Sombra Do Beijo
13 Capítulo 13 - A música deles
Notas iniciais
John estava determinado a descobrir o que havia tentado matar Rose. E apesar de estar relutante em deixar que Rose viesse junto para investigar, ele resolveu permitir, afinal nem sabia por onde começar.
Rose então teve a ideia de chamar Nate para lhes dizer se algo de estranho aconteceu na praia recentemente.
— Em uma noite, eu estava observando as estrelas lá na areia e eu vi uma luz muito forte azul, cair na agua, próximo aos corais – disse o garoto enquanto comia um pedaço de pão.
Eram quase três horas da tarde e o sol estava de torrar o cérebro de qualquer um que saísse por ai a fora, mas não podiam ir a noite por falta de iluminação e ser perigoso. Então pegaram o barco novamente e seguiram para o local onde Nate havia avistado a queda da luz.
Chegando lá, John com muita força de vontade (Rose o obrigou) colocou uma mascara de mergulho com equipamento de oxigênio e pés de pato de mergulho e pulou na água seguido por Rose. Nate ficaria no barco a espera deles.
A princípio tudo que seus olhos captaram foram peixes e mais peixes vindos de todos os lados. Uma raia enorme passou por eles e John se esticou passando a mão por ela. Ele não podia ver o rosto de Rose muito bem, mas podia jurar que ela estava sorrindo pra ele daquele jeito que fazia seu coração errar as batidas.
Finalmente avistando um recife de corais coloridos, eles desceram mais a fundo. Era realmente fantástico, todas as cores, as mais diversas formas de corais se estendiam debaixo deles.
Eles então avistaram uma entrada a uma gruta subterrânea e nadaram ate ela. Passaram por um arco de pedra e emergiram em um buraco onde se podia respirar. Rose ficou encantada. Parecia que estava em um daqueles filmes impossíveis em que os personagens entram em uma caverna subterrânea sem água, mesmo no mais profundo dos oceanos. Eles tiraram os equipamentos de mergulho, e olharam ao redor das paredes estreitas.
— Isso é incrível – sussurrou Rose sorrindo ainda sem acreditar – como isso é possível?
— As cavernas subterrâneas são de origem tectônica, feitas por erosões mecânicas das ondas que abrem cavidades nas rochas – disse John alisando uma das paredes do pequeno túnel que se estendia por ele.
— Será que tem saída? – disse ela apontando o túnel.
— Em alguns casos, não passam de tocas submersas sem saída – disse ele começando a andar, parando e olhando para Rose acrescentou – mas não vamos descobrir se ficarmos parados aqui – e estendeu a mão para ela. Rose a pegou no mesmo instante, sentindo um fio de eletricidade percorrer sua mão e seu braço com apenas um toque. Eles andaram sem silencio por uns instantes, e avistaram uma clareira enorme e inacreditável.
Rose soltou um suspiro de surpresa quando avistou, no pequeno lago central da clareira, um grupo de sereias, ou é o que pareciam pelo menos. Pois pareciam ter cabeça como os humanos e braços e uma cauda. Exceto pelo fato que todo o seu corpo era coberto por escamas azuis cintilantes e ao invés de nariz, possuíam guelras na lateral do pescoço.
— As sereias são aliens também, assim como os corais e grande parte dos animais marinhos – disse John relembrando grande parte dos aliens que vivem entre os humanos sem nunca serem notados como tal.
— Ate os peixes? – perguntou ela incrédula.
— Claro – disse ele como se fosse obvio — porque você acha que alguns peixes são tão estranhos e apenas perecem incompatíveis com qualquer coisa da Terra? – ele fez um barulho com a boca, algo que Rose interpretou como sendo “dã”.
— Rude – disse ela voltando seu olhar para as sereias alienígenas que estavam se afastando agora.
Ela se aproximou deles admirada, mas John a segurou no lugar pela mão. Ele estava prestes a lhe dizer para se afastarem em silencio quando uma voz aguda soou ao longo de toda a clareira, espantando as sereias brilhantes para longe.
— Potatoo nanah – disse um ser que parecia com as sereias, mas em vez de calda, havia pernas que eram igualmente azuis e escamosas.
— Potatoo nii baka nana – disse John para o alien.
