria ou sentiria, mas ele sabia. Sabia que se fazia isso, perderia todos os avanços que havia feito com ela até ali. Cristina não era uma mulher para ser possuída à força, era para ser conquistada, ainda que isso, cada vez estivesse mais distante. Agora ela estava na sua frente, com os cabelos molhados, apenas de roupão, exalando um aroma tão agradável. Como resistir?
_ Acho que, depois do que aconteceu esta tarde, Federico... – Cristina começou a falar alheia aos pensamentos libidinosos que passavam pela mente de Federico ao vê-la daquela maneira.
_ Esta tarde... Nós dois fomos longe demais, Cristina. E foi por isso que eu vim até aqui. – Federico não permitiu que ela encerrasse a frase.
_ Sim, eu penso como você. É mais! Acho que a situação chegou num nível insustentável, Federico. – Cristina falou com sua aparente calma característica.
_ Então conversemos! Vamos resolver isso. Vamos resolver tudo. – Ele sugeriu.
Levantou-se da poltrona e ficou de frente para ela. Por alguns segundos se perdeu na fenda de seu roupão que evidenciava o bonito desenho de seus seios. Cristina se deu conta do olhar malicioso dele e ajeitou o roupão. Percebeu que ele estava também vestido para dormir. Um pijama leve: uma camiseta e uma calça confortável, nada mais. Talvez não trouxesse nada mais por baixo da calça também. Quando ele percebeu que ela ajeitava a peça de roupa, desviou o olhar.
_ Nem sempre uma conversa pode ajeitar tudo, Federico. Nós estamos mais calmos, mais relaxados agora. – observou referindo-se inclusive ao modo como estavam vestidos – Acho que é o momento ideal para que falemos claramente e tomemos uma decisão.
_ Você não precisa ser tão intransigente, Cristina. Hoje nós nos descontrolamos, mas, no geral, conseguimos nos entender bem, você sabe. Do modo como você fala, dá a impressão de que você quer colocar fim em tudo... – Federico observou amedrontado.
_ E se for, Federico? E se for isso? – enquanto falava caminhou até a janela para observar a paisagem como gostava de fazer, ficando de costas para o marido em sua desesperante calma que ela insistia em manter.
Federico não podia evitar olhar para Cristina, cobiçoso. Queria colocar a mão por sob aquele roupão, acariciar suas coxas, seus seios, desfrutar de seu corpo que sempre foi tão inatingível para ele. Mal conseguia concentrar-se imaginando a nudez de Cristina por baixo do roupão, a imaginação dele fluía sem nenhum controle, tudo que ele desejava, era aquele corpo em suas mãos, até se esquecia da briga que teve com ela e de como sua rejeição e apego ao passado o desesperava. Caminhou calmamente até ela e, sem tocá-la, falou quase num sussurro perto de seu ouvido.
_ Isso eu não vou permitir! Você não vai se divorciar de mim, Cristina, tenha isso muito claro!
Cristina estremeceu ao ouvir sua voz e suas palavras. Como podia ter pensamentos libidinosos em uma situação como aquela? Não era sua intenção que nada acontecesse entre ela e Federico naquela noite senão... senão concluir aquela história. Além do mais, com suas palavras ele a desafiava e ela não entendia porque, se era o tom de sua voz ou o modo como ele falava que parecia que ele estava, não desafiando-lhe, mas lhe seduzindo.
_ Federico, não há sentido!
Cristina falou se virando e deparando-se com os olhos de Federico fogueados de desejo sobre ela. E ela já sabia o que acontecia se olhava nos olhos dele e muito mais olhando-a daquela maneira, com os pensamentos que passavam em sua cabeça.
_ Ainda assim! Sem sentido, sem razão... Eu não vou permitir! Não vou permitir, Cristina! – Disse segurando-a pelos ombros e compelindo-lhe a recuar até o suporte da esquadria mantendo todo o corpo dela colado no dele como que apossando-se dele.
Quando Cristina viu as mãos de Federico sobre seus braços e seu corpo firmado contra a janela imediatamente recordou aquela noite de anos antes. Todo seu corpo embeveceu com a lembrança e sua imaginação também fluiu ao mais distante.
