Notas iniciais
Era para ter sido postado faz alguns meses, mas me esqueci. Espero que gostem!

Pouco a pouco ele foi tentando se reaproximar. Desejei que ele não ousasse falar comigo, mas não podemos ter tudo que queremos.
Sua conversa trazia um tom de arrependimento e tudo que pude pensar fazer foi desejar sua felicidade.
Ele me pediu para voltar para ele, para nos darmos uma chance e que ele não era nada sem mim. Disse que perdeu a melhor parte de si, quando fui embora. Considerei seu pedido apenas por educação, pois só havia uma resposta possível:

"Eu pensei bastante, em tudo, e não acho que seja bom voltarmos. Eu mudei muito, por fora e por dentro, e acho que estou em outro momento da minha vida. Realmente não quero correr o risco de passar por toda aquela dor, a choradeira e a decepção uma terceira vez, só porque você acordou um dia e pensou 'eu vou terminar, porque eu quero'. Mesmo sabendo que os motivos que você me deu eram falsos, doeu ler tudo aquilo e o pior é saber que eu avisei que tomar uma decisão tão séria, enquanto estava tão confuso, faria você se arrepender futuramente. Também não quero mais aqueles 'amiguinhos' tentando encher minha cabeça com um monte de merda sobre você ou falando que eu deveria ser chutada, quero me manter feliz e em paz. Não acharia justo voltar com você agora, porque depois de tudo que aconteceu eu não sinto o mesmo que sentia por você naquela época. Não tem como eu saber se tudo entre nós agora seria diferente, se você seria comprometido e constante, por isso prefiro deixar como está. Sinto muito."

Não sou um objeto! Não sou uma boneca! Você não pode me mostrar e me usar na hora que quer e como quer! Não pode me jogar fora e pegar de volta quando deseja! Eu não aceito mais isso! Não fico mais calada! Aprendi a me amar antes de tudo, antes de amar algo como ele. Houve um tempo que bastaria ele estalar os dedos e eu voltaria correndo, mas não agora. Levei duas semanas para superar a separação e quando tudo passou, eu estava me sentindo plena. Feliz. Me disseram "parece que um peso foi tirado de suas costas e finalmente você voltou a sorrir". Eu não tinha mais que implorar por carinho e atenção.
Minha transformação foi intensa e profunda. Meus sentimentos agora eram outros e meus pensamentos muito mais maduros, mas decidi levar isso para o físico também. Passei a cuidar de minha aparência como nunca antes havia feito e segui em frente com minha vida.
Mesmo sendo clara em minhas palavras ele insistiu até que eu disse que ainda não poderia voltar com ele, mas que eu estaria observando tudo que ele dissesse ou fizesse. Tentei acreditar no amor que ele dizia sentir por mim, mas não consegui.
E então eu o vi e me escondi no abraço de uma amigo, fingindo não tê-lo visto. Ele olhou para mim e passou direto, pois jamais gostara de meus amigos ou se aproximara deles. Não foi a única vez que fingi não vê-lo ou ter usado um amigo como um escudo. Eu não queria ter que falar pessoalmente com ele ou ter que lhe dar uma abraço. Me sentia acuada e pressionada.
Nossas conversas por texto continuaram e eu tentava sempre me render ao seu suposto amor. Tentei lhe dizer sim diversas vezes, mas por algum motivo não consegui.
Um dia ele conseguiu me pegar na saída de uma aula e por impulso experimentei beijá-lo. Não foi mais que um leve roçar de nossos lábios, mas a confirmação da verdade foi intensa. Não sentia mais nada por ele.
Mas como lhe dizer não? Eu não queria lhe causar dor, queria que ele fosse feliz. Por diversas vezes lhe falei que ele iria me superar e se apaixonar por outras. Por diversas vezes lhe perguntei se estava ficando com alguém. Dele eu só desejava a amizade.
Da última vez que nos vimos ele finalmente notou que um relacionamento seria impossível. Tudo entre nós acabou naquele momento.
Informei a meus amigos que ele tinha entendido e fiquei aliviada, mas um "amigo" dele lhe enviou uma frase que mandei para meus dois amigos:

"Queria que vocês estivessem lá para que ele não se aproximasse de mim cheio de si e que vocês pudessem ver que ele finalmente entendeu que entre nós não poderia haver nada."

Ele enlouqueceu de raiva e de dor. Me chamou de falsa e fria, como ele jamais teria imaginado. Me acusou de fazê-lo de trouxa e ridicularizá-lo perante meus amigos.
Nada pude fazer para convencê-lo que essas nunca foram minhas intenções. Por mais que ele me acusasse, não conseguia me sentir culpada. Não por frieza, mas sim por não ter desejado lhe fazer mal conscientemente. Jamais imaginei que ele pudesse ter vergonha de tentar me reconquistar e que eu não tinha o direito de conversar com meus amigos sobre ele.
Não sei quem foi esse "amigo" dele que fez questão de tentar machucá-lo, usando minha frase de alívio como uma frase de deboche e pouco caso. Esse ser humano apenas conseguiu magoar e revoltar seu próprio amigo, sobre um assunto que havia sido encerrado. Permaneci em minha paz, enquanto ele sofria de dor pelo amor que ainda sentia e por estar decepcionado comigo.
Desejei ter guardado cada arquivo que seus amados "amigos" me enviaram com relação à ele. Queria que ele visse o nível da amizade que possuía e como essas pessoas desejavam derrubá-lo.
Sei que ele hoje me odeia, mas ainda desejo que ele me supere e seja feliz. Assim como no início, quero que ele volte a se apaixonar e siga com sua vida.

Notas finais
Para quem leu minhas outras histórias, provavelmente percebeu que elas se relacionam huhuhu Uma boa garota e um cara bem babaca, mas finalmente ela se livrou dele!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!