Notas iniciais
Olá pessoas! Que saudades de escrever essa história! hahah Eu peço desculpas a vocês que acompanham a história. Devo confessar que eu literalmente esqueci que a estava escrevendo! :x Ultimamente estive ocupado também, mas agora eu voltei com um novo capítulo e tudo voltou a ficar bem, rs. Espero que gostem do capítulo, e tentarei voltar a rotina de publicar um capítulo por semana. Boa leitura! ;D

As pessoas boas dormem muito melhor à noite do que as pessoas más. Claro, durante o dia as pessoas más se divertem muito mais.

– Woody Allen

Brad

Brad acordou sem fôlego naquele dia. As imagens do sonho o perturbavam. Mas era mesmo sonho?

Se apressou em sair do quarto, precisava encontrar o seu pai e perguntar. Aquelas imagens foram muito reais para serem um sonho. Brad estava com medo de ter perdido o senso da realidade.

Encontrou o seu pai na cozinha fazendo o café da manhã. Pelo cheiro, provavelmente era omelete.

– Bom dia. – Ele disse sem olhar.

Brad se sentou na mesa. Juntou os dedos, impaciente.

– Pai, preciso saber se não estou ficando louco.

Seu pai parou de repente o que estava fazendo. Desligou o fogo do fogão e se sentou à sua frente.

– Por que acha que está ficando louco? – A seriedade e a preocupação assustaram Brad.

Apesar disso, ele continuou.

– Eu não sei se foi sonho ou realidade essas imagens que me atormentaram essa noite.

– Que imagens foram essas? – Seu pai estava muito mais interessado do que ele esperava. Aquilo começou a lhe preocupar.

– Pai, tem alguma coisa acontecendo?

– Continue. Só assim poderei saber se há alguma coisa acontecendo.

Nunca em um milhão de anos Brad esperava ser tão surpreendido por uma resposta do pai. Ele gelou da cabeça aos pés. Havia alguma coisa sim, mas ele esperava que fosse apenas intuições equivocadas.

– Pai, eu sonhei que algo muito estranho acontecia. Eu sonhei com corpos caindo do céu e se partindo contra o chão. Sonhei também com Tassy lendo um livro sobre revolução. Eu vi pessoas revoltadas e um cartaz no céu escrito “querem desenterrar o passado? Já fizemos isso para vocês!”. Por favor, me diga a verdade. Eu já não sei o que aconteceu.

O velho senhor Lenon deu um sorriso triste. Os Jackson daquela família tinham uma característica amável, que era o sorriso reconfortante. Todos os Jacksons eram morenos, mas Brad era loiro, de pele bem clara. Ele puxou à sua falecida mãe, com traços leves e cabelo cor-de-mel. Mas todos dizem que ele tem o sorriso dos Jacksons. Esse sorriso é um alelo dominante que vai durar por muitas gerações.

O seu pai levantou e pegou uma caixa, daquelas de ferro que já serviram para guardar bombons, no armário dos alimentos. Era ali que ele guardava o seu dinheiro para compras em pequenas quantidades. E então, foi até a gaveta do armário de louças e pegou uma faca. Ele depositou a caixa e a faca na mesa. E então fez algo que gelou ainda mais o coração de Brad.

Ele pegou em sua mão.

– Meu filho – ele começou -, tudo isso foi um sonho, sim. Nada disso aconteceu de verdade. Não houve corpos caindo do céu ou cartazes com afrontas. Isso foi um sonho... Um sonho que você irá esquecer.

– Eu não estou entendendo...

Brad se interrompeu ao ver o pai abrindo a caixa. Ele retirou todo o dinheiro e deixou a caixa vazia. Então pegou a faca e forçou o fundo do recipiente. Fez pressão, e então uma plaquinha de ferro, que deveria ser o fundo da caixa, se soltou e revelou um pequeno compartimento secreto. Dentro haviam fotos velhas... Fotos de um homem que ele não conhecia, mas o sorriso dos Jacksons se fazia presente em suas características faciais.

