Sofia

8 Olá Filipe!


Notas iniciais
Oi! Meninas estou sentindo falta dos comentários, mas enfim, temos uma leitora nova!!! Obrigada mesmo por não ser um fantasma rsrsrs.

Acordo no dia seguinte bem disposta. Abro a porta e há uma pessoa me esperando. Vamos para uma sala cheia de armaduras, bacias com vários elementos e tinha até uma piscina enorme. Várias coisas a mais ocupavam aquele lugar o qual eu passaria muito tempo.

–Vamos começar te ensinando a se defender – O homem ordena.

Ele é um senhor que parece ser velho, tem os cabelos grisalhos uma pelo meio coral e sua coluna é levemente curvada.

–Não se engane pela minha aparência, posso parecer velho, mas não sou fraco!

–Me desculpe.

–Tudo bem, agora venha. Eu vou te atacar e você vai desviar!

–O que? – Eu pergunto, mas ele já começa a me atacar e eu saio correndo pelo salão.

–Calma! Não é assim! Venha aqui! – Ele corria atrás de mim.

–Você vai me machucar! – Reclamo ainda correndo.

–Não! – Ele berra e eu paro.

Na verdade as facas eram de plástico e a ponta redonda. Treinamos reflexo, corrida, flexão, abdominais, traduzindo foi mais preparação física.

–Cansada? – Me pergunta Bianca rindo quando me jogo cansada na cama.

–Nããão imagina! – Digo em tom de ironia.

Estamos em silêncio quando ouvimos três batidas na porta.

–Olá senhoritas, vim avisar que o jantar já está disponível! – Um homem fala e vai embora.

Vou tomar um banho e Bianca desce para encontrar as outras. Pego uma roupa que recebi quando cheguei aqui.

Desço as escadas correndo e quase tropeço na última. Sou sustentada por um menino.

–Você está bem? – Ele diz meio desajeitado.

–Sim! – Digo me recompondo.

Ficamos em um breve silêncio que me incomoda.

–Você não estava indo jantar?

–Ah, sim eu estava! – Digo sem graça.

–Então...

–Tchau!

–Tchau!

Saio de perto toda corada.

–Olha gente um camarão! – Disse Bianca rindo ao me ver.

–Haha!

–Relaxa, senta ai! – Diz Mariah.

–Sofia as comidas daqui são muito diferentes... – Fala Melissa.

–É o que mais tem e esfirra!! – Explica Mariah.

Levanto e ponho minha comida. O salão daqui era bem diferente tinha um clima mais alegre! As paredes eram amarelas, cheias de janelas com cortinas de strass nelas! Há uma mesa com vários pratos e travessas de comida onde pegamos o que queremos e vamos nos sentar.

Comi bem pouquinho e resolvi ir explorar o lugar. Havia muitos lugares para festas e reuniões. As salas de aula os alunos se sentavam em almofadas no chão e a professora ficava em pé.

Eu estava a andar pelo corredor externo quando avisto um banquinho no gramado um pouco mais distante. E é pra lá que eu vou!

Sento-me meio a vontade e jogo a cabeça pra trás.

–O que está fazendo aqui? – Pergunta um menino que avisto de cabeça para baixo.

–Quem é você? – Pergunto ao me ajeitar no banco.

–Posso sentar? – Ele aponta para o meu lado.

–Sim, claro!

Ele se senta e fica me encarando e isso me incomoda muito pois não sei o que se passa em sua cabeça e ele está com os olhos vidrados no meu rosto e eu não sei nem se mecho a cabeça!

–Então... – Eu quebro o silêncio lhe assustando.

–Ah, desculpe do que falava? – Ele pergunta.

–Nada... Na verdade não sei nem quem você é!

–Perdoe-me, esqueci-me de me apresentar! Chamo-me Filipe!

–Sofia – Apresento-me.

–Estou sabendo... – Ele diz virando o rosto para o outro lado.

–Meu Deus! Como todos sabem o meu nome?! — Reclamo.

–Todos estavam a sua espera!

–Mas por quê? Eu sou apenas uma menina!

Ele me encara como se tivesse dito um absurdo.

–Você não é apenas uma menina! Há algo de especial em todos aqui só...

–Só que eu sou a única idiota que está aqui por engano! Deve ser outra Sofia que esperam! – Digo interrompendo-o.

–Não, você é a certa! – Ele explica.

–Como tem tanta certeza? Por acaso alguém aqui tem bola de cristal?

–Quase isso... – Ele ri – Na verdade recebemos uma carta em todas as unidades que existem no mundo inteiro desse colégio, sobre sua chegada.

–Mas como vocês tem certeza que sou eu? – Digo indignada.

–Porque você é a única da sua idade que tem esse nome escrito com o final “fia” o resto está como “phia” – Ele explica novamente.

–Como sabem?

–Cuidaram disso para não confundirem você com nenhuma outra menina.

–Meu Deus! Então não podem apresar, procurar uma dessas cartas em que diz o que eu sou ?!

–Assim é fácil! – Ele ri enquanto fala – Eles querem que seja treinada e passe por desafios que descubra o gral de sua importância para o mundo.

Não digo mais nada apenas fico perdida em meus pensamentos.

–Você está me saindo muito teimosa! – Diz ele me cutucando de leve.

–Desculpa – Digo em baixo tom.

Se me deixar sem graça era o que ele queria!

Ele ri – Gosto de você! – abaixa a cabeça e depois a levanta para mim.

Acho que corei, pois ele passa a mão na minha bochecha e depois ri.

–Você também é legal – Falo dando um empurrãozinho de lado.

Ficamos em um breve silêncio a ouvir apenas o som dos passos no refeitório que apesar de distante fazia barulho na escola toda.

Viro-me para olhar o que está fazendo e ele está perdido na paisagem.

Chuva! Repentina que me encharca inteira, melhor dizendo, nos encharcando.

Ele levanta rápido e tira o casaco Jeans e cobre minha cabeça. Levantamos para entrar no colégio e as portas estão fechadas.

–I...Ferro! – Digo.

–Vem comigo! – Ele me dá o casaco e sai correndo por gramado a fora.

–Onde está indo?! – Grito em meio à chuva.

Ele não responde e eu apenas o sigo.

Chegamos a uma espécie de caverna. Pequena, mas confortável.

–Você está bem? – Ele me pergunta torcendo o casaco.

–Dentro do possível estou! – Respondo me sentando.

–Vou montar uma fogueira, pode pegar esses galhos ai no canto pra mim?

–Claro! – Me levanto e junto todos no centro da caverna.

Ele por sorte tinha um isqueiro no bolso que usou para acender a fogueira.

–Está confortável? – Ele me cobre com o casaco ainda úmido.

–Sim obrigada. – Me encolho ainda mais.

Ele se aproxima fazendo com que minha cabeça deitasse em sei ombro. Não sabia que horas eram e quando iriamos sair dali.

A chuva que não parava nos impediu de sair dali onde passamos a noite, espremidos tentando dormir.

Acordamos com o dia claro, mas ainda chuvoso. A fogueira já havia se apagado e eu havia dormido no ombro de Filipe.

–Bom Dia – Ele diz quando me ajeito.

–Ah você já acordou? – Falo sem graça.

–Sim. Você é engraçada dormindo!

–Por quê?

–Você riu, choro, grito... Pensei que tivesse passando mal.

Um silêncio toma conta do lugar quando nossos olhares se cruzam.

Notas finais
Comentários são muito bem vindos!!