_ Federico, nós estamos aqui para conversar... Nada mais! – disse tentando desvencilhar-se de suas mãos, mas ele seguiu comprimindo-a ao que ela reagiu olhando perturbada para as mãos dele segurando-a.
_ E é o que estamos fazendo. Mas porque não podemos falar assim... pertinho? Com seus olhos próximos dos meus, sua boca ao alcance. – Federico seguiu seu jogo se sedução, não podia evitar fazê-lo com Cristina tão linda junto dele.
_ Porque eu não quero! – disse empurrando-o e caminhando até a outra extremidade do quarto. – Quem é que te entende, Federico? Você disse, esta tarde que leva uma vida insuportável aqui. Quando eu te falo sobre encerrarmos isso, terminarmos com essa situação tão intragável para você... Você então me vem com romantismos? – tentou demonstrar que estava ofendida. – Não há lugar para isso entre nós e, muito menos, nesse momento!
_ Cristina, aquilo... Eu falei sem pensar, foi uma bobagem. Algo sem importância. – Tentou justificar-se o fazendeiro.
_ Foi importante para mim! – Cristina contestou gritando. – Se é tão insuportável para você viver a meu lado, vá embora! Não perca mais um minuto mais! Você não vai sair dessa relação no prejuízo, tudo o que eu acumulei nesses anos em que estamos casados que, devo dizer com justiça, foi com sua ajuda, será dividido no divórcio, você pode acalmar sua ambição!
_ Isso não me interessa, Cristina, não me interessa nada disso! – Ele disse se aproximando novamente dela.
_ E o que você quer? O que diabos você quer, Federico? Sua ambição é tão grande assim? Você quer tudo o que é meu? O que é que te prende aqui? – ela dizia já em desespero.
_ Você! – Ele gritou. – Você, sua maldita desgraçada!
Cristina esbugalhou os olhos com a ofensa e imediatamente reagiu.
_ Pois então eu não prendo mais! Você está liberado! É mais! Eu estou te pedindo, eu estou te exigindo: vá embora daqui agora mesmo, Federico!
A voz de Cristina estava embargada pelo nó que se formou em sua garganta. Ela não estava acostumada a ofensas de Federico, que ele a tratasse com desprezo, nem sequer que lhe reclamasse. E lhe doía se o fazia, não podia negar, lhe doía.
_ Não! – ele bradou novamente segurando-a pelos braços. – Eu não vou a lugar algum! Você não entende, não é mesmo, Cristina? Você nunca entendeu!
_ O quê? O quê eu não entendo? Que faço da sua vida um inferno? Que é insuportável viver ao meu lado? Que tudo é um grande sacrifício? Que você não aguenta mais minha presença e só me suporta por causa do meu dinheiro? – Cristina deixou claras cada uma de suas muitas mágoas.
_ Que o insuportável é viver sem você! – ele bradou-lhe no rosto sem soltar os braços dela. – Que eu não suporto mais dormir todas as malditas noites, sozinho naquele quarto... – apontou para a parede da esquerda – desejando que você entre e me peça para fazer-te minha! Que eu não suporto imaginar, fantasiar desesperadamente todas as noites que eu entro por essa porta e te faço minha aqui nessa cama! Que você me pede que fique e que façamos amor a noite toda por todas as noites de nossa vida! Que é insuportável viver a seu lado e não ter você, por que você não entende?
_ Federico, tudo isso é loucura. Você está louco! – Cristina acusou
_ É provável que eu esteja! Mas não vou mais calar isso, eu não consigo! Eu estou louco de desejo por você, Cristina, louco de amor! Você não queria saber o que fazia minha vida insuportável aqui? Não queria saber? Pois eu te disse! E agora? Agora, o que você vai fazer? Vai me colocar para fora à força? Agora sou eu que te pergunto: o que você quer, Cristina? O que você quer de mim?
