Sombras

2 Capítulo 2


Notas iniciais
Espero que gostem. Não esquece de comentar, sugestões slá kkk ajuda muito :)

Eu não aguentava mais correr, estava encharcada devido a forte chuva que tinha caído do céu naquela noite. O vento balançava as árvores da floresta, fazendo eu me arrepiar. Olhei para trás, não pude ver se ele ainda me seguia, então continuei a correr com todas as forças que ainda me restavam. Na saída para a rodovia, vi que alguém me aguardava lá. Era meu pai, com uma lata de cookies e um cobertor.

Acordei com o despertador gritando e pulando ao meu lado. Como todos os outros pesadelos, esse teve um final reconfortante. Pensei. Levantei, lavei o rosto, troquei o pijama por uma calça jeans e uma regata azul, prendi meu cabelo preto num rabo de cavalo e desci pra tomar café.

Minha mãe estava viajando a trabalho, então isso só podia significar: nada de coisas sem glúten e sem açúcar. Depois de comer a torrada e bebericar o suco de laranja, observei que tinha um pacote de presente em cima do sofá. Corri até lá. Não estava aqui ontem a noite, estava? Claro que não, eu me lembro de Judith, Louis e eu cobrir o sofá com pizzas e katchup.

Era um pacote pequeno, virei ele na minha mão e de dentro saiu um colar.Ele era de prata, redondo com vários círculos no meio e uma pedrinha violeta do tamanho de uma gota no centro. Procurei por um cartão, sem sucesso.

–Tem certeza que já não estava aí? ou que não foi sua mãe? — perguntou Louis revirando o colar.

Balancei a cabeça.

–Já sei, vamos levar para a Zoey. Ela pode descobrir de onde veio, ela conhece essas coisas como a palma de sua mão.- disse Judith

–Você realmente acredita nas coisas que ela diz que faz?- perguntei.

–Você não?

E lá estávamos nós, indo visitar Zoey. Ela tinha uma loja de artigos místicos no centro da cidade, e era uma grande amiga de Judith. Ao descermos do carro de Louis, avistamos a loja. Era um pequeno estabelecimento espremido entre duas lojas de roupas, sua pintura estava um tanto gasta, mas garanto que a um bom tempo atrás as paredes tinha a pintura de um azul-celeste. Na placa podia se ler:

Angel’s Artigos Místicos

Entramos, fazendo o sino que pendia na porta balançar. As paredes no interior da loja eram pintadas de branco, do lado direito tinha um balcão de vidro e atrás do mesmo, havia algumas plaquinhas: “Amuletos de Proteção” e em baixo dessa placa, diversos amuletos. “Filtro de Sonhos” e em baixo, uma variedade de tamanho e cores. E assim por diante.

Do lado esquerdo da loja, tinha algumas estantes com livros, decorações, e no canto uma mesinha com aromatizador. Uma mulher alta de cabelo ruivo encaracolado, usando um vestido verde florido passou pela cortina de pedrinhas transparentes que havia na porta ao lado do balcão. Era Zoey.

–Olá meus jovens. – disse ela num sorriso.

–Oi. – falamos ao mesmo tempo.

–Jud. – a mulher estendeu os braços. – Quanto tempo. – As duas se abraçaram.

–Então, esses são Louis – Zoey cumprimentou-o. – e essa é...

–Amy Evans. –disse Z. interrompendo Jud. – Estava esperando sua visita desde cedo.

Olhei confusa para Jud, que deu de ombros.

–Então como posso ajudar?

Passamos com Zoey pela porta que levava até uma pequena sala e da sala numa cozinha. Era um lugar aconchegante, com um gato preto deitado preguiçosamente em cima de uma almofada. Não resisti e fui acaricia-lo.

–Sentem-se vou preparar um chá e depois me conte sobre o colar. – Zoey com uma chaleira colocou a água para esquentar. – Então Louis. – disse ela sentando no sofá de frente pra nós. – Não se preocupe, um dia ele vai entender, então siga seus sonhos. – disse Z. sorrindo. – E Jud, minha querida, você só saberá se é capaz, se tentar.

Depois de uns minutos o breve silencio foi interrompido pela chaleira que pulava no fogão, Zoey levantou, pegou a chaleira serviu em quatro xícaras, colocou as bolsinhas de chá e nos entregou.

–Então Amy, me conte do colar.

Beberiquei o chá para ganhar tempo. – Bom, num dia o sofá estava coberto de três gordos comendo pizzas. – sorri para Jud e Louis. – e no outro, tinha um pacote com esse colar. – coloquei-o na mão dela.

Ela olhou de todos os ângulos possíveis, segurou firme o colar, fechou os olhos e murmurou algumas palavras.

–O ela está fazendo? – sussurrei para Jud, que fez sinal para eu ficar queta.

Zoey voltou a abrir os olhos, me entregou o colar num sorriso e disse: — É um presente, de Eveline