— Você entende o que ele diz? – pergunta ela meio triste por não ter mais a Tardis para lhe traduzir idiomas em sua mente, mesmo que fosse sem permissão.
— É claro que sei, memoria de Senhor do Tempo – disse batendo de leve na testa para afirmar a sentença.
— Mas é claro – disse ela sarcástica, revirando os olhos.
— Oi! – diz ele rudemente para ela, mas para na mesma hora que o alien recomeça a falar.
— Toga lino Potatoo ni – disse ele.
— John, o que ele esta dizendo? – pergunta curiosa e impaciente, ficando muito próxima dele.
— Bano kika ma baba nana — diz John para Rose.
— O que? – pergunta ela confusa.
— Ahh – diz ele irônico – ah, desculpe, eu me confundi – tentou evitar um sorriso – veja, essa espécie de alienígena não é violenta, na verdade são pacíficos, quase que imperceptíveis, se não fossem, os humanos já teriam colocado em um museu ou coisa parecida – ele faz uma pausa dando a ela um olhar sugestivo de “ou você vê sereias com frequência enquanto nada?”.
— Mas então se são pacificas, porque estão atacando pessoas? – pergunta ela concentrada.
— Boa pergunta Rose Tyler, você sempre diz a coisa certa – fala para ela alargando um sorriso e se vira para o alien que esperava pacientemente, ele realmente não parecia ser violento, Rose percebeu.
John falou mais algumas palavras que Rose não compreendia com o alien peixe azul. Ela observou enquanto a conversa prosseguia, que John estava com a testa franzida, provavelmente tentando decifrar algo que estava acontecendo.
— Ann, John? – chamou ela querendo ficar a par dos acontecimentos também.
— O que? Ah, sim. Desculpe – disse ele – como eu suspeitava, eles não são a razão dos ataques que estiveram ocorrendo ultimamente, e apesar de haver tubarões muito cruéis por aqui, eu tenho um pressentimento de que eles não são os culpados também, beem pelo menos não por todos os ataques que ocorreram, talvez apenas alguns – ele divaga — o caso é, que a luz que Nate viu, foi uma nave, pequena, do tamanho de uma mão fechada, caiu no mar, e se houver aliens na água, que não são pacíficos, eles atacariam as pessoas, pois estão perturbados e perdidos, em um planeta que nunca estiveram.
— Então vamos encontra-los – sugeriu Rose som um sorriso com a língua entre os dentes. Ele sorriu, igualmente para ela, mas sem a língua.
John pediu ao alien para lhes levar onde a nave espacial estava. Eles andaram pela caverna subiram uma espécie de escada pelo túnel mais a frente.
Eles encontraram a minúscula nave e John a pegou com as mãos. Era realmente pequena. Uma bolinha amarela de metal, aparentemente. John examinou a nave minuciosamente. E concluiu:
— São Crions! – exclamou começando a andar para fora do tunel seguido por Rose.
— Crions oque? – perguntou ela o seguindo rapidamente.
— Veja Rose – fala se aproximando dela a fim de lhe mostrar a pequena nave – são dois crions, alienígenas, um casal, eles so viajam em pares ou ate mesmo em famílias – ele acrescentou – a nave e pequena por que ele são minúsculos. Beem, eles na verdade tem esse tipo de raio encolhedor de partículas e moléculas que usam neles mesmo, para poderem caber nas naves.
— Por que eles fazem isso? Economizando material? – pergunta a humana com a testa enrugada. John olhou para ela por um instante, ponderando sobre responder a pergunta dela, ou, simplesmente contemplar seu rosto que parecia adorável quando ficava confuso. Beeem, ela era adorável de qualquer jeito, de todos os ângulos. Ela chamou sua atenção de modo que ele piscou duas vezes para voltar ao presente e deixar sua imaginação de lado.
— Ahh... – ele começou decidindo que é melhor fazer oque tinha pensado quando estivesse sozinhos— eles usam isso como uma precaução, caso invadam um território inimigo por acidente durante as viagens que duram cerca de três anos terrestres, para não serem notados, assim, eles podem sair rapidamente se necessário. Mas ao cair no mar, a nave foi invadida pela agua, e eles saíram. Imagine baleias Rose – disse para ela e ela afirmou com a cabeça – eles são muito maiores que isso.