– Quem é ele? – Brad quis saber.

– Kevan Jackson. Seu tio.

– Eu só tenho dois tios. Amélia e Jonathan.

– Não. Você tem três.

– Então porque eu nunca ouvi falar dele?

– Porque Kevan tem uma história infeliz com um final infeliz. Guardei essas fotos por toda a minha vida porque eu não queria me desfazer das lembranças do meu irmão mais velho.

– Pai, que relevância tem isso...

O pai o interrompeu.

– Eu temo que esteja se repetindo a mesma coisa com você. Seu tio começou a ter sonhos assim na mesma idade que você. Como essa já é a quinta vez que você me pergunta isso, já não tenho mais dúvidas.

– Quinta? Do que você tá falando? É a primeira vez que eu pergunto isso.

– Não, filho. Toda noite você tem um sonho diferente e esquece o anterior. E esquece também das nossas conversas de manhã. Você lembra do sonho na noite passada?

– Eu não tive sonho noite passada...

Seu pai olhou para o chão, evidentemente preocupado.

Brad sentia seu coração palpitar cada vez mais intensamente. Ele precisava saber o que estava acontecendo, se não, enlouqueceria. Então pegou uma foto do seu tal tio, uma em que ele estava na praia sentado na areia e a sacudiu na frente do pai.

– Quem era ele? Por que nunca ouvi falar dele? O que aconteceu com ele!?

O pai pegou a foto da mão do filho e a olhou com olhar melancólico.

– Ele era uma pessoa extraordinária. Nunca ouviu falar dele porque eu tive medo de acordar lembranças dolorosas. O que aconteceu com ele? Bom, Kevan teve uma série de sonhos que passavam a não existir no dia seguinte. Os médicos não souberam bem o que era. – Uma lágrima escorreu de seu olho. Brad prendeu a respiração. – Em seguida, ele enlouqueceu.

Kate

A sua irmã está viva e foi sequestrada. Ela precisa de você, mas tome cuidado. Procure Linda Ross. Jasper te amava e amava os seus irmãos. Ele se arrependeu de seus erros e faria tudo diferente.

Kate repetia essas frases pra si mesma desde que saiu da delegacia no dia anterior. Agora estava com o endereço do tal Taylor e podia dar o recado do Jasper. Dug pediu para ir com ela, alegando que essa gente poderia ser perigosa, mas ela disse que não precisava. Ela viu o olhar do homem, sabia que cada palavra era sincera. E gostaria de fazer aquilo sozinha. Estava apertando o papelzinho do endereço que o xerife havia dado a ela impacientemente. Estava nervosa por se encarregar de dar o recado. Mesmo assim, seu desejo era fazer isso sozinha.

Chegou a um ponto em que não sabia mais para onde ir. Viu uma menina baixa, com cabelo cacheado longo e expressão infeliz passando por ela.

– Com licença – ela encostou a mão no ombro da menina para fazê-la parar. – Poderia me informar onde fica este local? – ela mostrou o papel suado com o endereço.

A menina hesitou um pouco, olhando de Kate para o papel em sua mão.

– Ah... sim, conheço. Fica aqui perto. Só é enrolar aquela esquina da direita e enrolar novamente, só que na esquina da esquerda.

– Muito obri... – a menina já fazia menção de ir embora, mas Kate a parou novamente – Ei, espere. Qual é o seu nome?

A garota olhou para os lados, como por precaução.

– Tassy. – e então foi embora.

Kate observou a garota ir embora. Ela sabia quando alguém tinha problemas, e aquela menina com certeza tinha. Prometeu a si mesma procura-la e tentar ajudá-la depois, já que ficaria um mês na cidade, talvez tivesse tempo de fazer algum bem.

