Sombras Da Luz

19 Capítulo 19: Entrada no vale da misericordia.


Notas iniciais
estou meio enferrujado porque estava ocupado de mais para continuar... mas está ai... espero que gostem e espero suas reviews, por causa delas me da mais inspiração para continuar...
abraços e espero que gostem xD

Depois de terem lutado contra o sátiro gigante de duas cabeças, a guardiã do portão da saída do vale estava de volta, aparecendo do nada, como sempre.

– Você está de volta? Mas não podia ter aparecido antes? – Perguntou Michael.

A guardiã deu de ombros.

– Tenho que aparecer na hora certa.

– E qual seria essa hora certa?

– Depois que se livrarem do monstro de algum jeito.

– Como assim?

– Vocês foram os únicos que conseguiram matar o sátiro gigante, de alguma forma. – A guardiã olhou para todos os cadáveres que estavam jogados pelo chão. – Estão vendo essas pessoas? Elas foram mortas pelo o sátiro, isso porque tocaram o sino.

Mike olhou para Jake e sorriu.

– Mas devem saber que matando o sátiro não é o único jeito de sair desse vale, muitas pessoas conseguiram passar... – Continuou a guardiã

– Como? – Perguntou Mike.

– Isso eu não posso responder. – A guardiã levantou o cajado, e o portão de saída se abriu. Do lado de fora estava tudo normal, o dia clareava, o vento soprava com clareza, não aparentava ser mais um local assustador como o Vale da Penumbra.

– Vocês devem seguir seus caminhos. – Continuou a guardiã – Mas devem saber que desafios mais difíceis estão por vim... Fiquem espertos.

– Tem alguma dica por onde devemos seguir? – Perguntou Elizabeth.

– Para onde o vento soprar.

Depois que terminou de falar, a guardiã desapareceu.

– Vamos lá... Próxima parada, Vale da Misericórdia. – Disse Michael, preocupado.

Finalmente saíram do vale. O cenário era completamente diferente, era totalmente verde, com matos, plantas, arvores, montanhas. A paisagem era linda e completamente agradável, as montanhas eram altas, cada uma mais altas do que as outras.

– Você disse que são dois dias de viajem até o próximo vale, Mike? – Perguntou Michael.

– Não, é apenas um dia. Acho que você não prestou muita atenção quando expliquei.

– Ah... Sou meio lerdo para entender as coisas.

– Entendo...

Alguns segundos de silencio se passaram.

– Sobrevivemos a um vale. – Disse Jake. – Estão preparados para o próximo?

Todos assentiram e seguiram para um único caminho, estavam à procura do próximo vale, o vale da misericórdia.

Andaram por muitas horas, já estavam ficando cansados, todos andavam cambaleando.

– Podem admitir. – Disse Michael. – Estamos perdidos, de novo.

– A guardiã me disse que devíamos ir para onde o vento sopra... Mas onde o vento sopra? – Disse Elizabeth.

– Realmente. – Concordou Nicolle. – O vento está muito fraco, não sabemos por onde vamos.

– Oque a aquela velha louca tinha na cabeça? – Perguntou Jake.

– Verdade, o vento não sopra para lugar nenhum agora. – Disse Michael.

– O único jeito é continuar andando, vamos ver se achamos o caminho.

Voltaram a seguir seus caminhos, de fato, estavam perdidos, sem saber para onde ir. A dica que a guardião deu foi inútil no momento, o vento não soprava naquele lugar, se soprava, estava fraco de mais para perceber em direção ele estava soprando, isso não fazia nenhum sentido, mas no mundo dos spikers nada é estranho, esse tipo de coisa era normal por lá. Michael e os outros estavam perdido no meio do nada, procurando pelo Vale da Misericórdia, que se eles soubessem o caminho, seriam apenas um dia de viajem. para quem está perdido e sem saber por onde ir, vai demorar um pouco mais para achar o vale... Se achar.

O dia estava acabando, o final da tarde chegou colocando a vista do céu que agora foi colorido de cor laranja por causa do pôr do sol. Todos, inclusive Michael já estavam ficando cansado de tanto caminhar, caminharam por metade de um dia, sem rumo, qualquer um iria ficar cansado. Todos resolveram para descansar um pouco, dessa vez não procuraram um lugar bom para se descansarem. Simplesmente se sentaram ali no mesmo lugar de onde pararam de andar.

– Então... Alguma ideia? – Perguntou Michael.

Mike franziu as sobrancelhas e olhou para o meio do nada.

– Nada... Nem se quer um sinal da entrada do vale. – Respondeu Ele. – E duvido que vamos achar tão cedo, só tem mato e montanhas nesse lugar, não será tão fácil.

Michael não respondeu nada, apenas assentiu.

