Notas iniciais
Eu demorei? Sim eu demorei um pouco... Desculpe pessoal, mas só pude postar agora. Esse está um pouco maior (é o que eu espero, já que o Word me engana às vezes). Mas então... Rafaela do céu!!!!!! Menina você quase me matou do coração aqui com a sua recomendação. Sim eu chorei (meio normal), mas tipo, eu amei do fundo do meu coração. Muito obrigada mesmo. Agora sem mais delongas, aqui vai o capítulo. Até as notas finais...

Acordei bem cedo no dia seguinte. Mas eu tive que acordar o Banguela. Afinal, os peixes haviam acabado, e eu não havia pescado no dia anterior devido às circunstâncias cansativas.

E ele ficou muito estressado comigo. Sim ele odiava ser acordado. Cedo ou não. Mas o que eu podia fazer. Seria pior se ele não tivesse peixes.

–Desculpe amigão, mas se você não vier, não terá peixes!

E isso o fez acordar na hora e sair. O que a fome (ou vontade de se empanturrar de peixes) não faz... E assim ele saiu pulando e resmungando para eu ir logo. Ele nunca ficou tão feliz por ser acordado cedo. Dragão esperto...

Eu corri atrás dele e montei com várias cestas na mão. Nunca entendi como nós conseguíamos fazer isso, mas... O fato era que conseguíamos.

Após algum tempo pescando, voltamos para casa cheia de peixes nas cestas. O Banguela estava obviamente feliz. Coloquei tudo na cozinha e dei alguns peixes para o Banguela.

–Muito bem amigão, vamos para Academia?

–Não vai me dar tchau? – escutei a voz da minha mãe. – Eu parto hoje com os vikings para o treinamento.

–Hoje? Você... já vai? – senti um nó na minha garganta.

–Temos que começar logo Soluço. E decidimos que seria melhor irmos logo hoje. Então partiremos com os dragões. Será uma viagem bem rápida.

–Eu concordo que devemos agir logo. – Imagine a sensação que eu senti naquela hora. Eu sei lá, fiquei preocupado. Eu comecei a perceber (ou já havia percebido) que era uma guerra para valer. Mas eu nunca me perdoaria se algo acontecesse com a minha mãe. Ela era o meu alicerce depois que eu meu pai havia morrido (já disse que era o que pensávamos. Depois daquele homem misterioso, tudo é possível...).

–Por favor, Soluço, fique bem. Não quero que nada lhe aconteça. Não esqueça que você deve ser forte.

–Você também mãe, tome cuidado, por favor. Eu... – e as lágrimas vieram. Elas sempre tinham que aparecer. Mas eu as contive. Minha mãe queria que eu fosse forte e eu seria. Respirei fundo. – Eu preciso de você aqui, bem. Então se cuide.

–O Pula Nuvem vai cuidar de mim, não se preocupe viu – ela deu um sorriso acolhedor e abriu os braços e então eu me afundei em seus braços.

–Eu te amo muito mãe.

–Eu também te amo querido. Agora vá para Academia para o seu treino.

–Mas... eu...

–Não, você tem suas obrigações. Não se preocupe comigo que tudo ficará bem. Tchau querido.

–Tchau mãe. Se cuide – sim, eu falei isso milhões de vezes. Eu estava preocupado, ora essa.

Montei em Banguela e fui para Academia. Quando cheguei na Academia, não tinha ninguém.

–Droga – eu sentei-me no chão. –Viu Banguela, eu devia ter ficado mais um pouco em casa. Despedir-me mais. Minha mãe é a única coisa que tenho agora e...

– Despedidas são horríveis – eu levei um susto. A Astrid entrou do nada na Arena de repente.

–Ai, Astrid. Que susto.

–Sou tão feia assim? — ela perguntou se sentando ao meu lado.

–Muita engraçada, senhorita.

