Notas iniciais
Oiiii!!! DESCULPA!DESCULPA!DESCULPA!DESCULPA!DESCULPA!DESCULPA! Eu sei que eu não postei ontem. Irei explicar: eu fiquei sem internet em casa (na verdade toda a região aqui do meu bairro) e fiquei só com o 3G do meu celular. E postar capítulo no celular ninguém merece, nem tem corretor ortográfico e como o Nyah troca quando eu respondo os reviews pelo celular acentos e cedilhas por ponto de interrogação eu fiquei com medo.... Eu vou tentar postar hoje outro. Mas eu não prometo nada.... Está acabando meus amores.... Mais dois capítulos, o epílogo, e um capítulo com as minhas notas finais.... Então, vamos a esse capítulo não é mesmo?? Jana, o capítulo que você queria, o casamento do Melequento e da Cabeça Quente. E também um pouco da história do Stoico e da Valka. Até as notas finais...

As duas semanas que antecederam a semana do Snoggeltog foram bem tranquilos para todos. Os vikings pescadores pescaram (que frase estranha para eu dizer, mas tudo bem) todos os peixes necessários com a ajuda dos nossos dragões (mesmo com o Melequento roubando alguns peixes para o Dente de Anzol enquanto ajudava). Os animais, com iaques, galinha e ovelhas foram para os abrigos de inverno, próximos ao Grande Salão. Os alimentos das plantações foram estocados no Grande Salão.

As duas semanas foram tão tranquilas que pude até dar algumas aulas na Academia (a aula que o Perna de Peixe tanto queria, de como aprimorar o voo, por exemplo, foi uma). E, além disso, pude passar mais tempo com a Astrid claro...

Aliás, uma das conversas mais estranhas que eu tive com meu pai, foi sobre eu e a Astrid. Estranha porque nunca pensei que teria conversas desse tipo com ele. A imagem que eu tinha dele era de um viking que não ligada para os sentimentos e não queria demonstrá-los. Mas na verdade ele só não sabia como mostra-los. Mas o seu amor pela mamãe transparecia mais do que nunca quando estavam juntos. E na verdade foi uma conversa encantadora.

Naquele dia ele contou-me tantas coisas que realmente tocaram-me. Nesse dia estávamos apenas eu, ele e o Banguela em casa. A mamãe, a Astrid e Léia foram ajudar a Cabeça Quente com a sua roupa do casamento (se dependesse da Cabeça Quente, acho que ela se casaria de armadura ou algo do tipo).

Nós falamos sobre as mudanças que fiz em Berk (desde o início, quando eu tinha 15 anos até esse ano que havia liderado). Falamos sobre a estátua dele (ele falou que não se importava que ela continuasse no mesmo lugar que estava afinal era uma linda homenagem. E não tinha nada dizendo que ele havia morrido, apenas que foi um grande líder). E de repente ele começou a tal conversa.

–Soluço, como é para você amar alguém? – eu me espantei com ele. Que tipo de pergunta era aquela?

–Como? – eu perguntei sem entender e tentando não parecer um completo idiota.

–Como você se sente amando alguém?

–Você se refere à Astrid?

–Exatamente.

–Ah bom – eu finalmente havia entendido (eu acho que entendi, pelo menos). – É como estar no paraíso a todo o momento, sabe. É sentir que serei feliz com ela, não importa como, pelo resto da minha vida. É receber o seu apoio e respeito e também apoia-la e respeitá-la. E simplesmente gostar de cada momento, todas as simples coisas que fazemos juntos. É sentir um frio na barriga a cada toque em suas mãos, a cada abraço, a cada beijo, como se fosse o primeiro – eu realmente sentia aquilo e foi simples falar. Houve um pequeno silêncio.

–Sabe como o meu velho pai, seu avô, referia-se ao amor? – ele finalmente rompeu o silêncio.

–Não – eu falei. Sempre soube que o meu avô nunca ligava para sentimentalismo. Ele era forte, um grande guerreiro e não se abalava por nada. Não podia imaginar algo de profundo sobre amor. Embora meu pai tivesse dito que ele amava minha avó, não achava que ele era o mais indicado para falar sobre o amor.

O amor é como a água do mar: ela vai e volta às vezes se revolta ou é apenas calmaria, mas sempre é água do mar.

