So...do You Love Me?
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Entrei na escola, olhei os corredores, e estavam cheios de pessoas rindo, felizes e trocando presentes de dias dos namorados,já que era dia.Porém, ninguém parecia lembrar-se do dia de ontem, o que era ótimo.Agora eu tenho um motivo para gostar desse dia inútil e completamente capitalista.
Aqui é Ishida Uryuu. Todos ai devem está se perguntando o que foi que aconteceu de tão especial ontem... Especial não foi! eu juro que não. Mas que pertubador, ah, foi sim. Tão pertubador que me deixou a noite inteira em claro, além de não parecer, já que eu estava bastante atento ao meu redor para ver se estariam falando de mim. O que aconteceu foi o seguinte: ontem estava acontecendo um festival do colégio, e eu estava lá, claro, junto com o resto do pessoal inteiro,mesmo não gostando muito de festivais, eu estav apenas seguindo as exigencias sociais. Como sempre eu estava na minha até que Kurosaki, aquele maldito shinigami me chamou para fora, o jardim do colégio, para conversar. Ele me disse que não gostava muito de festas, e que estava com uns problemas na cabeça, e gostaria de desbafar comigo, porque sabia que eu não iria contar nada para ninguém.Ele falou de como estava estressado, da falta de tempo e de um sentimento que o sufocava. Ele perguntou com aquela cara deslavada: "O que eu devo fazer?" E o idiota do Uryuu, com todos os seus neorônios de férias, respondeu: "Você tem que agir." No final de tudo, ele me puxou o braço e me beijou, dizendo que me amava. Fiquei calado, vermelho, sem dar uma palavra e corri para dentro da festa,tentado me esconder dele. Eu nunca gostei tanto de estar numa festa como eu gostei naquele dia.Não é isso que você está pensando! Estava feliz justamente por a festa ser cheia de gente para me misturar e ocultar do olhar procurador do maldito shinigami.
E foi isso. Simplesmente isso. Agora estou aqui, fugindo de todos e dele.
Voltando ao meu caso dos corredores, eu sai de fininho para a minha sala, e vi Sado conversando com Keigo e Mizuiro. Ao me verem entrar na sala, olharam um pouco torto e voltaram a conversar. Oh não, será que eles tinha descoberto o...acontecimento de ontem?
respirei fundo e fui para meu lugar, e guardei a bolsa. Logo, quando sondei o local, lá estavam eles vindo em minha direção, Keigo com um sorriso aparentemente falso. Assustado, eu me contraí desprezivelmente na carteira, tentando disfarçar o nervosismo.
— Bom dia, Ishida! — O primeiro a me cumprimentar foi Mizuiro.
— Yo! Quantos chocolates você recebeu hoje? — Foi a vez de Keigo, ainda sorrindo, mas dessa vez um pouco mais verdadeiro.
— Nenhum ainda. – gaguejei – Por quê?
— Por nada, Ishida! – Ele esfregou a nuca, com se estivesse constrangido com a pergunta. — Só achei que receberia, então vim perguntar.
— Se você não receber nenhum, posso dividir alguns dos meus com você, Ishida. – Falou Sado, tentando ser gentil comigo.
— Não, muito obrigado Sado. – eu respondi, ainda tremendo um pouco, mas tentando fazer uma gentileza a altura da sua. – Eu estou bem. E por outro lado, não sou muito ligado em chocolate.
Então a conversa ficou por isso mesmo. Apenas isso. Depois eles se retiram da sala, indo perguntar para todo mundo se haviam recebido chocolate também, eu suponho. Bem, pelo menos a essa altura eu já estava bem tranqüilo com a sala vazia; podia meditar e pensar no que fazer se desse de cara com Ichigo novamente... Espere, desde quando eu havia me dado o luxo de chamá-lo pelo primeiro nome?Tinha que me lembrar que tinha de manter uma distancia, que para mim ele seria apenas o Kurosaki, o shinigami maldito.
E falando no diabo...
Ouvi alguns passos próximos a porta, e quando me dei conta, lá estava ele ao pé da porta, me encarando. Por fora eu estava calmo e parecia ignorar sua presença, porém dentro de mim eu senti que meu coração iria pular da garganta se eu abrisse a boca pra falar naquele instante. Sorte minha que ele que iniciou a conversa.
— Yo, Ishida. Pode vir aqui um instante? Queria falar com você. – disse ele sério, sempre com um rosto levemente franzido.
— O que é? – gaguejei novamente. Droga, tinha que parar de gaguejar pelo menos na frente dele.
-Vai descobrir se vier aqui. – Touché, eu diria.
Bufei pelas narinas, e fingindo mansidão eu levantei da cadeira e andei até ele, mantendo uma postura firme e menos amedrontada. Tive a coragem de lhe olhar seriamente em seus olhos, como sempre e perguntei:
— O que é? — repeti, me recusando a me aproximar mais dele.
