Sombras Inconstantes

16 Capítulo 16 - A Magia do Coelho.


Chegando na floresta Ju fica insegura e me pergunta:

– Isa.. Como eu vou ajudar vocês se eu não sei fazer nada ainda?

Então eu explico pra ela rapidamente:

– Olha Ju, cada um de nós tem poderes diferentes, pelo jeito não vamos descobrir o seu tão cedo, então eu só vou te explicar como nós mudamos de forma.

Então ela questiona:

– Como assim mudam de forma?

– Todos nós nos transformamos em algum animal e você também pode fazer isso, é só canalizar aquela energia que você usou para pular em todo seu corpo e pensar em algum animal.

Depois de explicar eu corro para o lado de Nick vendo que ele estava a procura de Cecilia enquanto eu estava explicando as coisas para Julia.

– Conseguiu achar algum vestígio? — Eu lhe pergunto curiosa.

– Nenhum... — Ele responde insatisfeito.

Julia estava muito quieta então eu olho pra traz, eu vejo que no lugar dela havia um coelho, eu percebo que ela interpretou errado o que eu disse mas mesmo assim ela estava muito fofa. Então eu sorrio e digo:

– Era pra você escolher um animal que te desse medo, e não essa fofura.

Então ela volta ao normal sorri e diz:

– Agora já foi, já escolhi.

– Venham! — Grita Nick correndo para o lado de um pântano que nem se quer eu sabia que existia.

Eu pego a mão de Ju e a arrasto comigo atras de Nick, corremos muito, eu e Julia batemos nas árvores muitas vezes.

Por fim nós corremos até o fim do pântano, até que eu perco Nick de vista.

Então eu fico sozinha com a Julia naquele pântano frio e sombrio.

– Eu estou com medo. — Sussurra Julia.

– Calme-se, não precisa ter medo eu estou aqui. — Eu lhe digo.

Julia começa a tremer e sussurra:

– Estou com frio, muito frio. — Julia sussurra se sentando naquele chão lamacento.

– A onde será que ele foi? — Eu lhe pergunto enquanto eu me sento ao seu lado para esquenta-la.

Quando eu encosto nela ela reclama:

– Ui! Você está gelada, mais gelada que esse chão..

– Tinha me esquecido que somos... — Eu lhe digo cabisbaixa e tirando da frente do meu rosto um fio de cabelo que caíra nele.

– Vampiras.. — Uma voz grossa e desconhecida completa a minha frase.

Quando me viro vejo um homem com barba grande e velho, me levanto rapidamente e digo:

– Quem é você e o que quer?

– Você já vai saber! — Ele responde com uma voz turva, firme e mexendo em sua bolsa. Então eu canalizo meu poder de persuasão em minhas palavras e em seguida digo:

– Volte para sua casa, você não viu absolutamente nada. — eu disse quase como num sussurro, e ele de repente nos deu as costas e saiu.

– Como você fez isso? — Pegunta Julia.

– É, eu tenho poder de persuasão, posso fazer com que qualquer pessoa faça o que eu quiser. — Eu disse, e dei um sorriso de lado.

– Nossa, eu quero uma coisa dessas também. — Ju disse muito animada.

– Não é bem assim, cada vampiro tem dons diferentes. — Eu disse.

– Quero descobrir os meus, quero descobrir. — Ficou Júlia repetindo.

– Na hora certa você saberá — Eu disse sendo chata.

Quando de repente saiu do meio da floresta Nick dizendo:

– Não encontrei ela, fui até o sul da floresta seguindo os rastros de cobra, e no caminho encontrei o vestido que ela estava usando mais cedo, e não encontrei mais nada, os rastros simplesmente desapareceram.

– Minha nossa, como vamos cuidar disso? — Pergunta Ju preocupada.

– Amor, tem pessoas que eu acho que sabem sobre os vampiros, agora pouco teve um homem aqui dizendo que nós eramos vampiras, ele era velho e estava cheio de crucifixo e era muito estranho. — Eu disse.

– São os caçadores. — Nick diz pensativo.

– Como assim caçadores? Como você sempre sabe tanta coisa? — Eu pergunto irritada.

– Eu pesquiso, procuro, consequentemente eu iria saber mesmo não acha? — Ele diz.

– É, pode ser.. — Eu falo ainda com um tom de desconfiança.

– Quero descobrir meus poderes. — Diz Julia inquieta.

– Ok, vamos tentar. Você tem que canalizar sua energia pelo seu corpo e ver o que acontece- Diz Nick.

– Vou tentar. — Diz Júlia.

Enquanto isso eu apenas observo os dois.