–Tenho que aliviar as tensões às vezes. Continuando... Despedir-se é horrível Soluço. Isso só aumenta a dor que se sente. Meus pais chegaram ontem e partirão hoje novamente. Nem deu tempo de vê-los direito. E não aguentaria me despedir, por isso vim mais cedo para o treino.

–Desculpe Astrid...

–Não! Se desculpar por quê? Olha a guerra não é culpa sua...

–De certa forma é...

–Não, não é culpa sua. Como você diz, somos vikings, é um risco ocupacional.

–Eu digo isso às vezes – ela riu e eu também – Eu também acho horrível as despedidas. Eu me segurei para não chorar, eu... Se eu ficasse mais um pouco não a deixaria ir. Eu choraria como uma criança insegura com medo do mundo. Mas eu sabia que ela tinha que ir.

–É assim que você se sente? Inseguro?

– Eu... às vezes. Agora eu estou mais seguro quanto à ideia de ser líder. Mas tem hora que eu tenho medo de tudo. Mas eu nunca demonstro. Pois um líder tem que ser forte – ou pelo menos parecer.

–E você é forte Soluço. Nem parece aquele Soluço que só fazia besteira quando colocava o pé para fora de casa – eu ri.

– É. Eu ainda faço às vezes... Mas eu não me arrependo do que fiz, pois foi em uma dessas besteiras que eu conheci o Banguela. E também comecei a namorar com...

–Namorar? Sério?

–Está bem, maios ou menos a namorar. Não vem ao caso que eu te pedi em namoro bem depois... Então que tal comecei a conhecer melhor a Senhorita Hofferson?

– Ok. Mas e agora? Você conhece melhor ou namora a Senhorita Hofferson? – ela me perguntou olhando nos meus olhos.

–Digamos que nem uma coisa e nem outra – eu recebi um soco no braço bem merecido, eu concordo.

–O quê?

–Digamos que ela é quase minha noiva. – isso a deixou sem palavras. Não sei se isso foi romântico ou não, mas Astrid ficou me olhando nos olhos por um tempo, completamente surpresa. Então ela sorriu e me abraçou fortemente.

–Mas isso exige um pedido formal milady. Quando você menos esperar...

–Eu nem sei o que dizer Soluço...

–Eu sei – coloquei as minhas mãos em seus braços, afastando-a de modo que ela olhasse profundamente nos meus olhos. – Eu te amo sabia?

–Sabia – eu revirei os olhos – Porque eu também te amo.

Então eu lhe dei um beijo. Um beijo apaixonado, daqueles que me deixam leve. E com a Astrid eu sempre estou leve. Quando estamos nesse universo paralelo dos nossos beijos, não existem problemas, não existe guerra. Apenas existe amor (foi meloso demais? Desculpa, mas eu acho fofo e sou eu que estou narrando né. Deixem o Soluço aqui se declarar).

Infelizmente o Melequento entrou na Academia bem na hora que estávamos nos separando. Ok concordo que é total falta de sorte ou de bom senso da parte dele interromper o momento ali. Mas é o Melequento né...

– O que é isso? – ele perguntou.

–Ah, oi Melequento, Bom Dia – eu resmunguei me levantando.

–Há quanto tempo estão aqui?

– Sei lá, Melequento. Só estávamos treinando alguns golpes – eu falei sem ser muito específico.

–Sei...

–O que está insinuando Jorgenson? Veja o que vai falar, porque eu tenho uma ótima mira – eu olhei para ela e ela realmente estava com o machado na mão. Isso não vai dar certo, eu pensei. Então eu entrei na frente dos dois.

–Opa, opa, calminha... – eu falei tentando controlar a situação, sendo que controlar a Astrid é meio impossível (principalmente quando ela está com seu machado).

Os outros pilotos chegaram. Eu agradeci tanto a eles em pensamento...

–Bom Dia – eu falei bem alto e rapidamente, interrompendo qualquer ameaça da Astrid jogar um machado no Melequento – Vamos começar? – eu perguntei.

