Notas iniciais
Oiiii!!! Então, muito obrigada pelos comentários... prometo que irei respondê-los amanhã, quando terei mais calma para chorar e depois responder rsrsrs. Obrigada... Até as notas finais...

Uma semana passou desde o suposto ataque à Academia. Ela continuava intacta na mediada do possível, mesmo com algumas pequenas destruições dos pilotos especialistas em explosão (leia Melequento e Gêmeos).

Falamos aos outros cidadãos que as armadilhas estavam acionadas para que tomassem cuidado para não se machucarem em alguma. E também o porquê de acioná-las. Os beserkers estavam no topo da lista de motivos.

Contamos sobre o nosso noivado para os outros pilotos. A maioria ficou feliz pela gente. Apenas Melequento fez alguma objeção quanto a isso:

–Não podia ficar para trás né Soluço? Eu noivei e você também quis noivar...

–Na verdade, eu já havia dito a Astrid que iria pedi-la em casamento, então tecnicamente nós já éramos noivos antes de você Melequento – eu respondi.

–Acho que quem ficou pra trás foi você – a Astrid completou. Digo que isso o calou pelo resto da sua vida.

Quando a semana passou, já era hora dos berkianos voltarem do treinamento na Ilha de Gelo. E realmente haviam voltado. Eu acordei cedo naquele dia e fui caminhar por Berk para, sei lá, esticar as pernas um pouco antes de o Banguela acordar. Ao chegar ao porto, avistei o brasão da Tribo Hooligan de Berk nos navios que se aproximavam. Sim, a maioria dos berkianos foi com os dragões, mas partiu cinco navios junto com eles, já que nem todos tinham os seus dragões, e por via das dúvidas, é melhor prevenir antes que algo acontecesse de errado não é mesmo?

–Eles chegaram – eu falei para mim mesmo.

Corri de volta para casa. Entrei quase quebrando a porta para chamar o Banguela. Ele já estava acordado felizmente.

–Bom dia amigão. O pessoal chegou Banguela, temos que recebê-los com os outros – eu falei rapidamente, radiante. Ele veio meio bocejando até mim – Eu sei que está meio cedo, mas você não quer ver a mamãe? – a lembrança de Valka fez Banguela se animar e dar um sorriso para mim, partindo para a porta. Ele também é muito apegado a ela desde quando a conheceu. Ela provoca isso nos dragões. – Muito bem então, vamos para Academia chamar os outros.

Fomos até a Academia onde os outros pilotos estavam me esperando para o treinamento.

–Aula cancelada pessoal! – eu falei logo que entrei. Eles voltaram sua atenção para mim. – O pessoal chegou da Ilha de Gelo agora. Então esqueçam o treinamento e vamos recepciona-los. Passamos o treino para amanhã, OK?

Todos se animaram, pois a maioria dos pais deles foram ao treinamento e já estavam há uma semana fora.

–Que bom que já chegaram – a Astrid falou para mim – Não via a hora de falar com eles sobre certos assuntos pendentes – eu ri para ela, pois sabia que se referia ao nosso noivado.

Eu fui na frente dos outros com o Banguela. O barulho característicos do Fúria da Noite foi escutado pela nossa felicidade e velocidade. Pousamos no porto e logo depois os outros pousaram também.

O primeiro barco atracou no porto. Nele estavam minha mãe, os pais de Astrid, meu tio Gosmento e o Bocão. Minha mãe foi a primeira a descer do barco e me deu um abraço apertado que foi retribuído por mim.

–Oi mãe – eu falei me aconchegando nos seus cabelos ainda mais. – Que bom que você chegou, já estava preocupado. Deu tudo certo com o treinamento, os vikings estão bem? – eu falei me soltando do abraço.

–Claro que estão. Foi meio difícil lutar no frio no começo, mas depois nos acostumamos. Estamos todos bem.

Vi os pais de Astrid irem até ela e a abraçarem. O Banguela se aproximou mais e recebeu um carinho da minha mãe.

–Banguela! Como vai? O Soluço cuidou bem de você? – ele deu um sorriso bem do jeito dele, recolhendo os dentes.