Julia fecha os olhos e se concentra. Quando de repente ela cai no chão de joelhos tapando os ouvidos e logo em seguida grita:

– Parem, parem, de falar.

– Mas estávamos quietos. — Eu digo para Julia.

– Parem! por favor!

– Calme-se canalize sua energia em voltar ao normal. — Diz Nick em um tom reconfortante.

Quando de repente ela levanta e diz:

– Posso ouvir coisas estranhas.

– Você lê pensamentos o burrinha. — Eu lhe digo rapidamente

– Eu vi tudo o que vocês estavam pensando, vou canalizar minhas energias denovo na mente de Nick. — Diz Julia fechando os olhos e logo em seguida dizendo maravilhada:

– Posso ouvir tudo o que ele pensa e sente.

– Saia de minha cabeça. — Diz Nick se irritando com Julia.

– Pronto, não estou ouvindo mais nada estressadinho. — Diz Júlia em tom de deboche.

– Nossa, que maravilhoso, você pode ler pensamentos Ju. — Eu digo logo em seguida dou um abraço rápido em Ju.

– Vamos embora?- Eu pergunto.

– Vamos. — Nick e Ju concordam.

Então saímos da mata e eles me levam lentamente até minha casa, 5 minutos depois Nick e Ju me deixaram em casa, e cada um deles vai para suas casas.

Dei um pulo para dentro da minha janela. Quando cheguei dentro do meu quarto minha mãe estava sentada em minha cama e quando eu entrei no quarto eu dei um grito e disse:

– Nossa mãe, que susto!

– O que tá fazendo aqui? Aonde você estava Isadora? Não vai mais para a escola, não para em casa, não dá notícias. — Diz ela parecendo realmente preocupada e chateada.

– Outra hora conversamos. — Eu digo nem ligando para o que ela disse.

– Não! Vamos conversar agora! — Diz minha mãe irritada.

– Tudo bem mãe, o que é? Eu sou uma vampira. Meu pai me transformou nisso. Já sei. Fim de conversa agora vai dormir. — Eu digo sem paciência.

– Filha, não é bem assim. — Antes que minha mãe terminasse eu disse estressada:

– Amanhã vou pra escola agora sai, e me deixa mãe!.

Minha mãe antes que eu pudesse dizer mais uma palavra ela se levantou e saiu.

Eu me arrependi depois, por ter falado com ela daquela maneira, mais não sei ao certo se era bom ter nascido, para ser uma "matadora". Então Peguei meu Ipod coloquei para tocar alguma musica e dormi.

Me acordei exatamente as 7:00 horas, tomei banho, coloquei um jeans e uma blusa básica, coloquei meu tênis, deixei meu cabelo solto fiz uma maquiagem básica, peguei a minha mochila, olhei meu celular e já era 7:30, desci as escadas, minha mãe estava fazendo café para ela, eu cheguei perto dela lhe dei um beijo no rosto dela e enquanto minha boca estava no seu rosto me deu vontade de morde-la, eu não sabia explicar, como eu pudi sentir muita sede com minha mãe?.

– Mãe.. me desculpa por ontem.. — Eu disse.

– Tudo bem meu amor, já foi, ah! e tem um prato com bife cru ali do ladinho — Disse ela.

– Como você sabe mãe? — Eu perguntei.

– Esqueceu que fui casada com seu pai que era um vampiro também? Todos os dias ele me dava um beijo igual a esse então eu via que era fome. — Diz ela enquanto sorri.

– É mesmo mãe, aliás quando ele vai voltar? — Eu pergunto crente que ela sabia.

– Não sei minha filha... E.. Olha só a hora, você já está atrasada. — Diz minha mãe.

– Verdade, tchau mãe, te amo. — Eu digo enquanto me dirijo a porta.

– Tchau meu amor, também te amo. — Ela disse.

Então eu fui até a frente da minha casa, e coincidentemente Jonny estava saído de sua casa ao mesmo tempo que eu, então eu vejo que o ônibus escolar está perto da minha casa e pra evitar alguma briga ou algo do tipo, eu faço sinal para o ônibus mesmo nunca tendo o pegado e ele para, então eu subi no ônibus escolar e em mais ou menos uns vinte minutos cheguei na escola, quando eu desci do ônibus Nick me puxou, e me beijou na frente de todos que estavam ali, e inclusive Johnny que já tinha chegado faz tempo, depois que terminei o beijo Nick pegou minha mão e nós entramos juntos na escola, eu percebi que Jonny não tinha se sentido muito bem com aquela situação então eu o olhei pelo canto do olho e vi ele se beijando com a Laura.