Rose ficou chocada com o que John disse, maiores que baleias tipo, wow! Eles haviam visto inúmeras espécies fantásticas e bizarras de aliens, mas certamente nenhuma que chegasse ne peto dessa magnitude.
— Tudo bem – disse ela – contando que você tenha um plano – ele não respondeu, pegou a mão dela ao invés e a arrastou junto dele.
Eles saíram correndo de mãos dadas de volta para a abertura da caverna por onde entraram e John usou a chave sônica na esfera nave fazendo ela vibrar em sua mão como um celular e brilhar levemente em uma luz amarela e um bip alto soou através dos mares.
— Agora é só esperar e ver – sorriu ele a puxando novamente para a clareira das sereis e fazendo a nave soar novamente como antes. Não demorou muito para uma sombra enorme aparecer por baixo da agua espantando todos os peixes e uma voz, que Rose compreendeu agora soar da agua. Telepatia!
— Você encontrou nossa nave – disse a voz grossa ecoando nas paredes de teto alto.
— Sim e devo dizer que esta em perfeito estado, agora — ele se aproximou da beirada da agua, Rose meio passo atrás – a pergunta é vocês querem ir pra casa?
— Nós não queríamos estar aqui, foi um acidente – disse outra voz semelhante a primeira – nosso radar de Theffi estava danificado e nós caímos, e na tentativa de nos salvarmos, nos crescemos e acabamos perdendo nossa nave.
— Mas isso não explica o motivo de vocês terem tentado matar pessoas inocentes no mar – falou John em um tom serio e baixo de raiva contida e Rose desejou que nunca fosse necessário que ele usasse esse tom com ela.
— Nós não ferimos ninguém, mas nosso filho, não sabe exatamente o que é certo e errado – o rosto de John cedeu a raiva para compreensão – pedimos sinceras desculpas.
Depois de um esclarecimento, John jogou a esfera nave na agua e uma luz muito forte cegou Rose por uns segundos e então a esfera flutuou acima deles e voou para longe, desaparecendo no fundo da clareira para a abertura que dava para o mar.
Eles se despediram das sereias e do tritão de pernas e voltaram para o barco de Nate e para casa.
Rose o fez falar sobre horas e horas a fio o restante da tarde sobre as duas espécies de aliens que acabaram de ver. Ele estava ficando cansado de falar, mas Rose sempre tinha outra pergunta na ponta da língua para ele. E não é como se ele pudesse dizer não a ela. Ele adorava faze-la feliz e vê-la curiosa.
— Rose você vem ao show? – perguntou Jackie interrompendo mais uma das historias de aliens de John.
Haveria um show na praia com uma banda desconhecida, era tradição do lugar e Rose já estava acostumada a recusar. Mas não esta noite e ela teve um pensamento feliz. Esta noite teria companhia para uma dança, talvez duas e tantas outras que ela tivesse vontade ao longo da vida.
— Sim nós vamos – respondeu no plural, e John pensou que significa que ele estava incluído.
Eles se arrumaram rapidamente, John vestiu uma camisa branca de botões e calção de algodão leve, afinal estavam numa praia.
Rose seguiu o exemplo e vestiu um leve vestido amarelo claro, que John jugou ser um pouco transparente, mas não reclamou, pois sabia que estava escuro e ninguém além dele saberia disso.
O show era logo mais a frente e eles foram ate lá. O som era estridente e John logo se viu contagiado com a música. Ele viu casais dançando ao ritmo animado e se virou para trás, pensando em chamar rose para uma dança.
— Me daria a honra dessa dança? – pergunta ele se curvando galante para ela.
— Oh eu adoraria – mas foi Jackie que respondeu o puxando pela mão para mais perto do palco, deixando Pete com Tony e rose gargalhando da cara que John fez ao ser arrastado pela Tyler errada para a dança.
Depois do que pareceram ser horas, mas foram apenas duas musicas e meia, Jackie finalmente o soltou, dizendo que precisava ir ao banheiro, ele se virou finalmente a procura de Rose, para enfim poderem dançar, mas não a viu no lugar em que estava antes. Ele olhou em todas as direções e se sobressaltou quando sentiu mãos em sua cintura, virando-se rapidamente ele a encontrou ali a sua frente com um sorriso encantador nos lábios e ele quase esqueceu onde estava. Quase.
