Sombras Da Luz

3 Capítulo 3: Conversando com o filho do demonio


Notas iniciais
Vcs verão alguns erros, podem me falar que irei corrigir aqui no pc e se for possivel eu revisarei aqui tbm. espero que gostem :D
criticas construtivas são sempre bem-vindas

Michael estava caminhando pelas ruas de Vitória da Conquista completamente nervoso, pensando em oque deveria fazer para ir ao outro mundo, o mundo dos Spikers. Era 6 da tarde e Michael estava nas ruas, até perceber que seu colar estava brilhando e o desenho do olho estava piscando uma cor vermelha, piscando cada vez mais rápido. Lembrou que isso aconteceu na sala de aula. Então já sabia quem estava por perto. Olhou para trás, não viu nada, olhou pra frente, também não, olhou para os dois lados e também não viu nada, nenhum sinal do homem das sombras. Então ele abaixou a cabeça e começou a andar.

- Olá, Michael. –Michael ouviu uma voz grave — como andas?

-com as pernas. Otário. – retrucou Michael com um tom de raiva.

- haha, você é muito engraçadinho Michael.

- quem está ai?

Não houve resposta. Então Michael continuou o seu caminho. Depois que caminhou cinquenta metros. Michael parou. Olhou para o colar, o colar estava pulsando. Ele achou estranho e deu mais um passo e se esbarrou em um homem alto.

-Desculpe, estou meio distraído. — disse Michael.

-não foi nada. — a voz do sujeito era grave e sombria. Michael olhou pra cima e viu o homem olhando pra ele, sorrindo.

- é você. — disse Michael

-Sim... sou eu- disse o Sujeito

-Alucard.

- foi você que raptou a Dorothy, me diga o porquê, e onde ela está. — Perguntou Michael.

- A Dorothy está no outro mundo agora. O mundo dos Spikers. Trancada em cativeiro.

-Por quê? Porque você fez isso? Não é a min que vocês queriam?

-Não posso explicar tudo agora. Vá para a Tancredo Neves, exatamente a meia noite, quando ninguém estiver olhando e certifique-se que ninguém estará te seguindo.

- e quem vai querer me seguir?

- apenas vá. Sozinho.

O Alucard desapareceu. Michael ficou se perguntando o porquê queria vê-lo a meia noite? Porque não agora? Não conseguia pensar direito. Caminhou até sua casa.

-Cheguei- Gritou ele

Ninguém respondeu.

- alguém ai?

Houve um silencio, não tinha mais ninguém em casa. Onde estavam? A porta da casa se abriu uma mulher com uma sacola de compras apareceu. A mulher tinha cabelo preto, longos e lisos olhos verdes escuros. Estava usando um vestido vermelho e salto alto

- Boa tarde, filho- disse a mulher

- Boa tarde mãe. Cadê o papai?

- está trabalhando. Onde esteve o dia todo?

- passeando.

- hmm... Onde?

- pelas as ruas- Michael não sabia mentir. Mas parece que sua mãe acreditava.

-ahh legal.

Os dois jantaram exatamente as 7:00 da noite, seu pai havia chegado e eles havia jantado juntos. Depois de jantar, Michael subiu para o seu quarto, ligando seu computador. Acessou vários sites, fez pesquisas sobre vampiros, lobisomem e todos os sites dizem que são apenas mitos, não são realidade. São apenas estórias inventadas pelas pessoas que não tinha oque fazer. Até achou vários filmes e novelas. Mas claro, nada daquilo era real para eles.

Olhou para o relógio. Era exatamente as 11:50 da noite, havia somente dez minuto para o encontro. Colocou um casaco de couro preto, calça jeans rasgados, colocou a toca do casaco e caminhou até a sala olhando para todos os lados certificando-se que ninguém iria vê-lo saindo, saiu de fininho nas pontas dos pés, abriu e fechou a porta de saída devagarinho.

Então caminhou pelas ruas silenciosas de vitória da conquista, estava fazendo um vento frio lá fora. Michael andava com as mão nos bolso no meio da rua.

Chegou à praça. Não havia ninguém, o lugar estava completamente isolado. Então ele se sentou no mesmo banco de uma semana atrás. Passou-se 30 minutos esperando. Estava quase indo embora. Quando seu colar começou a pulsar novamente.

– Você realmente veio. – Alucard havia chegado do nada, estava do lado de Michael.

–você está atrasado- disse o Michael

Alucard se sentou do lado de Michael, no mesmo banco.

–por que você a raptou?- Michael foi direto ao ponto

– Ela tem um poder, um poder que só ela tem. E só ela sabe usar – respondeu Alucard.

–que tipo de poder?

– ela é a única que pode se transportar pelo os dois mundos. Nós queremos usa-la abrir a porta do nosso mundo e vir para este.

