Notas iniciais
Oiii!!! Sim eu consegui postar mais um hoje... rsrsrs E então, agora a coisa esquentou de vez. O exército está chegando... Estão preparados??? Até as notas finais...

Nevasca curvou-se para o Banguela, o dragão Alpha. Demostrava total respeito, como todo dragão mostra ao seu “rei”. Os outros se aproximaram. De nós três.

–Você é incrível – escutei minha mãe dizer. Não percebi que era comigo naquele momento, portanto não falei nada para ela.

–Olha, eles são seus amigos também, não se preocupe, pode confiar neles – eu falei numa voz calma e doce com o intuito de acalmar Nevasca. Ele pareceu concordar e então vi vários de seus ferimentos. – Nevasca, você pode parar de soprar frio para Berk. Eu acho que isso faz com que se sinta melhor, mas eu posso cuidar dos seus ferimentos – ele concordou novamente.

Então Banguela pareceu falar algo para ele. Nevasca apenas assentiu.

–O que houve amigo? – perguntei ao Banguela.

Ele aproximou-se de um dos chifres de Nevasca, aquele que estava partido. Isso havia ocorrido há mais de um ano, quando havíamos derrotado o Drago.

–Ah, desculpe por isso amigo – eu falei para Nevasca e entendi que o Banguela também havia pedido desculpas. – Muito bem amigão – eu sussurrei para o Banguela com orgulho.

–Soluço, nós precisamos voltar para a vila, Drago pode aparecer a qualquer momento – Astrid falou. Eu dei um longo suspiro. Ela tinha razão, tínhamos que voltar.

–Eu sei – falei calmamente. – Precisamos ir Nevasca. Porém, você deve continuar escondido. Eu acho que o Drago não irá aparecer, mas se aparecer, não o obedeça. Eu acho que não tem menção de obedecê-lo, não é amigo? Bom, acha que pode avisar o Banguela se ele aparecer? – o Banguela olhou para mim e assentiu. – Se você diz que pode escutar Banguela, então está ótimo – virei-me para Nevasca. – Não se preocupe amigo, vamos cuidar de você quando expulsarmos Drago daqui e de qualquer lugar que ele possa causar problemas – eu estiquei minha mão e ele encostou sua cabeça em mim. – Esconda-se – disse calmamente. Eu virei-me para os outros. -Vamos voltar pessoal – eu fiquei com receio de deixar Nevasca sozinho, mas tive que ir. Além do mais, ele era um dragão enorme, conseguiria defender-se.

Fomos voltando e quando me virei para trás, Nevasca já estava escondendo-se na água e a névoa fria dissipando-se.

–Será que você poderá guiá-lo na batalha mãe? Precisaremos de sua ajuda — a imagem da minha mãe guiando o antigo Alpha na luta contra Drago veio em minha mente.

–Bem, ele confiou em você. Mas não sei se irá confiar em mim.

–Nevasca é bem dócil, mas nos ajudará muito. Eu falei para ele que poderia confiar em vocês e ele assentiu. Então tudo dará certo.

–Eu vou indo Soluço – Eric disse-me. – Qualquer coisa saiba que virei. Sinto que não vai demorar a precisar de ajuda.

–Tudo bem Eric, até mais. Eu realmente conto com sua ajuda nessa guerra.

Eric desapareceu no horizonte. Eu dei mais um longo suspiro.

–Acho que o frio tornou nosso aliado afinal – eu disse.

–Isso foi incrível Soluço, você foi demais – a Astrid disse.

–Eu concordo com a Astrid – minha mãe falou.

–Muito obrigado meninas. Mas agora vamos aterrissar na praça e nos preparar, certo?

–Soluço, eu vou lá para a Academia pegar as armas que estão sobrando lá e levar para o arsenal – a Astrid disse.

–Muito obrigado Astrid. Eu mesmo iria fazer isso, mas já que você vai eu não... – eu fui interrompido por uma pedra que passou bem perto da minha cabeça. Banguela girou e começou a rugir.

–Calma amigão – eu disse e virei-me para o mar.

E levei um susto. Uma grande armada apontava ao longe de Berk. E estava mais perto de nós, pois estávamos mais afastados da vila e então quase fomos atingidos.

