Sombras do Passado

20 Capítulo 20 - Ilusão de recomeçar... (+18)


Notas iniciais
Quero continuar a agradecer vocês por estarem ativos, comentando a história, isso me deixa muito feliz. Faço um esforço para responder ao máximo possível de comentários, mas nem sempre é possível. Entretanto, saibam que, cada um deles, me faz sentir realizada com a história e como ela está sendo recebida. Byah EvoraRuffo, sua fofa, muito, muito obrigada por recomendar à minha fic, fico super feliz quando a história recebe uma recomendação, é, sei lá, um grande elogio. 🙏🙏 Nesse capítulo, acompanha a canção Amor Sincero - Alexander Acha feat. Zuria Vega indicada pela fofíssima prye tekilada, que sempre lê e comenta minhas fics, super dedico o capítulo para você ☺❤, amei o cantor, de verdade! E sigam comentando, favoritando e recomendando a história, obrigada de verdade! 🙏

***

_ Você está louca, Hernán está morto, Cristina, morto. – disse Carlota assustada caminhando pelo escritório. – Deve ser alguma desculpa sua... Eu já vi que a situação com seu marido é diferente da outra vez que viemos aqui, que ele está apaixonado como um bobo por você, é uma desculpa sua!

_ Isso é o que você queria, não? Manipular a vida de todo mundo, agir como se nada e nem ninguém importasse, e nada nunca desse errado, não é mesmo? – Cristina acusou.

_ Você sempre me acusando de ser controladora e manipuladora, Cristina. Não quer aceitar que o que houve com sua vida é culpa sua! Foi você quem se entregou como uma vagabunda para um homem sem se casar, foi você que ficou grávida de um pobretão... Deus! Deus cobrou de você matando-o, te tirando a filha de vocês dois.

_ Deus? – Cristina indagou com um sorriso amargo.

_ Isso mesmo! Deus. – Carlota afirmou sem perder a altivez.

_ É isso que você acha, que é Deus. Que ele é mau e castigador, impiedoso como você, Carlota. Mas não. Deus não se conforma com injustiças. Ele coloca as coisas em seu lugar. E é por isso que hoje ele colocou Hernán diante de mim. E descobri que ele também achava que eu estava morta porque você disse! Você lhe disse.

_ Eu fiz isso porque nosso pai pediu para afastar você do homem que tinha te arrastado para a promiscuidade. – justificou-se ao ver que não tinha alternativa senão assumir a verdade.

_ Não minta, Carlota, não minta! – Cristina olhou para ela enfurecida. – Eu não duvido que nosso pai tenha dito isso. Mas essa não foi a razão pela qual você o fez. Você o fez por você mesma. Porque você sabia que Hernán e eu nos amávamos! Você sabia que éramos felizes.

_ Não seja patética, Cristina! Você não percebe que isso tem tanto tempo? Não faz sentido que você me reclame isso? Agora você é casada com Federico e, agindo assim, você está ofendendo-o reclamando-me por te separar de outro homem!

_ Não fale de Federico. Com ele eu me entendo, você não vai se meter entre mim e Federico, Carlota, eu não vou permitir.

_ Se você defende a relação de vocês dois com tanto empenho, por que me reclama sobre Hernán? Não faz sentido, Cristina!

_ Porque é injusto, Carlota! É injusto! Você alterou o destino de três pessoas. Não pode agir como se isso não fosse nada.

_ Quem entende você, Cristina? Primeiro você diz que eu não sou Deus e agora diz que eu tenho o poder de alterar destinos! Decida-se!

_ Você jogou com a vida de Federico. Sim, junto com meu pai decidiu sobre meu casamento com ele sem que ele soubesse tudo o que tinha me acontecido, tudo o que vocês me fizeram.

_ Mas vocês dois, hoje em dia, parecem bem felizes com isso, não? Ou o amor de vocês não é sólido? Foi construído sobre mentiras, é isso?

_ Ainda que você responda com cinismo, você vai me ouvir, Carlota! Hernán e eu formaríamos uma família e, por sua culpa eu sofri durante muitos anos por alguém que estava vivo, em outra cidade em um seminário!

_ Seminário? Ele é padre, Cristina? Padre? – disse ela dando uma gargalhada sarcástica.

Cristina somente a observou. Não se surpreendia com sua maldade, frente a ela, há muito Carlota não dissimulava. Mas ela tinha que escutar, tinha que escutar tudo o que ela tinha a dizer, teria que escutar até o fim.

_ E você já disse a Federico? Já disse a Federico que seu ex está na cidade como um padre? O que ele vai achar disso? – divertiu-se Carlota.

