Sombras No Espelho: Parte 2 - A Criança
7 Descendência
Notas iniciais
Mas enfim... CAPÍTULO NOVO, GENTE!
Acontecem coisas divertidas nesse capítulo... Eu apareço nele o/
Quer dizer, um personagem parecido comigo, com mesmo nome... é, sou eu... kkkkkkkkkk
Enfim, espero que gostem do capítulo
Boa leitura ^^
Adriana, apressadamente, desligava seu computador e arrumava toda a papelada para o dia seguinte. Natália, que já havia guardado todos os seus desenhos, estranhara o comportamento da mãe o dia inteiro. Parecia distante, preocupada com algo. Será que ela sabia que Natália andava por aí a espionando?
― Filha, já arrumou suas coisas? ― perguntou a mulher sem tirar os olhos dos papéis que observava com tanto interesse.
― Já sim, mamãe ― respondeu ela franzindo as sobrancelhas levemente.
“O que será que ela tem?”, se perguntava a menina.
Adriana colocou os papéis sobre a mesa e fechou as gavetas à chave. Depois encarou a filha e sorriu.
― Terminei ― disse ela. ― Vamos?
Natália assentiu e se levantou da cadeira, seguindo a mãe para fora da sala. Esta fechou a porta também à chave e seguiu pelo corredor até a sala de Fernanda. Ela também já estava pronta então as três se encaminharam para os elevadores.
A menina não pôde deixar de notar que sua mãe e Fernanda trocavam olhares tensos a cada dois segundos, o que ela achou bem estranho.
Assim que o elevador chegou, vazio por sinal, elas entraram e as portas se fecharam. O frio na barriga indicava que este havia começado a descer. E então aconteceu. Adriana se curvou, ofegando como se tivesse acabado de receber um golpe na barriga. Fernanda a segurou pelos braços e encarou a amiga, que parecia abismada.
― Mamãe, o que houve? ― perguntou Natália preocupada.
Adriana não a respondeu, só encarava Fernanda como se tivesse acabado de ver o fantasma mais assustador de todos. E então aconteceu novamente. Adriana ofegou outra vez e suas pernas fraquejaram.
― Eles estão tentando entrar ― disse Adriana com a voz fraca.
― Quem, mamãe? ― perguntou Natália assustada.
Fernanda, antes mesmo que Adriana pudesse responder, abriu sua bolsa e tirou de lá uma espécie de bracelete dourado, que encaixou no braço com um estalido. Natália, que não entendeu nada, se aproximou e se agarrou á mãe, que finalmente conseguiu se pôr de pé. Foi quando as portas do elevador se abriram. A menina lançou um olhar para fora, notando que o local estava completamente vazio, a não ser por três pessoas que se aproximaram deles assim que saíram do elevador. Uma das três pessoas era uma menina. Seus cabelos eram ruivos, da cor de ferrugem. O rosto era jovem e muito belo. Os olhos, de um azul profundíssimo, estavam fitados docemente em Natália, que a encarava ainda assustada. As outras duas pessoas, porém, eram meninos. Um deles tinham cabelos curtos, encaracolados e dourados. O rosto era duro e os olhos cinzentos, que trazia estreitados, estavam fitados em Fernanda. O último menino tinha a pele morena, como os temperos da Índia. Seus cabelos escuros eram um tanto grandes, mas eram encaracolados. Já seus olhos eram da cor de chocolate derretido. Todos os três usavam sobre tudos negros.
― Boa tarde, madames ― disse o menino moreno com um sorriso amigável. E então seu olhar foi de encontro ao bracelete dourado de Fernanda. Ele, assim que o viu, levantou as mãos impotente. ― Não queríamos assustá-las.
― Espere ― disse Adriana estreitando os olhos. ― Vocês não são Senhores Eternos.
Os três se entreolharam confusos.
― Ahn... ― disse o moreno. ― Não, não somos. Desculpe decepcioná-la.
Fernanda arregalou os olhos.
― Não são? ― perguntou ela.
― Não ― respondeu a menina ruiva com um sorriso divertido no rosto. ― Somos apenas bruxos, como sua amiga. ― E encarou Adriana, que estreitou os olhos.
Natália, que ouvia toda a conversa com os olhos arregalados, encarou a mulher a quem estava agarrada.
― Mamãe, do que eles estão falando? ― perguntou a menina.
― A mãe vai explicar depois, querida ― disse ela sem tirar os olhos dos três enquanto acariciava os cabelos de Natália.
― É, pelos sobre tudos eu vejo que são bruxos, e não Senhores Eternos ― disse Fernanda afastando a mão do bracelete. ― Mas então, quem são vocês? E o que querem com a gente?
Os três se entreolharam, mas foi o loiro que decidiu falar.
