Notas iniciais
Primeiramente: ME PERDOEM, eu não pude postar porque meu notebook pifou (consegui consertar ontem), e eu só tenho ele para escrever, então fiquei essa semana tentando fazer ele funcionar. Por essa mesma razão o capítulo ficou um pouco menor, não pude escrever nada essa semana então... Eu vou compensar esse capítulo depois, eu estava muito ansiosa para avisar logo e ninguém achar que eu morri. Bom, é isso, boa leitura ♥

Sempre que as meninas vêm dormir aqui em casa o tempo parece que passa dez vezes mais rápido, apesar de termos feito bastante coisa no fim de semana, a segunda-feira chegou bem depressa. Quando acordamos foi uma correria, mamãe precisava se arrumar para o trabalho e precisava arrumar Millena, meu pai também estava se preparando para sair. E eu, Anna e Karol nem tínhamos começado a nos aprontar, pra completar todas nós acordamos depois da hora, isso ia ser um caos.

Pelo menos mamãe já estava pronta, mas minha preocupação era as nossas hóspedes — e eu -, Milly estava tomando banho no banheiro de baixo, meu pai era o próximo e ele ainda ia cuidar da minha avó antes de sair. Então só sobrou o banheiro de cima, um banheiro para três meninas, não sei como, mas isso vai ter que dar certo.

—Meninas, vamos fazer assim, Karol toma banho primeiro porque ela é a que mais demora a se arrumar, então enquanto ela se arruma eu e você, Anna, tomamos banho. Pode ser?

—Então tá. — Concordou Karol.

—É melhor comermos algo enquanto ela toma banho, assim já adiantamos o café da manhã, senão vamos nos atrasar. — Disse Anna.

—Então vamos descer para comer. — Eu disse.

E foi assim que fizemos, enquanto nossa amiga ruiva tomava banho, eu e Anna tomamos um café da manhã rápido. Depois de Karol desocupar o banheiro eu fui a próxima, logo após, Anna, já que ela era a mais rápida para se aprontar. Enquanto nós corríamos para não passar da hora, meus pais se organizavam no andar de baixo. Foram várias subidas e descidas de escada, mamãe correndo pela casa, papai cuidando de vovó Teresa, as meninas indo e voltando ao banheiro, era uma bagunça, mas acabou funcionando. Iríamos sair um pouco mais tarde que o normal, mas não passaria do horário da aula. Quando eu e as garotas estávamos prontas meu pai nos levou ao colégio com o carro dele, e minha mãe levou Milly à escola no carro dela, vovó ficou em casa como sempre.

—Fiquei surpresa, achei que não fosse dar tempo. — Comentou Anna.

—Que bom que deu, ainda vamos chegar cinco minutos antes do toque do sinal. — Eu falei olhando a hora no celular, meu pai já estava estacionando o carro.

—Pronto meninas, estão entregues! — Disse David.

—Obrigada! — Agradeceu Karol.

—Valeu tio David! — Anna agradeceu também.

—Até mais tarde pai. — Depois de me despedir do meu pai desci do carro junto com as meninas.

Procuramos pelos rapazes e eles estavam em uma das mesas do pátio, como sempre.

—Vocês demoraram um pouco para chegar. — Disse Nathan.

—Foi a correria, acordamos meio tarde. — Falei.

—E vocês dormiram? -Perguntou Allan.

—Sim, pouco, mas sim. — Anna respondeu.

Mal chegamos e o sinal tocou os cinco minutos que tínhamos não demoraram a passar.

...

Depois do fim da aula, organizei minhas coisas e percebi que Daniel já estava se preparando para ir embora, ele nunca ficava nenhum minuto depois das aulas. Daniel se isolava muito às vezes, ele passava bastante tempo conosco, mas era comum vê-lo passeando sozinho pelo pátio ou pela arquibancada vazia, na companhia apenas de seu fone de ouvido. Imagino que ele já esteja acostumado a ficar sozinho e não liga muito para isso, mas acho que no fundo ele se importa e não gosta dessa solidão. Talvez seja uma boa ideia fazer com que ele interaja um pouco.

—Daniel, fica um pouco com a gente antes de ir, vamos conversar. — Pedi.

—Hum... Tá bom, por que não? Só não posso ficar muito.

—A gente também não costuma ficar muito, mas não precisa de tanta pressa.

Ficamos conversando no pátio assim como fizemos mais cedo.

—Ah eu tinha até esquecido! Meninos, eu mostrei a vocês a foto de Karol dormindo? — Perguntou Anna.

—Que foto? — Respondeu Allan.

—Pelo visto não mostrei, — Ela mexeu no celular procurando pela dita foto, provavelmente era a foto que tiramos com o rosto de Karol todo melado de pasta de dente. — Achei. Essa aqui.

Anna virou o celular na direção dos rapazes e mostrou a foto que eu imaginei que fosse.

—Vocês não perdem uma né? — Reclamou Karol. Ela levou na brincadeira, até porque ela fazia essas coisas também, esse tipo de pegadinha é comum na nossa amizade.

