Solstício of Kami
2 Ataque na noite
Notas iniciais
Assim que ela disse seu nome Amaterasu e eu com a espada em mãos não soube o que dizer, com o corpo tremulo a olhei e disse acuado.
–– Porque eu?
Amaterasu me olhou e disse sem cerimonia com uma voz forte e determinada
–– porque você foi o escolhido, fui eu quem te tirei daquele lugar a qual você não deveria ter saído vivo, quero que seja o guardião do meu poder o guardião do Sol.
Encarei a lâmina daquela espada deslumbrante sentindo uma energia encher meu corpo
Amatesaru disse;
—– se você aceitar terá que reunir mais cinco portadores de espadas que assim como você forao escolhidos.
Eu respondo com duvidas;
–– mas eu não sei por onde começar e nem o que fazer!
Há disse com receio de que estivesse aceitando algo que eu não cumpriria mal conseguia brandir aquela espada, que parecia pesar cem quilos.
Ela disse com uma voz antes forte agora calma e gentil
––sempre vou estar com você, apenas aceite
Acabei por dizer
–– antes, o que aconteceu com Kula?
Ela olhou pra jovem garota ali desmaiada que parecia estar sonhando algo bom.
–– ela está desacordada, apenas os escolhidos são permitidos nos ver.
Amaterasu não parava de brilhar um segundo sequer, já estava parecendo despreocupada.
Então até que perguntei, e ele, porque nos atacou?
Ela estava flutuando ate a minha pergunta, encostou seus pés no chão e caminho devagar até aquele homem e pegou sua máscara
––ele estava sendo controlado...
Perguntei sem delongas,
–– por quem?
Ela disse com um tom sarcástico
–– terá que descobrir.
A mascara se desfez quando ela a pegou e se virou para mim.
–– adeus e boa sorte em sua jornada e sempre se lembre, você é meu escolhido.
E do mesmo jeito que apareceu com um enorme estrondo ela se fora, me deixando com a cabeça cheia de dúvidas, sobre a espada sobre essas pessoas a qual me disse pra procurar, olhei para o chão e percebi que Kula estava levantando, ajudei há se sentar, ela com a cabeça baixa me perguntou.
–– o que aconteceu aqui? –– eu apenas ouvi um enorme trovão e quando abri os olhos estava deitada.
Eu estava sem jeito pra contar a ela, mas mostrei a espada que já não estava brilhando, estava apenas normal, mas sabia que não era uma espada comum.
Ela tentou segurar a espada, mas quando a tocou a espada em suas mãos parecia pesar mais de quinhentos quilos e a deixou cair, na mesma hora fiquei com medo de que acontecesse alguma explosão.
–– ufa!!,
Digo aliviado não gostaria que a deusa que acabara de confiar a mim a espada se zangasse.
Ela disse..
–– ei o que há com essa espada mal consigo segurar.
Ela ainda estava atordoada do desmaio que nem perguntou do homem que nos atacara.
Me levanto, estávamos sentados nos pedaços de tronco da grande arvore que a esfera de fogo quase nos incinerou cortara.
Ela se dá conta do homem deitado, mas não muita importância, a digo com sarcasmo;
–– isso que acontece com quem se mete comigo.
Ela ri e se levanta também, não quis saber se foi mesmo eu, mas ela devia saber no fundo que eu estava escondendo alguma coisa, ela estava com seu manto todo empoeirado do chão e acaba por tirar ele, ela vestia por baixo uma armadura de aço com um bração de dragão nele, olhei para ela
–– que armadura legal, como posso ter uma dessa ?.
Ela sorri se parecia bastante com o sorriso de Amaterasu
–– essa é a armadura usada pela minha família de lordes, nosso símbolo é o dragão imperial.
Eu disse...
–– muito legal, essa armadura não é muito pesada pra alguém tão pequena?
E eu acabo por levar um soco na cara que por sinal doeu bastante, mas merecia, há provoquei.