–vocês querem destruir esse mundo? É isso?

–não queremos destruir, queremos governar.

Michael ficou quieto

–o que eu faço para ir ao outro mundo?- Perguntou Michael.

Ninguém respondeu. Tudo ficou quieto. Michael olhou para o lado, não havia nada, nenhum sinal do Alucard.

–como sempre esse maluco está desaparecendo. — Disse.

Michael se levantou. Soube que ia ter que tentar achar a resposta sozinho. Então voltou para casa. Começou uma chuva forte, com relâmpagos e trovões. Michael continuou andando sem se importar com a chuva. Estava encharcado, tinha água até dentro dos sapatos. Chegou de volta em casa. completamente molhado. Tomou um banho. Trocou de roupa. E foi dormir.

O seu telefone tocou.

– Alô – Michael atendeu.

–Olá Michael. – disse o homem do outro lado da linha.

–quem é você?

–não posso falar quem eu sou agora, mas posso te ajudar a recuperar a Dorothy.

–como?

–me encontre no centro da cidade, amanhã as 10 da noite.

–no centro? Mas em que lugar?

O homem do outro lado da linha desligou... A chamada acabou

Quem era esse? E como sabia meu numero? Esses foram os únicos pensamentos de Michael. Estava cansado de mais para pensar, então foi dormir.

Como sempre acordou as 7:30, estava sem vontade de ir para o colégio, simplesmente se levantou, tomou seu café da manhã, e saiu. Michael estava andando pelas as ruas da cidade ouvindo seu mp3 e pensando no homem que havia ligado na noite anterior. Quem era ele? A voz daquela pessoa não era nada familiar. Então quem era?

Estava muito calor na cidade, então Michael parou em um restaurante e comprou uma Coca-Cola bem gelada. Michael estava atravessando a rua do bairro, quando ele virou a cabeça para o lado direito e avistou um Ônibus buzinando e correndo em direção a ele. O ônibus estava quase o atropelando quando Michael sentiu uma mão o empurrando para o lado da calçada, então Michael olhou para os dois lados e não havia ninguém além do ônibus virando a esquina, quem o havia salvado? Para Michael isso foi um milagre, nada mais.

Michael estava ansioso para se encontrar com o homem que havia ligado para ele. Ele sabia como encontrar a Dorothy, sabia oque tinha que fazer para ir ao outro mundo. Para o tempo passar mais rápido Michael fez tudo para se distrair, foi em livrarias, lojas de jogos, shopping, mas parecia que o tempo passava cada vez mais devagar. Então decidiu voltar pra casa pra dormir um pouco, só assim o tempo iria passar mais rápido. Chegou em casa.

- Oque está fazendo aqui?- Perguntou a Tereza- não devia ir para escola?

- não fui pro colégio – respondeu Michael e foi direto para o quarto.

No seu quarto Michael colocou o despertador para despertar as 9:00 da noite, deitou-se na cama, mas não conseguia dormir. Pegou um livro e começou a ler, logo depois caiu no sono.

Acordou atrasado para se encontrar com o homem anônimo. Michael achou estranho se perguntado o porquê que o despertador não despertou na hora certa, olhou tudo e viu que colocou para despertar às nove da manhã e não da noite. Michael sempre foi lerdo em alguns aspectos. Então ele se levantou e com muita pressa colocou seu casaco de couro, suas calças, seu tênis, seu celular e saiu de casa correndo. Ele estava caminhando depressa, então o seu celular tocou.

-Cadê você Michael? Você ainda não chegou. – disse o homem do outro lado da linha.

- Desculpe, perdi a noção do tempo. — Respondeu Michael.

- então estou te esperando, venha rápido.

- mas você me disse que era pra eu ir ao centro da cidade. Mas não disse em que ponto iriamos nos encontrar.

- apenas fique por lá, o resto deixa que eu resolvo para te encontrar.

- mas quem que é voc...

O homem desligou.

Michael havia chegado ao centro da cidade, estava parado, sentado na calçada da rua, quase ia dormindo de tanto esperar. Então alguém o cutucou.

- eai Michael. — disse o sujeito

Michael o reconheceu por causa da voz, era a mesma do telefone, mas não podia acreditar que era apenas um garoto, com mais ou menos 15 anos de idade.

- você é o cara do telefone?- perguntou Michael

- pode me chamar de Mike.

- então, como sabia meu numero e como sabe quem eu sou e como sabe que quero resgatar a Dorothy?

- primeiro quero o meu “obrigado”

- porque obrigado?

- porque se não fosse por mim, hoje você seria morto por aquele ônibus.

- então foi você?

- sim fui eu.

Michael achou isso completamente estranho, não havia ninguém perto dele naquela hora. Mas isso não importava.