Então ela seguiu caminho, enrolando nas duas esquinas como Tassy havia lhe orientado. Chegou uma rua que só tinha casas brancas, quase impossível de diferenciar uma da outra. O que as distinguia eram os números. Kate foi até a casa de número 124 e bateu três vezes. Seu coração começou a acelerar quando ouviu passos. A porta se abriu e um homem apareceu, alto e bem vestido.

– Ah, oi. Eu tenho um recado pra você. Do cara que faleceu. – ela disse sem pensar.

– Mas gente, agora eu recebo mensagens do além? – o homem deu uma gargalhada. – Acho que eu não sou quem você veio procurar, coração. Taylor saiu. Prazer, sou o Anthony. Pode me chamar de Tony – ele estendeu a mão. Kate a apertou, nervosa. – e você é?

– Kate. Kate Dara Blast.

– Ótimo. Nome completo. Porque não entra? Ele chega a qualquer momento.

Kate se acomodou no sofá e observou a sala. Nada estava no lugar devido. Parecia que não havia muito tempo que estavam lá. Haviam caixas espalhadas ainda, mas a casa se mantinha longe de poeira.

– Então... vocês moram juntos? – Kate perguntou. Talvez fossem um casal.

O homem chamado Tony deu outra gargalhada.

– Não somos um casal gay, se é isso o que você está pensando. Taylor pode até ser bonito, mas não caí em suas graças. E presumo que ele também não caiu nas minhas.

– Então são amigos... que moram juntos?

– Nem isso. Estou cuidando dos irmãozinhos dele que estão dormindo lá em cima. Não sabia que fuso-horários poderiam ser abalados a distancias tão curtas. – ele suspirou. – Taylor foi resolver alguns problemas no funeral do moço que morreu ontem. – ele olhou para ela com um olhar intrigado. – Você era a garota que estava presente na hora da morte do Jasper, não era?

Kate hesitou, mas assentiu.

– Sim. Eu e meu amigo Dug.

– Ele morreu com uma bala no estômago como dizem?

– Sim.

Tony resolveu se sentar ao seu lado no sofá.

– Você não teve nada a ver com isso. Ou teve?

Kate se levantou de súbito, irritada.

– Claro que não! Eu atropelei ele sem querer e eu... – ela parou de falar ao se dar conta do que havia dito. – mas foi só porque eu não estava olhando para a pista na hora...

– A senhorita dirige sem olhar a direção que está seguindo? Isso deve ser bem interessante de se observar.

Burra Burra Burra!

– Você não sabe o que aconteceu.

– Não sei mesmo. Poderia me contar?

– Não sou suspeita de nada, pode perguntar ao xerife. Eu vim aqui apenas para dar o recado.

– Tudo bem. Tem o direito de permanecer calada. – ela retribuiu com um olhar cortante. – Foi mal. – ele deu um risinho. – quer alguma água ou qualquer outra coisa liquida qualquer? — Kate recusou com um aceno de cabeça.

E assim se seguiram trinta minutos. Tony falando de algo sem relevância vez ou outra e Kate dando respostas irrelevantes também. Tony era uma pessoa legal, no fim das contas. Suas conversas inteligentes somadas às conversas divertidas de Kate davam um resultado legal.

Em uma hora ele disse que já havia se apaixonado, e que era esse o motivo de ter ficado naquela cidade. O nome dela era Ariel, mas a garota desapareceu e ninguém mais teve notícias suas. Tony decidiu esperar por ela, por qualquer pista do paradeiro dela, mas nada apareceu.

Um ano se passou e então ele decidiu montar um negócio chamado Shadowvile Entertainment, com o dinheiro que os seus pais lhe deram. Montou parque, Shopping e teria até montado um parque aquático se fosse possível.

Já Kate, ela contou porque estava ali. Falou sobre a coluna que iria estrear e que pretendia começar as entrevistas com os familiares dos desaparecidos no dia seguinte. Claro que a coluna tem que ser além disso, e ela terá que acrescentar muitos detalhes mentirosos.