_ Você não vai dizer uma palavra a Federico! – Cristina afirmou.

_ Por quê? Você pretende enganá-lo? E ainda diz que Deus não tem motivos para te castigar, Cristina.

_ É claro que eu vou dizer a verdade a Federico. Mas eu! Eu vou fazê-lo, Carlota e não você com sua impiedade.

_ Você diz que eu faço tudo para que você não seja feliz, mas não é assim. Veja você como Deus age para cobrar de você, Cristina. – Carlota jogou com suas culpas.

_ Você não vai me convencer que eu sou a culpada nessa história toda, Carlota, não perca seu tempo. – Defendeu-se Cristina

_ Você vai perder a Federico! Vai perder a Federico e ficar sem nenhum dos dois porque Hernán não é um homem livre. Tenho que ir à igreja ver isso com meus próprios olhos. – afirmou divertindo-se com o imbróglio em que havia se transformado a vida da irmã.

Cristina caminhou até Carlota que estava parada ao lado da porta do escritório com um olhar superior. Olhou-lhe com desprezo de baixo para cima. Fitou-a firme nos olhos e disse:

_ Se você tem coragem, vá até lá. Não acredito que seja a melhor ideia porque a complacência que eu tenho por você pelo sangue que corre em nossas veias, Hernán não terá. E você tem coragem, Carlota? Tem coragem de encarar a Deus depois de tudo isso?

_ Eu não devo nada a Deus. – afirmou Carlota nervosa.

_ Algum dia você vai pagar, Carlota. Vai pagar por tudo o que você me fez, e a Hernán e a Federico! E eu não vou precisar mover um dedo para isso. Embora... – voltou a medi-la com desprezo – Olhe para você. Olhe para a amargura em seus olhos, o desconforto que você demonstra com seu casamento, a sua situação financeira... Você já está pagando, Carlota! Já está pagando.

Dito isso, Cristina passou pela porta e subiu para seu quarto deixando Carlota ali. Carlota chorou. Foi às lágrimas ao pensar na vida mesquinha que ela levava. Casada com um homem que não amava, sem dinheiro enquanto Cristina... Cristina tinha uma vida que abundava amor. Mesmo que ela tenha tirado dela até o bem mais precioso, ainda assim, Cristina amava e era amada, enquanto ela não conhecia aquele sentimento.

***

Hernán passou a tarde na sala de orações da igreja. Queria encontrar uma luz, seu equilíbrio, seu aprumo. O mundo não fazia mais sentido agora. Antes ele tinha todas as certezas. Sabia quem era, sabia o que queria: servir a Deus para toda a vida, mas e agora? Agora havia Cristina. E ela estava tão linda. Tão linda quanto sempre havia sido, mais linda que na adolescência. Não queria sentir sua fé se abalar, mas ela já estava abalada. Vê-la com Federico lhe despertou sentimentos que um padre não deve sentir. Ele não queria, não devia aceitar.

Havia o seu compromisso com Deus, os sacramentos, o celibato. O amor por uma mulher não fazia parte do mundo de um padre, mas também haviam as lembranças.

Flashback on

Depois de uma apaixonada entrega, nus e agarrados na cama, Cristina e Hernán permaneceram em silêncio. Hernán a abraçava por trás, como que aninhando-a ao seu corpo fazendo com que ela permanecesse assim, encaixada com ele fazendo com que o desejo que palpitava nos corações dos dois parecesse comprazido: o de serem um só e se pertencerem um ao outro por toda a vida, de serem parte um do outro. Beijando seu pescoço por trás e apreendendo seu cheiro como tanto amava fazer, Hernán questionou o silêncio de Cristina:

_ O que você tem? – disse roçando sua pele na dela desfrutando de seu calor e de seu contato do qual Cristina desfrutava com a mesma sensação.

_ Eu? – ela se surpreendeu – Nada!

_ E eu não te conheço bem? – ele disse sorrindo e levemente inclinando o rosto dela para olhá-lo. – Eu sei que alguma coisa está te afligindo, eu posso sentir.

_ Federico vai jantar em minha casa hoje. – ela disse com os olhos baixos.

Nem que quisesse, nem que tentasse poderia mentir para ele, mas não queria. Queria ser completamente sincera e honesta com ele. Hernán sentiu a raiva percorrer seu corpo. Maldito Federico! Ele não lhe roubaria Cristina, jamais permitiria. Faria qualquer coisa, o que fosse para evitar porque ela era dele e não podia, não queria abrir mão daquele amor tão intenso, raro e verdadeiro.

