Sombras Inconstantes

22 Capítulo 22 - Fim, ou Não.


Notas iniciais
Obrigado por terem acompanhado essa história até o fim, ela não acaba assim, é que o fim dela é o começo da segunda temporada que farei logo, aguardem SOMBRAS DE SANGUE, obrigado por lerem sério mesmo se não fossem vocês eu não escreveria essa história maravilhosa, continuem acompanhando essa "saga" -kk >

Saímos da casa de Sam, e entramos rapidamente no carro de Nick, a cada minuto que nós passávamos no carro eu ficava mais enjoada, pra melhorar as coisas Sam coloca na rádio e começa a tocar musicas sertanejas, então pra acabar com aquele clima horrível eu lhes pergunto:

— Hei, vocês estão preparados pra batalha?

— Que batalha? – Pergunta Jú.

— Contra os tenebrarum né Júlia.

— Ata.. Eu nasci pronta! – Ela diz.

— Eu até que tô pronto. – Diz Sam meio inseguro.

— Eu estou. – Diz Cecilia um pouco nervosa.

— Tô de boa. – Diz Nick.

— Ai, vamos deixar Nick dirigir em paz. – Diz Jú.

Então eu coloco meu rosto no vidro e fico vendo as árvores, eu olho pro céu e vejo que uma tempestade se aproxima, depois eu volto a olhar para as árvores, analisando bem as árvores eu vejo que há algo nos seguindo, mais eu não sabia ao certo o que era aquilo, era estranho e ao mesmo tempo não, então eu chego perto do ouvido de Cecilia e sussurro:

— Me dê sua mão, eu quero enxergar melhor..

Logo após isso ela me dá sua mão e eu deixo a energia fluir para os meus olhos então eu digo:

— Me dê olhos de águia!

Em seguida eu largo a mão de Cecilia, então eu vejo um menino Jovem, cabelos cor dos raios de sol, forte, devia ter 17 anos, olhos vermelhos como sangue, ele estava correndo na velocidade do carro, então eu olho diretamente para seus olhos e sussurro:

— Tropece.

Então em menos de um segundo o menino cai no chão, eu me distraio olhando os grandes campos e as lindas árvores, eu me distraio e em menos de segundos chegamos na mansão dos Tenebrarum.

Eu desço do carro lentamente pra fazer menos barulho possível, a mansão era grande, na verdade não era uma mansão e sim um castelo, era rodeado de ruinas e de uma floresta que diziam ser a mais perigosa da região.

— Não viajamos uma hora pra ficarmos parados na frente da casa deles né.. – Diz Nick se aproximando do castelo procurando alguma entrada.

— Bah, dizer que é casa isso? Você está sendo humilde hein. – Diz Jú indo ao lado oposto de Nick procurar também uma entrada.

— Vocês já tentaram a porta? – Pergunta Sam indo em direção a eles procurando a tal porta.

Eu olho para o lado e vejo que Cecilia estava quieta, então eu lhe pergunto:

— Porque você está tão quieta?

— É porque essa é uma mansão, castelo, sei lá, de vampiros não é? – Ela me responde.

— Sim oque que tem? – Eu lhe pergunto.

— E oque que tem que vampiros podem muito bem se transformar em animais e entrarem em qualquer Buracos.

— Faz sentido.. – Eu lhe digo me transformando em coruja e voando até o topo do castelo e entrando em uma janela, era um quarto, os moveis estavam todos mofados, cheios de teias de aranha, então eu me sento na cama e espero alguém vir pra se “aventurar” comigo, depois de uns 5 minutos Nick sobe também.

— Mais alguém vai vir?

— Não, por falar nisso só eu você e Cecilia entramos nessa mansão.. – Diz Nick se sentando do meu lado.

— Mas porque os outros não entraram? — Eu lhe pergunto preocupada.

— Porque Sam não ia poder entrar, então Jú ficou na rua com ele, não se preocupe eles não vão ficar sem fazer nada, eles estão cuidando daquele menino que você derrubou. – Diz Nick sorrindo.

Então vamos descendo uma escadaria gigante, quando chegamos no andar de baixo havia uma sala grande com 2 sofás vermelhos, um piano, uma lareira e um rádio, então uma moça linda, magra, com os cabelos negros e olhos vermelhos como sangue aparece em cima do piano, e ela meche seus dedos como se ela estivesse fazendo magia, algo do tipo então uma musica clássica começa a tocar.

— Vocês gostam de Beethoven? – Ela pergunta se aproximando de nós, ela chega do meu lado, me cheira então ela some e aparece na frente de Nick, então ela fica com os olhos amarelos e o Nick beija ela.

Eu desço mais ainda as escadarias, até chegar no primeiro andar, lágrimas escorrem dos meus olhos, eu não sabia explicar o que eu estava sentindo, era um tipo de dor, então eu avisto Cecilia.

— O que aconteceu? – Ela me pergunta.

— Nick a beijou. – Eu respondo.