— Olá estranha – sorriu ele como se alegrasse sua noite só de vê-la.
— Olá – devolveu ela com o mesmo sorriso encantador.
— Você gostaria de dançar? – perguntou estendendo a mão, em sinal de convite.
— Yep – respondeu ela puxando o ‘p’, um sorriso se espalhou em seu rosto quando ela olhou para ele, com a cabeça inclinada. “Ela é linda” pensou John.
Eles dançaram ao som da musica, mas não estavam no ritmo certo, o som que tocava era animado e eles se moviam lentamente, ela com a cabeça apoiada em seu ombro, as mãos dele envolta de sua cintura firmemente.
— Rose? – John sussurra.
— Sim? – ela pergunta erguendo os olhos para ele intensamente.
— Eu acho que você gostou disso — diz ele, sorrindo presunçosamente vendo-a corar.
— O que te faz pensar isso? — ela responde com voz trêmula.
— Porque sua respiração esta muita rápida no momento.
— Isso é apenas a emoção — ela responde. Ele levanta uma sobrancelha.
— A música alta e tudo mais. Você sabe. Não... isso — ela esclarece um dedo apontando dele para ela em sugestão, e virando um tom ainda mais profundo de rosa.
— Ah, ok. Eu vejo — ele responde com o rosto dividindo-se em um sorriso largo.
— Yeah... — ela sorri de volta. Eles olham um para o outro por alguns momentos, o silêncio é ensurdecedor.
— Você... – ele tosse limpando a garganta.
— Eu – repete ela curiosa.
— Você esta linda hoje – diz ele de uma vez vendo seu rosto parecer chocado com a declaração ele acrescenta quase que automaticamente – eu quis dizer, não que não esteja linda em qualquer outro dia, você é de qualquer maneira, sempre, não que eu esteja observando sempre, digo, é claro que eu olho, quer dizer, argh – ele desiste ao vê-la rindo para ele, relaxa os músculos que estavam tensos de repente – você esta rindo – acusa ele serio.
— Desculpe, mas eu nunca pensei que você teria que virar humano para me dizer o que eu sempre quis ouvir – ela para de repente, pensando na besteira que falou e cora violentamente. Ele aperta os olhos para ela.
— Sim? — ele sussurra.
— Não — ela rebate, com o rosto cada vez mais quente. Ele sorri para ela.
— Ahhh, beem. Agora você está envergonhada de novo – fala ele.
— Não, eu não estou – ela retruca e sabe que é mentira.
— Então, basicamente, você esperava que eu dissesse algo assim — ele fornece.
— Yeah, um... – ela gagueja – pensei que eu era só um macaco estupido...
— Não, não, não macaco estupido, apenas uma humana toda rosa e amarela, agradável e... cheia de curvas.
— Espere. Curvas? — Como isso entrou na conversa? Rose pensou um sorriso puxando os cantos de sua boca. John pensou que deveria parar de falar agora ou ele acabaria admitindo que a ama ou algo assim. Como se ele já não tivesse feito isso antes.
— Yeah. É bom ter algo para agarrar. Não que eu faria isso... talvez... agarrar qualquer coisa... você sabe o que quero dizer. Curvas são sexy. Não que eu acho que você é sexy... não, espera, saiu errado. Quer dizer, você é sexy, mas não que eu estivesse procurando... Não que eu não gostaria, de olhar, apesar de tudo. Não é que eu estou sendo todo, um... — ele gagueja, ciente de que está sendo um bobo agora. Agindo totalmente como um tolo.
Ela não pode ajuda-lo com isso, pois uma pequena risada escapa dela, e ela tenta cobrir com uma tosse.
— Humm — ele murmura, com um suspiro de aborrecimento. Ele está muito consciente do fato de que ele é um completo idiota que não consegue nem falar corretamente só porque esta abraçando a mulher que ele ama.
— Então, John — começou ela, antes de suspirar um pouco, quando ele se afastou dela para ver seu rosto.
— Sim, Rose? — ele respondeu distraidamente, observando seus lábios ao invés dos olhos. Ele labéus os seus inconscientemente. Rose notou engolindo em seco.
