Sogni In Un Impero
17 Capítulo 17
Capítulo 17
Sasuke Uchiha P.d.v.
— Não virá hoje? — perguntei antes de dar um suspiro cansado.
— Não, estou me sentindo esgotada, Sasuke. — sua voz era pesada e rouca.
— Quer que eu vá ficar com você, amor? — perguntei já me preparando para dar meia volta no corredor e ir em direção á saída dessa merda de internato.
— Fique ai mesmo aonde você está, Sasuke Uchiha! — ouvi a voz alterada de Kushina do outro lado.
Revirei os olhos ao imaginar que todas as mães dos meus amigos deveriam estar lá cuidando dos gêmeos.
— Tá bom, tá bom. — parei ao lado da porta da sala. Shikamaru bocejou ao meu lado. — Qualquer coisa que acontecer me avisem imediatamente.
De repente, a ligação caiu.
— Desligou na minha cara. — murmurei entre dentes apertando o celular com força.
Naruto riu escandalosamente á minha frente antes de bater a testa na porta, o que arrancou risos de todos que estavam dentro e fora da sala.
Anko, a professora que já estava dentro da sala, revirou os olhos enquanto tentava não rir.
— Naruto, idiota, já fez meu dia ficar melhor. — Gaara se rachava de rir.
— Vá se danar, Sabaku. — resmungou o dobe enquanto esfregava a testa.
Sentei-me em meu lugar de sempre, que ficava atrás da minha loirinha. Suspirei sentindo que o dia seria longo sem ela.
O sinal tocou, e Anko começou a explicar a matéria.
Olhei para o outro canto da sala, onde havia um lugar vago, Shayoran desde a morte de seus pais não aparecia mais no internato, ele havia se afastado de todos. Estava sempre com a Aika, mas eles não conversavam sobre os pais, não ousavam citar o nome de nenhum dos dois, era a forma deles de continuar em pé, sem dar qualquer vacilo.
Suspirei ao olhar para a aliança em minha mão, dei um imperceptível sorriso.
Flash Back Onn
— Estou morrendo de curiosidade para saber aonde você quer me levar, Uchiha. — observei-a descer ás escadas calmamente. — Ainda mais depois do ocorrido ontem.
Encarei seus lindos olhos azuis.
— Sei que é um momento difícil para você, Aika. Mas eu quero que você se distraía um pouco, ficar trancada no quarto não vai dar em nada e não faz bem para os bebês. — peguei sua mão e puxei-a gentilmente para os meus braços.
— Acho que alguém vai ser um papai babão. — riu em meu pescoço.
Fechei os olhos ao deslizar minhas mãos para a sua barriga.
— Pode ter certeza. — sorrimos, levantei seu queixo para que eu pudesse colar nossos lábios.
Colamos nossos lábios em um demorado selinho.
— Vamos? — perguntei assim nos desgrudamos.
— Vamos sim, nossos filhos estão morrendo de fome e isso quer dizer que a mamãe aqui está mais do que faminta. — gargalhei vendo que esses três irão dar mais trabalho do que pensei.
— Divirtam-se, meus anjos. — a mãe de Shikamaru apareceu na porta da cozinha, sorrindo para nós dois. — Esqueçam os problemas e aproveitem a companhia um do outro, principalmente você, Aika.
Sorri piscando para Rie que me olhou divertida.
— Tudo bem, tudo bem, pensarei somente em nós dois está noite. — sua mão esquerda rapidamente subiu para a barriga. — Quer dizer, em nós quatro. — rimos.
— Boa noite, Rie. — desejei puxando Aika pela mão.
— Boa noite, Sasuke, cuide bem da nossa menininha. — falou antes de fechar a porta.
Quando entramos no carro, Aika soltou um suspiro.
— O que foi? — perguntei dirigindo.
— Eu sei que prometi pensar somente em nós hoje, mas amor, estou tão preocupada com Shayoran. — olhei de relance para ela, seus olhos estavam marejados. — Ele voltou a beber, não para mais em casa, sei que ele cuida de mim e dos sobrinhos dele, mas ele está tão distante, passa a noite toda fora. — mordeu o lábio, parei no sinal vermelho. — Tenho medo de perder mais alguém. Não quero perder mais ninguém.