Todos estavam descansando, sentados no mato, só agora perceberam que estavam no topo de uma montanha muito alta, nem perceberam que chegaram até ali.

Para eles era como se a viajem iria durar pela a vida toda, não sabia como encontrar o Vale da Misericórdia, nem sequer sabia se iria encontrar. A situação estava difícil, e todos tentavam pensar em oque iriam fazer para achar o portão. Se separando? Pensou Micahel, Não, isso iria piorar as coisas. Michael coçava a cabeça como se estivesse querendo pensar, mas pensar não era o forte de Michael, nunca foi bom em estratégias, tem um pensamento lerdo e não conseguia pensar em coisas que fizesse sentido, ou algo que ajudasse naquele momento.

A tarde acabou. Ninguém conversou sobre absolutamente nada. A noite chegou, e como todos ainda estavam cansados, resolveram ficar um pouco mais onde estavam.

– Nenhuma pista, nem se quer uma dica descente. – Resmungou Michael.

– Infelizmente. – Disse Elizabeth. – Aquela velha não disse uma dica muito... Útil, por se dizer.

– Acho que ela deu somente uma pista. – Sugeriu Nicolle. – Ou pelo menos, uma dica, talvez.

Do nada, um vento forte soprou contra eles, o som do vento ficou alto, agora sim estava tudo acontecendo.

– Vento? Logo agora? – Suspeitou Jake. – À noite?

– Normalmente é a hora que faz mais frio, ou seja, faz mais vento. – Respondeu Michael. – Vamos.

O vento soprava em direção ao leste, todos seguiram o caminho do leste para achar o segundo vale.

Depois de um longo tempo, eles chegaram onde o vento parou de soprar, mas não havia nada por ali. Não havia sinal do portão, nem sequer havia a guardiã.

Todos pararam de caminhar e olhou em volta.

– É aqui? – Perguntou Michael.

– É aqui que o vento para de soprar... – Respondeu Jake.

– Mas nada mudou. – Retrucou Nicolle. – Não mudou nada, está escuro, tarde da noite, montanhas e mato em volta, não tem portão nenhum.

– Mas o vento parou de soprar aqui! – Exclamou Michael. – Acho que devemos esperar...

Todos tinham que concordar com oque Michael disse. “Por onde o vento sopra”. Oque a guardiã quis dizer com isso? Será que realmente tinham que esperar?

Resolveram parar para esperar que alguma coisa acontecesse. A noite ficou escura, cada vez mais tarde, era praticamente duas ou três horas da madrugada, portanto nenhum deles estavam com sono, estavam apenas cansados por andar praticamente o dia inteiro. Todos estavam sentados descansando as pernas, mas Jake estava de pé, Pelo jeito, Jake gostava muito de ficar de pé, era difícil ver ele sentado, a não ser que esteja muito cansado ou com sono.

– Acho que devia ter alguma coisa mostrando o lugar certo. – Disse Michael.

– Tipo uma placa dizendo: Vale da Misericórdia logo à frente? – Opinou Jake.

– Seria mais fácil, não?

– Seria muito mais fácil.

Nicolle estava sentada a frente de Michael, e estava olhando fixamente para o colar que Michael estava usando. Por tanto, ela não sabia ser discreta, então Michael percebeu que ela estava olhando para o colar. Ele colocou a mão no colar, olhou para o colar e logo depois levantou o colar para Nicolle.

– Bonito, né? – Michael perguntou para Nicolle. – É somente uma lembrança.

Nicolle estava admirando o colar, um colar de diamantes com o olhos de Hórus desenhado.

– Sim... – Ela confirmou. – Muito bonito... É da sua amiga que você quer resgatar?

–Sim. – Michael afirmou.

–Como ela se chama?

–Dorothy.

Mike resolveu entrar na conversa.

– É a minha irmã, também quero resgata-la. – Disse Mike.

– Oque aconteceu com ela? – Perguntou Nicolle.

– Isso foi a mesma coisa que eu me perguntei quando ela desapareceu. – Respondeu Michael. – Ela desapareceu em segundos, não pude ver quem a levou, ou como desapareceu, mas agora eu sei onde ela está, e quero resgata-la.

– Ela é sua amiga, entendo. – Disse Nicolle.

– Eu a considero mais do que apenas uma amiga... É como se fosse uma irmã que eu nunca tive, ou talvez, mais do que isso.

– Mais do que isso? – Perguntou Mike. – Como assim?

– Não quero falar sobre isso agora. –Retrucou Michael.

– Então tá.

