Solidão a Dois

1 Capítulo Único


5 de maio de 1998

Ottery St Catchpole

— E Frankie?

— Talvez ela apareça mais tarde... Eu espero. — Audrey colocou uma mecha se suas madeixas castanhas atrás da orelha, desviando o olhar. A ausência de Franchesca sempre fazia suas esperanças crescerem de forma quase absurda. Sentiu-se infantil ao perceber que ainda se sentia atraída por Charlie, seu primeiro amor quando criança. — Você está se sentindo melhor?

— Eu não vejo a hora de cair fora daqui. — revelou ele, tirando sua boina surrada. Audrey mordeu seu lábio, sentindo um calor quase devastador em seu corpo. Provavelmente Nymphadora iria gargalhar da cara dela se pudesse estar ali. Não conseguia disfarçar sua quedinha eterna por Charles. Ele focou seus olhos azuis nela, com um sentimento de agonia. — Eu só quero ir pra bem longe, sabe. Sem nada, só com a roupa do corpo.

— Merlin, isso é impossível! — soltou Audrey, segurando o riso. Charles deu um falho sorriso, olhando a porta com esperança.

— Franchesca é uma prova viva de que isso é possível. — Novamente Franchesca Diggory. Revirou os olhos e voltou para seu café, desconfortável. Ele sorriu para ela, colocando as mãos nos bolsos do jeans surrado. — Ainda está de pé seu convite?

— Sim, claro! — sorriu Audrey. — Você pode ir lá em casa sempre que quiser... Eu não tenho quarto de hospedes, mas...

— Ora, eu durmo no sofá.

— Bem, minha cama é bem espaçosa. — Audrey ficou tão vermelha que Charlie teve que fazer um esforço quase absurdo para não gargalhar do flerte mal executado. — E-e-eu... Eu...

— Ei! Oi! Percy, me dê um também! — ela virou-se rapidamente para ver com quem ele estava falando e não deu importância ao ver as costas de um homem ruivo. Virou-se para Charles novamente, constrangida por sua tentativa de paquera até o tal Percy aparecer com um pratinho cheio de carolinas. Ele tinha um cachecol extremamente grande envolvido no pescoço que tocava sua barba ruiva. Analisou Audrey rapidamente, olhando o irmão com descaso. — Pode ir agora.

— Será possível que você seja tão mal educad...

— Ah, Audrey, este é meu irmão Percy. Lembra dele?

— Na verdade não. — sorriu a mulher, apertando a mão dele rapidamente. Ela não parecia muito digna de ser olhada por ele, pois sequer recebeu um sorriso. — Não tive muito contato com seus outros irmãos...

— Eu me lembro de você. — disse Percy, crítico. — Você chorou no meu aniversário de sete anos porque derrubaram suco em você.

Charles gargalhou, mas Audrey ficou mais constrangida ainda e odiou Percy Weasley instantaneamente por constrangê-la mais ainda. Ela sequer precisava de ajuda para isso. Mas o homem de barba ruiva apenas virou-se, arrogante, para o irmão, que ainda ria da história.

— Onde está o meu obrigado? — indagou.

— Ahh sim, claro, claro... — Charles enfiou a mão em seu bolso rapidamente, parecendo procurar algo, e então tirou sua mão com o dedo médio erguido, quase enfiando na cara do irmão. Percy girou os olhos, provavelmente acostumado.

— Não sei porque ainda me dou trabalho... — resmungou, afastando-se. Audrey respirou fundo e tentou manter um diálogo decente com Charles, mas não demorou muito para Franchesca Diggory chegar na casa dos Tonks, retirando seu chapéu pontudo, extremamente bela mesmo com olheiras vermelhas profundas. Audrey detestava como ela estava sempre na moda e descolada, mesmo sendo uma viajante desequilibrada.

Após entreter todos da festa com suas histórias e aventuras desde Paris até Bolívia, Charles teve a pachorra de convidá-la para dormir na casa de Audrey, e ela acabou por dormir em seu quarto, tentando não ouvir os dois transando em seu sofá.

