Sofia
13 Cidade das Fadas
Notas iniciais
Capítulo 12:::::
–Isabel! — O guarda gritou abrindo as portas da sala com brutalidade — Estão invadindo o palácio!
Meu coração parece ter parado, avisto pela portas pessoas de preto marchando.
–O que vamos fazer? — Perguntei.
–Eu não sei.
Capítulo 13:::::
– Tobias responde aflito.
Isabel está de costas nesse momento. Ela se vira lentamente com...com...um sorriso?!
–Coitadinha! Tão inocente! – A voz dela parece estar mais fina.
–Isabel? O que está acontecendo? – Filipe pergunta se posicionando na minha frente como forma de proteção.
–Você é outro, babaca! – Ela da uma gargalhada.
Meu coração dispara. Como assim? Isabel na verdade era uma armadilha?
–Sofia... O que está acontecendo? – Tobias está todo se tremendo e Filipe começa rir dele.
Por um minuto de distração Isabel me puxa e põe uma espada em minha direção.
–Sofia! – Tobias grita chamando a atenção de Filipe.
De repente a espada cai e Isabel não está mais me segurando.
–Corram!
Viro-me e vejo Wilbert com uma faca manchada de sangue.
–Wilbert muito obri...
–Não há tempo para isso! Peguem os alados e voem toda via para o leste – Ele ordena.
–Mas e você?
–Eu vou ficar bem.
Corro para abraça-lo, ele não rejeita.
–Agora vá! – Ele diz me dando um leve empurrão.
Filipe me puxa e rapidamente estamos na parte de trás do castelo.
–Suba Tobias! – Filipe mostra a Tobias um cavalo que está amarrado ao nosso.
Vamos a uma longa e cansativa viajem em direção ao leste.
–Precisamos descansar – Filipe diz.
–Sim, precisamos – Respondo.
Ele aterrissa em uma caverna coberta de gelo.
Tobias vai atrás de alguns galhos enquanto ele ajeita as coisas para passarmos a noite.
Encostada em uma rocha vejo o sol se pondo pelo gelo. Como isso tudo foi chegar a esse ponto? Há alguns meses atrás eu era apenas mais uma jovem de Gortin.
–Está tudo bem? – Pergunta Tobias pondo os galhos no chão.
–Sim, está.
Filipe ascende à fogueira e depois os dois se sentam em volta dela.
Um frescor invade a caverna fazendo com que eu sinta frio.
Eu estou... Não sei como estou. Não há paz dentro de mim, não há felicidade. Esses últimos dias tem sido tão puxados. Não paro de fugir afinal é a única coisa que sei fazer desde que minha mãe morreu. Afinal, de que eu estou fugindo? De mim? Talvez. Afinal os problemas estão a minha volta, eles estão acontecendo por minha culpa. Isso tudo está valendo apena? Isso terá um final feliz? Perguntas sem respostas é o que mais tenho ganhado disso tudo. Estou confusa e sem esperança.
–Sofia... – Tobias se aproxima – Acho que está ficando hipotérmica – Ele tira o casaco e me cobre, Filipe faz o mesmo.
Em poucos minutos adormeço.
–Vamos – Filipe me ajuda a levantar.
O sol parece mais fraco hoje, nuvens tampão sua claridade.
Subimos em cima dos alados que parecem estarem mais dispostos depois da noite.
–Logo chegaremos – Filipe diz ao acariciar a minha cabeça.
Encosto-me e em suas costas e durmo novamente.
–Acorde – Uma voz familiar pede.
Uma luz forte faz meus olhos doerem, sinto fome e cansaço.
–Acorde – A mesma voz pede novamente.
Abro lentamente os olhos e vejo Melissa.
–Melissa! – Falo com a voz fraca.
–Sim, sou eu – Sua voz era tão delicada e suave.
Sento-me e lhe abraço forte.
–Por onde esteve? – Pergunto.
–Aqui.
Pela primeira vez paro para olhar á minha volta. Tudo aqui é tão... Lindo, suave, elegante, calmo... Acho que não pode ser definido em uma única palavra. É uma grande floresta, há enormes flores que parecem ser casas. Um pouco mais a frente há uma gruta com água cristalina e pedaços e ouros e rubis nos cantos. Percebo a existência de fadas e gnomos por todo lado. Se eu tinha alguma dúvida, agora ela se acaba. Sim, aqui é a vila das fadas.
–Vem você precisa se alimentar – Melissa se levanta e estica a mão para que eu me apoie.
Aceito sua ajuda para me levantar do macio e verde gramado.
–Ela está bem? – Pergunta uma mulher estonteantemente linda.
Seus cabelos são longos e morenos como sua pele. Seu vestido é uma mistura de verde com dourado, suas gigantescas e brilhosas asas formam uma áurea em sua volta.
–Sofia, está é Catarina – Melissa diz esticando o braço para me apresentar.