– Não tem medo que isso manche sua reputação? – Perguntou Anthony enquanto dava a ela uma xícara de chá que ele mesmo fez.

– Claro que tenho. Mas eu estou fazendo isso porque o meu destino poderia ser muito pior se eu recusasse. Os detalhes mais sórdidos seriam expostos, no que acabaria tanto minha carreira jornalística como moral. Posso parecer lenta e destrambelhada, mas eu penso nas coisas. Se eu fosse apenas isso, não estaria em uma redação.

– Detalhes sórdidos? Não vou nem perguntar do que se trata. – ele deu um sorriso malicioso. — Mas, diga-me, como descobriu essa cidade? Ela deveria ser praticamente esquecida por questões do separatismo. Se o prefeito e demais homens do governo da cidade descobrirem, não vão gostar nada disso.

– Na verdade, eu e meu colega de trabalho escolhemos a cidade através de uma aposti... – Kate se interrompeu ao ouvir um grito agudo de criança no andar superior.

Anthony levantou-se do sofá agilmente e correu degrau acima. Kate foi atrás. Chegando ao fim da escada, foram até a porta de um quarto no que Kate presumiu ser o quarto dos irmãos mais novos de Taylor, dos quais Tony havia falado.

Tony abriu a porta e Kate viu uma menininha chorando segurando um animal de pelúcia rasgado. Havia espuma do enchimento no chão. O menino mais velho tentava confortá-la envolvendo-a em seus braços.

– O que aconteceu? – Tony perguntou, alarmado.

– Ela... rasgou o Pilo! – A menininha soltou outro lamento de partir o coração.

– Ela? – Tony olhou cautelosamente para Kate.

Kate pestanejou ao perceber o que lhe passava pela cabeça.

– O que...? Você acha que fui eu? Eu estava com você o tempo todo!

– Não foi ela – dessa vez foi o garoto mais velho que respondeu. – Foi uma menina, mais ou menos da idade da Sam. Ela estava aqui no quarto.

– Isto não faz sentido. – Tony enrugou a testa. – como uma garota aparece e desaparece assim? – Ele entrou no quarto e olhou em volta. – quero saber o que realmente aconteceu aqui, Rupert.

– Eu já falei. – O garoto parecia começar a se irritar. – Você não tem direito de fazer exigências a mim. Você não é nada meu.

– Sou amigo do seu irmão e estou cuidando de vocês. O que ele vai achar quando vir esta cena? Vai achar que eu rasguei o boneco e obriguei vocês a contarem uma história sem cabimento.

– Pilo era cachorro! – a pequena protestou.

– Que seja. Agora me digam, o que realmente aconteceu?

– Já falei! Uma menina entrou aqui e rasgou o Pilo da Sam. Eu não vi no exato momento, só acordei a tempo de vê-la pular pela janela. – ele apontou a janela oriental do quarto.

– Isso é estranho. – Tony olhou pela janela, mas pela sua expressão, não havia encontrado nada. – será que tiveram alguma alucinação?

– Isso pode decorrer de distúrbios do sono ou coisa do tipo. A menina pode ter rasgado o urso acidentalmente durante o sono. – Kate se intrometeu.

– Era um cachorro! – protestou a pequena novamente.

– E quem é você? – perguntou Rupert.

Tony se adiantou antes que Kate respondesse.

– Ela veio ver o seu irmão para tratar de alguns negócios na cidade. – Tony olhou em volta novamente, como que na esperança de ver a tal menina que rasgara o bichinho de estimação da garotinha. – Ah, OK. Sei que essa é a única história que sairá de você, Rupert. Se foi você quem rasgou o bichinho de pelúcia da Samantha, é melhor contar ao seu irmão.

Rupert se conteve na sua fúria e não disse uma palavra.

Quando desceram para a sala, Kate olhou o relógio em seu pulso e viu que havia esperado demais.