— Então, basicamente, você acha que eu sou sexy — diz ela casualmente. Ele olhou para ela.
— Sim, você é — ele respondeu, como se fosse óbvio. Rose sorriu internamente. John estava sentindo como se houvesse borboletas em seu estomago. Coisa que nunca sentiu sendo um Senhor do Tempo. Ele estava se sentindo nervoso, tão perto de Rose, de sua boca...
Rose prendeu a respiração ao ver a cabeça de John se inclinar para frente lentamente, em direção a ela. Seu coração parecia saltar pela boca. Ela nunca imaginou, nunca pensou, que mesmo quando eles viajavam juntos, o Doutor sempre se conteve, estando a uma distância segura dela, para não demonstrar muita coisa, mas aqui estava John, praticamente a cobiçando... Não! Ele não queria isso. De jeito nenhum. Nem um pouco. Ele não estava desejando! Desde quando Senhores do Tempo, mesmo que meio humanos, sentiam-se como que tendo pensamentos de luxúria sobre as pessoas? Ela ri, de seu próprio pensamento irracional fazendo John piscar algumas vezes, parecendo envergonhado com o que quase fez com ela. Mas ainda assim estavam perigosamente perto um do outro, respiração pesada nos rostos, a boca a apenas alguns centímetros.
— Rose... – ele insistiu, aproximando-se, respiração rápida em antecipação. Ela levanta a cabeça ainda envergonhada. Ele olhou para ela por um momento tentando se controlar. Ela olhou para ele, os olhos estavam bem abertos. É melhor ele fazer alguma coisa, pensou. E ele faz. Ele pegou sua boca com um beijo casto rápido e se separa para ver seu rosto. Ela solta um gemido de desaprovação, e ele sorri satisfeito quando ela o puxa pela camisa para um grande, grande beijo apaixonado. Ele responde ao beijo imediatamente, mas depois de um longo momento, ela empurra as mãos contra o peito e ele relutantemente se afasta.
E agora ele se sentia um pouco bobo. Ok, muito bobo. Beeem, muito, muito, muito bobo. Ele achou que ela queria que ele a beijasse. E então ela o empurra. Ele possivelmente arruinou o que quer que eles tinham construído ate agora. Ele não era muito bom nesse tipo de coisa. Realmente não sabia o que fazer para lhe dizer como se sentia. Oh, por que isso tinha que acontecer hoje? Por quê? Ele é perfeitamente capaz de resistir à vontade de beijá-la quando ele está em pé ao lado dela, mas abraçados assim é outra história. E agora ele tinha um problema. Porque ela o empurrou. Mas ele ainda queria beijá-la. Ele olha seus olhos chocados e fala com firmeza.
— Desculpe Rose... Isso foi estupido, apenas esqueça sim?
— E se eu não quiser esquecer? – disse ela para sua surpresa – E se eu quiser que você faça isso de novo, mas...
— Mas? – estimulou para ela terminar a sentença.
— Preciso falar uma coisa antes – ela engole em seco, nervosa de repente – eu... eu..
— Você? – ele imita. Ela se afastou um pouco, virando a cabeça para olhá-lo corretamente.
— Eu também te amo – diz ela com a voz rouca. Uma resposta para a sua declaração a algum tempo atrás. A resposta dele foi igualmente eficaz.
Seus lábios desceram sobre os dela em um momento rápido, e ela o sentiu sorrir. E isso foi o suficiente para dar a ele mais de um bilhão de borboletas. Rose empurra suas mãos em seu cabelo, empurrando os lábios nos dele mais uma vez. Ele responde com entusiasmo, suas mãos subindo para enquadrar o rosto como ele aprofunda o beijo. As coisas ficam decididamente mais aquecidas, e John realmente deseja, apesar de não terem atribuído um relacionamento definitivo ainda, ele desejou que estivessem em cima de algo confortável. Como uma cama. A cama dele. A dela. Qualquer cama, na verdade. Ele não se importava com qual. Só queria estar com ela plenamente. Mas por hora, beija-la em uma noite ao luar, com pessoas e musica ao fundo, bem fundo, de sua mente, era mais que suficiente. Por que ela o amava de volta.
Fale com o autor