Solaris Apocalypse - Trevas Born

7 “I Want To Exorcise The Demons From Your Past”


Notas iniciais
Desculpem pela demora!! mas esta ai mais um capitulo escrito com muita dedicação e carinho prea que vcs aproveitem a leitura!! deixem reviews1! bjinhus das escritoras

Trevas depois de ter descoberto de forma astuta que o anjo se tratava, na verdade, de uma anja, foi para o bar que costumava frequentar para se distrair. Coincidentemente o bar de um grande “amigo” seu. Trevas não é muito do tipo de ficar saindo pra boates e essas coisas, mas uma vez ou outra, todo mundo precisa dar uma desparecida, até mesmo um vampiro. Uma vez que, a eternidade anda lado a lado dessas criaturas, nada melhor do que sair do caixão e se divertir de vezem quando. A pé mesmo, Trevas caminhava pelas ruas quase que desertas de Nova Iorque, admirando a madrugada e o que ela oferecia. As caminhadas noturnas interessavam muito a Trevas, com isso ela se sentia melhor. Parou em frente ao local, olhou para a placa iluminada que dizia “Cubbins” e deu um sorriso. Adentrou o bar e tratou logo de se sentar no balcão. A casa estava cheia.

_ E ai, James?! – cumprimentou o barman com um sorriso no rosto.

_Ah, a dama da noite! Nunca mais deu o ar da graça por aqui! O que aconteceu? – beijou a mão de Trevas.

_Ando muito ocupada... Sabe como é!

_Claro... Que bom tê-la por aqui, poder apreciar sua beleza e companhia novamente!

_Muitíssimo obrigada, você realmente sabe como ser gentil com uma dama.

-Sem dúvida... O mesmo de sempre, ou quer variar um pouco?!

_Primeiro o de sempre, depois a gente conversa! – piscou.

_É pra já! – ele se vira e pega uma garrafa transparente fosca muito bonita e despeja um líquido translúcido no copo – A melhor vodka, pra melhor dama! Puríssima!

_Merci! – piscou e numa golada só bebeu todo o conteúdo do copo – Posso dizer que me sinto bem melhor agora... – abriu um sorriso.

_Isso sempre melhora o humor! – riu.

_Com certeza... – fez uma pausa — E o dono dessa pocilga, onde tá?! – deu um riso curto.

_Um pouco mais de respeito, por favor! – riu — Ah, tá ocupadíssimo, dizendo ele... Tá lá em cima...

_Hum... Então acho melhor não incomodar agora, depois eu falo com ele. Vou aproveitar e curtir um pouquinho aqui... – olhou ao redor.

_Isso, faça isso! Ah, me dê licença... – olhou para o lado, clientes se sentavam no balcão, lotando o mesmo. Agora só haviam poucas mesas disponíveis.

_Fique à vontade!

_Casa cheia! – ele encheu o copo novamente e se retirou. Trevas ficou pensativa. Com a cabeça distante, bem distante. Devaneios surgiram em sua mente, como sempre acontecia quando ela estava de mente vazia, com o olhar no longe.

**FLASH BACK ON**

Haviam se passado dois séculos desde que eu tinha sido transformada. Estava mudando de cidade mais uma vez. Um vampiro que se expõe e que faz amizades e contatos não pode permanecer por muito tempo em um lugar só. E eu não gosto de ser um vampiro solitário, isso não é de minha natureza. As pessoas suspeitam quando você permanece jovem e eles morrem, sabe?! Pois é... Um infortúnio, devo dizer. Mas, tenho de conviver com isso. São os ossos do ofício. Após alguns dias consigo me organizar em meu novo lar, Târgu-Mures, Transilvânia, Romênia. O ano era 1497, fazia quase exatamente duzentos anos desde a minha morte. A era medieval havia acabado, estava em período de transição de uma era pra outra. 30 de Outubro, ou como alguns gostam de chamar, “Dia das Bruxas”, mas eu individualmente prefiro “Dia do Demônio”, até por razões mais particulares.

Estava eu caminhando pela cidade, aproveitando para conhecer melhor os arredores. O ar da Transilvânia me acalentava, estava gostando muito de lá. Já era noite, mas havia muito movimento nas ruas por conta da festividade. Uma festa estava sendo dada no centro da cidade para comemorar a data. Me aproximei das pessoas, fiquei olhando por algum tempo, depois decidi buscar algo pra comer. Me afastei de lá, observei algumas pessoas que saiam da festa para voltar as suas casas, estudava o alvo certo. Subi em um telhado e fiquei à espera da presa. Avistei um homem que provavelmente estava bêbado andando sem rumo. Desci e fiquei alguns passos atrás, esperei em uma ruela pelo momento certo de atacar.