Ela me disse com a voz seria
––vamos logo precisamos atravessar essa floresta antes que alguém nos ataques de novo e chegando em Hanagi é o fim de nossa pequena e breve aliança.
Eu não gostaria que acabasse, não gostaria de seguir o que fui mandado sozinho, mas não podia forçar ela, isso poderia ser perigoso e não podia arriscar. Há disse
–– então vamos seguindo em poucas horas chegaremos lá.
Ela concordou com a cabeça apenas, seguimos por algumas horas com o silencio e apenas barulhos de pássaros embrenhados na mata de pinheiros ate que a poucos metros avisto o fim da trilha que chegara ao fim dessa tenebrosa floresta, chegamos ate ele e lá estava Hanagi a cidade dos viajantes, uma cidade que podia se dizer quase do tamanho da capital Hokaryo.
Hanagi era grande, ruas largas, se parecia com um festival com tantas bandeiras cruzando os telhados, muitas tendas vendendo especiarias, churrasco, e também muitas lojas de armas como arco e flecha, bastões e espadas em geral, a cor das bandeiras era uma saudação ao atual imperador seu nome éra Kojiki dizia que ele era tão bom com a espada que podia cortar até o ar, eu só ouvira seu nome, nos meros plebes nunca víamos esse tipo de gente.
Olho para Kula que estava com um rosto tão triste que parecia não estar feliz de ter saído da floresta.
–– Kula em fim chegamos aqui.
Digo a ela;
–– vamos comer alguma coisa quero te recompensar pelo trabalho que teve de me ajudar a chegar aqui.
Ela sem retrucar concorda ainda sem soltar uma palavra, enrolo a espada que acabara de ganhar em um pedaço de pano que faço de mochila nas costas para que não chame atenção.
Vamos comer eu conheço um lugar aqui....
Kula me diz
–– não poso mais ficar com você, tenho que sair daqui o mais rápido.
Ela estava com um rosto tão triste, olhos que parecia estar chovendo, sacudi-o seu manto preto tirando a poeira e o vesti-o
–– adeus Kaze, foi bom te conhecer.
Ela correu pra dentro da floresta de novo e corri atrás, mas entrando na floresta ela já havia desaparecido assim como alguém que eu tinha conhecido horas antes, fiquei olhando mata a dentro sem entender,
–– eu não vou esquecer do que fez por mim, tenho uma dívida com você.
Digo em alto e bom som que ecoa floresta dentro, fico triste gostaria continuar com ela pelo menos pagar minha dívida, mas não esquecerei disso.
Entro em Hanagi, uma cidade muito bonita por sinal por se tratar de um centro comercial está sempre tão cheio, sempre que a visito vou pro centro, onde há uma fonte grande que sempre há bardos cantarolando aos ventos, compro pães e vou para uma pousada, já são onze da noite decidi que seria melhor descansar essa noite.
Deito na cama pensando em porque Kula fez aquilo saio tão rápido, desfaço a mochila de panos olhando a espada, ajeito ela na cadeira e deito de novo acabo por dormir, e acabo por pegar no sono até que ouso uma voz dentro de minha cabeça, acordo disparado.
–– Kaze.........––Kaze, meu querido Kaze
Fico espantado procurando no quarto, mas não há ninguém além de mim, empunho a espada que já não parecia ser tão pesada.
–– Kaze, sou eu Amaterasu..
Ouso seu nome e meus músculos tremem, não de medo mas sim do que possivelmente viria em seguida.
–– vá para a entrada de Hanagi, agora.
A voz some, e fico confuso, abro a porta do quarto e corro sem olhar para traz, apenas com a espada em mãos, a lua brilhava grande no céu já deveria ser uma ou duas da manhã, continuo a correr passando pela fonte onde havia alguém adormecido nela não tive tempo de parar, ao chegar na entrada não via ninguém, mas ouso uma voz ecoar em minha cabeça.
–– cuidado Kaze, cuidado.