–É claro que sim né amigão?- ele me deu um leve empurrão e eu afaguei sua cabeça.

–Ele sempre cuida bem de você, né Banguela? E você também cuida sempre muito bem dele. Acho que até melhor, se você não vigiasse o Soluço só faria besteiras – acho que isso não era verdade, já que quando eu estava com o Banguela eu fazia mais besteiras do que quando estava sozinho...

–Ah, muito obrigado mãe, sua sinceridade é comovente – eu falei ironicamente fazendo-a rir. – Então, vamos fazer uma reunião amanhã? Temos que falar sobre certos acontecimentos em Berk – eu falei, me referindo aos beserkers em Berk e também aos outros assuntos de guerra. – Hoje todos devem descansar. – Então olhei de um lado para o outro e senti falta do Pula Nuvem. – Onde está o Pula Nuvem?

–Ah, ele ficou na Ilha do Santuário.

–Mas por quê?

–Porque tem alguns dragões lá que ele quer ajudar. Há dragões muito machucados que foram parar lá e que só podem voltar para Berk quando melhorarem. Então ele ficou por lá para ajuda-los a se recuperarem.

–VALKA! – escutei a voz de Astrid e me virei em sua direção. Ela estava acenando para nós e se aproximou para abraçar a minha mãe.

–Astrid, tudo bem com você? Senti saudades suas – eu olhei para elas e revirei os olhos – Também senti saudades suas ciumento – minha mãe falou para mim e eu ri. Ela acariciava as mãos de Astrid e deve ter percebido o anel. Ela olhou para as mãos dela.

–Ah, mãe. Nós temos novidades para você – eu falei – não só do treinamento, mas também...

–Vocês vão se casar? – ela me interrompeu – Até que enfim parou de enrolar a Astrid Soluço – nós dois rimos e a abraçamos. – Estou muito feliz por vocês.

–SENHOR E SENHORA HOFFERSON! – eu chamei. Eles acenaram e vieram até mim. A Senhora Hofferson, sempre carinhosa, me deu um abraço bem apertado. O Senhor Hofferson apenas apertou minha mão, em sinal de respeito (Ok, eu ainda sou o líder, mas às vezes esquecia-me dessas circunstâncias, do contrário teria lhe dado um abraço). – Poderiam jantar conosco hoje? Eu imagino que saibam do que se trata.

–Claro Soluço, vamos oficializar as coisas como manda a tradição. E nada me deixaria mais feliz do que vê-la feliz – o Senhor Hofferson disse apontando para Astrid. – E sei que ela escolheu a pessoa certa.

–Muito obrigado senhor.

–Ah por favor, me chame pelo meu nome, Axel. – Os Hoffersons são grandes guerreiros... Axel significa grande guerreiro.

–E a mim de Léia.

–Como quiserem, mas acho que não irei conseguir – nós rimos.

–Então nos vemos mais tarde – o Senhor Hoff... Ok, Axel, falou. Às vezes não consigo chama-lo de Axel ainda.

–Claro, até mais tarde.

–Até Soluço – Astrid disse-me e me deu um beijo. Na bochecha se querem saber.

Eu e minha mãe fomos caminhando até em casa de braços dados, apenas sentindo a companhia um do outro. Nós entramos em casa e minha mãe foi tomar um banho. Enquanto isso eu fiz o almoço para nós dois.

Quando ela desceu, nos sentamos para comer (depois de eu ter alimentado o Banguela).

–Então, me conte como foi na ilha mãe – eu iniciei a conversa.

–Bom, no primeiro dia, ninguém ousou sair do acampamento que fizemos mais ou menos no centro da ilha. No outro dia, encaramos o frio e saímos para treinar. Vimos que não era tão frio assim, ou melhor, que já estávamos acostumados com esse frio mais do que sabíamos. Então treinamos todos os dias, com exceção da véspera da viagem de volta. Aprimoramos muito a nossa técnica de luta Soluço. Você mesmo consegue lutar no frio devido às viagens que fez certo?