_Festa interessante, não é mesmo?! – uma voz suave falou atrás de mim. Levei um leve susto, pois não havia ninguém atrás de mim antes. E se tivesse estado depois eu teria visto. Foi como se aquele homem aparecesse do nada.

_De certo... – virei-me para olhar para o homem. Ele estava com uma capa cor de vinho, com o capuz na cabeça. No estilo dos frades.

_E o que uma bela jovem moça como você faz sozinha em um beco a altas horas?!

_Na festa, estava pegando o caminho de volta para casa...

_Ah, claro! Muito prazer, jovem dama! Mefisto – fez um gesto em cumprimento e tirou o capuz da cabeça, revelando seu rosto. Era um senhor, deveria ter entre 60 e 70 anos.

_Prazer, Irina Petrov! – o cumprimentei desconfiada.

_Ah, deixe disso... Eu sei que este não é seu nome, Acácia! – me surpreendi por ele saber meu nome, ninguém sabia. Mas me mantive calma, sem demonstrar qualquer sinal perturbação.

_O senhor deve estar enganado, não sei de quem se trata Acácia, meu nome é Irina Petrov – me fiz de desentendida.

_Ora, por favor, não precisa esconder isso de mim minha cara... Até porque eu sei tudo sobre você, Acácia Nyx Comnenos Ducas.

_O senhor está me confundindo com outra pessoa... Com sua licença – me afastei, mas sem sucesso, o homem me segurou pelo braço – Qual é o seu problema? – puxei meu braço, o fazendo soltar o mesmo.

_Só quero conversar com você, Acácia... Prometo que não vai tomar muito seu precioso e eterno tempo... – deu um olhar de presunção.

_Pois fale logo o que quer ou pode se machucar... – o fuzilei com os olhos.

_Corajosa, eu admiro muito isso... Bom, eu vim lhe propor um acordo...

_Do que está falando? Que acordo?

_Um acordo entre você e eu...

_E do que trata este acordo?

_Bem, são algumas coisas que preciso que faça para mim... Uns favores.

_E o que eu ganho em troca?! – arqueei as sobrancelhas.

_O que quiser... Riqueza, sucesso, amor, seus entes queridos de volta... – ele pôs sua mão no queixo – Até sua alma de volta, se preferir!

_Minha alma?! Mas como... – franzi a testa.

_Minha criança, criaturas como você possuem alma, como todo mundo, afinal já foram humanas, mas o grande problema é que a partir do momento que vocês renascem elas não pertencem mais a vocês, fazem uma estadia no inferno e ficam por lá até não precisarem mais dela, se é que você me entende. Sua raça é oriunda das profundezas do inferno, então nada mais justo do que uma garantia ficar lá. São criaturas do inferno, assim como eu. Porém existem várias diferenças entre nós, nada que precise ser discutido no momento.

_O que você é?!

_Ah, existem vários nomes que são dados a nós erroneamente...

_Drácula! – o nome surgiu em minha mente e falei involuntariamente. Bradei na língua romena.

_Sim, ou simplesmente Demônio... Drácula é só alguma das variações... Aliás o pobre Conde Drácula não teve culpa nenhuma de ser chamado assim, não era um nosferatu, como todos pensavam, muito menos demônio, e sim um reles mortal. Mas não entremos neste mérito, não merece nossa atenção... Não nos desviemos de nosso foco...

_Que seria?!

_Nosso acordo...

_O que você quer que eu faça em troca da minha alma?

_Não precisa se preocupar por hora...

_Fale logo o que quer!

_Acalme-se, minha criança... Quando precisar de seus serviços, eu mesmo lhe procurarei... Quando chegar a hora, você saberá! – abaixou a cabeça sutilmente – Só preciso que sele nosso pacto, preciso de uma garantia de que você irá cumprir o prometido, não é mesmo?!

_Claro, só que eu também preciso desta garantia, nada mais justo, estou correta?!

_Sem dúvidas, minha cara... Terá minha palavra!

_Sua palavra?! E como terei certeza que vai mantê-la?