Cristina olhou-o enquanto ele se afastava. De costas para ela, parou na janela como ela gostava de fazer, esperando a resposta dela. Cristina, naquele momento tomou uma decisão. Uma decisão que sabia que dela podia arrepender-se, mas era chegado o momento, o momento do tudo ou nada. Federico sabia que ela diria que sim! Que insistiria que ele fosse embora, que os dois terminassem de uma vez. Talvez ele devesse aceitar que havia perdido. Conceder o divórcio como ela havia dito e aceitar que aquele amor nunca se concretizaria. Seria sempre suas fantasias, seus sonhos, quimera... Nenhum rastro de realidade.
_ Eu quero... Bom Federico... De você eu quero que... – Cristina disse com a voz estranhamente hesitante, o que deixou Federico surpreso.
Quando ele se virou, deparou-se com Cristina tirando a toalha dos cabelos e jogando sobre o baú que decorava o pé de sua cama. Seus cabelos molhados, levemente cacheados, caíram sobre o roupão, imediatamente aumentando a sedução da imagem dela. Lentamente ela desceu as mãos ao laço que prendia o roupão em seu corpo e desfez o nó sob o olhar perplexo e incrédulo de Federico. Cristina seguiu:
_ Eu só quero que você... Que você faça o que imagina e fantasia todas as noites!
Em um impulso de despudor, Cristina abriu a peça de roupa e fez um leve movimento com a mão que a levou a cair de impacto no chão. Despiu-se. Estava diante de Federico totalmente despida de roupas e de passado. Os olhos de Federico chamuscaram ao vê-la assim: nua, insinuando que ele a possuísse, a fizesse sua e, por um momento, ele ficou imóvel, sem reação, não acreditou que pudesse ser verdade.
🎵Pensé que estaba curada de amor
que estaba recuperada
que habia logrado, cerrar con candados
las puertas de mi alma despues de un fracaso🎵
_ O que você está esperando? – indagou Cristina com um sorriso pícaro – Em suas fantasias eu também tenho que te dizer o que fazer?
Logo os sentidos de Federico reagiram e ele correu até Cristina e a beijou com avidez e desespero. Desde que entrou naquele quarto não havia conseguido pensar em outra coisa do que em tomar seu corpo nu nos braços e lhe dar prazer, saciar aquela paixão tão desesperante, sentir seu corpo, seu gosto. Enquanto a beijava, acariciava seu corpo, suas nádegas, suas costas, tinha um indescritível afã por sentir sua pele, seu calor.
Os cabelos molhados de Cristina se infiltravam entre o beijo sem que nenhum dos dois se importasse. Depois de um longo e desesperado beijo, afastaram-se e Federico ficou ainda contemplando Cristina nua diante dele, ofegante, incrédulo. Ela se aproximou e começou a tirar sua camiseta, enquanto ele ergueu os braços para que a peça de roupa saísse mais rápido. Quando já estava com o torso nu, voltou a agarrar a Cristina conduzindo-a até a cama sem deixar de beijá-la um só segundo. Cristina se agarrou ao pescoço de Federico e se deixou conduzir, se deixou beijar, se deixou amar. Não queria soltar-se dele, ele era sua tábua de salvação, já não podia negar, havia se apaixonado desesperadamente por Federico.
🎵Pero parece que el corazón
se me quedó un poco abierto
y al gusto de un beso, nació un sentimiento
que ya conocia y daba por muerto🎵
_ Nunca pensei que isso fosse ser realidade algum dia. Achei que fosse ser sempre uma fantasia. – disse Federico ao deitar Cristina na cama, olhando-a apaixonado acariciando seu rosto.
_ Desde que você me beijou pela primeira vez eu imagino tantas coisas com você, Federico. Se era tão bom assim em sua fantasia... Me mostre! – pediu Cristina.
A atitude despudorada de Cristina surpreendia e agradava a Federico. Tudo havia sido sempre tão complicado com ela, tão difícil de transpor e agora ela parecia outra! Federico ainda não podia acreditar, ela estava se entregando! Iniciou um percurso de prazer no corpo de Cristina fazendo com que ela sentisse que suas mãos e sua boca somente existiam para dar-lhe prazer.