— Hei! — peguei sua mão. — Você não vai perder mais ninguém. Shayoran sempre teve um problema com a bebida, mas vocês dois não estão sozinhos. Estamos todos com vocês e sempre estaremos. — limpei suas lágrimas. — Agora para de chorar, me machuca vê-la chorando, quero vê-la sorrindo essa noite, é uma noite muito especial.
Aika sorriu e voltei a dirigi, ela deitou a cabeça em meu ombro.
— Eu te amo tanto, Sasuke Uchiha. — sussurrou.
— Eu também te amo, Aika Tobirama. — beijei sua testa.
Eu tinha que admitir que estava muito nervoso com o que faria hoje á noite, foram muitas noites sem dormir para que eu pudesse ter plena certeza de que estava fazendo a coisa certa.
Ficamos em um silêncio reconfortante até que chegássemos ao seu restaurante favorito.
— Agora estou realmente me roendo de curiosidade. — olhou-me com os olhos grandes e brilhantes. — Você deve estar aprontando algo, e algo bem grande para me trazer aqui justamente hoje.
Estávamos justamente no restaurante em que havíamos nos conhecido.
Meus pais, Itachi e eu havíamos acabado de nos mudar e na nossa primeira noite na cidade nova, meu pai tinha um jantar de negócios marcado. Naruto, Minato e Kushina também compareceram ao jantar. Tanto Naruto, quanto eu estávamos ainda bravos por conta da mudança.
— Vocês dois, por favor, tente mudar essas caras como se fossem vomitar á qualquer momento. — Kushina estava quase beliscando á nós dois.
Minha mãe afagou meu cabelo num pedido mudo para que eu "tentasse" mudar minha expressão.
Ouvi o dobe ao meu lado gritar que queria rámen, revirei os olhos e "tentei" melhor minha expressão. Se não fosse Minato, Kushina teria batido na cabeça de Naruto com a cadeira.
— Eles demoraram. — observou meu pai ao olhar no relógio.
— Não deve ser fácil cuidar de gêmeos. — comentou Minato.
— Qual a idade dos gêmeos? — perguntou Itachi sem muito interesse, ao meu lado.
Ele também não estava feliz com a mudança, mas não deixava transparecer da mesma forma que o dobe e eu.
— Onze anos, a mesma idade dos meninos, os gêmeos são somente poucos meses mais novos que Sasuke e Naruto. — explicou minha mãe.
Antes que alguém pudesse perguntar mais alguma coisa, formos interrompidos.
— Boa noite, desculpem a demora. — nos voltamos para a voz grossa ao nosso lado.
Havia dois adultos e duas crianças que se encontravam mais emburrados do que nós dois.
— Desculpem-nos, mas sabe como são as crianças. — sorriu amigavelmente a mulher loira e olhos verdes. Ela segurava uma menina loira de olhos azuis claros, ela nos encarava com uma sobrancelha arqueada, segurava fortemente a mão de sua mãe.
— Não se preocupem. — disse Minato sorrindo e se levantando, repetimos o mesmo modo dele.
— Sabemos exatamente como são as crianças. — minha mão sorriu cumprimentando-os.
— Filhos, esses são Nagano Tobirama e Asami Tobirama, nossos amigos. — Kushina começou as apresentações. — Esse é meu filho Naruto. — afagou o cabelo do loiro que revirou os olhos e colocou as mãos na barriga. — Esses são Itachi e Sasuke.
Kushina e Minato eram como pais tanto para mim, quanto para Itachi.
— Prazer em conhecê-los. — sorriu abertamente a loira, Asami. — Esses são Shayoran. — apontou para o menino loiro de olhos azuis mais escuros do que o da menina, ele estava ao lado de Nagano, que é ruivo de olhos azuis. O loiro mantinha os braços cruzados e nos olhava com tédio. — E Aika. — deu um leve empurrão na menina que corou e sorriu amarelo para nós.
— Sentem-se. — pediu meu pai.
A conversa começou a correr solta quando todos já estávamos acomodados. Os gêmeos estavam sentados á minha frente.