_ É comum que ele frequente sua casa não? – indagou Hernán disfarçando a raiva.

_ Hernán, meu pai disse que ele vai me ver! Hoje ele falou com todas as palavras em compromisso! Casamento! – ela disse sem poder evitar demonstrar o terror que essa ideia lhe provocava. – Eu tenho medo, meu amor! Eu não quero te perder. – disse Cristina quase chorando.

_ Você nunca vai me perder! – ele afirmou acariciando seu rosto aninhado em seus braços. – Você merece o mundo, minha princesa. É a mais linda das mulheres e eu sei que não posso te dar o que você merece. – lamentou sua condição desprivilegiada que tanto o afastava de Cristina.

_ O que eu mereço e o que quero, Hernán, é o amor verdadeiro. E você me dá o mais lindo do mundo. É tudo que eu quero. – disse Cristina claramente convencida pelo brilho e intensidade que os sonhos t­êm aos 17 anos. – Do que uma pessoa pode precisar além disso? – sorriu para ele iluminando e encorajando Hernán.

_ Então fuja comigo! – disse Hernán arrimando-se sobre sua mão ficando assim mais fixo com a imagem de Cristina. – Eu não tenho nada, nada, você sabe! Tudo que tenho é minha profissão. No próximo mês recebo meu diploma e posso exercê-la em qualquer lugar do país. Vamos embora, Cristina, vamos embora e nos casamos longe daqui onde construiremos nossa vida juntos.

Flashback off

Hernán sentiu que precisava fazê-lo outra vez. Lutar por Cristina. Mas e Deus? E seu compromisso com Deus? Não era um homem livre, mas queria sê-lo. Nunca em sua vida desejou ser despojado daquele compromisso até aquele dia. Não queria perder Cristina para Federico, ainda havia algo entre eles, ele sabia! Mas como fazê-lo sem pecar? Como fazê-lo?

_ Se em um dia que eu a vi meu coração está com tantas dúvidas está claro que eu não vou poder, Senhor. Não vou poder seguir meu caminho em paz sem concretizar essa história.

Disse olhando para a cruz acima. Aquilo era uma promessa, um veredito.

***

Federico entrou no quarto e encontrou Cristina parada na janela, olhando a paisagem da Plantanal, como tanto gostava de fazer. Dessa vez ela estava tão distraída que nem viu quando a camionete de Federico entrou na sede e não se deu conta que ele já havia chegado em casa. Quando ele entrou no quarto, ela nem sequer se moveu, não teve forças. O fazendeiro caminhou até ela e rodeou sua cintura com seus braços por trás. Ela recostou a cabeça no ombro dele e soluçou:

_ Você está chorando? – ele indagou preocupado.

_ Não se preocupe, é uma bobagem... Discuti com Carlota. – contou-lhe meia verdade.

_ Meu amor. – ele disse terno girando-a fazendo com que ela ficasse de frente para ele. – É claro que eu me preocupo. Você passou mal hoje de manhã, Vicenta disse que você não quer jantar, está triste. Eu quero a minha Cristina feliz! Feliz como ontem no rio...

Ela cingiu os lábios e outra lágrima desceu por seu rosto. Não pôde controlar a emoção de lembrar como estava feliz com Federico, como ele era maravilhoso com ela, quão injusto era tudo aquilo.

_ Meu amor, o que você tem? Por que você está chorando assim? O que Carlota te disse? – Federico se prontificou para defendê-la.

Cristina lançou-se em seus braços, aninhando-se em seu abraço, enquanto as lágrimas desciam incontrolavelmente por sua face.

_ Por favor, Federico! Não diga nada. Só me abrace. Me abrace forte como se fosse a última vez.

🎵Llegas, se acabó una larga espera

Este invierno es primavera porque llegas

Y me abrigo en ti

Llegas, cuando no creía en nada

Como luz de madrugada es cuando llegas

Y me refugio en ti🎵

Federico atendeu à sua súplica emocionada e abraçou-lhe. Abraçou-lhe como se em seus braços ela estivesse protegida de tudo, em seu amor ela encontrasse tudo o que buscava. Não entendia porque ela estava tão triste se só há um dia estava tão feliz, radiante, seduzindo-o sensual, exalando alegria. O que poderia ter acontecido para deixar Cristina tão insegura?