Federico terminou de despir-se e não parava de encher Cristina de carícias levando-a ao pico da excitação. Ela sentia que o corpo saía do seu controle quando ele estimulava seus seios com as mãos, os dedos a boca! E quando esses estímulos eram em sua feminilidade ela se dava conta de como ele era tão ávido, tão selvagem e, ao mesmo tempo, tão terno, tão apaixonado, como se conhecesse e fosse a necessidade de seu corpo.
Paixão... Era isso! Estava tomada de paixão por Federico, seu marido e, finalmente, ousava admitir para si mesma, se permitia sentir. Nunca havia se permitido imaginar amar outro homem que não fosse Hernán, mas aquelas carícias, aqueles beijos, aquela paixão de Federico... como os havia desejado e lutado contra isso!
🎵No pensé enamorarme otra vez
No pense estar amandote así
Me doy cuenta que empiezo a ceder
Y me asusta saber que camino por donde pasé🎵
_ Assim, Federico! Venha! Faça me sua, eu sou sua! – dizia com os olhos fechados em meio aos apaixonados e ávidos estímulos da paixão feitos pelo marido.
Federico sentia que ia ao céu com essas palavras. Era assim que havia imaginado! Exatamente assim que havia fantasiado, que ela lhe pedia, que ela se entregava. Sem insistência, sem resistência, sem a barreira do fantasma, das sombras. Federico pausou as apaixonadas carícias que dedicava à esposa e, semi-deitado sobre ela, ficou olhando-a, admirando-lhe. Cristina percebeu que ele parou e, ofegante, abriu os olhos confusa. Ele a olhou apaixonado e vaidoso. De leve desceu seu rosto até o dela e lhe cobriu de beijos em cada espaço de sua face enquanto indagava:
_ É verdade, Cristina? Desde o primeiro beijo, você me desejou? – na última palavra deteve-se no lóbulo da orelha dela mordiscando e brincando ali, com sua língua.
Cristina, de olhos fechados, com uma mão repousada no antebraço dele e a outra em seu peito, confessou:
_ Eu não queria, Federico! Resisti à isso... Fingi que não sentia... Ahhhhhh – soltou um gemido quando ele desceu a mão e deteve-se em seu seio, apertando-o sem deixar de mordiscar sua orelha. – Eu não queria te amar. Não queria te amar, mas não pude evitar.
🎵No pensé enamorarme otra vez
Porque cuando lo hice sufrí
Pero es fácil llegarte a querer
Y a pesar de tratar no consigo dejarte de amar🎵
Federico com a felicidade de ouvir essas palavras, envolveu todo o seu corpo com seus braços e, com seu joelho, afastou as pernas de Cristina antes de começar a penetrá-la, devagarzinho, lentamente até que suas intimidades se acoplassem uma à outra e os movimentos pudessem ter um ritmo mais forte como pedia a paixão. Agarrada ao torso de Federico, Cristina se desesperava entre gemidos, pois não sabia como extravasar tamanho prazer que tomava conta de seu corpo. Suas unhas rasgavam as costas caucasianas de Federico com tamanha violência que, parecia que ela ia arrancar-lhe a pele, deixar suas costas em carne viva.
Incansavelmente, Federico investia seus quadris contra os dela sem importar-se com mais nada no mundo. Ainda não podia acreditar que estava possuindo Cristina, que estava com sua masculinidade dentro dela, que, pela primeira vez, a sentia tão sua como em suas mais fantásticas fantasias. Ele sentia como Cristina agarrava-se e deslizava suas mãos, suas unhas em suas costas e isso lhe dava mais estímulo para seguir investindo seu corpo na dança da paixão contra o dela, contra não, encaixado! Também ouvia como ela gemia em seus ouvidos cada vez mais forte até que ela deu um grito. Sentiu-se orgulhoso de haver-lhe dado um orgasmo e de que ela havia chegado nele antes dele.
Ela não se soltou dele enquanto seu corpo recebia as vibrações do ápice da paixão, pelo contrário, segurou mais forte suas costas, cravou ainda com mais violência suas unhas nas costas dele, não pôde descolar seu rosto do dele que seguia com a cabeça encaixada em seu ombro em movimentos, agora mais leves, até que também regalou e, dentro dela, como queria, deixando assim parte de si em Cristina, consumando o ato de fazê-la sua, aquele pertencimento que ele tanto desejava.
