Notas iniciais
Desculpem pela demora, espero que gostem:

Olimpo? Em Nova York? Já aconteceu tanta coisa estranha na minha vida que eu nem me surpreendi.

Tinham tantas, mas tantas coisas que se eu tentasse descrever todas levaria muito tempo, mas era um palácio, cheio de portas de ouro, pessoas andando de um lado para outro, garotas de vestidos dedilhavam liras e harpas. Pessoas usando armaduras lutavam, uma flecha veio em minha direção, instintivamente coloquei a mão na frente do rosto e peguei a flecha pelo cabo, ela ficou a um centímetro de meus olhos.

Pisquei e olhei ao redor, todas as pessoas me fitavam assombradas, inclusive a professora, Hugh e Nicholas. Natalie me olhava com os braços cruzados, seu olhar brilhava raivosamente.

-Que foi? – perguntei descendo a flecha.

-Emily – falou Nicholas incrédulo – Você com... Essa flecha... Você? – ele falava as coisas pausadamente, como se ainda não acreditasse.

-Eu só peguei uma flecha – levantei uma sobrancelha, Hugh colocou uma mão em meu ombro.

-Emily, você pegou uma flecha em movimento, eu acho que...

-Você não acha nada Hugh – a professora repreendeu-o e voltamos andar, paramos em um portão de grades de ouro, dois símbolos estavam gravados na fechadura, um Alfa e um Ômega, mas o mais estranho era que eu não conseguia ver nada além das grades, dava para ver algo escuro, como se um pano tivesse cobrindo o portão.

A professora colocou uma das mãos nos símbolos que brilhou levemente, então ela falou:

-Danielle Campbell, trazendo Nicholas e Natalie Cruz e Emily Oliver.

O portão se abriu, mas eu ainda via somente... Nada, tudo estava negro, um homem chegou:

-Danielle Campbell – olhei para trás e encarei um homem de vinte anos aproximadamente, tinha cabelos negros na altura dos ombros, olhos brilhantes, usava calças jeans escuras e camisa preta, não sei por que tinha a impressão que conhecia esse homem.

-Edgar Crouc – a professora falou friamente.

Ele deu um sorriso.

-Há quanto tempo, como vai?

-Estou ocupada – a professora se virou e começou a andar, mas ele segurou seu braço.

-Me solte – ela puxou o braço, mas Edgar segurava fortemente – Me solte.

-Precisamos conversar – ele começou a arrastar ela para trás.

-Ela mandou soltar – gritou Hugh e empurrou as mãos para frente, uma esfera de energia negra explodiu na frente de Edgar o jogando para trás.

A professora ajeitou suas roupas e passou as mãos pelo cabelo.

-Obrigado Hugh, vamos – ela adentrou o recinto, relutantemente a segui.

(...)

-Uau – sussurrou Nicholas, era verdade, primeiro: Tinha varias pessoas gigantes e todas sentadas em tronos.

No meio tinha um homem vestindo terno executivo, seu cabelo era curto e a barba recém aparada, seus olhos pareciam faiscar. Ao seu lado uma mulher com cabelos prateados longos e olhos verdes estava empertigada usando um vestido longo. Do lado direito do homem de terno estava sentado outro homem, este vestia camisa havaiana, shorts jeans e sandálias, seus olhos eram verdes.

-Danielle – o homem de terno falou sua voz era grossa – Você trouxe os semideuses?

Semideuses? O que é isso? Pensei, minha professora fez uma mesura e falou:

-Lorde Zeus, sim, os trouxe – acho que ela estava falando de nós.

Uma mulher trajando um vestido amarelo claro de mangas compridas que cobriam as mãos falou:

-Houve algum ataque? – seus cabelos eram negros trançados, seus olhos eram cor de palha e seu rosto severo.

-Sim, mercenários – todos franziram as testas.

-O inimigo atacou alguma das crianças? – uma mulher de vestido cinza de frente única, com cabelos loiros e olhos cinza perguntou, todos agiam como se não estivéssemos aqui.