Passou três horas desinfetando o sofá no dia seguinte.

18 de outubro de 1998

Metcombe

Buddy Holly- True Love Ways

Audrey sofreu com seu Transtorno Obsessivo Compulsivo até os doze anos.

Não havia nada fora do lugar, e se houvesse, sua pressão abaixava e uma tontura a invadia e faltava segundos para que ela desmaiasse. Suas roupas sempre muito bem passadas e dobradas, a comida era preparada de forma para que jamais sobrasse. Ela tinha lixos ecológicos, e sempre doava parte de seu salário para uma campanha contra a extinção de unicórnios.

Ela tinha uma rotina para cumprir que só era quebrada quando Franchesca ou Nymphadora iam visita-la. Acordava todos os dias às sete horas, tomava um banho breve, e sempre gelado, independente da temperatura. Já não se esfregava até quase arrancar a pele fora por conta de seus remédios controlados.

Mas ainda assim ela limpava o banheiro após cada banho.

Tomava um café da manhã metricamente receitado por seu nutricionista enquanto observava o campo vazio, ou girava o seu pequeno jardim com sua horta muito bem cuidada. Voltava para dentro da casa e partia em direção do centro de Londres, mais especificamente para dar aula em uma pequena escola para bruxos analfabetos. Era professora de Feitiços.

Ela sempre parava na padaria e passava alguns minutos ouvindo um monólogo do padeiro, sempre muito tímida para conversar descentemente. Passava na banca de jornal para ficar atualizada e então voltava para sua casa, fazia alguma faxina, corrigia algumas provas, preparava um bom chá e lia um bom livro antes de dormir.

Talvez aos domingos ela visitasse os Tonks, ou os Weasley, ou o túmulo de sua mãe, junto de seu pai, muito impaciente e rabugento.

Entretanto, estava tendo uma tempestade em Metcombe.

Audrey estava preocupada, então tomou mais uma pílula de seu calmante, temendo ter um surto no meio do nada e incapacitada de sair de casa. Acariciou seu pulso, novamente com seu tique no olho esquerdo enquanto tentava ler seu livro em Runas Antigas, o traduzindo mentalmente. Ouviu a música baixa ressoar pela sala, levemente entretida.

— PUTA QUE PARIU! — Um estrondo acompanhado de um berro a assustou tanto que derrubou sua xícara no chão. O tique em seu olho esquerdo intensificou-se enquanto ela olhava a sujeira que fizera, começando a tremer descontroladamente. — AAAAAAAAH, INFERNO, INFERNO! MALDITO SEJA VOCÊ MERLIN, PORRA!

Audrey tapou a boca com as mãos, tentando se controlar, mas o ser humano que estava do lado de fora começou a bater com brutalidade em sua porta vermelha.

— Q-Que-Quem...

— ALGUÉM EM CASA? PODE ABRIR AQUI, POR FAVOR? EU SOFRI UM ACIDENTE!

— QUEM É? — gritou Audrey, abrindo seu olho mágico. Forçou o olho pela escuridão, assustando-se ao ver a barba ruiva do homem, todo sujo de lama, com uma vassoura partida em dois.

— QUE DROGA, NÃO ESTAMOS MAIS EM GUERRA, SERÁ QUE...

— QUEM É? QUEM É? VOU CHAMAR OS AURORES...

— PERCY WEASLEY, SERÁ QUE PODE...

Audrey abriu a porta bruscamente, ainda tremelicando-se toda. Percy estava totalmente imundo de lama e grama, ofegante, com sua vassoura partida em dois. A sujeira que ele estava fazendo em sua entrada quase causou um infarto na mulher. Ele semicerrou os olhos, a analisando calmamente enquanto trovões caíam atrás dele.

— Você é a amiga de Bill, não? — indagou ele, quase sorrindo.

— Sim... Audrey Smith. — ambos ficaram em silêncio, se fitando, até ela tocar-se de que ele estava tomando chuva. — Por favor, entre...