— Eles são lindos! — tinha que ser dona Mikoto.
— Dona Mikoto sendo Mikoto. — Itachi sussurrou para mim.
— Obrigada, Mikoto. — sorriu a loira. — Não queira vê-los quando estão aprontando.
— Isso me lembra algo. — nos viramos para o ruivo, que olhava seriamente para os gêmeos. — Nada de gracinhas está noite.
Naruto olhou-me com os olhos arregalados, observei que os dois somente deram de ombros sob o olhar sério do pai.
— Nagano está exagerando um pouco. — Asami riu nervosa.
Shayoran revirou os olhos.
Fizemos nossos pedidos e logo já estávamos jantando, onde somente os adultos conversavam.
Eu, ás vezes, observava Aika enquanto ela conversava com o irmão. Eu não podia deixar de negar que ela é bonita e encantadora.
Os dois pareciam discutir sobre algo.
— O que vocês estão discutindo? — perguntou Asami fazendo com que todos os observassem.
— Nada, mamãe. — sua voz melodiosa me fez engolir um seco.
— Aika, Shayoran. — Nagano os chamou seriamente.
— Estávamos apenas falando da comida, papai. — explicou Shayoran bufando.
— Há algo de errado?
— Nada, eu apenas achei que havia pedido algo, mas não veio. — comentou antes de voltar a comer.
— Quer que eu peça para trocar? — até que o Sr. Tobirama não parecia tão bravo assim.
— Não precisa.
Observamos ele comer mais um pouco e logo voltamos á nossas refeições e as conversas anteriores, claro que se fosse possível, se não fosse por Aika que começou a tossir.
— O que houve, filha? — a Sra. Tobirama levantou-se preocupada com ela.
Aika não parava de tossir e estava com as mãos no pescoço, ela estava ficando cada vez mais vermelha e parecia não conseguir respirar.
— Ai meu Deus! — minha mãe parecia terrivelmente assustada.
— Ela está morrendo, teme? — olhei furiosamente para o dobe ao meu lado e dei-lhe um tapa na nuca.
— Parece uma reação alérgica. — observou meu pai.
— Shayoran, olhe o que tem no prato dela. — pediu Asami cada vez mais assustada.
Nagano estava com Aika no colo, ela estava quase ficando roxa.
— Tem cogumelo! — gritou o loiro ao levantar o garfo espetado no cogumelo.
— Vamos para o hospital, rápido! — gritou Nagano exasperado.
— O que significa o cogumelo? — perguntou Kushina preocupada.
— Ela tem alergia á cogumelo.
Arregalamos os olhos assustados, e começou a correria.
Nagano saiu correndo com Aika nos braços, Asami foi logo atrás com minha mãe e Kushina, Itachi e meu pai iam logo atrás mais calmos. Minato pagou por todo o jantar, jogando várias notas na mesa e logo em seguida saiu correndo.
Olhamos para Shayoran que andava calmamente até a entrada do restaurante.
— Por que não está assustado? — perguntou Naruto enquanto andávamos ao seu lado.
— Porque eu estaria? Esse era o nosso plano. — sorriu de lado para nós. — Vocês não estavam felizes e nós também não.
— Que plano louco é esse? Sua irmã pode morrer! — gritou Naruto com os olhos arregalados.
— Estou com o remédio de alergia dela aqui. — mostrou o remédio. — Ela vai ficar bem, relaxem. — sorriu. — Sempre inventamos alguma coisa.
E lá se foi ele entrando no quarto.
— Eles são loucos. — assenti. — Mas são legais! — sorrimos.
— Aquela noite foi uma loucura só. — nós dois ríamos após termos finalizado nosso jantar. — Shayoran esperou até que eu vomitasse no carro e depois me deu o remédio. — rimos. — Passei a noite no hospital rindo com o meu irmão.
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Fiquei observando-a rir, seus olhos possuíam um brilho que não estava ali quando cheguei a mansão para buscá-la. Eu conseguia enxergar a sinceridade em seu sorriso, ela estava mesmo se divertindo, estava deixando os problemas de lado por nós, aquela noite.
