Sociedade Sangrenta: O Jogo da Guerra
1 Sinopse
Notas iniciais
A rua era estranhamente escura,quase todas as casas estavam abandonadas e rachadas,canos gigantes cortavam a rua,e no final de um beco,dentro de uma pequena porta podia enxergar uma luz rosa saindo da fresta,uma musica eletrônica tocando e alguns gritos e risadas acompanhando.
Dentro do suposto bar tinha um rapaz de cabelos loiros e bagunçados,com uma regata branca e surrada,óculos escuros arranhados,barba malfeita e cara de rebelde.Ele saiu do bar com uma garrafa de cerveja barata na mão.Mal podia andar,pois estava muito bêbado.
Ao passar em um beco,o rapaz sentiu um calafrio percorrer sua espinha.Quatro homens com quase o dobro de sua altura saíram do escuro e o chamaram. – Hey,loirinho. Chega aqui! –
Jon se virou e olhou pra eles. – Falaram comigo? Me desculpa mas eu não to afim não. – Jon virou as costas para os três homens e continuou a andar.
O ar fedia a esgoto,o clima não estava nada agradável.
O homem mais alto correu e chutou a coluna de Jon,o que derrubou Jon no chão de joelhos.Ele se levantou socou a barriga do gangster,que pareceu nem sentir.Jon olha para ele surpreso. –Ah,merda. – O gangster joga ele no chão,saca uma faca e começa a se curvar na direção dele.Jon olha pros lados e vê uma barra de ferro,segura a mesma e bate com força na perna do gângster,que fecha os olhos e geme de dor.
Jon usa o fato dele ter fechado os olhos para atacar.Não tinha muito tempo pra pensar,os outros dois já estavam se aproximando.Jon chuta o nariz do gângster o fazendo recuar e gemer mais ainda.Rapidamente,Jon se levanta e rouba a faca do homem,passa a mesma no pescoço dele e parte pros outros dois.Apunhala o segundo rapaz e tira a faca para atacar o terceiro.Na hora que Jon tenta chegar perto o homem saca uma pistola e mira nele.
Antes do terceiro homem pensar em atirar,uma faca atravessou seu pescoço por trás.Quando ele caiu apareceu o homem que fez aquilo.Era um homem alto e de terno,que tira um pano e começa a limpar a lâmina.
-Muito obrigado. – Jon parecia sarcástico. – agora se o senhor me da licença,eu vou voltar pra qualquer outro lugar onde tenha bebida.
-Não tão rápido.O ministro da defesa exige sua presença agora.
-E o que te faz pensar que eu irei?
-Eu já imaginava isso. – O agente coloca dois dedos no ouvido. – Permissão para efetuação do plano A? — O Agente tira uma pistola do terno e atira em Jon,ao invés de sair uma bala,saiu um protótipo de plástico que o eletrificou e paralisou.
O “loirinho” abriu os olhos e percebeu que estava deitado em um sofá,sua visão estava embaçada e ele se sentia como se estivesse na pior ressaca do mundo.Quando sua visão voltou ao normal ele percebeu que estava na sala do Ministro da defesa,o qual estava sentado em uma mesa,digitando alguma coisa no computador.
-Boa tarde,Sr.Colt.Como foi seu sono?
-Preferiria ter levado um tiro.Argh,minha cabeça dói.
-Tenho certeza que vai passar. – O ministro apesar de estar falando,ainda digitava no computador,e nem olhava para Jon. Ele apertou um botão no telefone – Jhenny,traga um café para o Sr.Colt,por gentileza. – Uma voz respondeu “estou a caminho,Sr.ministro.”.
-Valeu,me diz ai,por que eu estou aqui mesmo?
-Porque eu requisitei você aqui.Até parece que você não me conhece, Sr.Col...
-Meu nome é Jon. – Interrompeu. – E eu te conheço muito bem. O que é dessa vez?Uma empresa malvada está criando uma toxina pra dominar o mundo?Então você manda seus soldadinhos treinados pelo dinheiro publico,gasta milhões para transporte,comida,armamento e etc.E todos eles voltam pra casa sem um pedaço do corpo e sem cumprir a missão. – Jon se levanta e bate com o punho fechado na mesa do ministro. – Daí o que vocês fazem?Chamam um bêbado traumatizado pra ir salvar o dia.Ele vai lá,sozinho,com uma arma,sem resgate,sem ajuda nem nada.Conclui a missão e ganha algumas moedas enquanto a merda dos soldadinhos do ministro são declarados heróis nacionais.Então vocês devolvem o bêbado “ninja” para qualquer boate e desaparecem. – A secretaria entra,deixa um café na mesa e sai apressada. – Obrigado pelo café lindinha.Depois eu pego seu número.
-Ela é minha filha.
-Voltando ao assunto.Eu estou fora.
-Você não pode ir embora.
-O que você vai fazer a respeito?
-Você não entende.Eu preciso de você.Por favor,uma ultima vez.Se o que estiver acontecendo for aos jornais pode causar uma polêmica muito grande.
-Você acha que eu ligo pra polêmicas?
-Pelo menos escute.Alguém roubou um diamante muito precioso.Um dos mais preciosos do mundo.Esse diamante pertence a uma das pessoas mais ricas do país,porém estava sobre a proteção federal em uma exposição.Tivemos que colocar um diamante falso lá para não causa falta.Se essa mulher descobrir o que aconteceu estamos ferrados.Iria desencadear uma crise econômica no país todo.E somos uma potência mundial,Jon.Se a gente entrar em crise,metade do mundo vai entrar também.Por favor,eu lhe dou tudo o que precisar.Depois desse trabalho eu lhe darei uma casa onde você quiser,você será sustentado pelo resto da vida.Por favor.
-Eu não sei.Eu não quero ser sustentado.Sabe o que eu quero?
-O que?
-Eu quero sair com a sua filha.
-O que? – Grita o ministro. – Como ousa fal... – ele da uma pausa. – Tudo bem,se você terminar a missão com êxito e cuidar da sua aparência eu... eu faço minha filha sair com você.Por deus,o que eu estou fazendo?
-Tudo bem,ministro.É por uma causa maior.Trato feito?
-Trato feito.
-Tudo bem,eu preciso de um barbeador,um colete a prova de balas,um arsenal,um boné preto de aba reta,os últimos 15 volumes da revista “Naked girls”,um rolo de papel higiênico bem grande... bem grande.Um óculos de sol,um tênis descolado,uma jeans preta,uma camiseta branca,três barras de chocolate com amendoim,um skate voador,um cartão de crédito sem limite,um jatinho,uma bussola,um celular de ultima geração,uma reserva no restaurante mais caro,um apartamento de luxo no centro e 15 minutos a sós com as revistas.
-Providenciarei tudo,me dê um minuto.
-Te dou até três.
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