_Apenas tenha, se você fizer direitinho o que eu lhe ordenar, terá o que deseja... Simples!

_Ah... – não quis discutir, apenas aceitei o que ele me propunha – Mas se você falhar comigo... Eu te mato! – o olhei agressivamente, ele deu um sorriso como quem não se importava, mas seus olhos diziam o contrário.

_Sem problemas, deusa imortal da noite!

_Do que me chamou?!

_Disso mesmo que você ouviu, criança. Você estava predestinada a ser quem você é hoje, está cravado em suas costelas. Seu destino é ser essa criatura, talvez a mais poderosa delas... Está na sua alma, no seu sangue.

_Palavras ao vento! – acreditava que ele me dizia tais palavras somente por pura ilusão.

_Não estou mentindo... Se você quiser saber, está no seu próprio nome, veja... Acácia = a eterna, imortal + Nyx = a deusa da noite... Se duvidar, pode pesquisar. Esse nome não foi dado a você por acaso, minha filha!

_Que seja... Como selamos o pacto?! – fiz pouco caso, mas sabia que estes pensamentos iriam invadir e tomar conta de minha mente pro resto de minha eternidade.

_Ah, isso é muito simples, basta assinar aqui – ele tirou de dentro de sua capa um pergaminho e me entregou.

_Mas eu não tenho uma pena aqui... Au! – quando abri o pergaminho alguma coisa pontuda e afiada me feriu, furando meu dedão. Gotas de sangue caíram sob o documento, manchando-o.

_Ah... – ele olhou – Não será preciso! – abriu um sorriso de satisfação. O olhei e li o que estava escrito – Geralmente ninguém lê os termos...

_Mas eu não sou “ninguém”!

_Não mesmo...

_Pronto! – entreguei o pergaminho à ele e levei meu dedo à boca, drenando e estancando o sangue.

_Foi um prazer fazer negócio com você, criança! – ele sorriu assombrosamente e sumiu.

**FLASH BACK OFF**

_Hey! – James estalou os dedos perto do rosto de Trevas.

_O que foi?! – ela estava saindo do estado de “transe”. Seus olhos estavam vidrados.

_Tá tudo bem?! – perguntou.

_Sim... – respondeu ainda meio aérea, olhando para o próprio reflexo no espelho atrás do bar.

_Vai querer outra rodada?!

_Claro... Claro – suspirou.

_Prontinho!

_Brigada! – agradeceu.

_Não há de que! – piscou e foi atender outros pedidos. Trevas olhou em direção à porta, seis homens muito estranhos e mal encarados adentraram o recinto. Ela sentiu na mesma hora que ali tinha coisa. Bebeu rapidamente sua vodka, tirou o dinheiro do bolso de seu “sobre tudo” e colocou no balcão.

_James, diz pro Barth que eu falo com ele depois! – ela disse sem sequer dirigir o olhar para o barman que a olhou confuso. Caminhou até a porta sem os homens notarem sua presença. Ela sabia que eles a procuravam. Olhou ao redor mais uma vez e os mal encarados estavam no mesmo lugar, voltou-se para a porta e deu de encontro com um homem, esbarrando no mesmo – Desculpa!

_Imagina gata, quem pede desculpas aqui sou eu! – o homem a fitou, com um olhar insinuante. Trevas se limitou a levantar as sobrancelhas com um ar de reprovação e continuou caminhando – Que gata! Nossa... – ela ainda podia ouvir o homem.

_Hey, Kelly! Aqui parceiro! – alguém gritou para o mesmo homem que havia secado Trevas.

_Homens! – balbuciou e saiu do local caminhando normalmente.

Depois de um tempo andando, Trevas percebe a presença dos mesmos homens que estavam no bar. Eles estavam próximos, mas ainda não haviam se revelado, estavam esperando o momento certo para atacar. Já num local mais afastado, deserto, perto de um galpão, Trevas para de caminhar e fica estagnada ali mesmo esperando o movimento dos homens .

