Sombras E Mistérios

7 Capítulo 6 - Trens são perigosos


Notas iniciais
oieee, gente como eu to super mega hiper feliz e motivada e tambem porque eu sou má e tinha passado um tempão sem postar, eu decidi postar outro capitulo ainda hoje, sério veio os comentários que eu vi são super fod**sticos! brigado Mello Rivalle, Diana wright e Danny Bourbon! esse capitulo é pra vcs! enjoy!

Nós já estávamos no último vagão do trem, a garota foi até a porta no fundo do vagão e a abriu, aquilo não era bom. Ela olhou pra mim, e eu sabia que ela estava quase rindo de mim. Ela saiu do vagão e eu a acompanhei.

O trem passava por uma floresta, eu não tinha a menor ideia de onde estávamos não dava pra simplesmente pular do trem e ir dar um passeio na floresta, semideuses não andam por ai com um GPS.

A garota olhou pra mim, se virou e simplesmente pulou do trem, naquele momento eu tive a certeza de que ela não dava muito valor à própria vida.

Ela aterrissou no meio dos trilhos e girou algumas vezes na terra pra amortecer o impacto. E ai ela simplesmente levantou do chão e bateu a poeira da jaqueta. Fiquei paralisado por alguns segundos, a observando, depois percebi que eu devia ir logo, o trem não parar pra mim descer, então eu pulei.

Eu tentei rolar no chão como a garota tinha feito, mas não deu muito certo. Meu braço esquerdo bateu em um dos trilhos e eu senti meus braços sendo arranhados no chão. Quando eu tentei me levantar, meu corpo doía muito por causa da força do impacto, e meus braços estavam todos arranhados, me amaldiçoei por não estar de jaqueta.

A garota me olhava a alguns metros de distância com uma das sobrancelhas erguidas, como se esperasse mais de mim, o que eu podia fazer? Era primeira vez que eu saltava de um trem em movimento.

Eu andei até ela, com a minha mão direita nas minhas costelas do meu lado esquerdo. Eu estava chateado pela minha performance e ela só ficou me olhando, nem me ajudou a levantar.

- Não se fazem mais semideuses com antigamente – ela falou quando eu cheguei na sua frente, mas eu tive a impressão que falava pra si mesma.

Ela se virou e começou a andar para a floresta, não tive escolha se não segui-la.

Andamos por mais de meia-hora em silêncio na mata, ela parecia conhecer o lugar e não hesitava a respeito de qual direção tomar, só pude deduzir que ela já conhecia aquela floresta.

Depois de mais vinte minutos de caminhada eu decidi quebrar o silêncio;

- Você não me falou seu nome. – minha voz estava rouca, limpei a garganta.

A garota nem se virou quando eu falei e não dava nenhum indicio de que tinha ouvido a minha pergunta. Quando eu estava a prestes a refazer a pergunta ela respondeu:

- Cali

- Cali, apenas Cali? – Cali não respondeu, que nome era aquele? – é diminutivo de algum outro nome? – sem resposta de novo.

- Meu nome é Páris – falei mesmo sem ela ter perguntado.

Ouvi um som, eu acho que era Cali rindo.

- Páris? — ela repetiu – Afrodite sempre tão romântica. – ela falou a palavra “romântica” como se fosse um xingamento, e novamente eu tive a sensação que ela falava pra si.

Mas espera, eu não disse que era filho de Afrodite.

- Como você sabe que eu sou filho de Afrodite?

- Que outro deus colocaria esse nome no filho? – ela falou simplesmente.

Demorei dois minutos pra entender. Páris tinha sido o motivo da ruína de Tróia, não era um cara muito amado tanto por mortais quanto por deuses, exceto é claro pela minha mãe, é claro, ela gostava da “historia de amor” dele. E lá se foi minha esperança dela ter adivinhado que eu era filho da deusa do amor e da beleza, por causa da minha aparência, e eu que já estava quase me sentindo elogiado.

A caminhada já estava me cansando, não tivemos nenhuma pausa, e eu não tinha me recuperado da “cena” do trem. Cali mantinha um ritmo, ela não parecia se cansar e eu não iria admitir que estava cansado antes dela.

- Pra onde estamos indo? – tentei puxar conversa, de novo.

- Para um riacho – respostas curtas e simples, ela não gostava de bater papo, mas eu não iria desistir assim tão fácil, eu estava curioso e tentaria conseguir qualquer informação que eu pudesse sobre Cali.

- Porquê?

Cali parou pela primeira vez desde que começamos a caminhar, olhou pra mim como se eu fosse a pessoa mais burra do planeta, confesso que me senti um pouco envergonhado e corei como uma garotinha. Droga, não era a impressão que eu queria passar.

- Para acampar – ela falou devagar e pausadamente, fazendo-me sentir como uma criança no jardim de infância.

Assenti e olhei para os meus pés, corando violentamente, caramba eu nunca tinha me sentido tão inseguro perto de uma garota, mas Cali era totalmente diferente de toda garota que eu já tinha conhecido, as outras meninas ficavam corando e suspirando quando eu falava com elas, enquanto Cali me tratava como se eu fosse uma criança burra.

Cali se voltou para frente e começou a caminhar de novo.

Fiquei algum tempo pensando em alguma coisa inteligente pra dizer, e quando percebi já tínhamos chegado ao riacho que ela tinha falado.

Cali se aproximou da beira, se agachou e lavou o rosto com a agua corrente e limpa. Fiquei olhando pra ela meio abobalhado (como sempre) cada movimento seu era gracioso e belo, eu ficava imaginando de onde ela veio.

Ela se virou e por alguns segundos nos ficamos nos encarando, olhando nos olhos um do outro e eu senti que seu olhar me atravessava, via cada segredo e desejo meu, e eu só podia ficar observando seus lindos olhos escuros, naquele momento eu percebi que ela já tinha passado por muita coisa e também percebi que tudo o que eu queria dali em diante era ajuda-la de toda maneira que eu pudesse.

Notas finais
gente eu sei que esse capitulo não ficou mto bom, um milhão de desculpas, mas eu postei 2 capitulos hoje! vcs são marrravilhosos! brigado por lerem! continuem comentando por favor! minhas aulas vão começam amanhã, e tipo eu estudo em tempo integral, vou fazer tudo que estiver ao meu alcance pra tentar postar rapido, mas eu não garanto nada, bjoks ;*