-Não, as tirei antes, aqui estão – ela nos indicou, queria que não tivesse feito isso, todas as pessoas nos olharam interessadas, um homem que usava calças e jaqueta de couro realçando seus músculos, tinha cabelos negros e usava óculos escuros se ajeitou no trono e olhou sugestivamente para mim.

Uma mulher com cabelos loiros e olhos de caleidoscópio se levantou do trono e começou a encolher, assim como o homem de terno, então eles ficaram da altura de humanos normais, eles andaram rapidamente e pararam em nossa frente, quer dizer, na frente de Nicholas ficou o homem e na frente de Natalie a mulher.

A mulher levantou o queixo de Natalie e obrigou-a olhar nos olhos da mulher.

-Minha filha, há quanto tempo – a mulher sussurrou.

Natalie tirou a mão da mulher de seu queixo e se afastou com uma expressão de nojo.

-Você não é minha mãe, eu sou filha de Ian e Elena Cruz – ela gritou passando a mão no queixo, como se não quisesse deixar nenhum vestígio do toque da mulher em seu rosto.

Já Nicholas foi diferente, ele olhou para o homem parado em sua frente e fez uma cara confusa.

-Filho – o homem murmurou.

-Você é meu pai? – Nicholas empalideceu quando o homem balançou a cabeça afirmativamente.

-Nicholas, é claro que não — Natalie gritou – Você sabe quem são nossos pais, e não são essa... Aberrações.

-Ela está se referindo a nós? – um homem vestindo camisa roxa e bermuda, com cabelos cacheados falou incrédulo.

-Sim, a todos vocês – Natalie gritou, ela se virou e tentou sair pelos portões, mas não conseguiu, eles estavam trancados – Abra – ela falou, depois gritou – Abra.

A mulher balançou a cabeça e esticou a mão, um risco rosa fez um circulo em torno de Natalie e a puxou para trás. Ela começou a se debater, mas quando chegou perto da mulher ela e Natalie sumiram em uma névoa também rosa.

-Nicholas, venha comigo – o homem começou a puxá-lo, mas Nicholas falou um “Não” alto e se soltou.

-Me diga uma coisa, primeiro quem é você? E segundo porque disse que é meu pai? – Nicholas exigiu saber.

-Meu nome é Zeus, sou o deus dos céus e... – Nicholas caiu na gargalhada.

-Tá legal, e eu sou Aquiles, valha-me deus, e que truque holográfico é esse de ficar grande? – Nicholas encarou o homem que disse se chamar Zeus cético.

-Nicholas, não piore as coisas...

-Zeus – um homem gritou abrindo os portões, ele usava um terno italiano, seu cabelo negro era liso e chegava aos ombros, seus olhos eram negros, totalmente negros, pupila, esclera, tudo, não sei por que eu também o achava familiar – Zeus, onde está minha filha?

-Hades – o homem empurrou Nicholas para o lado e ficou de frente ao homem, Zeus empurrou-o, mas só achou sombras, ele havia se dissolvido em sombras e voltado ao normal em questão de segundos – Você não pode invadir o Olimpo, não é um olimpiano.

-Irmão – o homem de camisa havaiana se levantou e esticou a mão, mas Zeus e o homem que se chamava Hades (cada nome estranho, eu hein?) gritaram em uníssono.

-Não se meta Poseidon – então Hades gritou sozinho:

-Zeus, eu entro onde quiser você não manda em mim, além do mais você me declarou um olimpiano, porque eu ajudei a salvar o seu reino, idiota.

Zeus deu um grito desumano e uma tempestade explodiu em sua frente, jogando-nos ao chão, cai com os braços sobre o rosto, quando olhei vi que Hades ainda estava parado no mesmo lugar, com uma cara de tédio puro.

Ao olhar para o lado ele me viu e seu olhar cruzou com o meu, então eu me lembrei de onde o conhecia, ele foi até minha casa quando eu tinha doze anos, me levantei.

-Quem é você e porque foi a minha casa? – pronto, dei uma de Natalie e gritei.

-Filha, deixe-me explicar – ele esticou a mão e... Peraí, ele me chamou de filha? Esse cara é meu pai?

Notas finais
Rewiews?