Solitary Ground
11 Capítulo 11: Você ainda está ai?!
Notas iniciais
Meus olhos pareciam estar trancados e eu não tinha a chave. Eu tinha que arromba — los para conseguir sair... Para conseguir ver alguma coisa. Eu queria saber o que estava acontecendo e então concentrei todas minhas forças e abri. Minha visão ainda estava extremamente embaçada e aos poucos o teto branco que estava em cima de mim foi ficando mais nítido.
Olhei do lado com algum esforço e vi que em cima da mesinha, no meio dos remédios e panos para os curativos, tinha um vasinho, pequeno... Mas havia sete rosas dentro. Umas bonitas, outras murchas, outras acabadas, mas ainda sim eram sete rosas.
“sete dias...”- deduzi.
Ouvi alguns soluços, um choro meio sufocado, mas não deixava de ser doloroso. Era doloroso mais ainda por ser escondido e sufocado. Tentei erguer um pouco minha cabeça e vi cabelos loiros em cima da minha barriga, e na hora já descobri quem era. Deitei novamente minha cabeça. Tentei falar.
--- Da... Da... Daryl?! --- Gaguejei e sussurrei ao mesmo tempo. Ele se levantou mais rápido que eu pude ver e de debruçou sobre mim. Seus olhos azuis estavam vermelhos pelo choro.
--- Você voltou!
--- Voltei... Pra você! --- Sorri. Ele se abaixou e encostou seus lábios nos meus. Todo meu corpo vibrou com a textura de seus doces lábios.
--- você não faz ideia do medo que eu senti. Você não pode imaginar o quanto eu sofri... Obrigado.
--- Não me agradeça... Eu faço quantas vezes for necessário.
--- Eu também faria por você. Mas não vai ser preciso.
--- Sei que não. Vamos conseguir ser felizes nesse mundo?! --- perguntei enquanto uma lágrima escorria do meu rosto.
--- Claro que vamos. Não precisamos que tudo esteja perfeito lá fora. Tudo tem que estar perfeito aqui. --- Ele secou minhas lágrimas e novamente me beijou. Rick entrou na cela sorrindo.
--- Graças a Deus você voltou.
--- Sim.
--- Carol me disse que ela vai ficar boa logo logo. Ela está se recuperando rápido, sua ferida está cicatrizando rápido... Daqui uma semana ela está voltando à ativa. Mas até lá... Repouso. --- Daryl nos explicou e eu fiquei séria olhando Rick.
--- Vai ficar boa logo! Eu tenho que te agradecer por esconder Carl!
--- Oh Jesus! --- Eu me desesperei. --- Como ele está!?
--- Muito bem! Graças a você! --- Lori entrou na cela com um sorriso e com um pequeno embrulhinho de cobertores nos braços.
--- Lori! --- Eu sorri.
--- meu filho nasceu nesse tempo, e Carl conseguiu achar a farmácia e trazer os remédios. Desculpe-me, sei que tenho culpa por isso.
--- Oh! Nunca se culpe Lori. Parabéns pelo bebe! --- Eu sorri.
--- Eu e Lori estamos juntos de novo. --- Rick completou a abraçando.
--- Sabia... --- Completei sorrindo para mim mesma.
--- Mas agora vamos deixar vocês sozinhos. --- Lori e Rick saem da cela e Daryl volta a se debruçar em cima de mim.
--- Daryl to com sono. Acho que ainda to um pouco fraca.
--- Você perdeu muito sangue. Normal que você esteja fraca ainda.
--- Oh! A bela adormecida acordou?! --- Carol correu ao meu encontro e eu sorri.
--- Com um beijo do meu príncipe! --- Brinquei e Daryl sorriu. --- Obrigada Carol. Você salvou a minha vida. --- Eu disse sorrindo.
--- Mais do que Daryl já me agradeceu?! --- Ela sorriu e ele também.
--- Ei! Quanto tempo eu dormi?!
--- sete dias. --- Daryl respondeu sério.
--- Está tudo bem. Agora repouso hein moçinha? --- Carol saiu carregando um sexto de roupas.
--- Eu senti tanto sua falta! --- Daryl sorriu segurando em minha mão, e eu lembrei que se ele não tivesse segurado minha mão eu não tinha conseguido. E por várias vezes eu me peguei sonhando com sua mão na minha... Algumas coisas se confundiam com a realidade enquanto eu ainda dormia.
--- Eu te amo.
--- Eu também te amo Jade. --- E foi ouvindo aquelas doces palavras que eu acabei dormindo novamente e soltei a mão de Daryl.
Eu estava melhor a cada dia que passava, meus ferimentos estavam se curando rapidamente e eu estava muito disposta.
E todos os dias que eu não podia sair Daryl ia me dar um beijo bem gostoso e ia conversar comigo. Meu coração ainda doía quando ele saia. Mas felizmente ele sempre voltava. Bem.
Passaram-se duas semanas e a rotina tinha ficado muito monótona. E eu tinha saudades de me aventurar em alguma coisa, ou mesmo passar mais tempo com Daryl. Ele vivia saindo e sempre de guarda, sendo muito útil, pouco ficava comigo!
E nesse todo tempo, meu ferimento estava praticamente curado. Eu já não sentia mais dor. Só quando eu me esforçava de mais. Mas mesmo assim a dor era bem aceitável. Ainda era grata a Carol que sabia como cuidar de mim.
Era mais ou menos 10 da noite. Noção de tempo era uma coisa que não existia mais. Voltados a viver sem calendário, relógio, feriado, sábados, sextas... Voltamos a viver como se tudo fosse um dia só.
Sai da minha cela. Todos estavam em silencio e provavelmente dormindo. Todos os dias eram muito cansativos e conseguir dormir em paz era uma benção. Que felizmente estávamos começando a ter.
Fui em direção às escadas. Daryl dormia lá em cima. Comecei a subir as escadas bem devagar. Daryl estava deitada. Mas quando me viu lá se pôs de pé em questão de segundos.
--- Você está bem?! --- ele me perguntou preocupado.
--- Sim. Eu estou bem sim. --- Respondi olhando para o chão. --- Mas ainda quero mais de você.
Aproximei-me e me joguei em seus braços. Ele me abraçava forte e eu me sentia a pessoa mais protegida e feliz do mundo. Provavelmente ele me fazia o maior bem.
Eu me sentei em cima dos meus joelhos dobrados e ele se sentou na minha frente. Bem perto de mim. Eu amava o jeito que ele olhava para mim e me fazia sentir como se eu fosse a garota mais bonita do mundo. Ele colava sua testa na minha e me fazia carinho. Eu retribuía e sorria.
Ele começou a me beijar e eu levei minhas mãos para sua nuca e pescoço. Senti sua respiração mais pesada e vi que a minha estava se tornando. Ele passava as mãos em minhas costas, de cima para baixo, de baixo para cima e conseguiu me fazer arrepiar. Arrepiar da cabeça aos pés. Meus braços, pescoço, pernas... Tudo. Daryl percebeu e me deu um sorrisinho malandro, com malícia. Eu retribuí e ele mudou. Dessa vez ele foi para minhas coxas, e começou a beijar todo meu pescoço. Eu sentia a sua barba roçando em minha pele o que me arrepiava mais ainda. E ele ria.
Ele me puxou ainda mais para ele e com suas mãos começou a abriu lentamente meu corpete... E eu... Estava deixando. Mas não deixava de olhar em seus lindos olhos.
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