—Relaxa amor, você fica linda de qualquer jeito. — Nathan disse sorrindo, depois beijou a bochecha de Karol.

—Ah mas a foto ficou boa! Valorizou seu rosto, olha a iluminação aqui, a pasta de dente deu um destaque. — Disse Allan, morrendo de rir.

—Só vocês mesmo para me fazer rir dessas besteiras. — Falou Daniel, ele estava gargalhando também.

—Que bom que a gente te diverte. — Respondi e sorri.

Eu estava falando sério, saber que nós deixamos Daniel feliz me deixa feliz também, quanto mais intimidade nós temos mais me importo com ele. Acho que a amizade dele passou a ser importante para mim, assim como a de Anna, Karol, Allan e Nathan. Conversamos por mais uns quinze minutos até precisarmos ir.

—Você vai pegar ônibus? — Perguntei a Daniel.

—Não, vou a pé mesmo.

—Eu também. Onde você mora?

—É perto daqui, na verdade moro bem perto da sua casa.

—Ah... Então eu te acompanho, eu já ia a pé mesmo, se você quiser claro.

—Por mim tudo bem...

—Que lindinhos. Pelo menos você não vai sozinha Day, mas vamos antes que fique tarde. Até amanhã. — Disse Anna.

—Até. — Respondi, não entendi muito bem o motivo de eu e Daniel sermos “lindinhos”, mas tudo bem.

Anna, Karol e Nathan sempre vão para o ponto de ônibus juntos, Nathan e Karol pegam o mesmo ônibus e Anna vai em outro, já é rotina. Uma vez ou outra eu vou junto com eles, mas geralmente eu volto para casa andando já que não é longe. Allan também mora perto, mas ele tem um irmão mais novo e precisa esperar por ele para ir, às vezes eles vão a pé e às vezes o pai deles vem buscar.

Essa é uma das poucas vezes que volto acompanhada para casa, como Karol disse, pelo menos não vou sozinha, é mais seguro.

—Você mora antes ou depois da minha casa? — Perguntei a Daniel, enquanto caminhávamos. Queria saber se ele iria comigo durante todo o meu percurso.

—Umas duas quadras depois.

—Ah, então é bem perto mesmo. Se eu soubesse tinha ido com você nos outros dias.

—É... Não tinha pensado nisso...

—Se não quiser tudo bem. — Não quero ser inconveniente, talvez ele sempre fosse mais cedo simplesmente porque preferia ir sozinho.

—Não! É uma boa ideia.

Eu sorri, concordava com ele. Ele me olhou um pouco, aparentemente ele não tinha muita experiência em puxar assunto, já que ficou me encarando. Ficamos em silêncio por pouco tempo, mas pareceu uma eternidade.

—Bom... Então, fala mais sobre você. Como é sua família? — Perguntei na tentativa de iniciar novamente uma conversa.

—Eu já falei sobre mim, naquele dia em que você me mostrou a escola. É sua vez, fala sobre você.

Eu não tinha pensado por esse lado, mas fazia sentido.

—O que você quer saber?

—Pode ser as mesmas coisas que você perguntou.

—Mas eu não lembro mais. -Eu disse rindo. Aquilo já fazia semanas.

—Eu me lembro de algumas. Tipo, se você tem irmãos, mas isso eu já sei. Aliás, tem mais alguém tirando Millena?

—Não, só ela.

—Lembro de outra pergunta, você gosta do colégio?

—Sim, bastante.

—O que te fez vir para essa escola?

—Nada de mais, meu antigo colégio não tinha ensino fundamental, foi quando vim para cá.

—Legal. Deixe-me ver... Ah, qual sua cor favorita?

—Amarelo.

—Por quê?

—É que eu acho que é uma cor bem animada e alegre, e também porque me lembra do sol.

—E o que tem o sol?

—Eu gosto, acho bonito e relaxante, principalmente o sol do amanhecer.

Ele me encarou por alguns poucos segundos e logo depois riu.

—O que foi? -Perguntei. Eu não tinha entendido o que ele tinha achado engraçado.

—Você.

—O que eu tenho?

—Você tem um jeito engraçado.

—Engraçado bom ou engraçado ruim?

—Engraçado bom. É um jeito só seu, você alegra as pessoas com ele.

—Alegro?

—Sim. — Ele respondeu rindo.

Daniel ficava tão fofo rindo. Eu gosto de ver todos felizes, mas com Daniel era um pouco diferente, eu sinto que valorizava um pouco mais a felicidade dele, como se o sorriso dele me agradasse mais. Enfim, acho que sinto que essa alegria é importante para ele e acabou sendo para mim também.

Nós dois continuamos conversando e caminhando. Chegamos à minha casa mais rápido do que eu esperava, provavelmente a conversa me distraiu. Nos despedimos simplesmente com “até amanhã”, e eu entrei em casa, deixando Daniel seguir seu caminho.

Notas finais
Foi isso, espero que tenham gostado e que desculpem minha demora :'( Beijos e até o próximo capítulo! ♥