— Muito obrigada. Eu sou um completo imbecil, Hermione e Ron avisaram que ia cair uma tempestade, mas eu teimoso como sempre não... — Audrey estava quase sem o olho esquerdo enquanto Percy Weasley melecava todo o seu chão entre pingos de lama e grama, deixando um rastro pela casa enquanto se movimentava. — Então eu fui mais imbecil ainda e peguei minha vassoura em vez de ir de Pó de Flu. Nós... Você está bem?

Audrey estava piscando freneticamente apenas com o olho esquerdo quando pegou sua varinha em seu bolso esquerdo e começou a limpar a casa em segundos, empurrando bruscamente Percy para o banheiro. O homem sequer conseguiu falar enquanto ela apontava sua varinha para todos os lados em silêncio, fazendo com o a torneira do chuveiro se ligasse, seus sapatos desaparecessem assim como seu terno e suas calças sujas.

— Ei! — ele tentou se cobrir, ouvindo um barulho de roupas se lavando, sentindo uma sensação familiar de quando sua mãe colocava as roupas para lavar. Audrey simplesmente o empurrou para dentro do banheiro, ainda apontando para rastros de sujeira, fazendo sumir em segundos. Percy sequer assustou-se com a água gélida que caiu do chuveiro pois tinha tomado uma tempestade do lado de fora.

Audrey só respirou fundo quando fechou a porta do banheiro e tudo estava limpo.

— Muito obrigada pela ajuda. — Percy saiu do banheiro trêmulo, tentando cobrir-se com uma toalha cor de rosa. Ele notou a muda de roupas sob a poltrona cor-de-rosa e semicerrou seus olhos para Audrey, fervendo água entre suas plantas e enfeites. — Posso usar sua lareira?

— Sua testa está sangrando. — reparou Audrey, deixando a chaleira no fogão. Aproximou-se do homem e analisou sua ferida em silêncio. Apontou para as roupas. — Pode se vestir. São de seu irmão. Ele deixou aqui depois de fugir.

— Fugir? De que você está falando?

— Charlie. — ela parecia rancorosa. — Veio, abusou da minha hospitalidade e fugiu com Franchesca, como sempre. Ela provavelmente vai larga-lo em algum lugar. Uma vez, no verão de 82, ela convidou Nymphadora para viajar com ela e então deixou Dora no meio do nada. Acredita? Pois acredite. E oito meses depois voltou. E parecia que deu um obliviate instantâneo em todo mundo, pois ninguém parecia se lembrar que ela...

— Você odeia essa garota, não? — indagou Percy, lembrando-se de já ter ouvido Bill ou Charles comentarem sobre isso. Audrey arregalou seus olhos, tirando a chaleira barulhenta do fogão, aparentemente magoada e ofendida.

— Claro que não! Eu amo Franchesca, ela é uma tirana irresponsável, mas é minha melhor amiga, assim como Dora foi... — Audrey colocou saches de chá em duas xicaras e despejou água, em silêncio. Percy ainda estava tremendo quando ela virou-se, com um sorriso terno. — Não vai se vestir?

Ele vestiu as roupas ridículas – segundo ele – de Charlie e sentou-se à mesa para tomar chá com Audrey. Eles não falaram muito, Percy era um pouco desajeitado com mulheres por ser um completo asno – segundo George – e Audrey o achava arrogante demais para puxar qualquer assunto. Usou sua lareira e agradeceu pela hospitalidade, carregando suas roupas secas e passadas por Audrey.

22 de julho de 1999

Birmingham

— Bom dia, eu vim buscar a paciente...

— Percy?

— Um momento, Audrey. — corrigiu ele, ríspido, voltando a falar com a recepcionista. Audrey coçou a cabeça, confusa. Havia passado alguns meses na sua habitual clínica psiquiátrica. Decidiu internar-se por conta própria após recomendação de seu terapeuta. O luto por Nymphadora e outros amigos e colegas na Batalha de Hogwarts estava prestes a fazê-la entrar em um colapso nervoso.

Aguardou o homem ruivo assinar os papéis e ele finalmente foi até ela, pegando suas malas, mesmo sem ela pedir.

