Solitary Ground
2 Capítulo 2: Tire suas malditas mãos de mim.
Notas iniciais
Peguei impulso em uma pedra que ali estava e dei um giro no ar caindo com uma das facas no crânio de um deles, e por um segundo pude sentir seu osso quebrando e minha faca atingindo o cérebro, arranquei para fora e o chutei para trás, ele por sua vez caiu no chão quieto e morto de verdade. Girei meu corpo 180 graus para a direita acertando um deles bem no pescoço o decepando. Sua cabeça caiu no chão e rolou até meu pé e eu a chutei. Ela saiu rolando e chegou à grade onde os dois estavam, Carol estava olhando com a mao sobre os olhos para que o sol não a atrapalhasse e Rick ainda estava com todo seu rosto franzido tentando me ver sob o sol escaldante. Corri mais um pouco a diante, Foi quando dois zumbis estavam tentando, me cercando dos lados com seus braços abertos tentando me deixar sem escapatória, foi quando eu sorri levemente para mim mesma e abri meus dois braços acertando os dois nos olhos e eu senti que tinha ido mais longe acertando o cérebro.
---GRRRRRRRRRRRRRRRRR! --- Gritei tirando as facas dos orifícios oculares daquelas criaturas que espirraram sangue em meus braços.
Sai correndo novamente e me ajoelhei no chão ainda em movimento deslizando na grama por mais algum centímetros parando bem embaixo do queixo de um deles. Ergui minhas duas mãos e as duas facas entraram em seu queixo ao mesmo tempo. Levantei-me e deu um chute no peito daquele zumbi que caiu para trás e eu recuperei as facas.
Olhei para trás para vê-los. Carol já estava quase dependurada na grade me observando com a boca aberta, a mesma admiração estava em Rick que segurava para não mostrar a mim.
Mais um zumbi se aproximava, sai correndo e com um giro no ar passei as duas facas no pescoço dele e ouvi o som da cabeça rolando no chão.
O outro que estava vindo estava com seus braços comprometidos. O que eu fiz foi lançar uma delas que acertou bem na testa. Ele caiu.
Peguei de volta minha faca.
E eu finalmente consegui fazer uma coisa direito e confiando em mim mesma consegui pouso...
Aproximei-me mais da grade e vi que os olhos deles estavam grandes. Eu tinha um pouco de sangue nos braços.
--- Você é ótima. --- Carol sorriu para mim, e eu retribuí com a cabeça baixada.
--- O que me diz? Cuidei de todos rapidinho.
--- isso é verdade... Por isso ainda está viva... Você é ágil.
--- Abre para eu entrar. Trato é trato. E eu confio no meu taco.
--- Claro. Mas primeiro, coloque isso.
Ele me passou algemas, e me fez sinal para guardar as facas.
--- Pra que isso? --- Respondi sem entender. Ele viu que eu não gostei.
--- Eu não sei quem é você. Melhor obedecer.
--- Ótimo. --- Disse com o tom de voz mais alto.
Coloquei em mim mesma as algemas, ele passou a mão pelo buraco da grade para certificar que eu estava bem presa e que eu não ia usar nenhuma das minhas mãos. Ele me levou até o buraco na grade e o abriu novamente. Entrei e sorri para Carol que estava com os braços cruzados. Ela parecia ser tão vulnerável e doce que era até de se dar dó.
--- Como é seu nome? --- Perguntei a ele.
--- Rick! --- Ele me respondeu segurando firmemente em meu braço, quase que me arrastando. Eu estava entrando dentro da escuridão da cadeia e com as mãos amarradas.
Andamos por alguns corredores bem escuros e sem dizer nenhuma palavra. Talvez ele esteja desconfiado do que eu vou fazer. Mas é claro que eu não atacaria ninguém. Não sou louca nem bêbada para fazer semelhantes loucuras. Eu esta lá em virtude da vontade de fazer parte de um grupo.
Chagamos em um grande bloco protegido por uma porta com barras realmente grossas.