Senti minhas mãos ficarem frias, engoli um seco e comecei a pedir á mim mesmo que se acalmasse, tudo daria certo, não havia o porquê desse medo todo.
— O que houve? Por que está tão sério, amor? — perguntou após alguns segundos ao parar de rir, tocou sua mão na minha.
Olhei fixamente em seus olhos que me encaravam com preocupação.
— Por favor, me ouça até o final, depois você fala o que você quiser, tenha qualquer reação, mas só te peço que me escute até o final. — sua testa se franziu, mas ela assentiu.
— Tudo bem. — sussurrou.
Peguei sua mão com a minha e lhe dei um rápido beijo ao me levantar.
— Eu queria estar fazendo esse pedido em outro momento, onde não estivéssemos passando por tantos conflitos, tantos problemas. — ajoelhei-me á sua frente, seus olhos se arregalaram. — Sei que você deve estar se perguntando do porque eu não esperar, talvez seja cedo, mas não, não é cedo. — a vi mordendo o lábio. — Estamos formando uma família, vamos ser pais e sim, isso é cedo demais. — acabei rindo de nervoso ao ver que todos no restaurante pararam para nos olhar. — Mas quando amamos, quando estamos perdidamente apaixonados nada é cedo demais ou tarde demais. Quando descobri que seria pai, pensei que talvez eu não fosse ser um bom pai, realmente cheguei á acreditar que não daria certo, mas ao vê-la deitada naquele hospital, percebi que eu sempre lutaria ao seu lado, lutaria por você e por nossos filhos; eu faria até o impossível para que vocês ficassem bem.
Seus olhos estavam transbordando lágrimas.
— Eu te amo, eu te amo e irei amá-la para sempre. Não há futuro para mim onde você não esteja. Não me vejo sem você, sem os nossos filhos. — beijei sua mão novamente. — Eu te amo mais do que a minha própria vida Aika Tobirama e você sabe o quanto está sendo difícil ser romântico desse jeito. — peguei a caixinha de veludo e abri, fazendo seus olhos se arregalarem ainda mais. — Quero passar o resto da minha ao seu lado, quero dormir abraçando você e acordar com o seu rosto junto ao meu. Quero o melhor para os nossos filhos, sei que não será fácil, mas sei que vamos conseguir e um estará dando apoio ao outro. — dei um sorriso de lado ao ver seu rosto vermelho de tanto chorar. — Aika Tobirama, você aceita se tornar a Sra. Uchiha, aceita se casar comigo?
— Sim, sim! Claro que sim! — deslizei o anel em seu dedo.
Salva de palmas preencheu o restaurante quando nos abraçamos e selamos nossos lábios.
Flash Back Off
— E aí, como anda esse negócio de líder de torcida? — perguntei á Sakura assim que me sentei á sua frente.
— Está indo, não gosto muito, mas até que é divertido. — sorriu.
— Naruto disse que você queria falar comigo.
— Sasuke. — olhei em seus olhos verdes, eles estavam hesitantes. — Quero Shayoran de volta. — ergui uma sobrancelha. — Vou lutar por ele, não aguento mais viver sem ele. — ela parecia desesperada. — Sei que ele errou, ele pediu desculpas, e eu não quis ouvir, eu o evitei, mas agora... eu preciso dele, preciso dele ao meu lado, sei que ele precisa do apoio de alguém. — ela mexia constantemente as mãos. — Estou dizendo isso porque preciso saber aonde ele está.
Olhei seriamente para seus olhos verdes.
— Por que resolveu voltar atrás justamente agora?
— Porque o amo, porque eu amo aquele idiota mais do que tudo na minha vida! Errei em não tê-lo ouvido, ele errou com a aposta, nós dois erramos, mas somos humanos e estamos aqui para viver e corrigir nossos erros e é justamente isso que quero fazer.
— Vou te falar todos os lugares onde Shayoran mais costuma ir. — a mesma assentiu enquanto pegava uma folha e uma caneta.
Sorri vendo o quão apressada ela estava.
Ino Yamanaka P.d.v.
— Esse uniforme é incrivelmente curto. — resmungou Tenten que me esperava enquanto eu guardava os meus livros.