Aproximo-me dela lentamente, tenho vontade de abraça-la, mas não sei por quê. Acho que ela percebe, pois me envolve aos seus braços. Parece que já recebi esse abraço antes. Toda sensação de angustia, aflição, nervosismo, tudo se acaba e se transforma em paz.
Ela me solta se seus braços levando sua mãe á um carinho em minha nuca.
–Está tudo bem... – Ela diz com uma vez tão suave..
Parece que tudo passou, agora está tudo bem. E será que não está? Eu já não sei.
–Venha – Melissa me guia até uma casa-rosa.
Já está escurecendo e as pétalas de cada casa, se fecham lentamente.
–Tome – Ela me mostra uma folha onde há um líquido e algumas...Sementes?
–Isso é...
–Sementes e água da fonte.
Sem reclamar como o alimento que me oferece.
Ela me dá uma longa e confortável camisola rosa bebê.
Deito-me e pétalas se fecham sobre mim.
“Sofia querida, está tudo bem, vai ficar tudo bem. Eu estou feliz, não se preocupe, em breve tudo irá se resolver. Mamãe te ama, viu?”
–Sofia – Melissa passará a mão em minha cabeça.
Em um impulso eu acordo já me sentando.
– O que foi? – Ela pergunta.
–Nada. Só um sonho.
–Está bem, ponha essas roupas e me encontre na Grande Rosa – Ela põe roupas em meu colo.
–Como vou saber onde fica esse lugar?
–É só olhar ao sul, para a maior rosa e lá será a Grande Rosa – Explica.
–Está bem.
Melissa se levante e sai. Visto as roupas que ela me deu. É uma calça tipo legg, mas com um tecido mais grosso, marrom, uma blusa de manga curta verde, um casaco de couro, também marrom, e uma botinha.
Saio e faço exatamente o que ela indicou. Maior casa, ao sul. Lá está uma gigantesca rosa a qual circula várias pessoas, ou melhor, fadas.
–Sofia! – Mariah berrou a me ver.
Corro para abraça-la.
–Como você está? – Ela pergunta.
–Bem dentro do possível.
–Eu falei que nos acharia fácil! – Melissa dizia a Catarina enquanto se aproximava.
–Olá Sofia – Catarina.
–Olá – Respondo.
–Precisamos conversar – Ela diz.
–Sim, precisamos.
Vamos em direção a uma mesa de pedra no gramado da região exterior a Grande Rosa.
–Você, lembra-se daqueles tubinhos que pego no teste, ainda lá na primeira unidade do colégio? – Pergunta.
–Lembro.
–Então, você pego dois, ainda falta mais um para podermos resolver essa situação.
–Como assim?
–Eu já sei tudo o que Isabel te disse, você tem que esquecer tudo, a única parte que é verdade é que a política usada para dividir o nosso mundo. Entendeu?
–Sim, mas por que vocês precisam desse terceiro tubinho?
–Isso, eu só posso contar quando o tivermos em mão.
–Está bem.. Mas o que quer que eu faça?
–Vá a busca dele.
–Está bem, mas quando que eu tenho que partir.
–Você vai hoje anoite. É melhor que atrai menos atenção, porém, é a hora em que as trevas circulam livremente, então, você precisará de um disfarce. – Ela explica.
–Outro? Eu já pintei meu cabelo! – Reclamo
–Calma, prometo não mexer no seu cabelo. Vamos te vestir com uma roupa de Ynce.
–O que é Ynce?
–É um tipo de ser mágico. Elas são meio do mal, meio do bem. Há muitas, mas vivem em outro local – Explica.
–Hum..Está bem...
–Você tem fotos de quando morava em Gortin? Eu preciso saber como era...Curiosidade – Ela diz rindo.
–Sim, eu nunca mostrei para ninguém, mas minha mãe adorava tirar fotos minha. Uma vez tiramos algumas fotos mais enfeitadas e tudo, mas nada profissional.
–Me mostre! – Ele pediu.
–Sim.
Fomos para a Rosa de Melissa. Peguei meu caderno e de lá tirei algumas fotos...
Ficamos até a hora de ir me arrumar, vendo.
–Agora vamos, a fada da beleza está-te esperando! – Ela estava animada para ver o resultado.
Fomos para uma sala na grande rosa, a qual era como uma sala normal. Tinha um espelho cheio de luzinhas.
Eu estava me achando engraçada, realmente engraçada, com aquela roupa. Parecia uma animadora de festa.
–Posso tirar uma foto? – Perguntou Catarina.
–Pode – Respondi.

–Agora vamos, Filipe e Tobias estão a sua espera.
Ela me levou até uma área “secreta”.
Lá estava os dois, Filipe e Tobias. Nós iriamos de alado( cavalo voante) até um barco que nos espera no sul.
–Sofia! – Catarina me chamou quando eu andava até o Alado.
–Sim?
–Tem mais uma pessoa que vai com vocês.
–Quem?
–Bianca.
*Especial antes e depois da Sofia:
Antes:

Depois:

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