Eu refleti um tempo sobre este pensamento. E vi que o meu avô não era tão sem sentimentos assim. Enganei-me. Ele era o mais indicado para falar sobre o amor. Ele definiu bem: não importa se a vida vai ou volta se há problemas ou não. O amor verdadeiro sempre permanece. Realmente profundo. Nunca mais me esqueci dessa frase, dessas palavras.

–Eu concordo com ele – eu falei. – O amor é realmente como a água do mar.

–Então o seu amor é como a água do mar Soluço?

–Sim — eu sorri. Adorei dizer que sim. Por quê? Porque o amor nos deixa bobo, mas bobos felizes. — Mas por que está me perguntando sobre isso pai?

–É que eu queria saber se vocês se amam como eu e sua mãe nos amamos, desde o começo, desde quando nos conhecemos.

–Vocês nunca me contaram como se conheceram – eu pensei alto.

–Você gostaria de saber?

–Eu adoraria saber – eu nunca me atrevia a pergunta-lo sobre como eles se conheceram ou qualquer outra coisa sobre a mamãe. Eu sabia de sua dor, porque também a sentia.

–Então está certo – ele começou. – Quando eu tinha 18 anos eu perdi o meu pai – ele parou logo que começou.

Eu queria que ele falasse o que havia acontecido. Ninguém nunca me falou, apenas diziam que ele morreu lutando e isso não dizia nada, já que a maioria dos vikings morre lutando. Mas eu não falei nada, não queria que ele se magoasse. Eu não convivi com me avô, mas ele sim e com certeza sentia falta do pai. Mas ele disse por conta própria o que havia acontecido.

–Ele morreu em um dos ataques de dragões – eu baixei a cabeça. Era por isso que me pai relutou tanto comigo quando eu tentei pela primeira vez estabelecer a paz entre nós e os dragões. Ele havia perdido o pai em um dos ataques. Havia perdido a mamãe também. A dor ainda era grande. – Mas o passado está no passado – eu sorri o vendo tão forte como sempre o vi. – Então. Eu tive que assumir a liderança da vila, já que era três anos mais velho que meu irmão – o Gosmento, pai do Melequento (que nomes não?) é o irmão do meu pai para quem não sabe. E o Melequento é o meu primo, como você já sabe. Mas o Gosmento e ele nunca foram muito grudados como irmãos, mas tinham afeto um pelo outro, bem, do jeito deles. – Acontece que naquela época, assim que me tornasse líder, eu deveria escolher uma esposa. Então, em uma noite, a Valka apareceu na ilha. Ela estava toda machucada e debilitada. Ela disse que havia naufragado e perdido os pais no naufrágio. Ela vinha de uma ilha que havia se tornada inabitável em função dos dragões.

Eu parei e refleti sobre isso. Minha mãe, mesmo com a sua ilha meio que destruída pelos dragões e ter perdido os pais fugindo dela, sabia que eles eram criaturas maravilhosas e dóceis e passou a cuidar deles. Os dragões faziam tudo àquilo para sobreviver. Minha mãe era realmente incrível.

–E eu não duvidei dela – ele continuou. – Os olhos dela verdes esmeralda eram tão doces que só mostravam a verdade. E mesmo assim foi comprovado mais tarde que ela falava a verdade – ele não me disse nada mais sobre isso, mas deduzi que minha mãe foi obrigada a ser apresentar para o ancião da vila. – Então me ofereci para cuidar dela, já que eu era o líder. Ela aceitou para minha alegria e agradeceu-me profundamente. Ela foi ficando saudável e mostrando-se uma grande guerreira viking. Ela lutava e continua lutando como ninguém, eu particularmente já perdi várias vezes para ela – lembrei-me da Astrid na hora. É mal de família apaixonar-se por pessoas que lutam como ninguém e quase te matam nos treinos. — E nós nos aproximávamos cada vez mais.

“A cada dia descobríamos algo que o outro gostava algo em comum, algo de diferente. E a cada conversa, cada sorriso e em todos os simples momentos que passávamos juntos eram todos mágicos. Ela era tão encantadora, tão inteligente que me apaixonei perdidamente, assim como acredito que aconteceu com ela em relação a mim. E foi após o nosso primeiro beijo que tudo se confirmou. Ela lutava pelo que defendia e também lutaria pela vila se fosse necessário. Eu a amava e não tinha dúvidas disso. E não haveria ninguém no mundo com quem eu quisesse mais casar do que com ela. A minha Valka.”