_Vieram brincar, não?! – falou em tom baixo, desamarrando o nó de seu “sobre tudo” o jogando no chão. Ela vestia uma calça jeans cor de ameixa colada ao corpo, uma blusa preta tomara que caia com uma alça em diagonal com um corte que fazia um “V” na barra e uma blusa preta transparente de mangas compridas por cima, suas botas de couro preto e cadarço iam até a panturrilha, nas mesmas estavam presas adagas de ouro branco a tiras – Quem vai ser o primeiro?! – gritou. Sua voz ecoou pelo local. Ajeitou as luvas que deixavam os dedos de fora e as pulseiras de spikes. Esfregou as mãos e liberou uma leve fumaça, como se suas mãos estivessem pegando fogo. Abaixou a cabeça. Os cabelos caíram sob seu rosto escondendo o mesmo. Fechou os olhos e se concentrou em tudo o que havia a seu redor. Detectou a posição de cada um em cerca de segundos.

Tal qual um felino, agarrou uma estaca de madeira que havia sido lançada contra seu peito e a queimou com o fogo que emanou de sua mão. Abriu os olhos, nos mesmos um brilho maquiavélico surgiu, estavam de um vermelho sangue. Logo os homens se mostraram, cada um com sua respectiva arma. Um deles portava uma arma de fogo normal, uma Kalashinikov ou simplesmente AK-47; outro uma besta com estacas de madeira e outro também com uma besta, porém com estacas de prata; outros dois com uma arma de lançar dardos e o último com uma arma de choque. Trevas visualizou as armas e estudou as possibilidades de ataque. Pegou rapidamente as adagas e atirou na garganta dos dois homens que estavam com as armas lança-dardos, que estavam a ponto de atirar. Correu e se escondeu atrás de uma pilha de caixas que se espalhavam pelo local.

_Que peninha, dois a menos pra brincar! – fez biquinho. Os homens não sabiam onde ela estava por conta da rapidez com que ela se movia. Apontavam suas armas nervosamente de um lado para o outro, pois ouviam sua voz, mas não a viam – Mas a festa continua não é mesmo?! – então ela apareceu em cima da pilha de caixas, o que fez os homens agirem, disparando suas armas.

Voou em cima do homem com a besta com estacas de prata, o derrubou, desarmando o mesmo, que caiu no chão. Pegou a arma e atirou na cabeça do mesmo, o executando. Tomou um choque e caiu de joelhos no chão, virou-se e deu uma rasteira no homem com a arma de choque. Levantou-se e chutou o rosto do indivíduo, o deixando desacordado. Tiros da metralhadora não cessavam e o outro homem se preparava para lançar as estacas, mas Trevas desviava-se das balas o que tornava o trabalho do homem mais difícil. Agora só restavam dois para se preocupar, mesmo um não estando morto.

Trevas se aproximou do homem com a arma de fogo, porém muitos tiros pegaram em seu rosto, o que a deteve por alguns segundos. Dando a chance para o homem com a besta investir, no entanto a estaca acertou no lado errado do peito de Trevas, ela retirou a estaca cravada em sua carne fazendo cara de dor e atirou no homem devolvendo o favor. Foi em direção ao mesmo, chutou sua arma que caiu longe e desferiu vários golpes, Trevas sabia que poderia acabar com aquele homem mais rapidamente, mas ela gostava da porrada propriamente dita. Depois de se dar por satisfeita, decidiu acabar com a vida daquele infeliz: enfiou a mão no tórax do homem e retirou suas vísceras, depois lambeu o sangue que ficou em sua mão. Estranhou o fato de o cara da metralha estar tão quieto. Virou-se e viu o homem caído no chão, com suas adagas enfiadas em cada um dos olhos. Fez uma expressão confusa.

_Uma ajudinha é sempre bem-vinda! – um homem de estatura mediana surgiu das sombras das caixas empilhadas com um sorriso no rosto.

_Barth! – ergueu as sobrancelhas — O que está fazendo aqui?! Não estava ocupadíssimo?!

_Estava, disse muito bem... Mas mesmo que eu estivesse, viria aqui lhe dar uma mãozinha! – bateu as palmas mãos como quem tira o pó das mesmas.

_Eu sei muito bem como me cuidar, Barth... Não sou nem de longe a donzela em perigo!

_Disso tenho certeza... Mas eu não pude resistir a meus instintos de vir aqui... Tava precisando de uma carnificina, às vezes é bom! – sorriu. Trevas retirou as adagas dos olhos do homem e as limpou na blusa, depois as prendeu nas tiras.

_Aham, sei... Sei que veio aqui só pra me ver... – eles estavam bem próximos um do outro agora.

_Claro, claro... Para de se achar “a tal”! – deu um soquinho no ombro de Trevas.