— Eu gosto. — referi-me ao nosso uniforme de líder de torcida.
Minha amiga morena apenas revirou os olhos ao ouvir minhas palavras.
— Como será que os garotos estão? — perguntou após um suspiro.
— Não sei, mas eu gostaria de saber.
— Ino! Tenten! — olhei apressadamente para o ruivo que vinha correndo em nossa direção.
— O que houve, Gaara? — fiquei preocupada ao vê-lo dessa forma.
— Vocês viram a Matsuri? — perguntou ofegante e apressado.
— Á vimos indo em direção ao estacionamento. O que houve?
— Preciso encontrá-la, ela me ligou dizendo que não estava passando bem, que estava com dor no ventre. — ele já estava se afastando.
— Calma, nós vamos com você.
— Vamos te ajudar. — falei determinada, o mesmo assentiu e corremos em direção ao estacionamento.
— Tem que estar tudo bem, tem que estar tudo bem. — eu conseguia ouvi-lo murmurar sozinho.
— Vai ficar tudo bem. — toquei em seu ombro vendo seus olhos verdes se arregalaram com o meu ato.
Sakura Haruno P.d.v.
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Suspirei aliviada ao vê-lo ali, sentado na areia da praia enquanto olhava para o mar que estava bastante agitado hoje.
Á passos calmos andei até ele, que estava segurando uma garrafa de vodka parcialmente vazia.
— O que faz aqui? — sua voz fria fez os pelos em minha nuca se arrepiarem.
— Posso me sentar ao seu lado? — consegui encontrar minha voz.
Ele apenas deu de ombros sem ao menos me olhar, joguei minha mochila no chão e me sentei ao seu lado. Fiquei observando o mar á minha frente.
O céu estava nublado, não dava para saber perfeitamente se iria chover. Pelo canto do olho o vi dando um último gole antes de acabar toda a bebida.
— Bebeu tudo sozinho?
Eu sabia que era uma pergunta completamente idiota, mas não fazia a mínima ideia de como conversar.
— O que você achar? — olhou-me ironicamente, pelo menos ele havia me olhado.
— Desculpe. — encolhi os ombros.
— O que quer aqui, Sakura? — sua testa estava franzida.
— Estou preocupada com você, Shayoran. — um sorriso cínico nasceu em seus finos lábios, lábios que tanto anseio tocar com os meus.
— Está perdendo seu tempo, Sakura. Volte para o seu mundo e me esqueça. — voltou sua atenção para o imenso mar azul á nossa frente.
— Não posso voltar para o meu mundo.
— Por quê? — ele não parecia realmente se importar.
— Porque o meu mundo está desabando, está definhando. — ajoelhei-me á sua frente. — O meu mundo é você, Shayoran Tobirama.
— Do que você está falando, Sakura? — olhou-me seriamente. — Você me deixou.
— Eu sei, eu sei. — segurei sua mão. — Eu sei que eu deveria ter te escutado, você errou, eu errei, nós dois erramos, mas eu quero consertar esse erro. — seus olhos desviaram-se dos meus.
— Você apenas está com pena de mim, Sakura. — riu de escárnio.
— Não. — peguei seu rosto entre as minhas mãos. — Eu quero te ajudar porque eu não sei mais viver sem você, quero estar ao seu lado porque eu te amo, eu te amo tanto Shayoran. Me afastar de você foi a coisa mais estúpida e absurda que fiz em toda a minha vida.
Seus olhos estavam vermelhos, seu rosto pálido.
— Me deixa cuidar de você, meu amor. — abracei-o, colocando seu rosto em meu pescoço. — Não quero que sofra sozinho, quero me conte suas dores, que se abra comig... — perdi a fala ao ver seu corpo tremer em meus braços.
Meus olhos se arregalaram ao ouvir seus soluços que estavam ficando cada vez mais altos. Descansei meu queixo em seu cabelo e acariciei sua nuca, seus braços envolveram-me.
— Pre-preciso tanto de vo-você... — o amor da minha vida estava chorando em meus braços. — Pre-preciso tan-tanto de você...
Fechei os olhos quando eles começaram a ficar embaçados.
— Eu estou aqui e sempre estarei, meu amor.
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