Notas iniciais
Oi, galera, beleza? O motivo deu não ter postado ontem foi bem simples: eu estava dodói! Eu só respondi os comentários mesmo, mas não postei nada já que minha cabeça estava explodindo e o meu corpo também. Maas, agradeço as meninas que comentaram no capítulo anterior. Izzy, Natty, Girl Suicide, vocês já fazem parte da minha vida. Beijossas!! Cuidado, comentem. Ps: desculpa se sair alguma coisa estranha, foi feito pelo celular.

Hey, Amy, tudo ok?

Hoje o dia foi uma complettttaaaa bosta misturada com vômito, sério. Horroroso.

Não, ninguém morreu.

Deixa eu começar a explicar: hoje de manhã eu acordei com a maior preguiça, odiando o fato de ter que acordar cedo para ir à escola (lugar maldito onde coisas ruins são feitas com os nossos cérebros [tipo fazê-lo virar esponja]).

Até aí tudo bem, cheguei meio atrasada na escola por culpa da mamãe e quando estava chegando perto da minha sala de aula, tinha alguns meninos maiores e depravados na porta. Pedi licença, me sentindo meio imbecil, e sentei atrás do Gordon, um cara muito legal que eu já estudei quando era criancinha e tinha cabelo de menino.

Em algumas ocasiões, os meninos da sala são mil vezes mais bacanas que as garotas. Eles não fazem fofoca e não ficam falando de maquiagens e etc (até porque falar de maquiagem o tempo inteiro cansa).

A professora de artes chegou e a gente teve que fazer uns grupos e tal. No nosso grupo estavam seis pessoas: Betânia, uma mimada que me chamou de nerd; Gordon; Alicia, uma garota bem legal; Eu, a nerd perdedora; E Tainá, outra perdedora (desculpa, mas é a verdade);

Fizemos o trabalho, sendo atrapalhados algumas vezes por Tainá, e logo que terminamos dei graças a Deus, porque odeio aulas de artes.

Tivemos o primeiro horário de português, o recreio, e o segundo horário de português. A professora estava bem estressada, por sinal.

Depois veio o inferno em forma de aula. Meu pior pesadelo. A aula mais inútil inventada: Educação Física.

A professora ficou um horário só enrolando, acabou perdendo a linha e mandou um colega calar a boca (fiquei bem indignada, aliás), depois nos mandou para a quadra.

Betânia, como a mandona filha da puta que é, sugeriu que brincássemos de pega-pega, como se fóssemos todos uns bebês. A professora, doida para ter um tempo para mexer no celular, apoiou e disse que todo mundo tinha que brincar.

Eu não aguentei nem 10 minutos, no final meu peito estava queimando e eu realmente pensei que fosse morrer na quadra.

O resto da "aula" foi normal, quando fomos beber água Betânia estava meio que conversando com garotos mais velhos e no final, quando ela deu as costas para eles (toda sorrisos), um deles disse que ia dar uma "surra de piroca" nela.

Pensei em gritar "VIRGENS!" para eles, mas então pensei "foda-se" e voltei para a quadra com o resto do pessoal.

Ao chegar em casa com mamãe, eu dormi e fui obrigada a ir ao oftalmologista com ela, já que tinha que comprar uma mochila nova. Ok, fomos ao oftalmologista, fomos na papelaria e compramos até mais que o necessário, quando mamãe teve a brilhante ideia de ir ao shopping.

Ok, deixamos as compras na mala do carro e fomos ao shopping. Quando voltamos, lá estava o flanelinha à nossa espera.

Eu quis pegar minha mochila da mala, mas o cara quis dar uma de gentil e fechou a mala para mim. O baque foi um pouco forte, nada demais para mim.

Quando entrei no carro, fui recebida com xingões e ameaças por ter supostamente batido a mala muito forte, quando na verdade o flanelinha havia feito isso.

Mas eu não quis dizer isso, fiquei calada escutando tudo, magoadíssima com as palavras duras que mamãe praguejava. O flanelinha até tentou dizer que a culpa não havia sido minha, mas mamãe não acreditou.

Fomos buscar minha irmã no cursinho. Eu estava com um nó imenso na garganta, piscando loucamente para conter as lágrimas e tentando pôr um sorriso no rosto.

Minha irmã entrou no carro e mamãe reclamou de mim como se eu não estivesse ali. Minha irmã ficou calada e tentava mudar de assunto toda hora.

Depois de tudo isso, mamãe ainda quis ir no supermercado para comprar um lanche e tal. Eu estava tão mal, Amy. Afinal, mamãe falava das coisas incluindo apenas ela e minha irmã, e a nerd perdedora ficava ali feito uma idiota, engolindo choro, sentindo-se uma merda.

"O que foi, minha filha?", perguntou mamãe cinicamente ao me ver calada e com o olhar para cima.

Acenei com a cabeça.

A parte de lanche não fica muito longe da entrada. Elas ficavam me oferecendo comida como se eu fosse algum tipo de baleia que só pensa em comer. Eu recusei tudo, querendo me esconder em algum lugar.

Mas o pior momento veio quando minha irmã estava pesando sua comida e pediu que eu fosse até ela, ofereceu-me doces que eu recusei.

Estava quase impossível controlar as lágrimas, então fui para o mais longe possível delas duas, fingindo examinar os pães.

Foi horrível. Estou doida para que meus 18 anos cheguem logo, assim poderei me livrar de mamãe por algum tempo, pelo menos mudar de apartamento.

Estou me sentindo péssima.