Love is thinking about others before you think about yourself

Love is selfless, not selfish

Love is God and God is love

Love is when you lay down your life for another

Whether for your brother, your mother, your father or your sister

It's even laying down your life for your enemies

That's unthinkable, but think about that

Love is true

Think

Quando finalmente chegou a semana do Snoggeltog estávamos todos muito animados. Arrumamos toda a vila que ficou linda (mais do que o normal) para as festividades. E a neve cobrindo toda Berk deixava tudo ainda mais encantador.

Era tão bom ver Berk feliz novamente. Tudo aquilo que havíamos passado com a guerra não era mais tão visível. Claro que sentíamos saudades dos outros, mas lembrávamos deles com felicidade. Estava tudo bem.

Os dragões já se dirigiram para os ninhos para chocar os seus ovos. E tudo estava dando certo na nossa festa. E tudo deu mais do que certo.

Eu e o Banguela voávamos logo cedo, todos os dias, para apreciar o ar frio da manhã. Voávamos sem rumo e sem destino. Voávamos sentindo a liberdade na pele. Voávamos...

E com o Snoggeltog também chegara o casamento do Melequento e da Cabeça Quente e já estava tudo preparado também.

No dia do casamento deles em si (o primeiro dia de Snoggeltog) os amigos dos noivos se separaram (e isso incluiu a mim). As mulheres foram ajudar a Cabeça Quente e os homens o Melequento a se arrumarem.

Sinceramente, o Melequento não estava nada mal. Ele, por incrível que pareça (eu duvido até hoje), tomou banho. Mesmo naquele frio (ok, não que eu não tome banho no frio, pois eu tomo. Mas é que o Melequento não costumava tomar banho nem no calor, muito menos no frio. Mas deixa isso quieto).

Melequento estava usando uma calça aveludada preta (que estava novinha em olha, não estava queimada pelo Dente de Anzol pelo menos), uma bota da mesma cor que a calça, uma camisa de manga longa vermelha e um colete por cima marrom. Também usava o seu cinto usual na calça e o cabelo dele estava bem comportado. Usava um elmo muito bem polido e levava uma espada presa ao seu cinto também muito bem polida, com o cabo em forma do símbolo dos Pesadelos Monstruosos. Sim, por incrível que pareça ele estava bonito (quando é que eu iria pensar que falaria isso dele um dia). O Melequento naquele dia estava do jeito que nunca ninguém pensaria que estaria alguma vez na vida.

Todos nós, quando já estavam todos arrumados, partimos da casa do Melequento para o grande Salão. O noivo sempre devia chegar antes da noiva, para que não parecesse que ele havia fugido (vai entender a mente viking). O Melequento estava suando, com as mãos molhadas e de um jeito extremamente diferente. Eu nunca havia visto o Melequento tão nervoso como ele estava naquele dia.

–Fique calmo Melequento – eu falei calmamente tentando acalma-lo. — A Cabeça Quente não vai fugir ou algo do tipo – eu acho, eu completei mentalmente.

–Você diz isso porque não é você que está se casando. Ficar calmo: Eis a única tarefa que não consigo cumprir agora, já que sou muito bom – e o ego dele estava irreparável!

–Eu sei disso. Quando eu me casar eu vou estar mil vezes mais nervoso e provavelmente já vou ter desmaiado, se servir de consolo – ele riu e soltou-se um pouco depois. Fiquei feliz que tenha ajudado ele, pelo menos um pouco.

Lentamente, o salão se encheu totalmente. Então as mulheres (Astrid, mamãe, Léia e Senhora Jorgenson, mãe do Melequento) entraram no salão e anunciaram a chegada da noiva.

–Mas um casamento senhor Strondus – a Astrid veio até mim.

–O próximo será o nosso milady. Porém infelizmente não serei eu que o realizarei – eu respondi sorrindo.

–Pois é você não pode dividir-se em dois – nós rimos. – Agora, a noiva já está chegando. A Cabeça Quente está incrível. Vou ficar te vigiando do meu lugar – Astrid em seu lado ciumenta. Eu revirei os olhos e lhe dei um selinho.

–Então só terei olhos para você.

Eu fui para o meu lugar e esperei. Então as conversas cessaram, as portas se abriram e a Cabeça Quente entrou na Grande Sala.