Então Cecilia sobe as escadas correndo, enquanto eu fico ali parada, em uma sala que não havia nada, literalmente nada, só um tapete no chão, então eu me sento no chão e fico um tempo ali sozinha chorando, até uma menina, que representava ter uns 8 anos se aproxima de mim.

— Não chore.. – Diz a menininha secando minhas lágrimas.

— Mas eu o amo... – Eu lhe digo.

— Eu sei, mas Lanita aquela garota lá em cima, ela tem o mesmo poder que você, ela controla as pessoas com seu pensamento. – Diz a menininha tentando me ajudar.

Então eu me levanto e vejo ela sumir na escuridão de um corredor cumprido, em seguida eu subo as escadas correndo, chegando no andar em que eu estava antes, avisto Nick deitado no chão, ele parecia inconsciente, enquanto Cecilia brigava ferozmente com a garota, eu corro até o lado de Cecilia, lhe dou a mão, nós fechamos os olhos e dizemos:

— MORRA!

Lágrimas escorrem do meu rosto, no lugar da garota havia um anel com forma de uma serpente, Cecilia pega o anel enquanto eu me abaixo e vejo se Nick está bem.

— Tudo bem Nick? – Eu lhe pergunto e ele não me responde, então Cecilia se aproxima trazendo o anel, então ela coloca no seu dedo, mais lágrimas escorres do meu rosto, Nick respira fundo se levanta lentamente e diz:

— Desculpe..

Então eu me aproximo dele, lhe dou um tapa no seu rosto e em seguida digo:

— Nunca mais faça isso e nem beije outra garota. – Eu lhe digo.

— Temos que sair daqui. – Diz Cecilia.

Então descemos as escadas rapidamente chegamos no primeiro andar e Cecilia diz:

— Eu vou procurar algum livro ou algo que mostre como destruir todos de uma vez só, enquanto vocês cuidam dos que estão espalhados pela casa.

Eu e Nick caminhamos cuidadosamente pelos corredores, cada corredor que cruzávamos eu ficava com mais medo, as pinturas que haviam neles entre outras coisas rusticas me amedrontavam, então cruzamos com um corredor que bem no fim dele havia uma luz, vamos lentamente até o lugar iluminado.

Chegando lá avistamos um garotinho que devia ter no máximo 8 anos, ele era idêntico a menininha que teria falado comigo mais cedo, e aquele lugar que ele estava dava muito medo, tinha animais mortos, muitas facas e instrumentos estranhos.

— O que você faz ai? – Eu lhe pergunto.

Ele não me responde, mas eu vejo pelos seus olhos que não está tudo bem, os olhos dele começaram a ficar amarelo então ele grita:

— Yin...

Então aquela menina que eu tinha visto mais cedo aparece sorrindo.

— Como assim? – Nick pergunta.

— Yin e Yang? É brincadeira né? – Eu digo.

— Não, somos o equilíbrio do planeta. – Diz o menino.

O menino levanta sua mão e uma luz muito forte ofusca meus olhos e eu não enxergo nada, só ouço gritos e alguns barulhos, Yin teria batido em Nick enquanto Yang estava vindo para o meu lado.

— PAREM! – Diz um homem velho, representava ter 40 anos, cabelo grisalho e ele era forte.

Quando ele fecha a boca Yin e Yang param e dizem ao mesmo tempo:

— Sim mestre.

— Você que os invocou? — Eu lhe pergunto.

— Sim. – Responde ele friamente.

— Porque você nos protegeu? – Nick pergunta.

— Porque os Tenebrarum não podem lutar com coisas tão fortes como as gêmeas... Nós vamos deixar vocês em paz, a partir de agora somos aliados. – Ele responde.

Apertamos a mão dele e saímos lentamente da mansão, a mansão não parecia mais tão terrível, ela parecia normal, chegando na rua havia mais ou menos 50 dos tenebrarum.

— Que tal uma festa? – Eu lhes pergunto.

— Faz mais de 100 anos que não vamos em alguma festa. – Diz o garoto que eu teria derrubado mais cedo.

— Então.. Vamos ou não? – Lhes pergunto.

— Podemos ir. – Diz o mais velho deles.

Entramos no carro tranquilamente e Nick dirige até a minha casa, eu vou analisando as paisagens de novo.

Chegando em casa eu abro a porta e digo:

— Vamos, me ajudem a arrumar tudo.

Todos concordam com a cabeça, Cecilia corre pra pegar uma vassoura primeiro enquanto os outros fazem tudo reclamando, depois de 30 minutos está tudo pronto, subo as escadas, tomo banho e desço as escadas, chegando no andar de baixo minha casa estava mais cheia do que nunca, parecia o shopping da cidade.

Nick me pega no colo e diz:

— Te amo, obrigado por tudo. – em seguida me beija.

Estávamos todos nos divertindo quando menos esperávamos uma flecha quebra o vidro da sala, Nick me solta rapidamente então eu ouço o mais velho dos Tenebrarum dizer:

— Caçadores de vampiros!

— O que faremos? – Eu me aproximo dele e pergunto.

— ATACAREMOS! – Ele grita.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!