Solare e Luana
8 Especial - Dia dos namorados!
Notas iniciais
Luana
Hoje, quando acordei, vi que as outras meninas não estavam lá, só eu e a Solare estávamos no quarto. Esfreguei os olhos e desci da beliche, mas a escada caiu e eu acabei caindo no chão. Minhas olheiras deviam continuar em meu rosto, não saiam de jeito nenhum, nem mesmo dormindo cedo. Desisti de levantar e fiquei lá, caída no chão, de frente à porta, fechada. Até que ela abriu de repente, mostrando dois garotos com presentes nas mãos.
– L-Luana? Não sabia que já estava acordada! — Disse um dos garotos, que por acaso era Nicolas.
– H-hein? — Eu falei, assustada e levantando logo em seguida, prendendo os cabelos com as mãos.
Logo quando me levantei, vi que o outro garoto era George. Nicolas estava com uma caixa em formato de coração e uma carta nas mãos, enquanto George, eu não consegui ver direito, mas parecia estar com um buquê em mãos, e acho que com uma cartinha também.
– O quê vocês estão fazendo com esses presentes? — Eu disse, com a minha voz fraca e rouca.
Nicolas corou, e abaixou a cabeça. Depois colocou a carta e cima da caixinha em formato de coração e fez um gesto como se fosse para mim.
– É... Para mim? — Eu perguntei, olhando para ele.
– É, é sim. — Ele respondeu, ainda com a cabeça abaixada e corado.
Quando eu vi, George não estava mais ali. Devia ter voltado ao dormitório, ou algo do tipo. Então, eu peguei das mãos dele o presente. Logo depois, ele levantou a cabeça devagar.
– Eu sempre gostei muito de você. Eu te amo. — ele me disse, piscando e sorrindo. Incrível como garotos mudam rapidamente, agora pouco ele não estava envergonhado?
– Mas o qu...? — Ele não me deixou completar, e me beijou.
Até que ele foi embora e eu continuei lá, parada, com aqueles presentes na mão e olhando para o nada. Até que Cat, Dalila e Sophia chegaram, com presentes e vestidas com o tema dia dos namorados, e era um monte de rosa, vermelho e branco. Elas me viram naquele estado e logo me levaram para o "salão de beleza improvisado da Cat" que é no dormitório da Cat.
Depois de me maquiarem e tudo, me propuseram de comprar algo para um de meus amigos (viram que é no masculino? Eu certamente já sabia o que elas estavam tramando.), então eu fui numa lojinha e comprei uma touca verde. Botei numa caixinha e fiz uma cartinha bem gay. Fui lá no dormitório do Nicolas, e quando ele me viu, ficou vermelho.
– T-tome, é para você! Eu fiz com carinho... Dane-se! — Eu falei, olhando para os meus pés e dando o presente logo em seguida. — Eu odeio o dia dos namorados! — Eu disse, baixinho.
Logo senti ele beijando minha testa, então, fui embora para meu dormitório. Quando eu vi, tinha um buquê e uma carta no buquê logo na cama da Solare, devia ser do George! Acho que o plano deles era vir antes de nós duas acordarmos, para ser anônimo. Pena que não conseguiram! Eu tive um ataque de risos, não sei o porquê.
– Hum? — Solare falou, acordando, e me vendo no chão, rindo pra caramba!
Solare
Eu acordei com a risada da Luana, e a risada dela era, bem... Digamos estranha.
– Luana, porque você tá rindo tanto?! — Perguntei a ela.
– Não sei! — Ela respondeu entre risos.
Sem entender nada eu me levantei, mas aí veio a surpresa, lindas rosas estavam na minha cama junto com uma carta, e o mais estranho é que a pessoa tinha que me conhecer bem pois eu amo rosas!
– Quem deixou isso aqui? — Perguntei à Luana enquanto pegava as rosas e a carta.
Ela continuou rindo sem nem perceber minha pergunta, então eu abri o envelope e a carta dizia o seguinte '' Eu te conheço a tanto tempo e acho que sei tudo sobre você, eu me apaixonei por você desde primeiro momento que trocamos olhares, eu resolvi te dar as flores pois foi a melhor coisa que eu pensei, eu nunca teria coragem para entregar pessoalmente então eu entreguei enquanto você dormia e junto comigo Nícolas veio para entregar o presente dele para a Luana, acho que não estar sozinho me ajudou a vir, se eu coloca-se todos os meus sentimentos em uma carta ela viraria um livro então eu só deixo essas palavras para demonstrar meus sentimentos... Eu te amo.'' Eu fiquei parada imóvel quase sem respirar depois de ler aquela carta nada mais importava eu senti meu corpo ficar quente eu tinha certeza que eu ia desmaiar, até porque, a carta estava toda com a letra do George.
– EI! Solare acorda! — Disse Luana me dando um tapa.
– Eu vou morrer... — Eu falei para a Luana me deitando novamente em minha cama.
– Não é pra tanto Solare, um tapa não mata ninguém não. — Luana falou, inocentemente.
– Não foi o tapa, foi a carta... — Eu disse.
– Tá bom. Mas vai lá agora se não eu roubo os seus livros. — Disse a Luana apontando para os meus livros
– Isso não e nada romântico. — Eu reclamei.
– Eu não tenho que ser romântica eu tenho que ser eu. — Ela falou, me mostrando a língua.
Eu me levantei e comecei a escrever uma carta pois eu não ia conseguir falar nada que o meu coração estava sentindo, eu troquei de roupa e fui até o dormitório masculino. Ao chegar na porta eu fiquei paralisada, mas tive forças para bater na porta e o Louis abriu-a.
– Ah, olá. Eu já estou de saída, tchau. — O Louis me falou.
Eu queria esganar aquele moleque, George apareceu e nós ficamos lá olhado um para o outro até que eu finalmente eu entreguei minha carta para ele naquele instante. Eu estava disposta a sair correndo dali, mas no mesmo instante ele segurou meu braço e me beijou, depois eu sai mesmo correndo parecendo uma louca, até que cheguei ao meu quarto.
– Foi ... Perfeitamente perfeito. — Eu falei para a Luana me jogando na cama.
– Tá, eu não me importo. — Ela me disse, se ela não falasse isso, não seria a Luana.
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