–Mas que pontaria boa! – eu falei. – Acho que o momento já chegou, vamos logo para a praça!

Aterrissei com tudo na praça. Estava a um passo do caos em Berk, tinha viking correndo para todo o lado. Eu desmontei.

–Pessoal – eu comecei a falar. Mas ninguém pareceu escutar. – PESSOAL! – eu dei um grito. E então todos pararam o que estavam fazendo na mesma hora (bom, a maioria estava correndo, mas tudo bem). – Se acalmem, por favor. O nosso momento chegou, agora é o nosso teste final. Preparem-se com suas armaduras e armas e se organizem seja aqui na praça, ou seja, nas catapultas das armadilhas da vila para aqueles que foram designados, o mais rápido possível.

–Soluço, eu já peguei as armas que estavam sobrando na Academia e levei para o arsenal – o Bocão disse-me. – Porém, as flechas dos pilotos ainda estão lá.

–Muito obrigado Bocão – virei-me novamente para os outros. – Os pilotos venham comigo. Agora vamos pessoal! Por Berk, nós vamos à luta!

Os berkianos acalmaram-se o máximo possível e começaram a agir imediatamente. Os pilotos aproximaram-se de mim, juntamente com a minha mãe.

–Muito bem, nós temos que buscar as flechas na Academia. É de um arsenal antigo, mas acreditem, funcionam perfeitamente. Eu imagino que vocês saibam atirar – eles acenaram em concordância. Eu particularmente aprendi a atirar com flechas quando eu tinha oito anos. Era a única coisa que eu sabia fazer razoavelmente bem, porque eu era um espadachim terrível. Mas atirar flechas não era uma qualidade bem aceita pelo meu pai. – Há sete kits com arco e flechas, um para cada um de nós pilotos. Há bastantes flechas, não será um problema. Vamos rápido!

Alguns vikings já se organizavam na praça e os pilotos montaram e foram para a Academia. Um corre-corre instalou-se na vila. Mas por incrível que pareça, era uma bagunça organizada, diferente do corre-corre do desespero de alguns minutos antes.

–Soluço! – minha mãe chamou-me antes de eu decolar. – O que quer que eu faça?

–Espere Eric na praça ele vai chegar logo. Quando ele chegar, vão até o Nevasca e leve-o para trás da ilha, no sul, onde ele irá manter-se escondido até certo momento. Aguarde as minhas ordens – eu olhei para ela carinhosamente. – Humildes ordens.

–Dará tudo certo, permaneça calmo. É nessas horas que um líder revela-se. Forte, bravo e destemido – fiz um esforço para sorrir docemente.

–Eu disfarço bem. Tenho que ir agora – decolei e fui direto para a Academia.

Chegando lá, eu desmontei de Banguela e vi que os outros dragões também já estavam na Arena, e as salas dos pilotos abertas, com certo barulho dentro delas (principalmente na dos gêmeos). Pelo menos Bocão tinha deixado as flechas de cada um em suas respectivas salas. E imaginava os gêmeos discutindo pelo melhor arco...

Eu entrei correndo na minha sala e peguei meu arco e minha aljava com as flechas. Adivinhe qual era o símbolo bordado nela? Exatamente, Fúria da Noite (obra da Léia, como sempre).

Coloquei a aljava nos ombros junto com o arco, após tirar o escudo. Saí da sala e vi os outros pilotos se encaminhando para os seus dragões. Até os gêmeos faziam silêncio. Eu peguei meu escudo e encachei o escudo num suporte na sela do Banguela (sim eu amo fazer suportes em qualquer lugar...).

–Agora sim amigo – conferi o resto da armadura e o leme de sua cauda (que realmente aumentou sua velocidade ainda mais). – Obviamente estou indo para a guerra – eu simplesmente estava nervoso demais. – Bom pessoal, todos estão prontos? – eu perguntei novamente balançando os braços. Por que raios eu não conseguia controlá-los quando estava nervoso?

Os pilotos montaram e entendi isso como um sim. Eu também montei e olhei para a Astrid que estava do meu lado, e ela me mandou um olhar de apoio.

–Não se preocupe, não estou nervoso – eu disse-lhe, embora não acreditasse em nenhuma de minhas palavras. Respirei fundo. Decolamos e eu liderei os outros até a praça.