Todos continuaram descansando e esperando por algum sinal, se houver algum sinal por ali. Esperaram por uma hora, então um vento soprou forte onde eles estavam, as nuvens do céu começaram a girar de uma forma grotesca, o vento começou a ficar mais forte e soprava cada vez mais alto, a nuvem estava girando e ao mesmo tempo descendo para o chão de onde estavam, formando um funil estreito, e assim surgiu um enorme tornado. O tornado era gigantesco, e pousou logo onde Michael e os outros estavam, praticamente a cinquenta metros de distancia, ou seja, perto de mais. O som do vento era enorme, praticamente, a única coisa que se ouvia ali era o sopro do tornado.

– Tornado? – Mike tinha que gritar para ser ouvido. – É isso mesmo?

– Sim, mas não está nos sugando e nem devorando tudo que está por perto – Disse Michael.

Diferente de todos os tornados comuns, aquele que destruiria tudo que havia pela frente, derrubando ou sugando todo a sua volta, esse era diferente, não destruía, não fazia nada de ruim, a única coisa que fazia era vento, somente isso, mais nada.

Do nada a guardiã do portal apareceu ao lado do tornado, apareceu sem nenhum “puf”. Sem clarão de luz ou explosão, apenas apareceu do nada.

– Você? – Perguntou Michael, gritando para ser ouvido. O vento estava forte, os matos e folhas das arvores se balançavam inclusive os cabelos de todos que estavam ali se bagunçavam por causa do vento. – Onde está o portão?

– Você está olhando para ele. – Disse a guardiã, e apontou o dedo para o tornado.

– Está dizendo que esse tornado é o portão?

– Sim. – A guardiã afirmou – Tem certeza que querem entrar?

– Sim. – Mike confirmou, gritando.

– Então, todos entrem no tornado...

– Temos que entrar nisso? – Retrucou Elizabeth, que também tinha que gritar para ser ouvida.

– Sim.

– Então vamos – Disse Jake. – Mas escute aqui velha, seu morrer dentro desse tornado, eu voltarei só para te matar.

Todos entraram no tornado gigante, viram que não fez nenhum efeito.

– Oque acontece agora? – Michael perguntou para a velha guardiã.

Ela não respondeu nada, apenas levantou seu cajado e fez um gesto esquisito, como se estivesse querendo “cortar o ar” e do nada, o tornado fez com que todos que estivesse dentro deles girassem como se estivesse sendo sugados pelo vento do tornado, eles giravam cada vez mais rápido, até não conseguir enxergar mais nada, apenas a cor branca do tornado. Michael sentiu seus olhos ficarem tontos.

Jake estava se sentindo enjoado por causa do tornado que o estava girando cada vez mais forte e mais rápido. Mike, Nicolle e Elizabeth estavam sentido a mesma coisa: enjoo.

Depois de praticamente três minutos girando sem parar, finalmente caíram em terra firme, caíram literalmente. Todos foram jogados pelo tornado, Michael, Elizabeth, Mike e Nicolle caíram de costas, Mas Jake caiu e bateu de cara no chão, a queda fez como oque Jake ficasse com o rosto um pouco ralado, mas não era nada grave. Jake se levantou cambaleando do chão

– Acho que aquela velha está querendo morrer. – Disse Jake.

– Por quê? – Perguntou Michael.

– Ela quase me matou!

Jake se levantou e limpou as calças. Todos observaram o local, pelo jeito estava de noite, pois Michael viu uma lua cheia brilhando no céu, mas não parecia uma lua branca normal, porque ela não era branca, sua cor era um vermelho escuro e era enorme, parecia que a lua estava literalmente muito perto daquele mundo, por causa dela, tudo era iluminado naquele vale. O céu estava completamente preto, tinha apenas uma estrela no céu e não se destacava muito no lugar de onde estava.

O vale da Misericórdia era realmente esquisito e difícil de explicar como era. Espinhos gigantescos eram brotados do chão, um do lado do outro ou separados de uma forma esquisita, o espinho tinham 50 metros ou mais de altura, eram tortos e pretos, a grossura dos espinhos era de surpreender, eram grossos e redondos, apenas a ponta era totalmente afiada. O chão era coberto por areias vermelhas, da mesma cor da lua e não havia sinal de coisas da natureza, nenhuma arvore ou mato, somente areias e espinhos. Sem falar que o vento continuava soprando forte por ali, levando poeiras aos olhos de Michael e dos outros. A guardiã apareceu do nada, novamente na frente deles.

– Você! – Exclamou Michael. – Porque dessa vez o portal foi um tornado gigante?

– Porque quando entra nesse vale, não poderá mais voltar. – Respondeu ela com um tom de frieza. – Terão que ir até o final, ou morrer tentando.

A criatura olhou para Michael com um olhar de frieza, como se o despreza-se.

– Só vim avisar uma coisa. – Disse a velha. – Existem coisas traiçoeiras nesse vale, cuidado em quem confia. – A guardiã disse a frase e depois simplesmente desapareceu sem deixar rastros.

