Notas iniciais
A terrorista e o serial killer tentando matar os aliados delegado e líder do culto.

Fui até um orelhão próximo e disquei o número da delegacia.

-Alô, emergência. -Atendeu uma voz familiar.

-Akise-san! Onde está Kurusu-san?! -Pergunto, cuspindo as palavras sobre o telefone.

-Ele foi ao hospital. Quem é? -Pergunta o garoto, confuso.

-Sou eu, Tsubaki! O hospital de Sakurami? Obrigada! -Saio correndo e nem coloco o telefone no gancho.

Corri, corri, corri. A lua ascendia cada vez mais ao céu, e quando entrei no hospital, vi um relógio no saguão, marcando 20:03.

-Maldição... -Vou até o balcão de informações. -Onde está o delegado, Kurusu Keigo?

-Quarto 413. -Responde a recepcionista. -É algum parente?

-Não importa, é uma emergência, onde fica?

-Suba as escadas e siga em frente, logo achará.

Corro até as escadas, e quando estou subindo, tropeço e meus óculos caem.

-Maldição. -Começo a tatear o chão, procurando-os.

-Acho que perdeu isso, não? -Uma mão me devolve os óculos.

-Obrigada. Akise-san?! Como chegou aqui? -Pergunto ao ver quem havia me devolvido os óculos.

-Imaginei que fosse vir para cá, já que perguntou do Kurusu-san, então, resolvi ver o que estava acontecendo. Pedi para Nishijima-san me trazer. -Responde ele, sorrindo.

-Pode me acompanhar até o quarto 413? -Pergunto, esperançosa.

-Claro! -Ele me ajuda a levantar e me leva até o quarto. -Aqui.

-Muito obrigada. -Abraço ele, mas rapidamente o largo e entro no quarto.

Havia um garoto deitado em uma cama, uma mulher sentada em uma cadeira ao lado da cama, segurando a mão dele, e Kurusu-san estava virado para a parede, visivelmente chorando.

A mulher me olha, então chama o marido.

-Querido... -O delegado olha para ela, que faz um sinal com a cabeça na minha direção e então ele olha para mim.

-Tsubaki-san? O que faz aqui? -Pergunta o delegado, rapidamente passando a manga do terno nos olhos.

-Me desculpe por vir aqui, assim, mas é realmente uma emergência. -Me aproximo dele, tiro o diário da manga do vestido e mostro-o para ele.

"20:27: Dead End: Kasugano Tsubaki foi esfaqueada por Hiyama Takao."

-Oh... -Ele tira o próprio diário do bolso, um celular roxo, e olha as horas. -São 20:11. Temos 16 minutos para reverter isso.

-O senhor Hiyama é professor do Colégio de Sakurami. -Forneço alguma informação, para ver se ajuda.

Kurusu liga para a delegacia e pede reforços para uma mulher chamada Natsuko.

-Provavelmente é só um assassino, não deve ser um portador de diário, não se preocupe muito Tsubaki-san. -Sussurra o delegado em meu ouvido.

Assinto, nervosa, e Akise-san entra correndo no quarto.

-Kurusu-san! Tsubaki-san! Nishijima-san está sendo confrontado por um homem muito estranho lá fora!

Então ouvimos o barulho de uma viatura, a vemos a luz do giroflex pela janela.

-Natsuko chegou. -Afirma Kurusu-san. -Vou lá fora para ver o que está acontecendo com o Nishijima. Akise, fique aqui com a Tsubaki-san.

-Como desejar, Kurusu-san. -O delegado então sai e nos deixa com sua mulher, Kurusu Naomi, e seu filho, Kurusu Yoi.

-Sabe, o filho do Kurusu-san tem uma doença cardíaca, que provavelmente não tem cura. Por isso ele anda tão distraído esses dias. -Akise-san comenta, olhando para o garoto na cama. -Coitado... Tão novo...

-É... Mas... -Começo a falar algo quando uma explosão abala a estrutura do prédio. -O que é isso?!

Corremos para a janela, mas a fumaça enturvava toda a vista. Quando a fumaça se dissipou, quatro figuras se encaravam.

Kurusu-san olhava para um homem que estava usando um sobretudo, calças e sapatos beges, um chapéu de mesma cor, usava uma máscara de metal que cobria-lhe o rosto inteiro, exceto os olhos, aos quais eram tapados por lentes que ocupavam todo o espaço disponível entre as partes inferior e superior da máscara, e estava armado com uma faca. Kurusu-san estava com a arma apontada para ele.

Nishijima-san era um homem de estatura média, com cabelos castanhos na altura do pescoço, usava um terno cinza, pelo que eu podia ver, já que estava de costas encarando uma mulher, com cabelos roxos presos em duas marias-chiquinhas e que usava um vestido de lolita rosa.

-O que diabos está acontecendo lá? -Pegunta Akise-san, confuso.

-Eu sei. -Saio do quarto correndo e Akise-san me segue. Me armo com uma arma que Kurusu-san havia deixado para que eu usasse em caso de emergência e saio do hospital.

Então ouvi os diálogos deles.

-Ora ora, então era você quem estava matando as jovens perto do Colégio de Sakurami? Serial killer não é a primeira vez que eu vejo, agora serial killer que é professor é algo inusitado devo admitir. -Kurusu-san provoca o homem.

-Como você sabe?! -O homem parecia desconcertado.

-Hiyama Takao... Sinto muito, mas terei que lhe prender. -O delegado sorri.

Ao mesmo tempo, Nishijima-san também conversava com a mulher.

-Natsu-chan, por que detonou essa viatura? Podia ter nos matado!

-Idiota! Eu não sou Natsuko Oosumi! Agora o corpo dela já deve ter virado comida de tubarão! Enganar tolos como vocês não é nem um pouco divertido. Agora entendo porque assassinar Fred Haiman foi tão fácil. Meu nome é Uryuu Minene, e eu sou a terrorista quem vai matar todos vocês! -Ela então olha pra mim. -E isso te inclui também, Kasugano Tsubaki. Ou deveria dizer... Sexta?

-O quê?! -Abri com pressa meu diário e li outra entrada, diferente da primeira.

"20:54: Kasugano Tsubaki foi assassinada por Uryuu Minene."

-Não se eu te matar primeiro. -Sorrio. -De acordo com esse seu vestido cafona, você deve ser a Nona, correto?

-Vai ser divertido ver você tentar. -Diz ela, sorrindo.

-Sexta, se acha que consegue, cuide da Nona! Eu tenho contas a acertar com esse senhor aqui. Ele já matou muitas pessoas. Não é, Terceiro? Nishijima, me ajude. -O Quarto grita, e NIshijima se junta a ele para atacar o Terceiro.

-Então Nona, deseja começar? -Provoco-a, sorrindo.

-Oh, não, Sexta, faça as honras. Só tome cuidado com o chão, viu. -Ela retribui o sorriso.

-Sei bem o que esperar. E se eu jogar isso aqui... -Me abaixo e pego uma pedra. -Bem pertinho de você?

-Não pode saber se não tentar, não é? -Dessa vez, é ela quem me provoca.

Eu atiro a pedra com tudo no chão e ela vai quicando, até parar.

-Hm... -Quando ia começar a correr para atacar a terrorista, o chão pareceu voar quando uma mina terrestre explodiu, jogando escombros para todos lados. Usei meus braços para me proteger dos escombros, e quando a fumaça se dissipou, a Nona estava com uma arma apontada para mim.

-Você me decepcionou Sexta. Para quem matou o Quinto, você é uma oponente bem fraca. -A Nona sorri e engatilha a arma.

"Não, isso não pode acabar assim!", penso, desesperada.