_Mas eu sou, meu querido! – andou na direção oposta.

_É sim... Não vai me agradecer, não?! – a seguiu.

_Pelo que?! Me atrapalhar aqui?! – respondeu sem olhar para Barth e continuou caminhando.

_Ah, deixa de ser implicante!

_Se eu agradecer, você vai parar de me encher o saco?! – virou-se e o olhou, erguendo uma das sobrancelhas.

_Pode tentar...

_Muitíssimo obrigada, você salvou minha vida, meu príncipe sem o cavalo branco! Tá bom assim?! – pôs as mãos na cintura.

_Mais naturalidade da próxima vez! Mas eu vou aceitar...

_Ótimo! – foi em direção aos caras mortos com as armas de lançar dardos, pegou uma e disparou contra o homem desacordado – Isso vai dar um jeitinho nesse daí... Odeio esses dardos! – fez uma pausa — Trogloditas desprezíveis... – olhou ao redor com repulsa – Nem saber fazer o trabalho direito sabem!

_Realmente... – concordou – Gostei da roupa! – franziu os lábios e olhou Trevas da cabeça aos pés. Bartholomew é daqueles homens que você raramente encontra por ai, é um tipo excepcional. Absurdamente lindo, extremamente atraente, estupidamente encantador, incrivelmente talentoso, inteligente, com um ótimo humor e romântico. O sonho de toda mulher.

_Gostou de outra coisa que é! – riu. Deu uns passos, pegou seu “sobre tudo” e o espanou, depois vestiu.

_Gostaria de uma xícara de café, senhorita Acácia?! – passou o braço pelos ombros de Trevas.

_Bartholomew, querido... Por favor, ambos sabemos que não bebemos café e nem devemos, nosso organismo rejeita! E eu não sou o professor Girafales nem você a dona Florinda pra ficar tomando xícara de café!

_Eu sei, foi só pra descontrair... – riu baixinho.

_Tá... – ela tirou o braço dele sobre seus ombros e o olhou – Tenho que ir...

_Espera ai, Trevas! Por que você sempre foge de mim?!

_Fujo de você?! Como assim?! Eu tenho o que fazer!

_Sim, toda vez é assim... Quando não, some por décadas, até séculos, sem dar notícias nem nada... E eu fico que nem louco! Te conheço faz tanto tempo, e quando digo “tanto tempo” é porque realmente é muito tempo!

_É que... Eu tenho muita coisa pra fazer e sou assim mesmo... Você sabe, Barth! – forçou um sorriso.

_ É, eu sei... Sei também de muita coisa sobre você e seu passado. Sei que você não gosta de se envolver nem de se apegar muito porque tem medo de perder a pessoa que ama... Mas nós vampiros temos que aprender a lidar e conviver com isso, faz parte da nossa “vida”! Temos que encarar isso... – segurou os ombros de Trevas.

_Sim... – ela estava sem palavras, esse era um assunto no qual ela não gostava de tocar. Ela se sentia muito fragilizada ao falar disso, era seu ponto fraco – Eu concordo, Barth... Mas é muito difícil pra mim, mesmo depois de sete séculos... Esse é meu calcanhar de Aquiles... Meu carma – sua expressão estava triste, seu olhar perdido.

_Eu também sofro desse mal, você sabe... Mas temos que seguir em frente! Ou você quer passar a eternidade hibernando num caixão enterrado em um calabouço?!

_Definitivamente não! – deu um risinho – Iria cometer suicídio! – ele riu.

_Com certeza! – sorriu – E quanto ao seu amiguinho Mefisto... Esquece ele por um tempo, pelo menos... Mais tarde a gente dá um troco nele! Se bem que eu acho que a imortalidade lhe cai muito bem... Mas essa é uma escolha sua – piscou.

_É... – fez uma curta pausa — E pra ser sincera eu ainda tenho minhas dúvidas quanto à isso... Mas não quero falar sobre isso agora!

_Tá certo... Mas não se esqueça do que eu lhe falei! Não vale a pena ficar sofrendo dessa maneira, acredite! – Trevas balançou a cabeça devagar concordando. Bartholomew pôs as mãos no rosto de Trevas e a olhou nos olhos docemente – Acácia Nyx, eu quero exorcizar os demônios do seu passado! – então ele a beijou amorosamente pela primeira vez em 400 anos.

[...]