–Antes de começarmos, posso lhe perguntar uma coisa primo? – eu olhei para ele e suspirei profundamente. Provavelmente seria mais alguma insinuação e eu não estava com paciência para isso.

– É realmente importante? – eu sempre costumo fazer essa pergunta a ele, mesmo sabendo que não faça sentido perguntar isso, já que na maioria das vezes não é importante e ele diz que é.

–Sempre é – ele responde (eu não disse). Então ele dá a mão à Cabeça Quente.

–Então diga – eu falei, mas não tirava os olhos das mãos deles. O que está havendo aqui? eu pensei. Isso era estranho. Muito estranho.

–Você pode fazer o nosso casamento? – todo mundo olhou para os dois quando ele falou.

–Seu casamento? Vocês vão se casar? Desde quando? – eu disparei as perguntas de uma só vez.

– Sim, vamos. Minha deusa aqui aceitou minha proposta, e queremos nos casar. Algum problema?

–Eu... Perna de Peixe? – eu virei para ele. Afinal ele também gostava da Cabeça Quente. Ou melhor, os dois estavam brigando pela Cabeça Quente presumia que ele gostava dela também. Eu precisava saber se ele estava bem com isso. Ele era um grande amigo.

–Está tudo bem Soluço. Eles são feitos um para outro – ele se aproximou do meu ouvido e sussurrou – Não tem cérebro, ou pelo menos não tem todos os parafusos atarraxados nele.

Eu ri. Esse Perna de Peixe... – Tudo bem então. Melequento eu posso fazer sim o casamento de vocês. Quando vocês pretendem se casar?

–Quando der na sua agenda lotada – ele disso ironicamente, eu senti. Eu revirei meus olhos.

–Primeiramente: Por que você quer que EU case vocês? – eu enfatizei a palavra “eu” realmente. – O Bocão também pode fazer casamentos. Eu sei que sou seu primo e estou realmente honrado pelo convite. Mas você...

–Além de meu primo, você é meu amigo Soluço – eu realmente me surpreendi pelo o que ele falou. Mas então ele continuou. – E eu não poderia perder a oportunidade de me casar antes de você e, além disso, você fazer o meu casamento – é tinha acabado a mágica da coisa...

–Óbvio. Está explicado – eu ri – Depois vemos isso então, Melequento. Agora vamos treinar ok?

–Como você quiser.

Nós pegamos os dragões no estábulo e voamos para o céu aberto. Perto da Academia (mas não tão perto. Ok bastante longe) tinha um penhasco, deserto e sem grama ou árvores. Era o lugar perfeito para o meu plano. Eu havia encontrado em um dos voos com o Banguela nos dias anteriores. Então preparei tudo.

–Bom pessoal, eu já volto. Eu vou buscar o barco.

Todos ficaram olhando para mim com uma cara de do que você está falando? Você está louco?

–Calma vocês já vão ver pessoal. O barco está ali debaixo do penhasco. Eu já volto.

Eu amarrei o Banguela no barco e puxamos para baixo dos outros. Desamarrei-o e subimos.

–Então, nós teremos uma ordem de ataque. Essa ordem de ataque nos protegerá e nos defenderá ao mesmo tempo. Pelo menos é o que eu espero. Portanto devemos treinar essa ordem hoje.

–Bom, mas o que exatamente cada um faz? – Perna de Peixe perguntou. E era essa pergunta que eu estava esperando para mostrar minha loucura.

–Eu abrirei o caminho com o Banguela. Com certeza vai ter aquela troca de ofensas básica com o Drago. –Essa era a parte que eu mais gostava do plano. — Então nós daremos o sinal. Ao mesmo tempo em que os gronckles atacaram os guerreiros em terra, liderados pelo Perna de Peixe, os pesadelos liderados por Melequento e os naders liderados pela Astrid atacarão os barcos da armada. Os zíper arrepiantes farão a bola de fogo, com exceção dos gêmeos que lideraram – eu nunca pensei que falaria isso, mas é a vida – Vocês vão impedir que os guerreiros inimigos avançam nos nossos. Porém não poderão impedir todos e eles vão avançar, e os nossos vikings estarão no chão lutando. Eu e Eret estaremos atacando também, mas sem alvos específicos.