Realmente, ela também não estava nada mal. Ela estava bem diferente da Cabeça Quente, digamos “normal”.

Ela usava uma calça branca e botas brancas. Estava com uma espécie de vestido até o joelho e de mangas longas de um amarelo tão clarinho que era quase branco. O corte do vestido combinou muito bem com o jeito da Cabeça Quente. Ela usava, ao contrário do habitual, uma única trança toda trabalhada (tinha a mão da Astrid ali com certeza) enfeita com flores brancas e amarelas.

Ela chegou até o Melequento e eles deram as mãos um ao outro e sorriram. Nunca os vi tão felizes juntos e eu nunca imaginei que eles se gostassem tanto. Mas eles demonstraram isso, na maneira que não largaram a mão do outro em nenhum momento da cerimônia (exceto para pegar as alianças) e olhavam nos olhos um do outro sempre sorrindo.

Eu então iniciei a cerimônia. Eu devia primeiramente começar falando. Eu devia explicar todas as tradições vikings envolvidas nos casamentos. E isso era referente à roupa que usavam.

–A cada novo casal que decide unir-se para sempre deve seguir as nossas tradições pra essa importante cerimônia, essa importante união. As tradições são significativas, não são só algumas regras quaisquer que temos que seguir por obrigação – eu nunca havia falado isso em nenhum dos casamentos que realizei. É só que eu quis que aquela cerimônia fosse inesquecível para eles e também para mim. – O noivo deve usar algo vermelho para demonstrar o profundo amor que os levou a essa união, pois segundo os nossos livros o vermelho é a cor da paixão. A cor do amor. Também leva uma arma para mostrar seu espirito guerreiro como todo viking deve ser. O Melequento segue hoje as tradições. Já a noiva deve usar algo branco para demonstrar a sua pureza e algo amarelo para demonstrar que será a luz que guiará esse casal em suas vidas, que não permitirá que nada obscura essa união. A Cabeça Quente segue hoje as tradições – eu fiz uma pausa e peguei as alianças dos dois. – Que a felicidade os acompanhe meus amigos. Podem trocar as alianças e fazer os seus votos.

Então depois de ditas todas as tradições, à minha maneira, os noivos deveriam declarar o seu amor um ao outro em forma de promessas um para o outro. O Melequento então começou.

–Eu, Melequento Jorgenson, filho do clã Jorgenson, prometo protegê-la de todos os perigos que te assombram, aconselha-la sempre que precisar e ama-la incondicionalmente até o último dia da minha vida. Cabeça Quente eu te amo mais do que a minha própria vida e o ar que eu respiro.

Ele pegou um das alianças das minhas mãos e colocou na mão esquerda dela. E então foi a vez da Cabeça Quente falar.

–Eu, Cabeça Quente Thorson, filha do clã Thorson, prometo dar o melhor de mim pelo nosso amor. Prometo tentar sempre guiarmos para a luz. Melequento, que a cada dia nós possamos viver como se fosse o nosso último. Que possamos aproveitar a companhia um do outro até o fim das nossas vidas e quem sabe até o fim da eternidade. Prometo amá-lo incondicionalmente até o último dia da minha vida.

Ela pegou a outra aliança que estava na minha mão e colocou na mão esquerda dele.

–A partir de agora vocês estão casados. Cabeça Quente Jorgenson Thorson e Melequento Jorgenson. Pode beijar a noiva – eu terminei de dizer sorrindo. Eles também sorriram e antes de se beijarem me deram um abraço de agradecimento. Então os noivos beijaram-se.

Todos levantaram e bateram palmas para o mais novo casal de Berk (alguns até chorando). Foi uma das cerimônias mais lindas que realizei, principalmente por ter sido dos meus amigos. Não só pelas minhas palavras, mas também pela naturalidade deles um perto do outro. A clareza e veracidade nas palavras.

Love is true

Think

Notas finais
Gostaram anjinhos??? Sobre a música no capítulo: Love, do Bruno Mars Aqui está o link para quem quiser ver de Dragons: Dawn of the dragon's racers. Infelizmente está em inglês e não está legendado. mas para quem quiser.... Eu gostei!!! https://docs.google.com/file/d/0B3riYcsMWdXHTVY2NHpyYmU0RGc/preview?pli=1 Então, até o próximo capítulo amores... Beijos, Temp