–Sim, de tanto viajar por essas ilhas, às vezes temos que nos defender de contratempos inesperados – eu e o Banguela já tínhamos sido atacados várias vezes em algumas ilhas nada amigáveis que descobrimos. Então já estive no frio congelando aprendendo a lutar na dor mesmo. Acho que é o melhor treinamento...

–Pois então, os vikings pareciam ter nascido para lutar no frio, como se não precisassem de treinamento. Mas por via das dúvidas, podemos voltar daqui a duas semanas lá de novo e treinar.

–Muito bem, falaremos sobre isso na reunião amanhã e veremos o que será de consenso geral.

–Certo, agora fale do seu treino com os pilotos aqui em Berk, Soluço.

–Bom, deu tudo certo. Eu fiz um plano de ataque que está sendo muito bem executado pelos outros pilotos. Mas ainda acho que podemos melhorar algo, mas não sei no que... Enfim, quanto aos inimigos, estão audaciosos demais.

–Audaciosos? Como assim?

– Nós tivemos que acionar as defesas subterrâneas da ilha. Não sei se você sabe, mas antigamente havia armadilhas subterrâneas para matar os dragões. Bom, quando paramos de fazer isso, Bocão e eu desenvolvemos armadilhas para possíveis inimigos e invasores. Então todos possuem mapas da localização das armadilhas. – eu coloquei um mapa em sua mão, para que ela pudesse observar. — O motivo de acionarmos foi que, no começo da semana, alguém entrou na Academia e fez certos “estragos” lá – fiz aspas com as mãos – e montou um cenário para que eu pensasse que eles haviam sequestrado a Astrid. Sorte que... sorte... sorte que a Astrid chegou – fiz força para não gaguejar e revelar que estava mentindo, afinal, foi aquele homem misterioso que me alertou a verdade. Entretanto eu não poderia falar nada com a minha mãe, pois isso levaria ao meu pai com toda a certeza. Mas eu ainda gaguejei mais do que queria. – Enfim, ele entrou facilmente em Berk naquele dia. Então acionamos as defesas. Porém não sabemos como esse líder age e se suas ações estão diretamente ligadas ao Drago.

–Como assim vocês não sabem como Dagur age? Por tanto tempo, pelo que você disse-me, Dagur tentou roubar o Banguela de você e atacar Berk, mas vocês sempre souberam se defender.

–Há um novo líder dos beserkers,

–Novo líder?

–Sim. O Dagur morreu há algum tempo, portanto outra pessoa está liderando-os. Mas não sabemos nem ao menos o nome dele.

–Mas sabemos que ele irá atacar e está junto com Drago. Isso já é muita coisa. Eles não sabem o que nós sabemos sobre eles. E muito menos que estamos treinando e que temos um líder como você. Eu aposto que o líder deles não chega aos pés do nosso – ela disse sorrindo carinhosamente para mim.

–Bom... obrigado – eu disse sorrindo de volta.

Terminamos de almoçar e voltamos a conversar. Falamos sobre o casamento da Cabeça Quente e do Melequento e voltamos a conversar sobre o treinamento.

–Amanhã te levarei para ver o nosso treinamento.

–Mas onde vocês treinam? Por que eu estou sem o Pula Nuvem.

–É a céu aberto, perto de um penhasco. Não queremos destruir nada por aqui. Eu sei que você está com o Pula Nuvem, mas você pode pegar um dragão no estábulo. Ou ir com o Bocão e o Resmungo – Resmungo era o dragão do Bocão. Era um dragão muito pesado e que vive sempre dormindo. Sempre.

–Pode ser então, vou falar com o Bocão. Mas agora – ela abriu um sorriso – você vai me contar tudo.

–Não sei do que você está falando Dona Valka – falei meio cinicamente, mas sorrindo.

–Óbvio que sabe. Do seu noivado, ora essa. Você não imagina o tamanho da minha felicidade por vocês dois.

–Eu fiz um anel de noivado para ela na semana passada. Você o viu.

–Com pedras azuis turquesa. Muito bonito.