Quando me dei conta a pessoa que eu encontrara deitado na fonte estava em pé, não conseguia ver direito a figura, essa parte de Hanagi não é muito clara, mas percebi quando a roupa caio no chão e ouso um forte bater de asas, a voz disse..
–– então você é o escolhido..., mas parece tão magricela, e ainda te falta um braço, o que Amaterasu vê em alguém tão fraco como você.
Sua voz era grosa me dava cala frios, ele não se mostrou, mas eu sentia que estava por perto e também ouvia o som de suas asas,
–– eii
Grito em bom tom
–– o que você quer comigo?
Ele respondeu soltando gargalhadas com maior deboche do mundo
–– HAHAHAHA não consigo parar de rir de um ser tão patético chega meda pena, mas trabalho é trabalho.
Ele se cala, fico na dúvida sobre o que ele quis dizer, mas sem ao menos esperar levo um chute na nuca tão forte que caio, e a espada, escapa de minhas mãos.
–– Hahahaha tão fraco, tão fraco
Ele não para de repetir isso, nesse momento percebo que cuspi sangue, consigo se virar para seu lado, uma nuvem se afasta da lua lhe trazendo a luz sobre Hanagi, vejo aquela figura em minha frente o que parecia um homem de pele vermelha com um nariz grande e asas, estava com uma veste negra e de calçados que parecia madeira, seus olhos brancos com um pequeno pingo negro no centro, arregalo os olhos.
–– o que é você?
Ele disse sorrindo
–– suas ultimas palavras jovem inútil Hahahaha.
Estico meu braço ate alcançar minha espada, dou um salto pra traz no momento de adrenalina e lhe aponto a espada.
–– quem te mandou fazer isso?
Ele disse novamente com muita ironia.
–– se eu contar você não iria acreditar Hahahaha.
Não paro pra pensar corro pra cima daquele homem pássaro tentando o desferir um belo golpe, ele desvia com facilidade e meda um golpe giratório com o pé bem no meio da cara que me joga no chão novamente, já estava meio tonto causado pelos chutes
Ouso bem longe a voz dele
–– sou um Tengu, apenas revelei porque você não vivera pra ver o amanhecer Hahahaha.
Ouço a voz de Amaterasu em minha cabeça.
–– use meu poder pequeno guardião.
Penso
–– eu tenho a espada de uma deusa, fui o escolhido para ser um guardião e não escolhido pra uma galinha vermelha me matar.
Passo o braço no rosto tirando a poeira de meus olhos o vendo com mais clareza seguro forte o cabo de minha espada, grito com toda confiança que ganhei nos três segundos de coragem extrema...
–– SINTA O PODER DO SOL.
Cai um raio de luz em minha cabeça, uma luz tão forte, consigo o ver com toda clareza aquele Tengu designado a me matar, não sinto mais machucados nem dor, apenas sinto meu corpo mais leve.
Olho para minhas antes roupas esfarrapadas que agora usara um quimono branco e dourado tão dourado quanto o ouro, estava com o cabelo amarado para traz, minha espada brilhava como nunca, sentia uma enorme confiança em minhas ate desconhecidas habilidades espadachim, mas sabia que isso era de Amaterasu, não parava de brilhar, aquela parte escura de Hanagi parecia estar no sol do meio dia.
Tengu me olhara com medo, lhe disse
–– você tem 3 segundos pra sumir 3...2...
Ele avançou com fúria parecia pra acertar um soco e me apagar, meramente entrei em posição de ataque, e sem ao menos perceber com piscar de olhos havia cortado Tengu ao meio.
Acabara de usar uma habilidade de minha espada, havia o cortado tão rápido quando a luz, não estava a acreditar no que acabara de fazer, não acreditava que a espada seria algo tão poderoso, me sinto tonto com minhas vista escurecendo, acabo por cair ali olhando aquele ser virar cinzas, sinto meus olhos fechando ate que avisto alguém longe sentado apenas me olhando fixamente...... e.....apago.
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