- você estava me seguindo? – perguntou Michael

- sim, estava para ver se você não se metia em confusão.

Michael começou a tossir. Estava fazendo muito frio do lado de fora.

-você ainda não respondeu a minha pergunta. Como você sabe meu numero e meu nome? E como sabe que quero recuperar a Dorothy? – perguntou ele.

- eu sou do outro mundo. – respondeu Mike

- o mundo dos spikers?

- isso mesmo, eu estava lá, preso no mesmo cativeiro que a Dorothy.

- então você a conhece? – Michael olhou para ele sentindo um alívio.

- sim, conheci a pouco tempo. Quando ela chegou lá eu estava planejando para fugir.

- e por que você não a trouxe junto? – Michael perguntou e dessa vez já estava com um tom de raiva.

- falha nos meus planos. Não deu para trazê-la, então ela me disse “volte para a terra e procure por Michael Thompson” depois ela me deu seu numero.

- então foi isso.- Michael abaixou a cabeça, estava triste em saber que não iria ver a Dorothy por tão cedo.

- eu quero ajuda-la sair de lá. Também quero resgata-la, eu a prometi que iria voltar. E sempre cumpro minha promessa. – disse o Mike

Michael sentiu outro alivio e depois olhou com um sorriso para Mike.

- serio? Você irá me ajudar? –perguntou

- sim irei.

- mas a Dorothy é a única que pode se transportar entre os dois mundos, como você veio parar aqui? — Michael ficou curioso

- A Dorothy não é a única, é uma das únicas. – Mike respondeu.

-Então oque você é? — Michael voltou com outra pergunta.

Houve um silencio de dez segundos.

- Sou um Alquimista. O único que restou.

- alquimista? – Michael ficou tenso. – então, indo direto ao ponto, como iremos ir para o outro mundo?

Mike se levantou.

- Por aqui. – disse ele. – me siga.

Michael levantou-se e o seguiu. Andaram pelas ruas quietas de vitória da conquista, passaram por um beco totalmente escuro, atravessaram uma rua e chegou a um terreno. Michael olhou e examinou o local

- oque estamos fazendo aqui? Esse lugar só tem areia. — perguntou Michael

- é aqui que partimos- Mike respondeu.

- mas como?

Mike não falou nada, simplesmente andou para frente, colocou o dedo na areia do chão e desenhou uma estrela gigante de cinco pontas com um circulo em volta.

- porque está fazendo isso? É algum tipo de ritual?- perguntou Michael

- não, não é nenhum ritual, somente a entrada para o outro mundo.

A estrela brilhou em uma cor vermelha.

- Venha- Disse Mike

Michael foi para a estrela, Mike colocou as duas mãos no chão, murmurou algumas palavras que Michael não entendeu. O chão tremeu, um circulo gigante estava ao redor deles.

- HEY MICHAEL- Mike teve que gritar para ser ouvido – eu não estarei junto quando estivermos lá, iremos parar em lugares diferentes. Procure por min, estarei fazendo o mesmo.

Michael ouviu tudo que Mike disse, estava disposto a isso, afirmou com a cabeça e um brilho branco apareceu. Estavam de partida para o outro mundo.

Michael acordou no outro Mundo, em um lugar que havia muitas arvores altas e retas. Era um cenário tenebroso, estava ventando muito naquele lugar a única coisa ouvia era o sopro do vento, estava fazendo muito frio, mas Michael estava usando um casaco de couro, então não estava sentindo muito frio. Ele se levantou tonto, mas lembrou que teria que procurar por Mike que estaria em algum lugar, poderia está longe ou estar perto.

Michael começou a andar no meio do nada por duas horas, não conseguia sair dos campos das arvores, estava sentido sede, mas não havia água por perto, sua barriga estava roncando de fome, mas não tinha nada para comer naquele lugar deserto. E também estava cansado, mas tinha que continuar, continuou caminhando pra frente, parecia que a viajem nunca teria um fim, o lugar era escuro, tinha uma nevoa densa, muitas arvores altas, semelhante arvores de eucalipto, só que muito mais altas. Michael estava quase desmaiando de cansaço, mas se esforçou para não cair, ninguém consegue ficar andando por duas horas sem parar pra descansar. Michael parou por somente três minutos, escorou em uma arvore e sentou-se encolhido e pensativo.

Seus olhos estavam olhando fixo á sua frente. Estava tudo muito quieto. Não ouvia mais nada além da sua respiração e o sopro do vento. Quase caiu em sono profundo quando ouviu um som, um som de pegadas, alguém estava vindo, Michael se levantou e se escondeu atrás da árvore. Os passos estavam acelerando, Michael soube logo que alguém estava correndo, mas do que? E quem era?