Notas iniciais
Oi, gente! Vocês ainda lembram de mim? Sou eu, Twins Are My Buddies, dona dessa fic. Quatro. Dias. Sem. Postar. Nem. Oi. Eu mereço uma facada por causa disso, sério. Me perdoeeeeeeeem, por favor, garotas/os, desculpa, eu amo demais vocês, por isso não me abandonem! Desssculpa. Sério. Bem, obrigada às meninas que comentaram no capítulo anterior (Izzy & Natty) e que me deixaram felicíssima! Desculpa, cuidado, beijos, comentem.

20/01/15

Olá, Amy, tudo bem?

Você ainda lembra de mim, garota que te importuna?

Quatro dias sem falar com você, me desculpe por isso. Mas, por incrível que pareça, você não perdeu muita coisa.

Estou em casa esses dois dias (quinta, hoje, e sexta), já que os professores fizeram uma greve de dois dias.

Você não pode imaginar o quanto estou feliz! Minha quarta já foi bem animada (à tarde), já que eu dormi no meio do filme do Harry Potter que eu estava assistindo e, assim que acordei, fui assistir O Diário de Anne Frank.

É tão legal, Amy! É em preto e branco!

Bem, pelo menos eu estava até, sei lá, quatro horas atrás.

Tudo começou com a luz faltando. Eu pensava que era só uma queda e pá, mas NÃO. Eles cortaram a energia.

Eu esperei cerca de três horas até que mamãe ligou com uma alternativa: ela me buscaria e nós iríamos buscar minha irmã no cursinho.

Ela buzinou e eu abri a porta. Ela me encarava de cara fechada e quase gritou, ordenando que eu entrasse no carro. Pediu que eu fizesse isso rapidamente.

Com a maior cara de bunda, entrei no carro e perguntei o que estava acontecendo. Ela gritou que a energia havia sido cortada e que provavelmente ficaríamos sem energia a noite inteira.

E que a culpa era inteiramente minha, para variar.

– EU JÁ PAGUEI O TALÃO DE ENERGIA, VOCÊ PODERIA TER ENTREGADO PARA ELES, MERDA! — minha mãe geralmente não chama palavrões, a não ser que esteja enfurecida e violenta.

Não respondi, magoada. Abaixei a cabeça e fiquei girando a chave de casa com os dedos.

Ela ligou para a companhia de energia, revoltadíssima, e pediu que eles fizessem uma religação emergencial. A moça disse que demoraria em torno de quatro horas.

Mamãe desligou, dirigindo por algumas ruas que não dão para o cursinho e sim para a casa da minha avó (aquela da viagem).

Fiquei confusa, observando-a estacionar na frente da casa da minha avó e buzinar duas vezes.

Vovó desceu, com um shortinho curto, branco mas com as pontas rosas, e uma camisa apertada, do mesmo tecido que as roupas de balé tem.

Não que eu tenha me assustado com o modelo; já estava acostumada.

Não, longe disso, o que me surpreendeu de verdade foi o cabelo da mulher: maior que o normal, meio castanho e meio louro, numa mistura nada bonita.

Acho que eram mechas louras, sei lá.

Até aí eu não havia percebido o megahair.

Vovó pegou uma panela de cor verde e entrou no carro.

A panela estava horrivelmente fedida! Estava horrendo, sério!

Tapei o nariz enquanto mamãe abria as janelas, enquanto mamãe gritava e vovó também (família descendente de italianos).

Eu odeio gritos, me deixam nervosa.

Nós buscamos minha irmã, fomos até a feira (na medonha e fedorenta parte dos peixes) e depois deixamos vovó na casa dela de novo.

Quando chegamos em casa, ainda estávamos sem energia. Mamãe, nervosa (para variar), colocou os peixes em cima da pia da cozinha e mandou que acendêssemos velas.

Eu, a esta altura muito mal-humorada e quase explodindo, acendi duas velas.

Depois de algumas horas, a energia voltou e minha mãe ficou mais aliviada.

Eu estava me controlando para não chorar na frente de todo mundo, porque comecei a lembrar de umas coisas e também o fato de que não vou poder conhecer meus gêmeos. O fato de talvez ter a chance de conhecê-los algum dia me parece MUITO longe, sério.

Isso me incomoda um pouco.