— Onde está Bill?

— Victoire teve uma febre terrível durante a noite, então ele me escreveu pedindo para que eu viesse te ajudar.

— Mas... E Charlie? Ele viria com Charlie e Frankie.

— Ah sim, sua amiga está em uma ressaca terrível, eu a encontrei desmaiada na sarjeta do Chalé de Bill, abraçada a uma garrafa de uísque. E Charles provavelmente vai chegar amanhã. — Percy andou pelo campo, sem se incomodar em olhar para Audrey, que andava atrás dele, tentando segurar seu lenço contra o vento forte. — Houve um incidente com seus dragões, eu não entendi muito bem o que Fleur disse com aquilo que ela chama de inglês.

— Merlin... — murmurou Audrey. O homem ofereceu-lhe o braço e ela aceitou, em segundos estavam em uma rua deserta e aparentemente tranquila, provavelmente próxima a Londres pelo julgar do barulho de carros e ônibus. Ela não ousou questionar onde estava enquanto seguia o homem subir as pequenas escadas em direção da porta, abrindo-a agilmente com o ombro, esperando que ela entrasse.

— Desculpe a bagunça... — ela olhou o local desorganizado sentindo uma leve tensão, mas controlou-se. Eram muitos livros, pastas e papéis espalhados pelo apartamento. Ele pousou as malas de Audrey no chão próximo a mesa e trancou a porta. — Quer café?

— Eu acho melhor...

— Não, ordens de Bill. — o homem foi para a cozinha. — Você só vai embora quando ele vir aqui te buscar. Provavelmente sua amiga também venha, eu tentei explicar a ela o caminho, mas ela parecia bêbada demais para entender alguma coisa.

Ela sentou-se em uma parte do sofá bagunçado e ficou em silêncio, o observando preparar um café. Achou bonito o contraste do apartamento escuro com a iluminação forte da janela enquanto ele se movimentava, para lá e para cá, com seus ombros largos e a barba aparada, metódico e concentrado.

Abaixou os olhos, sentindo suas bochechas queimarem.

Audrey lembrou-se de quando tinha seus dezesseis anos e pesquisou em todos os livros que tinha acesso sobre como era a quebra do hímen e ainda perguntou para todas as garotas não virgens como era. Então arrumou sua cama, forrou uma toalha, conferiu três vezes se suas camisinhas estavam seguras o suficiente e tomou banho quatro vezes, para ter certeza que estaria limpa para o momento.

— Obrigada. — sorriu.

Percy estava incomodado por ter visita, mas clamava por uma quando passava meses e meses entocado em seu apartamento, rodeado de livros pendentes e textos para revisar. Andava pelos cômodos pequenos, pensativo. Saia, andava um pouco pelo centro, talvez comprasse alguma comida trouxa para experimentar, e então voltava para casa, em silêncio.

— Você trabalha? — questionou Audrey.

— Ah... Não é bem um trabalho. Eu estou ajudando na recuperação de arquivos do Ministério. — Audrey assentiu, tomando mais um gole. — E você?

— Eu sou professora de Feitiços em no Instituto Wendelin... É perto da Estação de Londres. É para bruxos analfabetos.

— Interessante. — assentiu, também dando um gole em seu café. Ele achava Audrey estranhamente bonita. Ela não tinha nada de surpreendente ou especial, era terrivelmente comum e até um pouco fora de moda por julgar suas saias longas demais e seus coletes de tricô provavelmente feitos pela mãe de Percy. Ela sempre colocava suas madeixas castanhas para atrás da orelha, revelando uma pinta relativamente grande e escura em seu pescoço. As unhas simetricamente cortadas e limpas revelavam o quão triste deve ser sua doença.

Algumas horas depois de silêncio desconfortável, quando começou a escurecer, receberam um pergaminho sujo de Franchesca, avisando que estava chegando. Percy carregou as malas de Audrey para fora do apartamento e os dois se sentaram na entrada, aguardando a Diggory.