Jake se aproximou, limpando a poeira da roupa depois da queda.

– “Existem coisas traiçoeiras nesse vale, cuidado em quem confia” – Disse Jake fazendo aspas entre os dedos. – Oque ela quis dizer com isso?

– Acho que ela quis dizer para não tocar outro sino na saída, isso pode ser perigoso.

Jake sorriu.

– É verdade. – Disse ele sorrindo. – Prometo que não irá acontecer novamente.

– Então vamos. – Michael os chamou, e começou a andar.

A viajem parecia durar por horas, ou pior, parecia durar por dias, Michael havia descansado bastante antes de entrar no vale, mas agora ele sentia dores nas pernas, aquela dor insuportável que faz as pernas tremerem de cansaço. O Vale da Misericórdia era tenebroso. O local era totalmente estranho, o caminho era marcado por enormes espinhos que brotaram do chão, esses espinhos eram enormes e grossos, tinham um tamanho de um prédio de vinte andares, claro que dava para andar livremente por ali, pois os espinhos eram separados um longe do outro. Michael ficou com medo de algum espinho brotar debaixo de onde ele está pisando, porque senão... Acho você sabe.

Enquanto Michael caminhava, ele percebeu uma coisa estranha, viu que seu pé não estava pisando no chão, estava meio que “pisando no vento” e ao mesmo tempo sentiu um frio na barriga, olhou para baixo e percebeu que estava na beira de um penhasco, e estava quase caindo, Michael começou a se equilibrar com apenas uma perna na beira do penhasco, balançava os braços desesperado tentando se equilibrar, ia gritar por ajuda, mas felizmente, Mike o agarrou pelo o ombro e o puxou de volta.

– Poxa, obrigado. – Michael agradeceu.

– Tome cuidado! Teve sorte de eu estar ao seu lado e ver você balançando os braços... Se não, você estaria morto. – Disse Mike.

Porém, os outros não perceberam que Michael quase caiu, pois já estavam na frente dele. Mike deu um leve tapinha nas costas de Michael e balançou a cabeça, como se dissesse: “Vamos continuar andando” . Havia apenas um caminho para seguir, então seguiram por esse caminho, o caminho era seguir em frente, para o norte. Michael e Mike conseguiram alcançar os outros e ficaram todos lado a lado.

Andaram por duas horas, sem descanso. Pelo incrível que pareça, a noite nunca ia embora, como se naquele vale não houvesse dia. A noite era vermelha por causa da cor da lua, que era a única coisa no céu que iluminava aquele vale.

Depois dessas duas horas caminhando, Jake percebeu uma coisa que o chamou a atenção, estava usando seus olhos de águia e viu a cerca de quilômetros ao leste, uma pessoa, uma pessoa que estava viva, mas não parecia está muito bem. Estava sentada no chão escorada em um espinho, de pernas cruzadas e olhando para o chão de forma desprezível.

– Tem uma pessoa viva por aqui! – Exclamou ele.

– Serio? – Perguntou Michael. – Onde?

– Por aqui, Venham. – Jake os chamou balançando as mãos fazendo o sinal para o seguirem.

Chegaram ao local depois de um longo tempo, viram que o garoto continuava sentado escorado em um espinho gigante, de pernas cruzadas e olhando para o chão com se não se importasse com nada.

Nicolle se aproximou, olhou para a pessoa e seus olhos se iluminaram em alegria, lagrimas de felicidade escorreram em seu rosto. Ela reconheceu aquela pessoa.

– Andy? – Perguntou ela. – É você mesmo? – Andy é um cara alto, magro, olhos castanho escuros, cabelos negros e longo, pele branca, aparentava ter 18 anos. Usava uma roupa de arqueiro, a mesma roupa que usava quando estava no grupo de Nicolle no vale da penumbra.

– Então você sobreviveu? – Continuou Nicolle. – Como se sente? – Ela fazia uma pergunta atrás da outra, mas Andy não respondia, apenas olhava para o rosto de Nicolle com olhares mortos.

– Conhece ele? – Perguntou Jake.

– Sim, é um do meu grupo, aquele que ficou no vale na penumbra.

– Ele não parece muito bem. – Disse Elizabeth.

Andy não falava nada, apenas olhavam para todos que estavam no local, abaixou a cabeça e continuou sentado. Nicolle se virou e olhou para Michael.

– Michael... – Nicolle chamou a atenção de Michael. – Porque seu colar está brilhando?

Michael olhou o colar e realmente ele estava brilhando uma cor branca, Michael ficou preocupado e a primeira coisa que fez foi sacar a espada.

– Tem algum Spiker por perto. – Michael confirmou.

Notas finais
se gostaram, divulguem? ou add aos favoritos? espero reviews e me falem qual são os erros que estou cometendo... obrigado!