― Eu sou Matheus ― disse ele. Sua voz era grave demais para sua idade, o que Natália achou estranho. ― E estes são o Lucas e Ana. ― Os outros dois acenaram educadamente. ― Nós somos descendentes dos oito anciões e estamos aqui pra...
Adriana estreitou os olhos.
― Isso é impossível! ― disse Adriana incrédula, o cortando. ― Os oito anciões foram pra Atlantis junto com os Senhores Eternos, sãos e salvos do Leviatã.
Os três bruxos se entreolharam novamente.
― A senhora tá um pouco desatualizada sobre o assunto ― disse Lucas sorrindo. ― Não sabia que eles voltaram para a Terra depois de salvar Atlantis?
― Como?
― Isso mesmo ― continuou o moreno, gesticulando. ― Eles usaram as sombras no espelho como um portal e voltaram para a Terra, para proteger os outros bruxos e guardiões, que ainda viviam aqui, do monstro. Antes, é claro, tinham que proteger os Senhores Eternos e foi o que fizeram. Depois, voltaram e salvaram o resto da nossa espécie. E acabaram ficando por aqui, onde constituíram família e tudo o mais.
Adriana franziu as sobrancelhas. Natália ainda estava assustada, mas com certeza estava mais confusa do que tudo. Do que aqueles três falavam? Que história de bruxos era essa? O que eram Senhores eternos?
― Mas isso não explica o porquê de terem invadido o campo de força ― disparou Fernanda. ― O que querem com a gente?
Ana deu um passo à frente.
― Viemos alertar vocês ― disse ela seriamente. ― Sabemos quem é a criança que carregam e sabemos também o seu destino e o que ela representa para a civilização de Atlantis. Exatamente por apoiar vocês é que estamos os alertando.
― Alertando de que? ― perguntou Fernanda curiosa para saber logo.
― Sobre os Senhores Eternos ― disse Matheus. ― Tem três deles lá fora e tão tentando arrumar uma forma de passar por seu campo de força. E, se não me engano, um deles é o precursor dessa destruição toda: o Poder.
Adriana engoliu em seco. Sabia exatamente o perigo que corria. Então segurou Natália pelo braço e começou a caminhar para a saída. Fernanda a seguia de perto. Os outros três bruxos foram atrás delas. Todos passaram pelas catracas e saíram pelas portas automáticas. Em questão de segundos, estavam no estacionamento. Adriana estava tão atordoada que nem notara que estava invisível para humanos, caminhando até seu carro apressadamente.
― Precisamos sair daqui agora ― disse Adriana apavorada, achando seu carro e o abrindo. ― Entrem rápido. Vamos todos sair desse lugar agora.
― Desculpe, mas não podemos ir com vocês ― disse Lucas franzindo os lábios, fingindo tristeza.
― Por que não? ― perguntou Adriana exaltada.
― Vamos ficar para trás e atrasar os Senhores Eternos ― respondeu ele. ― Afinal, eu incitei a ira de um deles cutucando sua cintura. ― E soltou um risinho. ― Boa sorte pra vocês. E pra você também, mestiça. ― E deu um sorriso para Natália, que respondeu da mesma forma. ― Se sobreviverem, terão um grande papel a desempenhar, e sabem disso.
― Voltaremos a nos encontrar, certo? ― disse Adriana entrando no carro com as outras duas. ― Preciso saber mais dessa história dos anciões.
― Claro, madame ― respondeu Lucas. ― Um dia. Mas agora vocês precisam sair daqui. Eles já devem estar chegando.
― Claro ― respondeu Adriana um tanto quanto confusa e atordoada. ― Mas, onde estaremos protegidas deles?
Lucas sorriu. Um sorriso caloroso e amigável. Adriana sabia que podia confiar nele. Uma aura bondosa emanava do menino. Uma aura tão bondosa e pura que até o mais desconfiado acreditaria em suas palavras.
― Vão para a casa e criem um feitiço de camuflagem ― disse ele pausadamente. ― Só saiam quando um menino loiro acompanhando de duas mulheres lhe pedir. Ele saberá exatamente o que fazer. Essas coisas já estão escritas ao nosso redor, é só saber ler. ― E sorriu novamente.
Adriana assentiu respeitosamente.
― Obrigada ― disse ela. ― E boa sorte.
Então arrancou com o carro para fora do estacionamento, quebrando a cancela em mil pedaços, mas Adriana não estava preocupada com isso. Só queria salvar a filha. Foi quando avistou três pessoas se aproximarem do estacionamento onde estavam. Uma delas com o rosto encoberto pela Sombra.
― São eles ― sussurrou Adriana para Fernanda, acelerando o carro a toda velocidade.
Notas finais
Até a próxima ^^
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