--- Chagamos. --- Rick bateu o pé fazendo barulho e de dentro de uma cela saiu um menino pequeno, com um chapéu segurando o molho de chaves.
--- Quem é ela? --- Ele perguntou olhando para mim. Rick me jogou para dentro e eu quase cai.
--- Uma sobrevivente. --- Ele respondeu ao garoto.
--- Porque está algemada?
--- Não podemos confiar. --- Ele respondeu seco.
Eu estava ficando irritada com a maneira que eu estava sendo tratada. Andei alguns passos para onde Carol estava indo e vi várias mulheres paradas. Algumas sentadas no chão, outras nas beliches, e outra simplesmente encostada na parede olhando para o chão esperando o tempo passar. Coloquei minha cabeça lá dentro e logo todas se viraram para mim.
Uma delas pegou um facão e veio em minha direção.
--- O que você quer? --- Eu dei um passo para trás.
--- Calma Maggie. Ela está comigo, a achei lá fora. --- Rick entrou na cela tentando fazê-la parar.
--- Achou? --- Ela se admirou e queria mais informações.
--- Ela estava sozinha, e cuidou de alguns zumbis rapidinho... Pode ser útil e tínhamos um trato...
--- Que trato? --- Outra mulher de cabelos maiores e lisos chegou querendo interrogar Rick.
--- Não interessa Lori. --- Rick deu as costas nos deixando lá.
--- Nesse caso... Bem vinda ao grupo. --- Ela baixou a guarda e voltou a sentar.
--- Obrigada... --- Disse de cabeça baixa.
Corri para fora atrás de Rick.
--- Rick! --- gritei. --- Rick! --- Ele não olhava para trás. --- Você é surdo? --- EU me irritei e ele se virou. --- Estou te chamando.
--- O que quer? --- Ele me disse insatisfeito.
--- Me solte.
--- Não. Você vai ficar mais tempo até vermos que você é confiável.
--- Me escute: Se eu quisesse ferir alguém eu tinha ferido Carol quando ela veio falar comigo. Eu posso sobreviver ai fora, eu sou sozinha e sei mexer com facas. Quanto acha que seu grupo dura? Tendo mais mulheres e crianças do que homens que agüentar uma luta? Uma mulher grávida. Daqui a pouco você tem um bebe. Acha mesmo que você consegue levar todos nas costas? --- Perguntei o intimidando. Ele olhou para baixo temendo minhas palavras que era apenas a verdade. --- Eu posso ser útil. Sei que isso não é uma colônia de férias.
Ele olhou para baixo e puxou do bolso um molho de chaves.
--- Preste atenção, não estávamos mais fazendo o que gostamos, estamos apenas sobrevivendo com o que temos. Sabe que eu posso ser útil e gente forte nunca é demais em um grupo.
--- Melhor você ficar esperta, se eu ver você ameaçando alguém do meu grupo eu mato você. --- Ele se aproximou pegando no meu braço.
--- Que seja. --- Respondi tirando meu braço de suas mãos e massageando aonde a algema estava. --- Já disse que eu não estou aqui para ferir ninguém. Deixa de ser ignorante.
Dei as costas a ele e vi Carol atrás de mim de braços cruzados e tentando sorrir.
--- Quer comer alguma coisa? --- ela me perguntou sorrindo.
--- Oh, não obrigada, eu comi não faz muito tempo. --- respondi andando em sua direção.
--- EU mal posso acreditar que você matou todos aqueles zumbis tão rápido.
--- Eu também não. Que tal contar? ---- Rick voltou à conversa.
--- Eu praticava Karatê. O que eu fiz foi aprimorar com facas. Facas que enfeitavam minha sala de estar.
--- Seus pais?
--- Meus pais, amigos, familiares, conhecidos, vizinhos... Todos que eu conheço estão mortos... Ou melhor... Estão mortos vivos. --- Respondi a Rick com os olhos baixos.
--- Venha. Vou te apresentar ao resto das mulheres. --- Carol me puxou com um sorriso amigável.
--- Olá! --- Disse eu cordialmente entrando dentro da cela.