Houve um silêncio. Confesso que foi um longo raciocínio.

–Uau! Por quanto tempo ficou planejando isso Soluço? – Astrid perguntou-me.

–Ah, não por muito tempo – não queria dizer detalhes da minha insônia e de como fiquei andando por Berk de madrugada – Então vamos treinar essa ordem de ataque pessoal?

Todos assentiram.

–Ótimo. Não destruam os barcos, atirem na água de preferência, já que não podemos destruir um monte de barcos de Berk. E também não derrubem o penhasco. Tudo entendido? – eles assentiram novamente.

–É muita destruição, tem certeza disso? – Cabeça Dura perguntou.

–Acho que não terá mais volta e isso é demais – Cabeça Quente completou.

–Não tenho não. Vamos para as nuvens! – Sim, eu fui encorajador para não dizer o contrário. Então subimos e começamos as manobras.

Eu e Banguela tomamos velocidade e descemos até a água. Esperamos um pouco (o tempo da “conversinha”).

–Agora Banguela, atira!

E ele atirou. E na mesma hora, os outros entraram em ação. Treinamos vários ataques (digo eu e o Banguela. Utilizamos os limites de tiro do Banguela de uma só vez. Foi incrível ver tudo dando certo tão de perto). Foi perfeito.

–Cessar fogo pessoal – eu falei.

Todos pararam e se aproximaram do Banguela.

–Muito bom pessoal. Conseguimos de primeira. Significa que não precisamos treinar muito isso e sim outras coisas pendentes. O que acharam?

–Louco, perigoso, astuto, definitivo e incrível – Perna de Peixe enumerou – eu amei.

–Obrigado, eu acho. Agora vocês estão liberados. Estejam amanhã no mesmo horário na Academia – eu virei para o Melequento – Você vem comigo. Vou ver a data do seu casamento.

–Legal! – ele exclamou.

Despedi-me dos outros e eu e o Melequento fomos para o Grande Salão.

Lá, eu marquei a data do casamento do Melequento e da Cabeça Quente para duas semanas, quando os outros já estivessem de volta à Berk.

–Muito obrigado primo – o Melequento disse.

–Não foi nada. Boa Sorte no casamento – eu respondi.

–Obrigado. Até amanhã então.

–Até.

Eu fiquei sentado mais um pouco até o Banguela se aproximar de mim. Eu sorri para ele.

–Está dando tudo certo amigão. Tudo certo.

Ele lambeu a minha mão.

–Banguela, que mania! – eu limpei a minha mão e virei-me novamente para ele – Que tal treinar aquelas manobras de ataque Banguela?

Não precisava nem perguntar. Assim fomos para o céu de Berk e nos divertimos mais do que treinamos.

Sabe como é estar nas nuvens? É sentir-se leve, sentir-se livre. As nuvens não são iguais todo dia, até porque qual seria a graça? A cada dia ela tem um jeito diferente de te impressionar. Voar era ver cada dia as mudanças no mundo. E voar com o Banguela era melhor ainda. Porque quando estávamos juntos, o mundo ficava bem maior...

Notas finais
Surpresos com o casamento repentino? rsrsrsrs Quem aí estava torcendo para o Melequento? (eu sei que você estava Rafaela rsrsrsrs). Então gostaram?? Momento hiccstrid tipo LINDO!! Sim ele vai pedir ela em noivado!!!!! rsrsrsrs eu dando spoilers dos próximos capítulos.... mas então, obrigada pelos comentários, eles sempre me deixam felizes. Aos que eu ainda não respondi, responderei nesse minuto!!!! Um beijo enorme e até o próximo capítulo amores.... Temp