Quando ele sentiu que o corpo já lhe obedecia um pouco mais deitou sua cabeça sobre o busto de Cristina, que, apaixonada, agradou-se do contato e o retribuiu, abraçando-o. O silêncio foi a única coisa que compartilharam durante algum tempo, mas... Já haviam compartilhado o corpo há pouco, a alma, consumavam uma preciosa ligação que não precisava de contato físico ou de palavras, a ligação de almas que se amam.
_ Eu não acredito. – Federico foi quem, primeiro, rompeu o silêncio. – Não pode ser verdade, eu só posso estar sonhando.
Aproveitou para, levantando a cabeça beijar o pescoço e o queixo de Cristina provocando-lhe um bonito sorriso.
_ Pois... Se é um sonho você é muito bom nisso. – Elogiou Cristina. – Foi capaz de fazer com que eu sonhasse junto com você. Sonhasse o mesmo sonho que você.
_ Cristina... Desta vez... O que aconteceu aqui hoje. Desta vez significa que... – O menino assustado frente à mulher amada voltou a aparecer.
_ Federico... Você mudou minha vida. Eu também não suporto mais viver com você como amigo porque... Porque meu coração já te pertence. Eu só não admitia isso. – confessou Cristina tão sincera como jamais havia sido com Federico.
🎵Yo me jure no entregarme al amor (Yo me jure no entregarme)
Como lo hice algún día (como lo hice)
Jure que seria conmigo egoísta
Pero me cambió con tus besos la vida🎵
_ Você está me dizendo que quer ser minha mulher? Minha mulher como tem que ser? – Federico levantou o rosto e encarou a Cristina esperando a resposta tão desejada.
_ Quero ser tua mulher, Federico! Como tem que ser. Dormir e acordar todos os dias a seu lado e fazer amor com você todas as noites. Não há nada que eu deseje mais nessa vida. – Respondeu Cristina com os olhos úmidos de emoção.
_ Então nada... Nada mais vai nos separar, Cristina! Vamos ser felizes! Felizes como merecemos. – Exclamou Federico sorridente tomando Cristina em apaixonado e entregado beijo inteiramente correspondido.
🎵...Pero es facil llegarte a querer
y a pesar de tratar no consigo dejarte
de amar y desearte como a nadie igual
sin miedo de expresar mis sentimientos
quiero tener conmigo siempre al despertar
el cielo en cada beso y en ti todos mis sueños🎵
***
*Madri – Espanha*
_ Amanda, já terminou de arrumar as suas coisas? – indagou Carlota entrando no quarto da filha.
_ Sim, mãe! Acho que não falta mais nada! – disse Amanda observando o quarto em volta.
_ Então não falta! Estamos cortando nosso elo com Madri. Em dois dias, estaremos em Teapa.
***
*Villahermosa – Tabasco — México*
Fim de expediente noturno, filial da Transportadora Meneses
_ Então está tudo acertado? Posso retomar o elo que tinha com a transportadora em Teapa? – Raquel indagou ao administrador da filial da empresa na qual trabalhava há sete anos.
_ Sim, senhora Raquel. A senhora só precisa cumprir seu expediente até o fim do mês, que é no início da próxima semana, e poderá voltar a colaborar desde Teapa, já foi autorizado pela administração.
_ Ótimo! – comemorou Raquel – Era tudo que eu precisava ouvir!
***
*Tapachula — Chiapas – México*
_ Você está pronto, Hernán? Está pronto para assumir a paróquia de Teapa? – indagou Benito conhecendo toda a confusão que passava pela cabeça de Hernán desde sempre.
_ Acho que ninguém nunca está pronto para voltar a um lugar onde aconteceram fatos tão importantes em sua vida, Benito. – Hernán ponderou. – Mas se é a vontade de Deus, eu não vou me opor! Voltarei para Teapa onde deixei parte de minha vida e de meu coração nas perdas, nas tragédias e... em meu amor por Cristina.
🎵No pensé enamorarme otra vez
porque cuando lo hice sufri
pero es facil llegarte a querer
y a pesar de tratar no consigo dejarte de amar🎵
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