— Venha para cá – Ele saiu da porta e foi até o final do corredor, que estava bem afastado e deserto. – Aqui é melhor.
“Ótimo” reclamei baixinho. Ele estava me chamando para o cantinho! Tinha que me preparar para o inesperado. Estava com tanto, mais tanto medo do que Kurosaki iria fazer que andei bem devagar, para observar seus movimentos. Ele ia me mandando chegar mais perto, e eu na mesma velocidade, até que estávamos bem próximos.
Então, finalmente ele consentiu e puxou algo do bolso dianteiro, com dificuldade. Quando conseguiu, colocou em minha mão um saquinho com 8 bolinhas de chocolate , no máximo, amarrado a uma fita bem fina de cor vermelha.Eu fitei o presente, surpreso e disse:
— O que é isso, Kurosaki? – Eu estava um pouco exaltado.
— É chocolate, não ta vendo? – Bradou ele de volta, parecendo constrangido. – É pra você!
— Pra mim? – Eu senti minhas bochechas arderem. – Por que ta dando isso logo pra mim?
— É Valentine’s Day! O dia que se dá chocolate pro namorado, pro cara que gosta... E... – Ichigo parou de me encarar, corando violentamente enquanto virava o olhar – E você sabe, eu gosto de você! Então cala boca e come!
— Não acredito... – eu estreitei os olhos, mesmo sabendo de verdade – Não está tirando com a minha cara, não é, Shinigami?
— Claro que não! Eu não mentiria com uma coisa dessas! Olha, é só comer. Passei a noite inteira preparando essa coisa escondido de todo mundo. Queimei até os dedos. – ele mostrou os curativos – Então só quero saber se você gostou.
— Tudo bem. Mas se for algo pra me pregar uma peça, como veneno ou fezes, eu não hesitarei em te matar. – Joguei a cara para o lado,muito corado,não admitia que me visse assim. Eu abri o saquinho, tirei uma bolinha daquelas e coloquei inteira na boca, e senti o gosto de todo o amor que Ichigo havia colocado naquele chocolate. Estava realmente gostoso. Senti-me mal por duvidar do garoto. Engoli, e voltei a olhar para ele, tentando sorrir,sem jeito. – Está ótimo. Valeu, Kurosaki.
Ele fez uma expressão desgostosa. Parecia insatisfeito com algo.
— Só um obrigado, Ishida? – Quis saber, se aproximando cada vez mais de mim.
Eu estava começando a imaginar o que Ichigo iria fazer.Recuei um pouco, receoso sobre o que ele planejava, à ponto de encostar na parede,em desespero por ela existir e me impedir de fugir. Logo ficamos bem perto, com os narizes colados, sentindo a respiração um do outro. Me pegou pela cintura, me segurando pelas costas. Ele estava me olhando de um jeito tão sensual, com olhos mornos e centrados, que eu me sentia fraco em seus braços. Não fazia nada a não ser olhá-lo de volta.
— Posso roubar um beijo seu Uryuu? – Ele riu, ao ver a minha fraqueza.E eu deixei que o silêncio respondesse por mim, afinal, eu não sabia o que eu queria.
Então, ele me deu um beijo de leve nos lábios, umedecendo um pouco. Repetiu a ação 3 vezes, e cada beijo era mais intenso que o outro. Ai que ele finalmente quis invadir minha boca, e eu deixei. Nossas línguas se tocavam bem rápido, e depois bem lentamente. Ele lambeu meu lábio inferior depois fui eu que voltei a beijá-lo,segurando em seu rosto. Continuamos nosso beijo profundo, mas por falta de ar nos separamos. Ainda tinha um rastro de saliva que nos ligava. Ichigo pulou da minha boca para o pescoço, beijando-o e depois o sugando. Soltei alguns gemidos baixos, enquanto ele deixava marcas no meu pescoço.As nossas cinturas dançavam no mesmo ritmo — um ritmo especial e unido, que deixava-me sentir uma elevação a mais na virilha dele. Nunca imaginei que Kurosaki pudesse ser tão carinhoso, e tão selvagem. Mas por incrível que pareça, eu estava gostando. Gostando de verdade do beijo, e dos chupões.
Ele subia meu pescoço com beijos e eu não parava de gemer. Mas no fundo, estava com muito medo que alguém aparecesse. Era um momento bem constrangedor, seria péssimo se isso acontecesse...
Quando aparentemente se sentiu satisfeito, me deu um ultimo beijo e voltou a me encarar, comigo ainda em seus braços.
— É, você tinha razão. O chocolate estava bom.
Olhei para ele meio apreensivo, e ainda muito vermelho.
— Já se satisfez Kurosaki?
— Não. Ainda não.
Eu arregalei os olhos. Porém, ele continuou...
— Quero que namore comigo. Poderia fazer isso?
Notas finais
Se você gostou, dê uma risadinha e deixe um review, por que você sabe... a samara pode vir as 2h da madrugada te perturbar com a luzinha do nokia dela.
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