Lentamente afastou-se do abraço e tomou-lhe pela mão conduzindo-a até a cama. Sentaram-se de frente um para o outro e Cristina não conseguiu olhar para ele, mantendo seus olhos fitos no chão. Ternamente ele levantou o seu queixo, forçando-lhe a olhar para ele. Deu-lhe um beijo terno na bochecha, depois no queixo, no nariz, do outro lado de seu rosto. Ela fechou os olhos. Fechou os olhos sentindo o calor de seu carinho. Isso aquecia um pouco seu coração e parte daquela insegurança, daquela inquietude desaparecia.

🎵Y así, vas cubriendo el frío con amor

Vas, haciéndome sentir mejor

Porque llegas

Encendiendo el corazón🎵

Federico deitou-a na cama, com carinho e seguiu beijando-lhe com intenção de fazer com que ela sentisse seu amor e aquela insegurança e medo desaparece. Ela pouco reagia. Só sentia seu calor, precisava se sentir amada, naquele momento, precisava sentir-se amada por Federico.

_ Federico eu... – ela o deteve olhando-lhe confusa.

_ O que foi? Você não quer? Vamos retomar de novo aquela fase em que eu tinha que domar uma verdadeira leoa para conseguir um beijo que fosse? – indagou terno acariciando seus cabelos repousados no travesseiro.

Ela sorriu. Ele conseguiu tirar dela um sorriso de ternura ao recordar o quanto ela havia sido resistente com ele.

_ Não é isso! – Ela negou acariciando o rosto dele, desfrutando de sua beleza, de seu olhar tão intenso fito nela. – É que às vezes eu penso que não te mereço, Federico. – disse sem deixar de passar a mão no rosto dele.

Ele permaneceu abaixado, próximo dela repousada no travesseiro, com o rosto ainda úmido das lágrimas que havia derramado. Segurou a mão dela que acariciava o rosto dele, e beijou seus dedos apaixonado, fechando os olhos.

_ Você foi difícil de dobrar sim. – Respondeu Federico sorrindo – Às vezes eu achava que nunca ia te conquistar, que tudo que eu fazia era em vão. Mas eu nunca pensei em desistir porque você me merece, Cristina. Nós dois merecemos essa felicidade. Juntos! Não pense que eu vou abrir mão de você tão fácil! – Afirmou sorrindo.

Aproximou-se e beijou-lhe a boca, de leve, inicialmente, como quem chega devagarinho. Ela recebeu o beijo sem resistência, ao que ele, intensificou enquanto ela enlaçou seu pescoço com seus braços. Federico girava os lábios para percorrer toda a boca dela, apreender seus lábios, a respiração dele ficou tão intensa sobre ela que Cristina podia sentir a aflição dela sobre sua pele enquanto sua boca passou a evidenciar o desejo dela por ele. Ela mordiscava seus lábios, com os olhos fechados, perdendo-se da realidade que se apresentava tão confusa.

Logo suas línguas se encontraram e ela passou a sentir um tremor em seu corpo que voltava a gritar por Federico. Desceu os braços e segurava o rosto dele junto dela com as mãos, acariciando-lhe e desfrutando do beijo que ele foi diminuindo até que se afastou dela. Lentamente, Cristina abriu os olhos e, com as mãos no rosto dele, sentiu ainda mais o peso de tudo aquilo. Permaneceram assim, olhando-se, com os olhos carregados de amor.

🎵Haces que mi alma sienta amor de nuevo

Haces que a tu lado ya no sienta miedo

Haces que me entregue con cada latido

Y que no quede ni un segundo sin estar contigo🎵

_ Eu fui uma idiota, Federico. – disse Cristina ainda ofegante sem deixar de deslizar seus dedos pelo rosto dele.

_ Por quê? – ele indagou um tanto hipnotizado pela sensação de beijá-la.

_ Quanto tempo nós perdemos por minha culpa, não é mesmo? – lamentou.

_ Com isso eu sou obrigado a concordar. – ele disse sorrindo dando-lhe um selinho rápido e acariciando seus cabelos. – Perdemos muito, muito tempo.

Voltou a beijá-la, mas dessa vez no pescoço. Ela não deixava de segurar seu rosto na palma de sua mão como se isso o mantivesse junto dela. Fechou os olhos enquanto ele intensificou as carícias, subindo para próximo da orelha, arrepiando-a, provocando uma ardente excitação em seu corpo. Com a língua ele passou a brincar em sua orelha, acariciando o rosto dela com a mão direita. Ela pediu:

_ Faça-me sua, Federico! Faça-me sua essa noite. Como se fosse a última vez.

Ele surpreendeu-se e levantou-se, olhando-a cheio de ternura. Deslizou seus dedos pelo rosto dela, tão angelical naquela cama e lhe disse:

_ Não vai ser a última, meu amor! Faremos amor muitas vezes, por toda a nossa vida!