– Acho melhor eu ir. Amanhã eu venho de novo. – Tony se preparava para objetar quando ela abriu a porta e deu de cara com um homem do outro lado. A visão a deixou sem fôlego, ela não soube o porquê.

Taylor Sure era um homem bonito. Mas bonito do que ela havia imaginado. Era mais velho do que Tony, e mais próximo de sua idade. Se deu conta de que as orelhas dele estavam em chamas de tão vermelhas quanto as suas. Ela corou. Saiu da sua frente e o deixou passar.

Taylor deu passos cautelosos para dentro da casa, com os olhos em Kate. Ele olhou para Tony rapidamente e novamente para ela.

– Ah – ele começou. – pois não?

– Taylor... Taylor Sure. Tenho uma mensagem de Jasper. – as palavras saiam difícil. Então ela fechou os olhos e se pôs a recitar a frase que estava decorando. — A sua irmã está viva e foi sequestrada. Ela precisa de você, mas tome cuidado. Procure Linda Ross. Jasper te amava e amava os seus irmãos. Ele se arrependeu de seus erros e faria tudo diferente.

O prefeito

Ser prefeito em Shadowvile era mortalmente cansativo. Graças ao bom Deus estava deitado em sua cama depois de um longo dia.

Jake era obrigado a falar com pessoas o dia inteiro, tanto pessoalmente como no celular. Agora haviam surgidos novos imprevistos que estavam abalando a cidade e que, claro, cabia a ele resolve-los ou abafa-los.

Ficou sabendo por um de seus urubus que três forasteiros haviam chegado na cidade, um deles trazendo irmãos mais novos. Estão confundindo esta cidade com um local para férias.

Jake Williams tinha absoluta certeza de que a morte do velho Jasper tinha haver com esses forasteiros. Não que estivesse reclamando, o velho era uma pedra no sapato. Deu para cismar com ele nos últimos meses depois que aquela outra forasteira chamada Doreen havia chegado. Ele e ela eram estorvos. Ainda bem que já estão fora de cena.

Se livrar de pessoas para Jake era uma coisa prazerosa. Prazerosa e assustadora.

Raramente Jake precisava se livrar de pessoas, por isso a vontade o preenchia frequentemente. A abstinência daquilo o deixava insano. Para evitar a insanidade, ele satisfazia suas vontades com pessoas que ele achava que mereciam.

Já faziam um mês desde a última vez. Jake estava começando a ficar nervoso e impaciente.

Não conseguiu dormir naquela noite. Tentou resistir ao máximo à tentação. Fechou os olhos com força e ficou de barriga para cima, sem cobertas lhe cobrindo. Sentia que estava quase adormecendo, quando sentiu uma presença. Se pegou com medo demais para abrir os olhos. Tem alguém aqui comigo.

Jake escutou vozes fantasmagóricas sussurrando. Tinha certeza de que estava acordado, mas não se atrevia a abrir os olhos. Um arrepio subiu pela espinha quando sentiu algo tocar o seu pé. Sem abrir os olhos, pegou suas mantas e se cobriu, como uma criança faria quando está com medo do escuro.

As vozes insistiam, Jake estava apavorado.

– Vão embora! – A voz saiu quase como um sussurro. Sua garganta estava seca.

Então os sussurros pararam, mas a presença continuava ali. Ele sentia que se aproximavam.

– Não resista – Uma das coisas falou numa voz quase inaudível. – Faça. Faça.

O eco foi repetido por todas as outras presenças no quarto. ­Faça. Faça, diziam as vozes. Estou ficando louco. É a abstinência da sensação. Estou enlouquecendo de novo!

– Abra os olhos e veja seus iguais. – A voz pediu.

– Não. Não quero.

– Abra os olhos e veja suas vítimas. Queremos mais irmãos.

– Não abrirei! Vão embora!

– Faça! Faça! Faça!

Faça começou a ecoar novamente. Jake sentia o coração na boca. Faça.

Então ele abriu os olhos e viu.

– Eu faço.