Solitaria - Filha de dois deuses (Hiatus)
2 Capítulo 1: O deus da guerra recebe uma visita...
Notas iniciais
Espero que gostem, ficou pequeno, mas os proximos capitulos serão maiores, prometo!
-CAFÈ! – gritou minha mãe da cozinha.
-JÁ VOU – gritei de volta.
Levantei-me e me espreguicei, olhei pela janela, as arvores estavam retorcidas, formando uma espécie de túnel, como sempre, observei uma folha cair levemente no chão.
Bocejei e me troquei, de camisola rosa, eu coloquei uma calça jeans e camiseta branca, coloquei uma sapatilha preta e fui em direção a cozinha, minha casa tem três cômodos, meu quarto, o de minha mãe e a cozinha, além do banheiro. Eu moro com a minha mãe desde... Bem, desde sempre, ela se chama Lucy, ela tem quarenta anos.
Minha mãe estavasentada na mesa tomando seu café, me sentei de frente para ela e a cumprimentei.
-Oi.
-Oi, tudo bem? – ela perguntou, seus cabelos longos estavam presos em uma trança que descia pelas suas costas.
-Tudo. – respondi, nossa, me desculpe, não me apresentei, meu nome é Emily, tenho catorze anos, como já falei, moro com a minha mãe, nunca conheci meu pai, pois de acordo com minha mãe ele morreu em um acidente de carro.
-Vai para a escola hoje? – minha mãe perguntou bebericando seu café.
-Tenho escolha? – perguntei com um sorriso.
-Não – minha mãe falou com outro sorriso.
Eu não tenho muitos motivos para ir para a escola, na verdade eu tenho muitos motivos para não ir para a escola.
Um: Eu não tenho amigos.
Dois: Odeio meus professores.
Três: Os professores me odeiam.
Quatro: A escola fica a cinco quilômetros da minha casa, e eu vou a pé.
-Tá bom – falei me levantando – Eu já vou.
Dei um beijo na bochecha de minha mãe, peguei minha mochila e sai de casa, olhei para o céu, ele estava nublado, com varias nuvens, tudo que eu preciso é de chuva.
O céu relampejou e uma garoa fina começou a cair. Ótimo.
--*--
Olimpo, palácio de Ares.
Ares estava sentado em seu palácio, armas enfeitavam a parede, rock pesado tocava no volume mais alto possível, ele estava lustrando uma lança com a ponta cheia de sangue.
As portas se abriram, ele se levantou de um salto, apontando sua lança para a pessoa que havia entrado. Uma mulher com um vestido cinza e um coque elaborado entrou.
-Atena – Ares retumbou se sentando novamente, a deusa da sabedoria apontou um dedo para o aparelho de som no canto e o volume ficou no mudo, ela conjurou uma poltrona de veludo e se sentou – O que faz aqui?
-Vim conversar – ela falou ajeitando vestido, Ares ergueu uma sobrancelha.
-A toda-poderosa-Atena-deusa-da-sabedoria vindo falar com um mero deus da guerra?
Ela revirou os olhos.
-Dá para parar de gracinhas? Vim falar de coisas sérias.
-E o que seria? – Ares perguntou voltando a lustrar sua lança.
-Que tal Andrew Reis?
Ares levantou os olhos ao ouvir o nome de seu filho semideus.
-O que tem Andrew?
-Não se finja de idiota, você sabe muito bem que ele foi pego com Laila Usferd, filha de Afrodite.
-E o que tem?
-Por Zeus, você sabe que Laila tem a benção da mãe. – Ares olhou assustado para Atena, esperando que ela dissesse: “Feliz dia primeiro de abril”, mas aquilo não faz o estilo de Atena.
-A benção de Afrodite? – ele perguntou, Atena assentiu.
-Isso quer dizer que...
-Que Andrew está louco, tudo isso para ficar perto dela.
Ares ficou atônito, muito de seus filhos já foram vitimas da benção de Afrodite, tudo isso por sua causa... Ares, ele se repreendeu, Você é o deus da guerra, não pode ficar assim.
-Porque está me falando isso? – ele perguntou para Atena que já estava com uma mão na maçaneta da porta, virou o rosto para Ares e disse:
-Tenho meus motivos.
E saiu do palácio deixando o poderoso deus da guerra abobalhado.
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