Pills and Coffee – The Donnis Trio

Eles fitaram a rua levemente escura, em silêncio, entre Percy acariciando seus joelhos, encolhendo-se em seu cachecol e Audrey bebericando mais uma xícara de café, sentindo-se ansiosa e desconfortável.

— Eu gostaria de ser mais interessante, como Charlie, sempre uma aventura para contar, ou Bill, simplesmente carismático... Mas enfim, me perdoe a bagunça e o silêncio. — disse Percy, dando um sorriso torto a Audrey. Ela desviou o olhar, rindo, colocando uma mecha atrás de sua orelha, envergonhada.

— Bem, eu também não ajudo em nada. — riu ela. — Nymphadora sempre me disse que meu nome estava na definição de monótono no dicionário.

Percy gargalhou e Audrey riu, não se sentindo ofendida. Falar de Dora lhe trazia tanto amor que era impossível qualquer sentimento ruim aproximar-se dela.

— Meu irmão... Meu falecido irmão Fred sempre dizia que eu seria preso por cometer o crime de ser absurdamente chato. — Audrey tapou a boca para rir, mas Percy gargalhava, lembrando-se das vezes que quase matava o irmão, irritado pelas provocações. Ele olhou para a mulher risonha, encantado, e então Audrey parou de rir aos poucos, sentindo algo estranho apoderar-se dela conforme olhava Percy.

Um estalido repentino assustou os dois. Franchesca Diggory sorriu maliciosamente, batendo seus saltos no chão, segurando suas vestes longas e descoladas, bagunçando suas longas madeixas louras.

— Olá chatinha, como vai? Desculpe a demora, eu fui encontrar meu amigo Abdul ontem, ele veio da Índia esses dias, ele sempre foi bom de festa. — sorriu ela, colocando as mãos da cintura, olhando Audrey com malícia, desconfiada. — Vamos indo? Vou ficar na sua casa por uns dias.

— Acho que eu preciso te convidar antes. — brincou Audrey, levantando-se, sem olhar Percy. Ele também se levantou, tenso.

— Oh, não, querida, irmãs servem para isso. Certo, Peter?

— É Percy.

— Claro, Peter. Enfim, vamos logo Audrey, quero comer seu risoto. Vamos amanhã à uma festa na casa de Louise? Lembra de Louise? Namoradinha de Bill? Eu falei sobre ela no Chalé e Fleur não sabia quem era, nossa, eu quase causei uma guerra naquele lugar... — Audrey tinha deixado Franchesca falando sozinha perto das malas enquanto ia até Percy, já perto da porta, para se despedir.

— Muito obrigada por tudo. — agradeceu, ainda tímida.

— Eu só fiz minha obrigação. — sorriu ele, desvencilhando-se, tenso. Audrey e Percy se fitaram de forma intensa até ela virar-se, indo em direção da amiga. — Eu...

Audrey virou-se.

— Posso te visitar amanhã? Sabe, para ver esse tal bezerro apaixonado¹...

— Sim, claro. — sorriu ela. — Ele sempre aparece à noite. Vou estar te esperando.

— Ok.

— Ok.

Audrey parecia tão feliz que Franchesca segurou sua alma debochada e abraçou a amiga, segurando as malas, apara que as duas aparatassem juntas para o pequeno Chalé de Audrey. Percy fechou a porta e sorriu lentamente, sentindo-se com quinze anos novamente, enquanto andava para seu apartamento vazio.

Sorrindo.

Notas finais
Chalé da Audrey: https://alexraphael.files.wordpress.com/2013/11/film-quizzes-wate-winslet-film-5.jpg

¹Esse bezerro apaixonado realmente existe, ele é uma criatura mágica e tal. Parece ser bem legal.

Pesquisei um pouco sobre a Audrey no fanfiction.net e ela é dita pela maioria do fandom como uma trouxa. Achei isso sensacional, mas prefiro a minha Audrey linda ♥

Espero que tenham gostado, eu adorei escrever isso, e eu ficaria mais dias e dias escrevendo sobre esses dois ♥

Beijos!!!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!