Dito isso, passou a beijá-la ardentemente, enquanto iam se livrando de cada peça de roupa que lhes cobria. Cristina tinha uma ponta de culpa dentro de si por fazer amor com ele sem dizer-lhe a verdade, mas queria, seu corpo pedia, sua alma suplicava. O medo de nunca mais fazê-lo quando lhe dissesse a verdade a atemorizava e ele era tão carinhoso. Era tão difícil resistir à ele, ainda mais, quando ela não queria, quando seu corpo gritava por ele porque o amava.

🎵Haces que mi corazón ya no esté ciego porque

Puedo ver en ti que esto es amor sincero,

Haces que te quiera más,

Un poco más

Llegas y te quiero más de lo que ya te quiero🎵

Cristina deixou-se levar, deixou-se conduzir pelo caminho do amor. Conduziu também. Depois de sentir-se preenchida e plena pelas carícias de Federico enquanto se despiam, se beijavam e das maravilhas que ele fazia em seu corpo com as mãos e com a boca, puxou-o pelos ombros e fez com que ele se deitasse na cama.

Ele olhou-a confuso, sorrindo. Gemendo e ofegante, Cristina girou-se e se colocou sobre ele, encaixando o âmago do prazer dela ao dele, começando a descer a subir apoiada com as mãos no peito de Federico e os joelhos na cama. Ele levou as mãos à cintura dela fazendo com que ela se movimentasse ainda mais rápido sobre ele. Ela, às vezes, segurava seus cabelos e levava a cabeça para trás para o desfrute de Federico que sentia-se no céu com uma visão tão maravilhosa do corpo dela sobre o dele. Sua pele, seus seios, suas curvas, seus cabelos, seus olhos... Toda ela! Toda ela era indescritivelmente linda. Ela gemia forte, no compasso do prazer que direcionava seu corpo, seus corpos. Eram dois, mas eram um só.

Impaciente e enérgico, traços de sua personalidade, Federico levantou-se, interrompendo-a, pegando-lhe pela cintura e deitando-a na cama, ficando por cima.

_ Agora sou eu! – Disse sorrindo enquanto se encaixava a ela.

_ Machista! – ela acusou já gemendo pelos movimentos dele.

Movimentaram-se como se fossem incansáveis, Cristina sentia muita necessidade de satisfazer aquele desejo, como se fosse a última vez como havia dito à Federico. Gritou quando chegou ao orgasmo agarrando-se ao lençol que, com a força da reação dela, soltou-se da cama, derrubando alguns travesseiros no chão. Federico caiu sobre ela arfando quando também atingiu o pico. Ela lentamente, enquanto recuperava o controle de seu corpo, ajeitou-se próximo à cabeceira da cama nos travesseiros, respirando agitadamente e o medo voltou a pairar em seu olhar. Ele também acomodou-se sobre o busto dela enquanto seu corpo retomava seu ritmo.

🎵Llegas, a curarme del pasado

Se me olvida que he llorado porque llenas

El vacío en mi

Y así, vas cubriendo el frío con amor

Vas haciéndome sentir mejor

Porque llegas

Encendiendo el corazón🎵

Depois de algum tempo abraçados, Federico beijava a cabeça dela, deslizando suas mãos pelos fios sedosos e negros de seus cabelos apreendendo o perfume deles, embriagando-se com o cheiro que os cabelos dela exalavam.

_ Te amo. Te amo! – repetia Federico apaixonado.

Cristina agarrou-se com ele, com medo de dizer-lhe que o amava e não ser verdade. E depois ele reclamar-lhe que ela o havia dito, mas, apesar de não conseguir dizer, sentia. Sentia amor, paixão, como se o mundo se resumisse àquele quarto e o mundo lá fora fosse o que traria o medo.

_ Eu tenho tanto medo, Federico. Tanto medo de te perder. – disse Cristina abraçando fortemente o marido, tão sincera.

_ Você nunca vai me perder! – afirmou Federico seguro. – O que você tem, Cristina? O que aconteceu com você, você não é assim, tão insegura. Você tem algo para me contar?

_ Tenho! Tenho algo para te contar Federico. – confessou Cristina desfrutando do calor da pele dele, sem coragem de olhá-lo.

🎵Haces que mi corazón ya no esté ciego porque

Puedo ver en ti que esto es amor sincero

Haces que te quiera más, un poco más

Llegas y te quiero más de lo que ya te quiero🎵

***