–Exatamente. Então fiz uma surpresa para ela, pedindo-a em casamento nas nuvens, com a ajuda do Banguela, né amigo? – ele olhou para nós e concordou. – Eu já havia falado com os pais dela antes da viagem, mas eles prometeram não contar nada a ninguém. Então foi surpresa para todos.

–Uma surpresa incrível na verdade – ela fez uma pausa e voltou a falar. – Quando eu me apaixonei pelo seu pai, eu sabia que ele iria me trazer muitas alegrias, mesmo com os problemas com os dragões em Berk, eu sabia que eu seria feliz. E ele me deu a minha maior alegria...você, meu filho – você imagina que já havia lágrimas nos meus olhos e agora relembrando essa parte de minha história, meus olhos também enchem-se de lágrimas. – Eu ainda sinto muita falta dele, eu não nego. Mas eu o sinto aqui. Ele está presente no meu coração. E sei que no seu também – ela deixou algumas lágrimas caírem o que fez as minhas também irem pelo mesmo caminho. Porém ela as secou-as rapidamente e voltou a sorrir para mim. – Mas enfim, vamos falar sobre você. Desde quando você gosta da Astrid? Como foi se apaixonar por ela?

–Desde que a vi pela primeira vez. Desde sempre – eu falei enxugando as lágrimas. – Ela parecia ser tão confiante e forte. E ela realmente é. É uma grande guerreira para mim e para todos. Você há de concordar – ela acenou em concordância. — E é claro, muito bonita. Ela não ligava muito para mim no começo. Mas depois que ela me entendeu, ou melhor, entendeu o que eu sentia e o que eu era, eu também passei a ver o seu interior. Ela é a pessoa mais doce do mundo. A princesa encantada de algumas lendas que contamos no Snoggeltog.

–Princesa encantada? – estava tão concentrado no meu relato que não vi a Astrid entrar em minha casa. Virei-me para ela e senti o meu rosto corar, pois provavelmente ela havia ouvido tudo o que eu falei sobre ela. É um pouco mais profundo do que já falei para ela eu acho.

–Ouvi tudo que você disse Soluço – ela disse fechando a porta e sentando-se ao meu lado na mesa, dando um oi para a mamãe. – Foi lindo o que você disse e eu sinto por você a mesma coisa por você, e você sabe. Mas há uma coisa que você não sabe sobre mim. É claro que eu ligava para você antes – ela disse como se fosse óbvio. Bom para mim não era, mas isso não vem ao caso. – Você era sim diferente dos outros, mas um diferente bom. A cada coisa que você fazia e que dava errado eu me surpreendia por você não desistir. Nunca. E isso foi me deixando mais interessada por você, mas eu já gostava de você há muito tempo. Desde o primeiro olhar. E depois que descobri o que você tinha aí dentro – ela colocou sua mão no meu coração. – isso me fez apaixonar-se ainda mais. Você tem um grande coração e como a Valka diz, a alma de um dragão. E como eu não me apaixonaria por tudo isso? – ela disse rindo e eu sorri beijando suas mãos.

–Obrigado – eu então lhe dei um abraço.

–Eu preciso ir, vim só falar contigo sobre o jantar. Obrigada – ela disse.

–Pelo o que? – perguntei confuso.

–Por querer casar-se comigo.

–E por que não iria querer? – ela sorriu.

–Até mais dona Valka.

–Ah claro Astrid, até mais – minha mãe respondeu.

A Astrid saiu e ficamos apenas eu e minha mãe novamente.

–Você escolheu a pessoa certa para amar Soluço. E ela também – minha mãe disse. A segunda pessoa que me dizia isso hoje (o Senh... ok, Axel, já havia falado isso no porto). E eu apenas sorri, pois sabia que era verdade. Havia escolhido a pessoa certa para amar.

Notas finais
Gostaram? Capítulo muito grande?? Temos que atualizar os berkianos sobre as novidades não é mesmo?? Principalmente noivado... Sim, Axel significa grande guerreiro. Nome de origem viking/escandinava. Os nomes que criei a maioria são de origem escandinava. Léia, bom, eu gostei do nome para mãe da Astrid, mas não é de origem viking. Enfim... Até o próximo capítulo amores. Um beijo enorme amores!! Temp