--- Meu nome é Beth. --- Disse a pequena loirinha sorrindo para mim.
--- Eu sou a Maggie, desculpa quase tentar te matar.
--- Tudo bem. --- Respondi sorrindo olhando para baixo.
--- Eu sou Lori. Esposa de Rick. --- Ela me olhou arrogantemente e disse em um tom meio áspero. Querendo impor sua posição a mim.
--- Meu nome é jade.
--- Eu não acredito que você sobreviveu tanto tempo ai fora sozinha.--- Maggie chegou animada mais perto de mim.
--- Eu achei que não ia durar nada, mas tive que achar forças. Nunca quis desistir. Apesar de que esses últimos dias estavam sendo realmente difíceis. Eu estava quase enlouquecendo, totalmente sozinha. --- Respondi sorrindo sem querer.
--- Eu entendo. --- Ela sorriu. --- Mas espero que fique bem aqui com a gente, parece que você pode ser bem útil. --- Maggie passou a mão no meu ombro de saiu da cela.
--- Eu posso dar uma volta no bloco para conhecer? --- Perguntei para Lori que me respondeu com um sorriso de deboche.
--- Se você conseguir voltar com vida.
--- Oh, Lori, ela consegue sim. Eu a vi e... Uau. --- Carol contou feliz e eu fiquei mais ainda.
Dei as costas sorrindo e ainda ajeitando as facas das minhas costas fui em direção a saída.
--- Você vai sair? --- O pequeno menino me interrogou.
--- Está tudo bem. --- Respondi e me abaixei para ficar mais do tamanho dele. --- Qual seu nome?
--- Carl. E o seu?
--- Jade. Quando eu sair você pode trancar. Se o Rick perguntar diz que eu estou dando uma olhadinha. --- Eu passei da porta e o menininho a trancou.
--- Ele é meu pai, e Lori minha mãe.
--- Oh! --- Eu me surpreendi. --- Você é a pessoa mais sortuda que eu conheci na minha vida. --- Andei para fora da grade e ele a fechei, eu ainda estava de costas quando ele me chamou.
--- E porque?
--- Você não perdeu seus pais em um apocalipse zumbi, respondi ainda de costas para ele sem parar e andar, nem mesmo quis ver qual seria a sua carinha.
“ lá vamos nos.” – pensei comigo mesma novamente.
Era incrível como tudo estava tão feio e confuso. Eu nem sabia o que estava vendo, mas sabia que eu podia escutá-los antes de vê-los. Era sim arriscado andar sozinha daquele jeito, mas eu não podia fazer mais nada.
Quando eu andava devagarzinho, depois de uns 5 minutos de caminhada, eu estava observando tudo, senti uma mão muito forte em meu ombro, e com mais força e rapidez me jogou na parede me fazendo bater as costas e cabeça muito forte. Eu até dei um gritinho daqueles que saem quando todo o ar do pulmão acaba. E uma mão no pescoço me mantinha presa na parede.
--- Que infernos! --- Eu disse tentando mirar a lanterna no rosto da pessoa. Absolutamente aquilo não seria um zumbi.
--- Quem é você? --- Ele me segurava com força. Escutei então sua voz de homem.
--- Eu... Solte a porra do meu pescoço. --- gritei me esquivando.
--- Fique paradinha eu estouro sua cabeça. --- ele me apontou uma arma, mas não parecia ser uma arma comum, ele me apertava contra a parede e minhas duas mãos estavam em seu punho, eu apertava fortemente tentando fazer com que ele me soltasse. O ar estava escapando de meu pulmão, e minha voz estava falhada, meus pés quase não tocavam mais o chão e eu sentia sua respiração profunda, intensa e pesada. O nervosismo estava em ambos. --- É a segunda vez que me apontam uma arma na minha cabeça. Mas ninguém tem coragem de matar. Quem é você?
--- Eu faço as perguntas aqui! --- Ele me empurrou na parede novamente com força.
--- Jade. Estou com Rick.
--- Rick? --- Ele mudou a expressão. --- Não me diga? --- Ele debochou de mim.
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