–Vão buscar os dragões para executarmos o nosso plano. Aterrissem na praça e deixem os outros dragões voando acima dos outros vikings – eles assentiram e dirigiram-se para baixo.

Porém, Astrid antes de ir com os outros, se aproximou de mim.

–Boa sorte Soluço – ela disse gentilmente.

–Muito obrigado senhorita. Mas boa sorte para todos nós e para você também. Não quero que nada aconteça conosco.

–Sempre pensando em todos. Você é um grande líder Soluço – ela posicionou-se perigosamente em pé em Tempestade, ficando bem próxima e de frente para mim.

–Senhorita Hofferson, o que pensa que irá... – ela interrompeu-me com um beijo. Um beijo a mais de 200 metros do chão. Muito perigoso... Um beijo doce com um ar de despedida.

Ela separou-se, mas encostou sua testa na minha, fechando os olhos. Eu também fechei os meus.

–Boa sorte meu líder – ela disse por fim, abrindo os olhos.

–Boa sorte milady. Não é um beijo de despedida. Vai dar tudo certo, não se preocupe.

–Sei que dará. Até a frente de batalha.

–Até – acompanhei sua descida e olhei para o exército cada vez mais perto.

Então senti um vento frio e virei-me para o sul da ilha. Avistei uma leve névoa que já estava dissipando-se. Sorri.

–Que bom que você conseguiu mãe.

Pula Nuvem e minha mãe e mais outro Dragão com seu cavaleiro se aproximaram. Como as asas de Pula Nuvem tampavam o outro dragão, não dava para identificá-lo. Conforme se aproximavam, identifiquei Eric com seu magnífico Pesadelo Monstruoso. Ele vestia sua habitual capa, que revelava apenas os olhos. Olhos estes meio azuis ou verdes sei lá, não dava para saber que cor era. Mas eram tão cristalinos que me causavam arrepios e que me incomodavam um pouco.

Finalmente eles alcançaram-me.

–Olá mãe. Olá Eric. Que bom que conseguiram – minha mãe sorriu docemente (ela estava sempre sorrindo docemente).

–Ele é tão dócil Soluço, mas igualmente imbatível em relação ao outro Alpha que ele... Enfim não importa – minha mãe falou. – Nevasca é majestoso e nos ajudará muito.

–Concordo e esqueçamos o passado, já que a culpa não é dele. Desçam e juntem-se aos outros vocês dois. Eu já irei falar com todos vocês.

–Sabe o que teu pai diria a você agora? – eu olhei para ela, seus olhos brilhavam, com a menção de algumas lágrimas. – Estou tão orgulhoso de tê-lo como filho. Eu estou orgulhosa de tê-lo como filho.

–Obrigado mãe. Eu pretendo não desapontá-la.

–Você nunca me desapontaria meu filho – eu perguntei-me naquela hora por que todos pareciam estar despedindo-se de mim.

Ela e Eric desceram e juntaram-se aos outros. A maioria de nossos guerreiros já estavam prontos. As catapultas também estavam prontas para serem ativadas.

–Ok – eu debrucei-me falando com o Banguela. – Tudo pronto amigão. Chegou a nossa hora – ele ronronou e concordou.

Descemos em uma velocidade normal e eu aterrissei na frente dos berkianos. E então desmontei.

–Chegou a nossa hora – repeti a frase que disse para o Banguela. Dava-me coragem. – vamos defender nosso lar, nossa casa, nosso pôr-do-sol, nosso pedaço do paraíso – eu abri os braços abrangendo toda a ilha em meu coração. – E que todos saibam que Berk não se rendará ao inimigo. Somos vikings. Lutar é o nosso sobrenome. E nós iremos lutar pelo que acreditamos. Pela paz que tentamos exercer. Pelo nosso caráter. Pela nossa vida – o exército inimigo já estava próximo ao porto. Virei-me de frente para eles. – E que vençamos essa guerra!

Notas finais
Gostaram?? Muito enigmático?? Faço perguntas demais?? rsrsrs Muito obrigada novamente pelos comentários, amo cada um deles... Um beijo enorme e até o próximo capítulo amores.... Temp